TRADUTOR

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 5/5

Não em nosso nome!
Não a redução da maioridade penal!
Não a criminalização de nossos alunos!
Folha do Trabalhador #16
O governo Alckmin já provou que é inimigo da educação, que reprime com o aparato policial e a justiça burguesa aos que lutam por melhores condições de ensino. O Estado e seu aparato repressivo estão a serviço dos capitalistas e contra os trabalhadores e a juventude. Sempre que pode busca encontrar uma brecha para criminalizar nossas lutas e oprimir aos setores mais rebeldes da população reprimirão, por isto desejam reduzir agora a maioridade penal, tratando a questão social como caso de polícia.

A violência nas escolas reflete ao conjunto da crescente bárbarie social capitalista. Ensino superior caro, empregos precários e baixos  salários causam a marginalização da juventude. Esta situação é agravada pela desvalorização do ensino por parte dos governos, principalmente, pela desvalorização dos professores. O desinteresse pelo estudo e a rebeldia contra a escola é uma reação espontânea a este sistema educacional falido. A pedagogia neoliberal, “escolonovista” adotadas toma medidas de desqualificação da educação como a aprovação automática, o arrocho salarial e a precarização crescente dos próprios professores.

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 1/5

Contribuição da Liga Comunista
Folha do Trabalhador #16

Nossa política educacional deve superar duas tendências que limitam a luta por melhores condições de trabalho e de vida.

A primeira, hegemônica na direção da Apeoesp, colabora com o governo tucano contra nossos interesses, acreditando que a miséria educacional pode ser resolvida no capitalismo. 
A segunda, despreza a luta teórica e limita-se às reivindicações salariais (economicistas), que, embora vitais, não nos desobrigam de lutar contra o avanço da reação ideológica, pois sem um combate tenaz neste terreno também, a categoria acaba caindo no canto de sereia de medidas que enfraquecem os trabalhadores e a juventude e fortalecem nossos inimigos, como a prova do mérito, a aprovação automática e a criminalização dos alunos.
Tais preocupações “subjetivas” são fundamentais para revigorar nossa força e coesão contra a barbárie capitalista que tanto adoece os professores. Por isto também, é nossa tarefa educar nossos alunos para o combate contra o capitalismo.

Sumário:
> A quem serve a “política educacional” do PSDB?
> 10% do PIB para quem? 100% das verbas sob o controle da comunidade escolar!
> Direção da Apeoesp “consensua” com governo do PSDB contra professores em Comissão Paritária
> Não em nosso nome! Não a redução da maioridade penal! Não a criminalização de nossos alunos!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

DA PALESTINA A PARAISÓPOLIS

“Não há capitalismo sem racismo!” 
Logo, é preciso acabar com o capitalismo
para livrar a humanidade do racismo!
por Geisa Amaral, Leon Carlos e Humberto Rodrigues


Todos os dias cerca de 20 pessoas são assassinadas em Gaza pelo exercito israelense. Aproximadamente a mesma quantidade de vítimas é fuzilada nos bairros proletários da grande São Paulo atribuídas a “motoqueiros fantasmas” que executam preferencialmente quem tenha passagem pela polícia, mas que ataca a toda a população pobre e trabalhadora, espalhando terror estatal “invisível”.

No gueto de Gaza as vítimas são palestinos impedidos de possuírem um Estado, exercito, marinha ou aeronáutica, a maioria criança, uma vez que boa parte da população adulta já foi massacrada ou se encontra presa nas masmorras de Israel.

No local de moradia da população trabalhadora paulista as vítimas são os de sempre: pobres, pretos e jovens trabalhadores, arrancados de casa ou perseguidos pelas ruas, capturados, torturados ou sumariamente fuzilados sozinhos ou nos bares. Ainda que os acontecimentos detonadores das duas guerras sejam completamente distintos, os massacres são cometidos por justificativas ideológicas igualmente racistas. Também nos dois casos, o objetivo é aterrorizar as vítimas com bombas de fósforo branco disparados por caças e ameaça de invasão de Gaza pelos tanques israelenses ou grupos de extermínio, que impõem um estado de sítio nas periferias e as ocupam militarmente. Ainda há a ameaça da a intervenção policial e militar em comunidades como Paraisópolis (na capital paulista) ou as UPPs no Rio de Janeiro em larga escala. O interesse motriz que está por trás de ambos é aumento da acumulação capitalista.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ARGENTINA - MANIFESTAÇÃO DE 20 DE NOVEMBRO DE 2012

¡No a CFK, a la oposición burguesa de derecha y a las burocracias sindicales saboteadoras!
¡Si a una fuerte huelga nacional y a la construcción de un partido verdaderamente trotskista de la clase obrera para imponer una salida obrera independiente y revolucionaria!

A LC reproduz o panfleto da TMB (seção do CLQI) para o 20N em Buenos Aires

El triunfo de las luchas de los trabajadores es la única garantía capaz de evitar una salida reaccionaria. Para hacer que los conflictos se encamine a en una tendencia hacia la huelga general indefinida . Por una salida independiente y obrera.

El cristinismo, como todo gobierno burgués, ésta haciendo de los trabajadores la principal variable de ajuste para descargar sobre ellos los costos del fin de fiesta del ciclo de los Kirchner. Esto se ve claramente en la erosión de los salarios por vía de la inflación y en las leyes flexibilizadoras como la reforma de las demandas por accidentes de trabajo. En donde el cristinismo no tuvo problema en votar junto a la oposición de derecha – en este caso el macrismo-que tanto condena.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

DECLARAÇÃO DO CLQI SOBRE A RECOLONIZAÇÃO DA LÍBIA


Quão estranho é o rosto da "libertação" na Líbia hoje!
Resposta a Michael Pröbsting e ao RCIT 


A Liga Comunista publica abaixo a declaração do Comitê de Ligação pela IV Internacional composto pelo Socialist Fight britânico, pela Tendencia Militante Bolchevique argentina e pela LC brasileira, em resposta a Tendência Revolucionária Comunista Internacional (RCIT) dirigido pelo RKOB austríaco. O RKOB é uma ruptura da Liga pela 5ª Internacional dirigida pelo Workers Power britânico.
 
A importância deste debate em meio a atual ofensiva da OTAN e de Israel sobre a Síria e a Palestina deriva do fato de que o RKOB compartilha das mesmas ilusões da maioria da chamada esquerda trotskista que acreditam que a Líbia e a Síria vivem “revoluções democráticas" (no Brasil, o PSTU, o PSOL e POR) ou simplesmente “revoluções” (PCO, LER e MR) e que de alguma forma uma luta conduzida por direções pró-imperialistas possa servir aos interesses dos trabalhadores por direitos democráticos e sindicais.

1. O artigo de 10.800 palavras de Michael Pröbsting “Lutas de libertação e interferência imperialista – O fracasso do sectárismo ‘anti-imperialista’ no Ocidente: Algumas considerações gerais do ponto de vista do marxista sob o exemplo da revolução democrática na Líbia em 2011” publicado no Boletim “Comunismo Revolucionário” da Tendência Revolucionária Comunista Internacional (RCIT), No.12, 2012/10/24 merece alguma consideração, pois procuram defender sua indefensável posição pró-imperialista sobre a Líbia e ataca aqueles que tomaram uma posição de princípio. [1]

2. No entanto, rejeitamos a identificação das posições do Comité de Ligação pela Quarta Internacional (LCLQI) com as da ICL/espartaquistas e do Grupo Internacionalista/LFI:

“Os sectários ‘anti-imperialistas’ no entanto, colocam-se ao lado do reacionário regime de Gaddafi contra a revolução popular. Exemplos de grupos que assumiram tal posição reacionária são o Comité de Ligação da Liga Comunista (Brasil), do Grupo Revolucionário Marxista (África do Sul) e do Luta Socialista (Grã-Bretanha), a ICL/espartaquistas, o LFI/Grupo Internacionalista de Norden e o grupo stalinista "Partido Comunista da Grã-Bretanha (‘marxista-leninista’)”.

Existem grandes diferenças, esses dois grupos e a Tendência Bolchevique Internacional. O terceiro membro da "família Spartaquista", se recusou a defender a Líbia contra os rebeldes dirigidos pela CIA em Benghazi na guerra contra Gaddafi desde o início e nunca teve a orientação de princípios da Frente Unida Anti-Imperialista, adotando a linha mais light e incorreta de "bloco militar" contra as posições do Comintern sob Lênin e Trotsky e contra as posições que Trotsky defendeu até seu assassinato em 1940. [2]

domingo, 11 de novembro de 2012

ATO NACIONAL CONTRA O EXTERMÍNIO INDÍGENA

Somos todos Guaranis e Kaiowas contra o genocídio a mando do agronegócio e seus lacaios: o Supremo Tribunal Federal, Dilma e o PT!

No dia 9 de novembro de 2012 ocorreram atos em defesa dos povos guarani-kaiowas em 50 cidades do Brasil. Em São Paulo, a maior manifestação nacional contou com mais de três mil pessoas que se concentraram no MASP desde as 13h até as 18h. Primeiramente, no início da tarde, os manifestantes se dirigiram à sede do Tribunal Regional Federal da Avenida Paulista para entregar a “Carta dos Movimentos Populares” pedindo a urgência na demarcação de terras e a anulação dos despejos. A segunda concentração, às 17h, marchou da Avenida Paulista até o Vale do Anhangabaú e encerrando-se às 21h.

Desde a chegada dos portugueses a estas terras, há mais de meio milênio, o dia 9 de novembro entrará para a história como a data em que mais aconteceram protestos pela causa dos povos originários e contra o Estado capitalista em toda a história do Brasil.
O movimento ganhou força quando os Guarani-Kaiowás no Mato Grosso do Sul passaram a ser ameaçados de extinção. Quando os portugueses chegaram havia aproximadamente 10 milhões de índios no país. Hoje não chegam a 1 milhão. Enquanto a população brasileira cresceu para quase 200 milhões de habitantes, o avanço do latifúndio capitalista sobre o qual se assentou a economia da colônia no princípio e agora da semi-colônia fez com que a população aborígine retrocedesse violentamente. Graças ao servilismo de todos os governos burgueses, o país nunca passou de uma economia agro-exportadora a serviço do grande capital internacional.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ESTRUTURA BRASILEIRA E PERSPECTIVAS CONJUNTURAIS 2/2

A base material reacionária do
gradualismo sem rupturas em todo
processo político brasileiro

É bem sabido que o Brasil não possui tradição de partidos políticos. Como uma serpente que muda de pele, a cada 40 anos a burguesia renova 100% de suas principais agremiações. Este não é um padrão burguês mundial, mas uma característica nacional. Nesta questão, o Brasil é diferente dos EUA, Inglaterra, França, Argentina, Índia ou México.

A inconsistência dos partidos políticos burgueses é uma característica típica do modo de conservação do poder pela classe dominante do Brasil, fenômeno que se combina com outro, a falta de processos de ruptura mesmo nos marcos capitalistas, como revoluções vitoriosas (Inglaterra, França, EUA,) ou abortadas (países semi-coloniais).

Acontecimentos como a independência, a instauração da república, o fim da escravidão, a mudança de regimes ditatoriais para regimes democráticos não aconteceram sem rupturas nos outros países 1. No entanto, no Brasil todos estes processos se deram de forma “lenta, gradual, segura e sem revanchismos” 2.

ESTRUTURA BRASILEIRA E PERSPECTIVAS CONJUNTURAIS 1/2

A insustentável leveza1 dos partidos burgueses
brasileiros e a necessidade de criar um forte
partido trotskista da classe operária

dO Bolchevique #13
Ainda que sem consciência de seus interesses históricos, a massa dos trabalhadores resiste como pode cada vez mais desiludida com a democracia dos ricos. Mesmo sendo obrigada a votar e sob um intenso bombardeio ideológico dos partidos do regime e do Estado, que fez destas as eleições mais caras da história do país (quase 600 milhões de reais), os votos brancos, nulos e abstenções nacionais subiram para 26,6%. Até em São Paulo, capital econômica do país, onde a acirrada disputa inter-burguesa entre os dois principais partidos hegemônicos na classe dominante, nucleadores da situação e da oposição, PT e PSDB, fizeram grande apelo para ao eleitor, a rejeição foi de 30%. Cerca de 2,5 milhões de eleitores não votaram em nenhum candidato. Destes, 800 mil foram às urnas em meio a sol e chuva intensos que marcaram o clima no segundo turno para votar branco ou nulo.

Além disto, estas eleições foram recordistas em disputas nos 2º turnos. Também os candidatos oposicionistas foram vitoriosos sobre os candidatos situacionistas em cada município. Por sua vez, foi a eleição com o menor índice de reeleições desde que foi criado este artifício 2.

Os partidos que se reivindicam socialistas que compuseram a “Frente de Esquerda” (PSOL, PSTU e PCB) em 2006 foram completamente incapazes de influenciar progressivamente a desilusão popular com as eleições burguesas porque simplesmente coligaram-se aos partidos capitalistas, aderindo ao cretinismo eleitoral que tanto enoja de forma crescente os setores mais avançados da classe trabalhadora. O PSOL consolidou sua condição de pequeno partido burguês, aliando-se com todo o espectro nacional, dos governistas PT e PCdoB à direitona do PP de Maluf e Bolsonaro e do DEM de Demóstenes e Caiado, para eleger a todo custo e custeados pelas empresas capitalistas, 49 vereadores e seus primeiros dois prefeitos.

domingo, 21 de outubro de 2012

INGLATERRA - PANFLETO DO SOCIALIST FIGHT NA MARCHA DE 20/10/2012

Pela vitória dos mineiros sul africanos em greve! Nenhuma ilusão nos que buscam tornar mais tolerável o ajuste! Que o Congresso dos Sindicatos (TUC)  convoque uma greve geral por tempo indeterminado!

Os mineiros grevistas da África do Sul são hoje a vanguarda do proletariado internacional. O massacre brutal e pré-planejado dos 34 mineiros em 16 de agosto é uma manifestação aguda da crise internacional do capitalismo. Todos os trabalhadores com consciência de classe do planeta tem o dever de apoiar e trabalhar para a vitória desses grevistas porque eles estão lutando não apenas para o futuro da classe operária sul africana, mas pelo futuro de todos nós.
A crise mundial do capitalismo continua a se aprofundar, a crise da dívida grega e da soberana europeia continua se agravando. Vários países da área do euro não pode pagar ou refinanciar sua dívida pública sem deixar de tornar-se reféns da temida troika: o FMI, UE e BCE.
As dívidas dos especuladores e bancos de propriedade bursáteis foram transferidas para o saldo bancário nacional e assim a crise se tornou uma crise da dívida soberana que agora ameaça a solvência de nações inteiras e a sobrevivência do euro e da própria União Europeia. Isto tem consequências globais, ameaçando rivalidades inter-imperialistas como as que vimos antes das Primeira e da Segunda Guerra Mundial.
Isto tem consequências desastrosas para a classe trabalhadora e para a população pobre grega, restaurantes precários surgem em toda parte. A verdadeira pobreza e a fome reaparecem na Europa pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A Grécia mostra a todos o futuros que teremos sob este sistema capitalista podre e em crise.

INGLATERRA - PANFLETO DO SOCIALIST FIGHT 20/10/2012

Victory to the South African Striking Miners!
Enough of the bogus “protecting frontline services”, and “cuts too far too fast”!
TU leaders must fight for needs budgets!TUC: Call an indefinite General Strike!

The striking miners of South Africa are the vanguard of the international proletariat. The brutal and pre-planned massacre of the 34 miners on 16th August is a sharp manifestation of the International crisis of capitalism. Every class conscious workers on the planet has a duty to support and work for the victory of these strikes because they are fighting not just for the future of the South African working class but for all our futures.
The world crisis of capitalism continue to deepen; the Greek and European sovereign debt crisis continues to worsen, several countries in the euro area cannot repay or re-finance their government debt without the assistance of the dreaded troika, the IMF, EU and ECB.
The debts of speculators and banks from property bub-bles were transferred to the national bank balance and so the crisis became a sovereign debt crisis which is now threatening the solvency of whole nations and the survival of the Euro and the European Union itself. This has global consequences, threatening inter-Imperialist rivalries the like of which we saw before WWI and WWII.
This has had dire consequences for the Greek working class and poor, food kitchens have sprung everywhere and real poverty and hunger has begun to reappeared in Europe for the first time since the end of WWII. Greece shows us all our futures under this rotten and crisis-ridden capitalist system.
It is already apparent that a severe housing crisis is developing in Britain, the NHS is being totally privatised and local councils are about to be reduced to being the paymasters of privatised and decimated local services. Tory Barnet council is pioneering US-style total privatisation of services. Chancellor Ed Balls told the Guardian, “The public want to know that we are going to be ruthless and disciplined in how we go about public spending”. And at the Labour Conference, “we cannot make any commitments now that the next Labour government will be able to reverse particular tax rises or spending cuts.”
Following the terrible Marikana Massacre on 16 August on Monday 15 October the crisis in South Africa’s mining sector worsened when talks between the Chamber of Mines and trade unions failed and the strike wave spread. “The situation is grave,” Willie Jacobsz, head of investor relations at Gold Fields told the Financial Times. “All of Gold Fields’ South African mines, with the excep-tion of the developing South Deep, are now engaged in illegal strike action, putting thousands of jobs at risk and increasing the likelihood of major restructuring.”

sábado, 6 de outubro de 2012

CARTA AOS LEITORES

Ganhe quem ganhar,

não fará igual, fará pior!

Votar Nulo, por um partido

revolucionário dos trabalhadores!


Parafraseando a música do grupo Titãs (1), ganhe quem ganhar estas eleições, alertamos: os próximos ou reeleitos não farão igual aos atuais governos. Farão pior! Trata-se de exigências da economia: aplicar os “planos de austeridade” para tornar a economia brasileira mais “competitiva” (2), arrochar ainda mais os salários para baratear a mão de obra, realizar a famigerada reforma trabalhista “por baixo” via Acordo Coletivo Especial com o apoio das centrais pelegas e governistas, desonerar ainda mais a carga tributária para o empresariado e aumentar os custos dos serviços utilizados pela população trabalhadora como o do transporte público; aumentar a coerção social contra trabalhadores de rua e sem tetos, o efetivo policial e o poder repressivo das guardas municipais; agilizar a privatização da saúde e os despejos (por incêndios criminosos ou repressão policial) dos que já vivem em precárias condições de moradia, realizar mais privatizações e todas as maracutaias que envolvem a preparação do terreno para a realização da Copa e da Olimpíadas, etc. Por tudo isto, os prefeitos novos ou reeleitos exercerão uma opressão maior do que já exercem os atuais, independentemente de seus partidos.

Se já não deveríamos acreditar nas promessas dos candidatos de que a vida melhorará após estas eleições, poderemos ter a certeza, ela piorará. Sob o tacão de Serra, Haddad ou Russomano, a vida do trabalhador da maior cidade do Brasil piorará. No Rio de Janeiro, com Paes ou mesmo com Freixo, piorará. Este último, prefeiturável do PSOL, reivindica maior intervenção policial nos bairros cariocas, mesmo como candidato já reconhece que cortará salário de funcionários grevistas e não se opõe ao despejo que sofrem os moradores do Horto; não por acaso é apoiado por setores do PSDB e PDT. Anotem aí os leitores, os prefeitos que porventura forem eleitos pelo PSOL, como Freixo ou Edmilson Rodrigues, reprimirão trabalhadores, aumentarão passagens e despejarão sem tetos. Edmilson não fará igual aos dois mandatos anteriores, fará pior! Sobre isto, recomendamos a leitura do artigo: “Nesta campanha eleitoral, o PSOL,dispondo de um candidato que já governou para a burguesia, torna-se a opçãopreferencial para assumir o governo dos ricos contra a classe trabalhadora deBelém” no especial “Eleições 2012, rito de passagem do PSOL e PSTU”.

PT: PARTIDO OPERÁRIO, OPERÁRIO-BURGUÊS OU BURGUÊS COM INFLUÊNCIA DE MASSAS?

O caráter de classe do PT
e a tarefa dos revolucionários

Para construir um partido revolucionário dos trabalhadores no Brasil é preciso conquistar a consciência pelo menos dos setores mais avançados da classe trabalhadora para o trotskismo, o marxismo de nosso tempo. Todavia, hoje a vanguarda da classe, refletindo as grandes massas da população explorada, segue o PT.

Nestas eleições municipais, tivemos a oportunidade de fazer uma pesquisa de intenção de voto por partidos em duas fábricas metalúrgicas paulistanas. Obtivemos o seguinte resultado na fábrica A: 70% operários dizem que votarão no PT; 20% partido burguês da base governista (no caso, o PSB), que embora seja base aliada do governo federal, é adversário do PT na cidade e 10% de votos nulos. Na fábrica B: 40% dos votos no PT, 30% indecisos, 20% no PSB e 10% nulos. Apesar de ser um universo pequeno, até previsível e restrito ao momento eleitoral, confiamos infinitamente mais nele do que em todos os venais institutos de pesquisas burgueses (Ibope, Datafolha, Gallup, Sensus, etc.). A pesquisa realizada junto às duas fábricas não quer dizer de modo algum que o PT vai vencer as eleições, ganhe quem ganhe perderão os trabalhadores e ganharão os banqueiros, o que nos importa nesta pesquisa é que ela serve de termômetro entre os trabalhadores e comprova que o principal obstáculo para o avanço da consciência do proletariado reside nas ilusões que o mesmo mantém no PT.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O BOLCHEVIQUE # 12 - CAPA E SUMÁRIO

Sumário Interativo

CARTA AO LEITOR

ESPECIAL - ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU




TEORIA MARXISTA

PT: PARTIDO OPERÁRIO, OPERÁRIO-BURGUÊS OU BURGUÊS?

TEORIA MARXISTA

A questão da análise do caráter de classe dos partidos como pré-requisito para uma política revolucionária em relação aos mesmos

A falsificação realizada pelo PSTU acerca do caráter de classe do PCdoB, provocou um debate importante no seio da vanguarda militante. Para Trotsky, definir o caráter de classe de um Estado, governo ou partido é um pré-requisito fundamental para estabelecer uma política marxista correta em relação ao mesmo. A Liga Comunista busca elaborar um programa científico para a revolução socialista e para isto trata de superar os erros que ela mesma assim como quase todas as organizações cometem acerca do caráter de classe dos partidos.

Desde o Manifesto Comunista, trataram de estabelecer fielmente a posição dos comunistas em relação aos vários partidos políticos de oposição e em relação às correntes que se reivindicam socialistas. Ainda que a orientação política conjuntural em relação àqueles partidos, estabelecida em um momento pré-imperialista da luta de classes, esteja superada há mais de um século, reivindicamos a força do método de Marx e Engels que partiam sempre do caráter de classe de cada agrupamento para se posicionar diante do mesmo. Por isso, recomendamos a leitura dos links no final deste texto como parte aprimorada desta elaboração.

ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU 3/3


A coligação “da esquerda revolucionária” do PCO e PCB reivindica “políticas públicas” burguesas e os apêndices de esquerda do PSTU acompanham-no em seu giro oportunista

 

Vasconcelos Pinheiro, candidato a prefeito da frente PCB-PCO
O giro oportunista do PSTU, em uma coligação patrocinada pela burguesia e em unidade com o governo Dilma via PCdoB, confunde uma série de organizações que o criticam e atuam como seus satélites na vanguarda militante.

Primeiramente precisamos estabelecer como critério que embora as eleições deste ano sejam municipais, a orientação política que cumprem estes partidos é dada por suas direções nacionais. O que ocorre neste momento em Belém não é um “deslize regional do PSTU lá pelas bandas do Norte”. A política que o PSOL ou o PSTU estabelecem para Belém, Natal ou São Paulo corresponde ao usufruto do potencial que a política nacional destes partidos pode ter em nível regional. A política oportunista do PSTU em Belém antecipa uma política geral deste partido se forem dadas as mesmas possibilidades de eleger seus candidatos nas eleições burguesas em qualquer outra cidade.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU 2/3

Elegendo ou não seu vereador, o PSTU aderiu ao vale tudo do cretinismo eleitoral, consolidando no partido as tendências reformistas sobre as centristas

 

Jorge Panzera (ex-presidente nacional da UJS,
ex-Secretário de Esportes do Pará e atual dirigente do
PCdoB), vice de Edmilson (PSOL)
aos quais se abraça Cleber Rabêlo (PSTU)
O PSTU é sucessor de uma organização que nasceu na década de 1970 com um programa centrista, ou seja, revolucionário de palavras e reformista nos atos. A Liga Operária, grupo precursor da Convergência Socialista (CS) em 1978, volta do exílio com a missão de adaptar para a conjuntura brasileira uma orientação morenista de fundar um “partido centrista de esquerda legal” *. A CS converte-se em tendência interna do PT. É expulsa dele em 1992 e sob o impacto da restauração capitalista na URSS e no Leste Europeu – apoiada pela LIT – funda o PSTU, um partido de “esquerda legal” onde as tendências reformistas predominam sobre as centristas. Mas, toda esta trajetória política que inescrupulosamente vem de forma acelerada girando à direita a partir do declínio do projeto sindical da Conlutas no Conclat de 2010, dá um salto de qualidade nestas eleições municipais em Belém.

Além de todos os motivos elencados na primeira das 5 partes deste especial (LC: “Nestacampanha eleitoral, o PSOL, dispondo de um candidato que já governou para aburguesia, torna-se a opção preferencial para assumir o governo dos ricoscontra a classe trabalhadora de Belém”) sobre o porquê de denunciar a candidatura Edmilson Rodrigues como a candidatura preferida do capital, também são válidos os argumentos do PSTU em 2008 para rechaçar uma frente eleitoral que tivesse Edmilson Rodrigues à cabeça:

“O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) divulgou ontem suas diretrizes e forma de atuação nas eleições deste ano. Três propostas centrais serão usadas como base da legenda, entre elas a exigência de que o ex-prefeito de Belém Edmilson Rodrigues não seja o candidato e que nenhuma coligação com partidos 'burgueses' seja feita. O PSTU quer ampliar sua participação no pleito e garantir pelo menos o vice na chapa que vier a ser formada,... Edmilson não será aceito, diz o PSTU, porque sua gestão de oito anos na Prefeitura de Belém não olhou pelas 'reais necessidades dos trabalhadores'. Os membros da legenda dizem ainda que não concordam com a forma com que o governo do ex-petista se relacionou com os movimentos sociais. Também desaprovam o programa que ele utilizou como plataforma política, baseado em 'políticas sociais compensatórias'.” (PSTU não aceita Edmilson como candidato, Edição de 17/06/2008).

terça-feira, 2 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU 1/3


Nesta campanha eleitoral, o PSOL, dispondo de um candidato que já governou para a burguesia, torna-se a opção preferencial para assumir o governo dos ricos contra a classe trabalhadora de Belém

 

O PSOL nasceu em 2005 como um partido pequeno-burguês, uma legenda dirigida por  parlamentares que saíram do PT no primeiro governo Lula. Até hoje, em âmbito federal, o partido nunca possuiu mais do que uma ativa influência parlamentar marginal. Se Edmilson Rodrigues for eleito, o PSOL assumirá pela primeira vez a responsabilidade de governar o Executivo burguês.

O PSOL, conta com a vantagem de ter como candidato um político profissional previamente testado como administrador dos negócios da burguesia. Edmilson governou Belém de 1997 a 2005 e já executou na prefeitura da capital paraense o que candidato do PSOL carioca, Marcelo Freixo*, assegura apenas de palavras para a burguesia: reprimir os trabalhadores municipais que realizarem greves. Mas não só isto: Edmilson recusou-se a conceder qualquer aumento real de salários aos servidores e sucateou postos de saúde para pagar religiosamente a dívida pública junto à União e concedeu isenções fiscais aos grandes empresários. Assim como o PT, substituiu as políticas de reformas universais do capitalismo por “políticas sociais compensatórias” paliativas e assistencialistas.

domingo, 23 de setembro de 2012

O BOLCHEVIQUE # 11 - CARTA AO LEITOR

Enquanto a ofensiva imperialista espera estagnada a reeleição de Obama, a resistência antiimperialista ressurge sob a percepção da falácia da “primavera árabe”

Muito tem se falado das gafes elitistas e reacionárias de Mitt Romney e que de tão imbecil o republicano perderá as eleições presidenciais de seis de novembro. Todavia, para além de revelar mais uma vez que a elite empresarial planetária precisa de quadros profissionais como gestores de seus interesses políticos, o papel principal da candidatura republicana é, sobretudo, pressionar Obama pelas tarefas que a economia imperialista exige neste momento.
O atual presidente foi incumbido de reduzir a maior dívida pública de todos os tempos, potenciada pelas campanhas militares de Bush e pelos “salvamentos” das grandes corporações desde a crise de 2008. Para a elite ianque ele tem vacilado em promover uma recuperação das taxas de lucro com a urgência que ela reivindica. Isto ele só pode fazer dando continuidade à campanha belicista do antecessor na recolonização da África e Ásia, cruzada que tem como escalas fundamentais a Síria e o Irã. Em nível interno, como demanda Romney, Obama precisa eliminar gastos sociais do Estado imperial para reduzir o déficit público e ao mesmo tempo levar a sua própria classe operária à escravidão, fazendo cair os custos de produção nos EUA, ingredientes fundamentais para a recuperação econômica da economia imperialista.

O BOLCHEVIQUE # 11 - CAPA E SUMÁRIO


SUMÁRIO INTERATIVO


Enquanto a ofensiva imperialista espera estagnada a reeleição de Obama, a resistência antiimperialista ressurge sob a percepção da falácia da “primavera árabe”

Por um Encontro Nacional de Base dos Metalúrgicos para organizar uma greve geral da categoria contra o “ACE”

CORRESPONDÊNCIA
Camarada, concordo com o artigo, parabéns!
Camilo de Moncada

Agora sim, começou a verdadeira primavera, a antiimperialista, no mundo árabe e muçulmano!
LC – Brasil
TMB – Argentina

Um triste espetáculo de degeneração imperialista do esporte
Yuri e Humberto

Os que uivaram com os lobos*, CMI e LIT, sofrem na própria pele o preço da traição à luta antiimperialista
Humberto Rodrigues com a colaboração de Ismael Costa

O Sinn Fein ajoelha-se perante a Rainha como parte do seu giro à direita
Socialist Fight – Grã Bretanha

ESPECIAL - ÁFRICA

Toda solidariedade ao proletariado guineano contra a multinacional “brasileira”*!
Pela expropriação da Vale sem indenização e sob o controle da população trabalhadora!

RESISTIR aos policiais e aos capitalistas!
ORGANIZAR: a luta contra o reformismo!
RECUPERAR os sindicatos e quebrar a aliança CNA / COSATU / PC!
Qina Msebenzi Collective – África do Sul

sábado, 15 de setembro de 2012

PROTESTOS ANTI-EUA NA ÁFRICA, ORIENTE MÉDIO E ÁSIA

Agora sim, começou a verdadeira primavera, a antiimperialista, no mundo árabe e muçulmano!

Em mais de 15 países, por três continentes, manifestações de massas tomam embaixadas e multinacionais, invadem e destroem representações diplomáticas, atacam tropas de ocupação e queimam bandeiras dos EUA, Alemanha, Inglaterra e de Israel.

Na Tunísia, o chamado berço da tão reverenciada “primavera árabe”, centenas de manifestantes atacaram com bombas e ocuparam o complexo da Embaixada dos EUA em Tunis e uma escola dos EUA foi saqueada (neste caso, os expropriadores são expropriados) pela multidão.