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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O SECTARISMO GOLPISTA

O sectarismo golpista
Uma ala da esquerda brasileira tornou-se funcional a ofensiva golpista a serviço do imperialismo
Publicado em 29 de setembro de 2016, última atualização 20 de setembro de 2022

Alguns partidos e organizações de esquerda adotaram posições políticas aventureiras que foram funcionais a campanha da direita pelo Golpe de Estado. Na vanguarda, que já se encontrava confundida e desmoralizada pela política de conciliação de classes do PT, a política desses agrupamentos serviu para dividir a resistência e fortalecer a ofensiva ideológica da direita, um caminho oposto ao da construção de uma alternativa proletária e revolucionária a falência do petismo.

A medida em que a ficha cai, a um alto custo para toda a vanguarda e para a nossa classe, a maior parte desse setor vai abandonando a posição original equivocada e migrando para a resistência. Todavia, uma fração cada vez mais minoritária tem se tornado ainda mais recalcitrante e segue ajudando nossos inimigos a imporem um Estado de exceção no Brasil, comemorando a vitória do Golpe, embelezando com uma fraseologia de esquerda os argumentos golpistas e a farsa do "combate a corrupção" e reivindicando, por exemplo, a prisão de Lula.

Mesmo entre os que se somaram a luta contra Temer e os golpistas tardiamente, depois que o impeachment foi aprovado, muitos ainda não reconhecem que existiu um Golpe de Estado no Brasil. Ninguém combate firmemente o que despreza ou subestima. E precisamos de muita força para derrotar o maior ataque aos trabalhadores de toda sua história. Combater essas posições divisionistas dentro da vanguarda em favor da unidade na ação da esquerda contra a ofensiva da direita é a função deste artigo. "Vamos precisar de todo mundo para banir do mundo a opressão", como diz a canção de Beto Guedes.

domingo, 29 de maio de 2016

UNIFICAR AS LUTAS CONTRA O GOVERNO GOLPISTA

Unificar as lutas para derrotar o governo golpista de Temer!
Construir comitês populares contra o golpe!

O movimento de massas segue em um crescente graças ao repúdio ao Golpe mas sobretudo já as medidas de Temer que provocaram um desgaste precoce do governo golpista. Isso vai aumentar com o arrocho salarial e nos programas sociais. Milhões de pessoas vão voltar a sentir fome, o que é ainda um grau abaixo à pobreza, para os que estão sendo jogados de volta na miséria. Milhares vão ser despejadas com o encarecimento das prestações do Minha Casa Minha Vida ( + ). Arrestos de bens vão acontecer para muitos que além de endividados também estão sendo demitidos ou tendo salários diminuído. A tragédia na saúde e na educação vai aumentar e jogar gasolina nos protestos com ocupação já em curso pelos secundaristas.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

BILL HUNTER ( 1920 - 2015 )

Obituario del trotskista Bill Hunter
1920-2015
por Gerry Downing, Socialist Fight, Gran Bretaña, Comité de Vinculación por la IV Internacional
english version original from Socialist Fight


El joven Bill Hunter
Este obituario busca seguir la tradición marxista, que trata de no de pasar por alto las diferencias, pero sólo para decir la verdad sobre Bill y que nos permita entenderlo a el. Por tanto, es un documento político partidista y no me disculpo por ello. Pero creo que no se puede rendir homenaje a un trotskista serio como Bill Hunter sin evaluar su debilidad, así como sus puntos fuertes. G.D.

Bill Hunter murió el 9 de julio, después de una caída en su casa de Liverpool [que provocó un accidente cerebrovascular].

En la introducción de su autobiografía, “Lifelong Apprenticeship – Life and Times of a Revolutionary” [Aprendizaje permanente – La vida y obra de un Revolucionario] da los siguientes detalles biográficos:
"Esta es una autobiografía política con una diferencia. Nacido en el seno de la clase obrera de Durham, seis años antes de la huelga general de 1926, Bill Hunter se ha mantenido fiel a su clase y dedicado su vida adulta a la lucha contra el capitalismo, y en contra de los apologistas del capitalismo en el Partido Laborista y el Partido Comunista.Un trotskista a la edad de 18 años, es ya delegado sindical de la fábrica, a los 21 y un, concejal, a los 32, Bill Hunter recibio algunos golpes duros, incluyendo la expulsión burocrática del Partido Laborista en 1954. Aquí, recuerda estas batallas con humor y anécdotas y pruebas documentales.Estas páginas son llenas de bocetos en miniatura de un trotskista y un luchador de la clase obrera de la época antes, durante y después de la Segunda Guerra Mundial: con Harry Wicks, Hugo Dewar, Reg Groves, Gerry Healy, Ted Grant, de Tony Cliff, John Lawrence y el campeón de los estibadores, Harry Constable. Hay un retrato cariñoso de la compañera de toda la vida de Bill, Rae. Los héroes del libro son los estibadores, trabajadores de construccion y los mineros en cuyas luchas Bill jugó una parte, ya sea directamente como delegado sindical o como editor durante la vida de la revista izquierdista Perspectiva Socialista (1948-1954)". [1]

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A NATUREZA DE CLASSE DA URSS

A Natureza de Classe da URSS
Leon Trotsky - 1933

Publicamos em nosso blog um dos mais brilhantes e pedagógicos textos sobre o caráter de classe da União Soviética, escrito pelo dirigente da revolução social russa, Leon Trotsky.

Acima, imagem rara de Trotsky discursando em 1922 na URSS,
tendo a companhia de Lenin e Kamenev no palanque. A imagem
mais popular, quando Lenin troca de lugar com Trotsky, foi
adulterada pelo stalinismo para apagar Kamenev e Trotsky da história
A ruptura com a Internacional Comunista e a orientação de formar uma nova internacional colocaram novamente o problema do caráter de classe da URSS. Será que o desastre da Internacional Comunista não significa também, ao mesmo tempo, o do estado que surgiu da Revolução de Outubro? Certamente, ambas as instâncias têm a ver com a mesma organização dominante: o aparato stalinista. Este aplicou os mesmos métodos dentro da URSS e no terreno internacional. Nós, os marxistas, nunca fomos partidários do duplo sistema de contabilidade dos brandleristas [ 1 ], segundo o qual a política dos stalinistas é impecável na URSS e catastrófica fora de suas fronteiras. Estamos convencidos de que é igualmente catastrófica em ambos os terrenos. Se é assim, não se deve reconhecer, então, que o colapso da Internacional Comunista é simultâneo à liquidação da ditadura proletária na URSS?

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

TEORIA: DIALÉTICA

Dialética, ciência e luta de classes
Humberto Rodrigues

Dialética é a ciência das leis gerais do movimento tanto do mundo exterior quanto de seus reflexos no pensamento. A dialética parte do princípio de que todas as coisas estão em um processo contínuo de mudança. A diferença entre o pensamento comum e o pensamento dialético é a diferença entre uma fotografia e um filme. O pensamento vulgar, inclusive entre a militância  de esquerda, trabalha com conceitos como moral, liberdade, capitalismo, Estado, considerando-os como abstrações fixas, presumindo que capitalismo é igual a capitalismo, moral é igual a moral, Estado é igual a Estado,... O pensamento dialético analisa todas as coisas e fenômenos em suas mudanças e contradições permanentes que alteram objetiva e subjetivamente a todo o universo e que tais processos de mudanças podem converter escravidão em liberdade, jovialidade em velhice, ou seja, os fenômenos em seus opostos.

domingo, 12 de outubro de 2014

POSIÇÃO DA LC NO 2o TURNO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NO BRASIL

Votar em Dilma para derrotar Aécio, a direita e a nova ofensiva do imperialismo!
Esta declaração já não pertence apenas a LC-CLQI, foi assinada e reproduzida também pelos companheiros do Coletivo Lenin.
1. A Liga Comunista, junto com o Coletivo Lenin, deliberaram por votar em Dilma em 2014, apesar de sermos contra o programa e os governos capitalistas do PT. Nosso objetivo é fazer o que estiver ao nosso alcance para não permitir a vitória de Aécio Neves, a candidatura preferencial da direita golpista e da nova ofensiva do imperialismo. Nossa mudança de tática em relação a posição que adotamos nas eleições de 2010 se deve a nova ofensiva mundial imperialista, cujo ponto de inflexão na America Latina foi o golpe de Estado armado pela CIA em Honduras em 2009, seguido pela destituição de Lugo no Paraguai em 2012, para não falar nas ações golpistas na Líbia, Egito, Síria e Ucrânia, ofensiva que possui uma explícita continuidade na atual disputa eleitoral brasileira. Os EUA desejam ampliar de forma qualitativa o controle que possuem sobre o Brasil, que foi relativamente abalado porque a crise econômica mundial de 2008 fez com que o país reorientasse seu comercio exterior com a China e a Rússia. O aumento do parasitismo dos EUA sobre o Brasil, às custas da super-exploração e da liquidação de direitos dos nossos trabalhadores, e a recuperação do governo brasileiro para a órbita imperialista contra a influência Russo-China é essencial para a retomada da economia imperialista e de seu domínio sobretudo na América Latina. Isso se expressa na mudança do imperialismo em relação ao PT de Lula que antes o tratava como "o cara", para agora orientar o atual processo eleitoral fraudulento e golpista que assegura o favoritismo de Aécio, cujo principal slogan é "chega de PT!".

terça-feira, 25 de março de 2014

FORMAÇÃO POLÍTICA: LIVRO - O FASCISMO, POR TROTSKY

Publicações Vorkuta lança segunda
edição da coletânea de textos de Trotsky:
"Facismo - O que é? Como combatê-lo?"

"Em todos os países em que o fascismo triunfou, tivemos, antes do crescimento do fascismo e da sua vitória, uma onda de radicalização de massas dos operários e dos mais pobres camponeses e fazendeiros, e da pequena-burguesia. Na Itália, depois da guerra e antes de 1922, tivemos uma onda revolucionária de grandes dimensões, o Estado foi paralisado, a policia não existia, os sindicatos podiam fazer tudo aquilo que quisessem - mas não havia um partido capaz de tomar o poder. Como reação surgiu o fascismo."

L. Trotsky, “Algumas questões sobre os Problemas Americanos”,
IVª Internacional, Outubro de 1940

A crise capitalista mundial desatada em 2008 fez ressurgir um fenômeno marginal mas todavia latente na sociedade burguesa nos últimos 70 anos, o nazi-fascismo. Recentemente, pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, defensores explícitos do nazismo tomam o poder no maior país do continente europeu até a fronteira russa, a Ucrânia.

O fascismo é um cão de guarda do capital financeiro posto para aterrorizar o proletariado em momentos de crise, para forçá-lo a submeter-se a regimes de austeridade e de superescravidão. Não por acaso ele saiu da marginalidade política na Grécia, depois de uma dezena de greves gerais sem que o proletariado tenha encontrado um instrumento que o conduzisse ao ao poder político pela via revolucionária. Como recorda Trotsky, o fascismo não aparece de súbito, ele é invocado pelo capital em meio a uma crise burguesa e durante uma crescente onda de ousadas lutas de massas sem direção revolucionária.

Os governos burgueses bonapartistas de esquerda e de direita dão munição ao fascismo e pavimentam o caminho da reação. Desde as crises capitalistas do início deste século, a América Latina sofre ondas golpista patrocinada pelo imperialismo estadunidense com a participação germinal de elementos fascistas na Bolívia, Equador, Honduras, Paraguai, Venezuela e Brasil.

A Liga Comunista, através das publicações Vorkuta, lança a segunda edição do folheto que foi compilado e impresso pela primeira vez sob este título "FASCISMO – O que é? Como combatê-lo?" pela Pioneer Publishers em Agosto de 1944 e reimpressa em 1964.

sexta-feira, 7 de março de 2014

UCRÂNIA - SF & DCS

Declaração de solidariedade aos antifascistas ucranianos 
Por Socialist Fight (Luta Socialista) e Democracy and Class Struggle (Democracia e Luta de Classes)
In english - http://democracyandclasstruggle.blogspot.co.uk/

Manifestação  fazer Grupo Ucraniano Borotba,
los Defesa da Estatua de Lenin
com UMA Faixa com a Imagem de Trotsky
Nós condenamos o Golpe de Estado na Ucrânia dirigido pelos partidos nazistas e fascistas "Pátria", "Svoboda", "Setor de Direita" e pelos Banderistas [seguidores de Sephan Bandera, ucraniano colaborador fazer nazismo na II Guerra Mundial].

Condenamos a todos os clãs oligárquicos capitalistas ucranianos pró-União europeia ou pró União Asiática. A Fração Direita da Rada [parlamento unicameral ucraniano] imediatamente após o golpe de Estado começou um Ataque aos ucranianos de Línguas Minoritárias, perseguindo seus direitos lingüísticos, especialmente aos russos, e apresentou um projeto de lei para legalização dos símbolos nazistas. Apelamos à solidariedade de todas as forças anti-fascistas anti-nazistas na Ucrânia neste momento tão perigoso.

Embora reconheçamos que qualquer Intervenção militar russa está destinada principalmente a garantir os privilégios da burguesia russa, compreendemos que mesmo assim, a atual intervenção russa oferece uma oposição ao inimigo principal, o capital financeiro imperialista ocidental e o seu governo títere na Ucrânia, composto por uma frente de partidos nazistas.

A classe trabalhadora luta lado a lado com as tropas russas e seus apoiadores no leste ucraniano contra os nazistas que tomaram de assalto o governo para derrotá-los e, em seguida, preparar a derrubada de seus aliados temporários, no dia seguinte, Assim como fez Lenin em setembro de 1917, quando aliou-se taticamente com Kerensky contra o golpe de Kornilov.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CARTA ABERTA AO PCO

Sobre as ilusões e perigos contidos na palavra de ordem de
“Assembleia Constituinte” para a atual conjuntura brasileira

Em seu programa televisivo de 26/12, na edição do JCO 774, um artigo no dia 08/02/2014, o PCO adota como eixo político para o momento um chamado a uma Assembleia Constituinte. A razão, segundo o PCO, para a adoção deste eixo é uma análise de conjuntura que enfatiza o caráter antidemocrático do regime político que vivemos, o recrudescimento da repressão, com projeto de leis repressivas contra a classe operária e os direitos do povo. Para o PCO o Brasil precisa de uma Assembleia Constituinte neste momento “para colocar abaixo a estrutura carcomida do Estado que apenas recebeu uma fachada nova com a Constituição de 1988”.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

QUESTÃO JUDAICA

A questão judaica a luz da revolução
universal e permanente hoje

Em documentos anteriores afirmamos que não reconhecemos o direito do sionismo a auto-determinação porque, historicamente, e é assim hoje, este direito só pode ser exercido em detrimento da nação palestina, uma vez que o sionismo nasce e cresce sendo funcional ao expansionismo imperialista no Oriente Médio.

Reivindicamos o legado teórico de Abrahan Leon [ 1 ], que formulou a teoria de que os judeus são um povo que se coesionou historicamente no período pré-capitalista como uma classe social mercantil e financeira sob um manto ideológico-religioso de "povo escolhido", um “povo-classe”. Leon foi membro de uma organização sionista de esquerda, a Hashomer Hatzair, fundada em 1913 na Áustria-Hungria. Em 1940, ele rompeu com o sionismo com base em um profundo e original estudo materialista histórico da questão judaica, tornando-se trotskista, membro da seção belga da IV Internacional e da resistência contra a ocupação nazista e do militarismo de Winston Churchill, exortando os trabalhadores belgas a combater Hitler e Churchill e transformar a II Guerra Mundial em guerra civil. Em 1942 ele escreveu A Questão Judaica: Uma Interpretação marxista um trabalho que continua a ser um amplamente utilizado marxista análise da história sócio-econômica dos judeus. Leon foi preso pelos nazistas em junho de 1944, ele foi posteriormente deportado para Auschwitz , onde morreu em setembro. 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2013: RETROSPECTIVA REVOLUCIONÁRIA

2013 foi um bom ano para a Liga Comunista
Que 2014 seja um ano de muitas vitórias do proletariado!
De participação em grandes lutas da classe operária e de nucleação
em importantes categorias no centro da luta de classes no Brasil

Ao finalizar o ano de 2013, a Liga Comunista se dirige aos seus militantes, simpatizantes e leitores do Jornal Folha do Trabalhador e deste Blog, realizando uma breve prestação de contas à vanguarda classista da classe trabalhadora de nossas contribuições (modestas é certo, mas produto do melhor de nossos esforços) para o avanço da luta pela organização política independente, internacional revolucionária e comunista no interior do movimento operário e do conjunto dos trabalhadores.

Desde 2010 formamos uma organização que hoje atua no movimento metalúrgico, construção civil, bancário, de professores e de trabalhadores da Saúde no Estado de São Paulo. Em 2012 ampliamos nossa atividade militante para os professores e metalúrgicos, em 2013, para os trabalhadores da saúde e construção civil além de refundarmos nosso militante número 1, o Jornal Folha do Trabalhador, ampliado em tamanho e tiragem. Em 2014, trataremos de consolidar o conjunto destas inserções estruturais e orgânicas na classe trabalhadora, pois como dizia o poeta alemão Goethe “uma vez que se consiga uma coisa, há que reconquistá-la muitas vezes para possuí-la efetivamente.” (citado por Trotsky na obra “Stalin, o grande organizador de derrotas - A III Internacional despois de Lênin”). Também não ficaremos na expectativa para saber se a direita tentará se apropriar das manifestações de massa de 2014 em meio ao crescimento da insatisfação social e as vésperas das eleições presidenciais, dentro de nossos limites vamos tomar a iniciativa de disputar a consciência política das massas e o caráter de cada uma de suas lutas em favor da construção do partido da revolução socialista no Brasil.

sábado, 28 de dezembro de 2013

UCRÂNIA - DECLARAÇÃO DO CLQI

Derrota da União Europeia e EUA na batalha
pela Ucrânia acentua declínio da “pax estadunidense”
Declaração do Comitê de Ligação pela IV Internacional
Liga Comunista (Brasil),
Socialist Fight (Grã Bretanha),
Tendência Militante Bolchevique (Argentina)


O acordo da Rússia com a Ucrânia dissipou temporariamente as tensões que criaram a “EuroMaidan”, as manifestações em favor da recolonização da Ucrânia pela União Europeia (UE) na “Praça Maidan” (Praça da Independência), no centro da capital Kiev. Mas o atual talvez não dure meses podendo voltar em forma de guerra civil aberta em um futuro próximo ou já de um conflito de proporções mundiais, pavimentando o caminho de uma III Guerra Mundial.

Está marcada para abril uma nova ofensiva diplomática oficial da União Europeia sobre a Ucrânia. A onda de protestos foi uma resposta contra a negativa do atual governo ucraniano em aceitar as condições estabelecidas ao país em novembro pela Cimeira na Lituânia, no flanco oriental da UE, que pretendia celebrar a integração de seis ex-repúblicas soviéticas da Europa Oriental e do Cáucaso: Bielorússia, Ucrânia, Moldávia, Geórgia, Armênia e Azerbaijão ao bloco das 28 nações da UE.

sábado, 21 de dezembro de 2013

PARA REFLEXÃO DAS NOVAS GERAÇÕES DE LUTADORES

Sem partido, sem centralização política
da ação revolucionária, não há revolução
Do Especial 96 anos da Revolução Bolchevique 4/8, no Folha do Trabalhador # 19
Humberto Rodrigues
Dentre todos os socialistas e rebeldes sociais de toda sorte, incluindo os precussores anarquistas e os terroristas populistas, foram os bolcheviques os responsáveis por conduzir a luta de classes até a expropriação do capital. Isto não foi por acaso. Não foram as bombas populistas contra personalidades e instituições odiadas pelas massas, não foi a mera rebeldia espontânea, nem a “auto-organização” da população, concepções que voltaram a moda hoje, que catapultaram o movimento ao seu estágio superior e universal que a revolução de outubro atingiu. Foi um partido comunista de vanguarda da classe trabalhadora centralizado democraticamente e hierarquicamente disciplinado que dirigiu o maior passo dado pelas massas em toda a história da luta de classes. Sem teoria revolucionária, não haveria movimento revolucionário como já insistia Lenin mesmo antes da revolução de 1905, revolução que criou os sovietes.

Lenin aprimora suas concepções de “O Que fazer?” de 1902, quando teve como principais adversários o espontaneísmo, o tradeunismo e o populismo. Sob as ricas experiências do combate a degeneração social democrata, tanto dos mencheviques quanto da social democracia alemã, do curso do processo revolucionário de 1917 quando lança suas famosas “teses de abril”, da derrota da revolução alemã de 1918 e da própria guerra civil russa, as concepções se aprimoram e se desdobram nas principistas resoluções dos quatro primeiros congressos da III Internacional.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

TEORIA MARXISTA - PARA ENTENDER A REVOLUÇÃO 8/8

O que foi a revolução bolchevique?
Do especial 96 anos da revolução bolchevique, no Folha do Trabalhador #19

Trotsky, discursa, abaixo no palanque: Lenin e Kamenev
O acontecimento da grande revolução bolchevique está a quatro anos de completar um século. Ela ocorreu no dia 7 de novembro de 1917. Foi o maior passo dado pelos trabalhadores em toda sua luta contra as classes dominantes. E este passo fundou pela primeira vez na história o primeiro Estado dos trabalhadores. Ele se chamou União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), ou simplesmente União Soviética.

Esta revolução social foi possível pela fusão entre a consciência teórica dos objetivos estratégicos da luta e os próprios trabalhadores em luta contra a guerra entre as grandes nações burguesas, contra o imperialismo, contra o latifúndio e contra o capital. Esta consciência foi adquirida pelos dirigentes da luta que estudaram e compreenderam as experiências das lutas anteriores, aprendendo com seus erros e seus acertos. Os principais dirigentes deste partido bolchevique e desta revolução foram Vladimir Lenin e de Leon Trotsky. Organizados neste partido os trabalhadores tomaram a força, dos representantes dos patrões, o poder político e os seus locais de trabalho.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ESPECIAL 96 ANOS DA REVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE 2/4

A revolução proletária renascerá
em proporções ainda mais gigantescas!

“A burguesia produz, acima de tudo, seus próprios coveiros. Seu declínio e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis” (MARX e ENGELS, Manifesto do Partido Comunista, 1848)

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS, ou em russo, Союз Советских Социалистических Республик, CCCP) sobreviveu por 74 anos durante o século XX, muito além dos 72 dias do primeiro governo operário instaurado na capital francesa no século anterior. Com a derrota de Napoleão para os exércitos da reacionária Santa Aliança em Waterloo em 1814, também se concluiu em derrota um ciclo de expansão para a Europa das vitórias da revolução burguesa francesa sobre o absolutismo feudal, derrotado em 1789.

Todavia, entre 1814 e 1871 teve início a organização política do proletariado em partido político próprio diante da incapacidade dos partidos liberais burgueses e pequeno burgueses de realizarem a luta democrática e menos ainda de servirem como instrumento para que o proletariado conquistasse melhores condições de vida e de trabalho. O cartismo foi o primeiro ensaio da constituição de um partido operário. Com um programa burguês, depois constituindo-se em um partido operário burguês, o Partido Trabalhista.

1848: A PRIMEIRA GRANDE BATALHA
ENTRE AS CLASSES DO CAPITALISMO;

No continente, ainda que derrotada, a revolução de 1848 foi, segundo Marx,

“a primeira grande batalha entre ambas as classes em que se divide a sociedade moderna. Uma luta pela manutenção outra pela destruição da ordem burguesa”.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A LUTA POR UM PARTIDO REVOLUCIONÁRIO DA ÁFRICA DO SUL

Sobre as diferenças no RMG
RMG, ou Grupo Marxista Revolucionário, é uma organização trotskista sul africana que assinou juntamente com o CLQI uma declaração principista contra a intervenção imperialista na Líbia em abril de 2011. Todavia, o grupo passa por uma crise interna, sobre a qual o CLQI manifesta sua caracterização abaixo.
Por Gerry Downing do Socialist Fight (Grã Bretanha)

Começamos com duas longas citações de Trotsky sobre os sindicatos e o sindicalismo. Parece-nos que este é o problema central do RMG, manifesto na sua atitude para com a divisão na NUM [sigla em inglês para a União Nacional dos Mineiros da África do Sul] e sua relação política com a atual oposição dentro da Cosatu [sigla em inglês para o Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos], a sua atitude para com a questão da aristocracia operária, o imperialismo e sua incapacidade de orientar-se para lutar por um partido revolucionário no sentido trotskista, ou seja, como a seção sul africana do Partido Mundial da Revolução Socialista.

A primeira citação define a importância central da burocracia sindical para a manutenção do capitalismo. É claro que Trotsky fala apenas dos países imperialistas e das colônias. Mas para nós é evidente também que um poderoso movimento sindical surgiu em muitas semi -colônias avançadas nas últimas três décadas e esse já se tornou altamente burocratizado e submisso ao Estado capitalista, representando os interesses do imperialismo global. O centro deste processo na África do Sul é a aliança entre a COSATU, o CNA [Congresso Nacional Africano, partido de Mandela e do atual presidente do país, Jacob Zuma] e o Partido Comunista da África do Sul, a "Aliança Tripartite”.

sábado, 12 de outubro de 2013

DA IMPRENSA OPERÁRIA REVOLUCIONÁRIA

Por uma imprensa que sirva de instrumento para a
conquista dos interesses históricos do proletariado

A LC reformulou sua imprensa, aprimorando os instrumentos de divulgação de seu programa para que realizem melhor as três formas de luta: teórica, econômica e política [1]. Deste modo, damos um passo adiante na tarefa de construção do partido comunista revolucionário dos trabalhadores. A partir de agora, refletindo o crescimento (ainda que molecular) e o amadurecimento da LC na contramão da moda da "militância virtual", nossos impressos vão adquirir maior peso em nossa atividade militante, estreitando o contato pessoal, "homem a homem", com nossos leitores.

Com estas medidas, não estamos criando a pólvora, apenas retomando os bons e velhos métodos dos revolucionários que nos antecederam, em meio a deserção hegemônica na esquerda em direção ao mundo da "revolução" virtual e individual. De nossa parte, os nossos instrumentos virtuais blog e facebook servirão de auxiliares da nossa propaganda impressa. Teremos então três tipos de órgãos impressos: O Bolchevique, Folha do Trabalhador e os Boletins da LC, uma revista teórica, um jornal e panfletos, respectivamente. O Bolchevique e Folha do Trabalhador serão completamente reformulados, assumindo funções distintas em relação às que tiveram até agora.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

SIRIA DECLARACIÓN DEL CVCI

¡Por la victoria militar de Siria
contra el ataque imperialista!
Declaracion del Comité de Vinculacion de la lV internacional (CVCI) en defensa incondicional de Siria contra el imperialismo: ¡Saquen las manos de Siria!
El CVCI es compuesto por la Liga Comunista (Brasil) por el Socialist Fight (Inglaterra) y por la Tendencia Militante Bolchevique (Argentina)
28 de agosto de 2013

Nosotros nos oponemos incondicionalmente al ataque imperialista contra Siria y luchamos por su derrota. La tarea fundamental de este momento para todos los verdaderos socialistas y antiimperialistas es defender la soberanía nacional de Siria contra este ataque imperialista.

Ofensiva que es lanzada con apoyo de Israel y de otros aliados de EUA en la guerra contra Damasco. Como el “Ejército Libre Sirio” (FSA) y varios grupos “rebeldes”, Al Queada, Frente Al Nustra, etc. No hay socialistas revolucionarios y antiimperialista combatiendo a Assad en Siria. Hablar esto es fantasear sobre un supuesto ejército revolucionario fantasma ante la obvia realidad de lo que está en juego en esta guerra.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

73 ANOS SEM TROTSKY, TRÊS ANOS DA LC E O PROLETARIADO

Conquistar o proletariado, condição essencial
para a reconstrução da IV Internacional!



"Queridos amigos, não somos um partido igual aos outros. Não ambicionamos somente ter mais filiados, mais jornais, mais dinheiro, mais deputados. Tudo isso faz falta, mas não é mais que um meio. Nosso objetivo é a total libertação, material e espiritual, dos trabalhadores e dos explorados por meio da revolução socialista. Se nós não a fizermos, ninguém a preparará nem a dirigirá. As velhas internacionais estão completamente podres.” (...) “Sim, nosso partido nos toma por inteiro. Mas, em compensação, nos dá a maior das felicidades, a consciência de participar na construção de um futuro melhor, de levar sobre nossos ombros uma partícula do destino da humanidade e de não viver em vão.”"


Nesta semana refletimos sobre três situações importantes para nossa organização:

1) Estamos há 73 anos do assassinato do fundador de nossa vertente do marxismo, Leon Trotsky, que com sua elaboração deu continuidade teórica e metodológica ao marxismo no século XX, na era imperialista e após a degeneração da primeira experiência de Estado operário da história. Trotsky foi assassinado por agentes stalinistas, que encarnavam a negação revisionista do marxismo e haviam realizado uma contra-revolução política, orgânica, por dentro do partido bolchevique, expropriando politicamente a direção da URSS, a qual o próprio Trotsky, ao lado de Lenin e do partido bolchevique haviam fundado quando conduziram a luta de classes a tomada revolucionária do poder pelas massas na Rússia e repúblicas vizinhas.

UM CÂNCER PEQUENO-BURGUÊS, SHACHTMANISTA,
DESTRUIU A IV INTERNACIONAL

Trotsky fundou a IV Internacional em 1938, uma organização bolchevique internacionalista que lutava para adquirir uma influência real no movimento operário, e que chegou a dirigir importantes lutas políticas da classe em sua maior seção, o SWP estadunidense, na década de 1930, como a luta dos caminhoneiros de Minneapolis. Todavia, Trotsky sabia do risco de que tanto o SWP e sobretudo as seções menores pudessem ser hegemonizadas pela pequena burguesia.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

DECLARAÇÃO DO CLQI SOBRE A RECOLONIZAÇÃO DA LÍBIA


Quão estranho é o rosto da "libertação" na Líbia hoje!
Resposta a Michael Pröbsting e ao RCIT 


A Liga Comunista publica abaixo a declaração do Comitê de Ligação pela IV Internacional composto pelo Socialist Fight britânico, pela Tendencia Militante Bolchevique argentina e pela LC brasileira, em resposta a Tendência Revolucionária Comunista Internacional (RCIT) dirigido pelo RKOB austríaco. O RKOB é uma ruptura da Liga pela 5ª Internacional dirigida pelo Workers Power britânico.
 
A importância deste debate em meio a atual ofensiva da OTAN e de Israel sobre a Síria e a Palestina deriva do fato de que o RKOB compartilha das mesmas ilusões da maioria da chamada esquerda trotskista que acreditam que a Líbia e a Síria vivem “revoluções democráticas" (no Brasil, o PSTU, o PSOL e POR) ou simplesmente “revoluções” (PCO, LER e MR) e que de alguma forma uma luta conduzida por direções pró-imperialistas possa servir aos interesses dos trabalhadores por direitos democráticos e sindicais.

1. O artigo de 10.800 palavras de Michael Pröbsting “Lutas de libertação e interferência imperialista – O fracasso do sectárismo ‘anti-imperialista’ no Ocidente: Algumas considerações gerais do ponto de vista do marxista sob o exemplo da revolução democrática na Líbia em 2011” publicado no Boletim “Comunismo Revolucionário” da Tendência Revolucionária Comunista Internacional (RCIT), No.12, 2012/10/24 merece alguma consideração, pois procuram defender sua indefensável posição pró-imperialista sobre a Líbia e ataca aqueles que tomaram uma posição de princípio. [1]

2. No entanto, rejeitamos a identificação das posições do Comité de Ligação pela Quarta Internacional (LCLQI) com as da ICL/espartaquistas e do Grupo Internacionalista/LFI:

Os sectários ‘anti-imperialistas’ no entanto, colocam-se ao lado do reacionário regime de Gaddafi contra a revolução popular. Exemplos de grupos que assumiram tal posição reacionária são o Comité de Ligação da Liga Comunista (Brasil), do Grupo Revolucionário Marxista (África do Sul) e do Luta Socialista (Grã-Bretanha), a ICL/espartaquistas, o LFI/Grupo Internacionalista de Norden e o grupo stalinista "Partido Comunista da Grã-Bretanha (‘marxista-leninista’)”.

Existem grandes diferenças, esses dois grupos e a Tendência Bolchevique Internacional. O terceiro membro da "família Spartaquista", se recusou a defender a Líbia contra os rebeldes dirigidos pela CIA em Benghazi na guerra contra Gaddafi desde o início e nunca teve a orientação de princípios da Frente Unida Anti-Imperialista, adotando a linha mais light e incorreta de "bloco militar" contra as posições do Comintern sob Lênin e Trotsky e contra as posições que Trotsky defendeu até seu assassinato em 1940. [2]