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quinta-feira, 4 de junho de 2020

VÍDEO - O MARXISMO E A QUESTÃO NEGRA

Da Rebelião por George Floyd a Luta Contra Bolsonaro
O Marxismo e a Questão Negra

https://www.youtube.com/watch?v=4xWor1XsMDo&t=150s


Clique aqui para acessar o vídeo O MARXISMO E A QUESTÃO NEGRA, que reproduzimos dos camaradas do Grupo Emancipação do Trabalho sobre o Marxismo e a Questão Negra.

O assassinato de George Floyd parece ter sido a gota d’água para uma explosão de descontentamento popular nos EUA e no mundo, contra o racismo, o capitalismo e o imperialismo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

FURACÃO MATTHEW

Não é a natureza, é o capitalismo

Imagem aérea da cidade de Jeremie, no oeste do Haiti,
devastada pelo furacão Matthew (Foto: Nicolas Garcia / AFP)
Nos dias 7-8 de outubro, o furacão Mattew passou pelo Haiti e EUA. No país mais rico do planeta, o fenômeno fez cerca de duas dezenas de vítimas, no mais pobre do continente, deixou mais de mil pessoas mortas e outras 30 mil desabrigadas. Acaso? Não. Satélites, institutos meteorológicos avançados permitiram aos EUA prever e mensurar a força da natureza, com a evacuação de 500 mil pessoas das áreas de riscos para refúgios. Ainda que a pobreza tenha crescido muito nos últimos 40 anos, em termos gerais, a população dos EUA possui melhores condições para proteger-se. 

O Haiti é hoje o país mais pobre e destroçado da América. Já era antes do furacão e todos os sofrimentos infringidos ao Haiti soam como uma punição exemplar. A dominação imperialista, ditaduras militares, Golpes de Estado, ocupações militares estrangeiras (da qual o Brasil faz parte por mais de uma década), empobreceram o país que no início do século XIX ousou realizar a primeira revolução negra da história. Nem terremoto nem furacão, o Haiti é hoje punido pela revolução negra.

domingo, 29 de maio de 2016

UNIFICAR AS LUTAS CONTRA O GOVERNO GOLPISTA

Unificar as lutas para derrotar o governo golpista de Temer!
Construir comitês populares contra o golpe!

O movimento de massas segue em um crescente graças ao repúdio ao Golpe mas sobretudo já as medidas de Temer que provocaram um desgaste precoce do governo golpista. Isso vai aumentar com o arrocho salarial e nos programas sociais. Milhões de pessoas vão voltar a sentir fome, o que é ainda um grau abaixo à pobreza, para os que estão sendo jogados de volta na miséria. Milhares vão ser despejadas com o encarecimento das prestações do Minha Casa Minha Vida ( + ). Arrestos de bens vão acontecer para muitos que além de endividados também estão sendo demitidos ou tendo salários diminuído. A tragédia na saúde e na educação vai aumentar e jogar gasolina nos protestos com ocupação já em curso pelos secundaristas.

sábado, 2 de abril de 2016

O CÃO E O RABO

O cão e o rabo
Imperialismo, a questão judaica, a questão cubana e o terrorismo
COMITÊ DE LIGAÇÃO PELA IV INTERNACIONAL

1) A questão judaica foi historicamente deformada pelo imperialismo. O sionismo se converteu em um componente do ascenso do capital financeiro e fundou o Estado de Israel, que se tornou em agente dos interesses expansionistas do imperialismo;

2) Nos opomos a identificação mecânica, anti-semita, que iguala judaísmo com sionismo. Vários ativistas do judaísmo se irmanam aos povos oprimidos no combate a Israel. Combatemos a perseguição dos judeus ucranianos por parte do governo pró-OTAN nazista de Kiev;

3) A burguesia sionista, por sua influência econômica, possui um peso político superestimado dentro da classe dominante imperialista em todo mundo, influenciado suas decisões acerca do Oriente Médio e a questão palestina. Do mesmo modo, relativo a Cuba os gusanos influenciam na manutenção do bloqueio dos EUA contra o Estado operário. Ambas possuem muita influência nos consórcios midiáticos multinacionais. Ainda que a burguesia gusana seja menos influente na política imperialista, ambas as frações da burguesia, gusana e sionista, já são componentes orgânicos do imperialismo, influindo na superestrutura política, jurídica, e no sistema de partidos dos EUA;

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

PETRO ESTADOS

A teoria dos Petro-Estados
Posicionamento da FCT diante dos governos Bolivarianos

Nós defendemos a unidade da luta com os governos bolivarianos da Venezuela, Equador e Bolívia quando atacados pelo imperialismo, numa frente anti golpista ou anti-imperialista. Os governos bolivarianos dirigem Estados capitalistas, são governos de frações “nacionalistas”, estatistas, mas que se opõem ao controle operário das empresas estatizadas e sobretudo a realização de verdadeiras revoluções proletárias, com completa expropriação da classe dominante, como ocorreu em Cuba. Nós não apoiamos esses governos nem criticamente.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

NEOATEISMO E ISLAMOFOBIA

Los ateos del imperialismo

A LC reproduz abaixo uma análise realizada pela LC-TMB acerca do interessante artigo
"New Atheism, Old Empire" (Novo Ateísmo, velho império) da revista "Jacobin" que faz referência a uma espécie de neoateísmo reacionário atual.

El nuevo ateísmo pro-imperialista nació en la década de 1970. Es una expresión ideológica de la necesidad del imperialismo por recolonizar a Medio Oriente. Cuando EUA precisó sustituir el oro por el petroleo, constituyendo a partir de entonces, gran parte de su economía sobre el control de la principal fuente energética del planeta. El imperialismo mismo hace la segunda ofensiva imperialista en la región de la posguerra, después del primera ofensiva con el sionismo israelí. En cuanto una vertiente de la nueva ofensiva imperialista se apoyaba en la reacción democratizante de Medio Oriente con el sionismo con una mano y en el neoateismo islamofobico, con otra, en tanto sectores fundamentalistas islámicos eran peones de extrema utilidad en Afganistán y en todo el mundo árabe-musulmán para combatir a la URSS y la expancion del comunismo en Medio Oriente, como por ejemplo el apoyo del sionismo a Hamas para desestabilizar a la izquierda laica de la OLP.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

RESPOSTA DO CLQI AO RCIT

Pela regeneração política e
reconstrução da Quarta Internacional
Resposta ao documento do RCIT
"Healy’s Pupils Fail to Break with their Master" Alunos de Healy não conseguem romper com seu Mestre ]

Socialist Fight / CLQI
English  - click here

A Liga Comunista reproduz a resposta do Socialist Fight ( SF ) britânico ao RCIT. O SF é membro do Comitê de Ligação pela IV Internacional, do qual a LC é integrante. O RCIT é a internacional criada pelo RKOB austríaco. O RKOB é uma ruptura do Wokers Power britânico, defensor assim como sua matriz da 5a internacional, que apoiou a contrarevolução nos Estados operários e as chamadas "revoluções" na Líbia e na Síria. A polêmica trata dos principais fatos da luta de classes dos últimos 40 anos como a questão polonesa em 1980 - 1981, a restauração capitalista na URSS e Leste Europeu, anexação da Alemanha Oriental pelo imperialismo, o Agosto de 1991 na URSS, eleições na África do Sul em 1994, Guerra dos Balcãs, Quinta Internacional, Programa de Transição, o trotskismo nos Andes, "Primavera Árabe" e ofensiva imperialista contra Líbia e Síria, catastrofismo, a questão da crise de direção, etc.

INTRODUÇÃO

Os fundadores da 5a Internacional,
tanto Wokers Power/LFI quanto sua ruptura, o RKOB/RCIT,
debutam capitulando a restauração capitalista nos Estados operários
e a ofensiva imperialista contra as semi-colônias da Líbia e Síria.

Assim como a LFI acreditava poder pegar carona nos movimentos
anti-globalização, agora o RCIT aposta em poder tomar
um atalho através da "primavera árabe"
Somos gratos ao camarada Michael Pröbsting do RCIT por que ele escreveu um documento longo ( de quase 20.000 palavras ), consumindo um grande tempo e esforço para fazê-lo, com o qual nós de fato aprendemos muito. Apesar de termos acordos sobre a história da Quarta Internacional após a II Guerra Mundial, existem substanciais diferenças entre o SF/CLQI e o RCIT sobre a questão do método, uma vez que ele determina à continuidade do trotskismo o que intimamente se relaciona com a nossa orientação para a reconstrução Quarta Internacional, que se contrapõe ao chamado do RCIT para uma Quinta Internacional. A renúncia do conjunto dos partidos que se reivindicavam trotskistas a defesa do Programa de Transição em seu método e, em particular, do partido que havia sido a principal seção da IV Internacional quando de sua fundação, o SWP dos EUA, provoca a ruptura da Tendência Revolucionária do SWP no início de 1960. Esta ruptura foi liderada por Wolfforth, Madge e Robertson. Os agrupamentos que surgem a partir desta ruptura, vão desembocar em 1974 na divisão do WRP que veio a se tornar a Liga Socialista dos Trabalhadores ( WSL ) e em vários agrupamentos que internacionalmente surgiram a partir dessa luta, incluindo o Comitê Internacional trotskista ( ITC ) e sua seção britânica, a Revolucionário Internacionalista League ( RIL ), a Oposição Trotskista Internacional ( ITO ), que rompeu com a degeneração da ITC, a Liga Internacional dos Trabalhadores ( WIL, não confundir com a LIT morenista, a qual pertence o PSTU brasileiro, cuja sigla em inglês é IWL ) da Grã-Bretanha e seu agrupamento internacional; a Tendência Leninista Trotskista ( LTT ) na Grã-Bretanha, Bélgica, Alemanha e África do Sul e outros na França e na América Latina. A rejeição a defesa do legado de Trotsky por estas correntes também se reflete em muitas questões práticas da luta de classes hoje tanto nacional como internacionalmente, em particular sobre a forma de aplicar o Programa de Transição e o seu método para as condições de hoje e como se relacionar com as organizações de massa da classe trabalhadora, os sindicatos e partidos operários burgueses, como se relacionar com a pequenos movimentos de libertação nacionais burgueses e guerras imperialistas através das forças de resistência dos países semi-coloniais. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ATO CONTRA O ATAQUE IMPERIALISTA NA SÍRIA

Nenhuma ilusão na diplomacia interburguesa ou na ONU,
nenhum refluxo na luta antiimperialista!

No domingo, dia 29 de setembro, foi realizado um ato na Praça Oswaldo Cruz, no início da Avenida Paulista, contra o ataque imperialista na Síria, com a participação de representantes das diversas entidades que formam o Comitê de Solidariedade à Síria, entidade composta por 45 organizações políticas, religiosas, sindicais e estudantis, uma Frente Única Antiimperialista composta inclusive por partidos que compõem o governo Sírio e o governo brasileiro.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

LIBERTAÇÃO DA MULHER, IMPERIALISMO E ISLAMOFOBIA

O Véu, os tribunais, o imperialismo e
o aumento da islamofobia: uma análise marxista
Gerry Downing, Socialist Fight
21 de setembro

Um juiz britânico, Peter Murphy, decidiu em 16 de Setembro que as mulheres muçulmanas devem remover seu véu quando forem testemunhar perante os juízes, jurados e advogados que poderão ver o rosto dela para avaliar o seu testemunho. O julgamento reacendeu furiosamente a polêmica islamofóbica sobre o nicabe a ponto de tanto o vice-primeiro-ministro Nick Clegg quanto a Ministra do Interior Theresa May foram obrigados a intervir para dizer que o governo não deve dizer às mulheres o que eles deveriam estar usando.

Na França, o uso do véu em público é legalmente proibido, assim como na Bélgica. Wikipedia informa que:

A proibição francesa do rosto coberta (em francês: Loi interdisant la dissimulação du visage dans l'espace público", é a lei que proíbe a ocultação do rosto em espaço público") é uma lei foi votada pelo Senado da França em 14 de September de 2010, resultando na proibição do uso de qualquer coisa que cubra o rosto, chapéus, máscaras, capacetes, balaclava, nicabs e outros véus que cobrem o rosto em lugares públicos, exceto em circunstâncias específicas. A proibição também se aplica à burqa, uma bata de corpo inteiro, se ela cobre também o rosto. O projeto de lei já havia sido aprovada pela Assembléia Nacional da França em 13 de julho de 2010. [1]

SIRIA DECLARACIÓN DEL CVCI

¡Por la victoria militar de Siria
contra el ataque imperialista!
Declaracion del Comité de Vinculacion de la lV internacional (CVCI) en defensa incondicional de Siria contra el imperialismo: ¡Saquen las manos de Siria!
El CVCI es compuesto por la Liga Comunista (Brasil) por el Socialist Fight (Inglaterra) y por la Tendencia Militante Bolchevique (Argentina)
28 de agosto de 2013

Nosotros nos oponemos incondicionalmente al ataque imperialista contra Siria y luchamos por su derrota. La tarea fundamental de este momento para todos los verdaderos socialistas y antiimperialistas es defender la soberanía nacional de Siria contra este ataque imperialista.

Ofensiva que es lanzada con apoyo de Israel y de otros aliados de EUA en la guerra contra Damasco. Como el “Ejército Libre Sirio” (FSA) y varios grupos “rebeldes”, Al Queada, Frente Al Nustra, etc. No hay socialistas revolucionarios y antiimperialista combatiendo a Assad en Siria. Hablar esto es fantasear sobre un supuesto ejército revolucionario fantasma ante la obvia realidad de lo que está en juego en esta guerra.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

BRASIL “6o PIB MUNDIAL” 4/5

ECONOMIA POLÍTICA MARXISTA X MACROECONOMIA BURGUESA
O Brasil é uma semi-colônia, um país imperialista ou sub-imperialista?
dO Bolchevique #8 – janeiro de 2012

Tanto o PIB, o PIB per capita, o PNB, os Índices Gini, de Theil e de Desenvolvimento Humano (baseado em expectativa de vida, educação e PIB per capita) são fórmulas da macroeconomia e da sociologia burguesa.
 Diferente dos economistas burgueses que visam esconder a exploração social da classe que lhes paga, os marxistas se apropriam da economia política tendo como objeto não apenas a “produção”, mas buscam as diferenças sociais que existem entre os homens na produção, ou seja a estrutura social da produção. A medição do PIB não reflete as relações intrínsecas à sua produção e portanto não reflete a realidade capitalista.
Tanto a oposição de direita (DEM, PSDB) como a oposição pequeno burguesa (PSOL, PSTU e Cia) recorreram ao cálculo do PIB per capita para criticar o ufanismo do governo Dilma. “Embora o PIB esteja entre os maiores do mundo, quando vemos o PIB per capita, ou seja, esse valor divido pela população, a coisa muda. Enquanto no Brasil ele foi de 10,7 mil dólares em 2010, no Reino Unido ele supera os 36 mil dólares.” (site do PSTU, 27/12/2011, Crescimento para quem?). O PIB per capita é freqüentemente usado como um indicador, seguindo a idéia de que os “cidadãos” se beneficiariam de um aumento na produção agregada do seu país. Entretanto, o PIB pode aumentar enquanto a maioria dos “cidadãos” de um país ficam mais pobres, pois o PIB não considera o nível de desigualdade de renda de uma sociedade.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ESPECIAL - BRASIL “6o. PIB MUNDIAL” 1/5

Para onde vai o Brasil, ascensão de uma nova potência ou aprofundamento da dependência semi-colonial?
O Bolchevique #8 – janeiro de 2012
Apêndices do ESPECIAL - BRASIL “6o. PIB MUNDIAL”
1. CONCENTRAÇÃO DE RIQUEZAS E MISÉRIA CRESCENTE
Crescimento da riqueza capitalista, pauperização relativa das massas e impotência reformista
2. CORRESPONDÊNCIA DA CLQI
Carta ao SF com reflexões da LC e da TMB sobre o veto britânico ao acordo da UE para salvar o euro
3. ECONOMIA POLÍTICA MARXISTA X MACROECONOMIA BURGUESA
O Brasil é uma semi-colônia, um país imperialista ou sub-imperialista?
4. O retrocesso agro-exportador turbinado na era Lula-Dilma caminha para o esgotamento



“Um país é possuído e dominado pelo capital nele investido”
Woodrow Wilson, presidente dos EUA, 1913

No dia 26 de dezembro de 2011 o jornal britânico “The Guardian”, divulgou um estudo do Centro de Pesquisa Econômica e Negócios, em que o Brasil alcançou a sexta posição na produção de riquezas mundiais, ultrapassando o Reino Unido, ficando atrás de EUA, China, Japão, Alemanha e França. O estudo levou em conta principalmente o Produto Interno Bruto (PIB) dos países.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

FORA O IMPERIALISMO DO IRAQUE, AFEGANISTÃO, SÍRIA E IRÃ!

Pela vitória dos povos do Oriente Médio e Ásia Central e pela derrota do imperialismo!
DECLARAÇÃO DO COMITÊ DE LIGAÇÃO PELA IV INTERNACIONAL

1. A SAÍDA DA CRISE DE ACUMULAÇÃO ATRAVÉS DO INVESTIMENTO EM MEIOS DE DESTRUIÇÃO EM MASSA. Aperta-se o cerco das grandes potências imperialistas pela re-conquista da Síria e do Irã. A causa propulsora desta nova aventura militar é a necessidade da economia política imperialista de uma saída por meios destrutivos para a crise das dívidas públicas das metrópoles da União Européia e dos EUA. O objetivo é "alavancar" a economia mundial que se encontra em retração. Uma nova guerra, cuja amplitude é até o momento imprevisível, se anuncia no horizonte. O conflito nuclear iminente é a prova cabal do profundo parasitismo do sistema capitalista senil, que necessita cada vez mais de guerras como forma de sobrevivência.

sábado, 6 de agosto de 2011

EUA, O INIMIGO PRINCIPAL ESTÁ EM CASA! 1/3

Obama desfere o mais brutal ataque à população trabalhadora dos EUA em toda a história
dO Bolchevique #6

Protesto contra os cortes dos gastos sociais:
"TIRE AS MÃOS DO MEU SEGURO SOCIAL,
MEDICARE (assistência de saúde para pobres e deficientes) MEDICAID (assistência aos idosos)!
Os EUA acabam de ampliar sua capacidade de seguir alimentando com trilhões de dólares a máquina de guerra imperialista e ao grande capital ianque de conjunto. Os custos desta operação serão pagos inicialmente com o incremento da miséria social no país. A administração do democrata negro Obama entrará para a história como a que desferiu o maior ataque contra o proletariado dos EUA, ameaçando todas as reformas sociais conquistadas no século XX.

terça-feira, 19 de julho de 2011

CORRESPONDÊNCIA 1

O critério do anti-imperialismo e o pablismo
Michel Pablo, liquidacionista do trotskismo
À Liga Comunista

Li com muita atenção a polêmica da LC com os demais partidos de esquerda a respeito da situação da Líbia. O combate da LC se dá em dois planos: primeiro contra os “revisionistas” que veem revoluções em todo lugar, revoluções essas sem direção, sem partido, etc. Considero que a FTLI é a mais extremada expressão desse campo. Chegou até a descrever a formação de sovietes de cabos e soldados na Líbia. O otimismo revolucionário é sadio, mas quando passa dos limites vira delírio. Agora que ficou clara a colaboração dos “rebeldes” com o imperialismo, faz contorcionismos téoricos para argumentar qua é a favor da “revolução”, mas contra a OTAN. Nesse plano eu concordo com a LC integralmente.
No segundo plano há a luta contra a posição da LBI (“pablista”, na minha opinião) que coloca o Kadafhi como um líder progressista e anti-imperialista, sem considerar que o líder “terceiro-mundista” nos últimos anos tornou-se um grande aliado do imperialismo recebendo inclusive grande quantidade de armamentos do Ocidente. No entanto, considero também um desvio “pablista” da LC realçar supostos fatores progressistas no regime de Kadafhi, como, por exemplo, o índice de desenvolvimento humano da Líbia. Nesse sentido, as posições da LC só se diferenciam na superfície das posições da LBI, sendo as desta mais estusiamadas no apoio a Kadafhi. O artigo da LC cita Trotsky na questão de uma hipotética guerra do Brasil com a Inglaterra em que ele coloca, a meu ver corretamente, que ficaria do lado do regime fascista de Vargas contra a agressão imperialista. Mas vejam bem, ele não precisou “enfeitar” o regime varguista e nem apresentá-lo como progressista. Tratava-se tão somente de apoiar a hipotética luta de um país semicolonial contra o imperialismo.
           
Fausto Barreira, Sociólogo

sábado, 16 de julho de 2011

PRISIONEIROS REPUBLICANOS IRLANDESES

Pelo reconhecimento da condição de presos políticos
e pela liberdade para os prisioneiros republicanos irlandeses das garras do imperialismo britânico!
Do Bolchevique #5

Boletim do Grupo de Apoio aos Presos
Políticos Irlandeses (IRPSG)
A luta de classes na Irlanda voltou a ser manchete mundial nas últimas semanas através dos conflitos de rua provocados por dezenas de reacionárias passeatas pró-imperialistas de setores protestantes sobre os bairros católicos na Irlanda do Norte. A provocação foi revidada por jovens proletários dos bairros católicos, que entraram em confronto com a polícia e com as falanges paramilitares de extrema direita, como a Força Voluntária do Ulster. Mais uma vez o imperialismo inglês fustiga a guerra sectária, por meio de seus agentes na ilha vizinha e em nome das divisões religiosas, para debilitar a secular luta de libertação nacional irlandesa.
Este ano completam-se três décadas da greve de fome dos presos políticos irlandeses liderada por Bobby Sands, um dos mais heroicos acontecimentos da história mundial. A Irlanda foi atrofiada desde o século XII até hoje em seu desenvolvimento pela invasão da Inglaterra, que fez da ilha vizinha sua primeira colônia, subjugada
“através do mais abominável reinado do terror e da mais condenável corrupção” (Carta de Marx a Kugelmann, 29/11/1869).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

TODOS AO PROTESTO CONTRA A INTERVENÇÃO MILITAR NO HAITI E NA LÍBIA!


Blog:
http://comiteantiimperialista.blogspot.com
Twitter: @Antiimp_Libia
Facebook:
Comitê Antiimperialismo Na Líbia
A Liga Comunista convida a todos seus simpatizantes e leitores a participar do ato público nacional contra as intervenções imperialistas no Haiti e na Líbia que será realizado no dia 04 de junho às 10h, na Praça Ramos (metrô Anhangabaú, centro de São Paulo).
Nesta data faz 7 anos que o Brasil, a serviço do imperialismo e da ONU capitaneia a ocupação militar do Haiti. Participar desta atividade e rechaçar esta odiosa e cínica ocupação militar protagonizada pelo governo Dilma é um dever de todo aquele partido, agrupamento e lutador social que se reivindica antiimperialista e anticapitalista. Abster-se desta luta, não participar deste ato sob qualquer tipo de argumeno converte todo pretenso anti-imperialismo em meras declarações formais para encobrir uma verdadeira capitulação política aos interesses de sua própria burguesia e do imperialismo.
Com o mesmo sentimento de indignação é preciso defender incondicionalmente a população oprimida da Líbia que há quase quatro meses, e sobretudo nesta última semana, é vítima de uma sanguinária e fratricida ofensiva militar perpetrada por agentes externos e internos do imperialismo, através dos bombardeios da OTAN e das forças golpistas armadas pela CIA e sediadas em Bengasi.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A CIA NA LIBIA

O caráter contrarrevolucionário dos ‘rebeldes’ de Bengasi
dO Bolchevique #4
'Rebelde' com facão ameaça trabalhadores negros africanos presos.
Seus porta-vozes na mídia imperialista e também na esquerda
revisionista justificam xenófoba carnificina racista dizendo que a
culpa é de Gadafi que contrata mercenários estrangeiros para lutar a
seu lado. Na verdade, em nome da caçada aos "mercenários de
Gadafi", os agentes da CIA de Bengasi perseguem os negros para
de fato desvalorizar ainda mais a força de trabalho no país,
preparando-a para a superexploração
da nova era de extrema rapina imperialista
A guerra civil na Líbia tem provocado um debate mundial na esquerda. Em outro artigo sob o nome de "SU, CMI, L5I, LIT, PO, FT, FLTI: finalmente as ‘internacionais’ revisionistas se reunificam em Bengasi" estabelecemos uma polêmica com várias correntes internacionais e nacionais sobre a questão. A maioria das correntes faz uma dupla contabilidade de simultaneamente rechaçar a intervenção imperialista e reivindicar politicamente as manifestações anti-Gadafi, cuja "defesa" é a justificativa do imperialismo para invadir o país.
Nas linhas seguintes, trataremos de demonstrar o caráter da tal oposição, comprovando que este fenômeno "popular" pró-imperialista não é novo na história contemporânea. Na forma elaborada como ele se apresenta, está presente pelo menos desde o segundo pós-guerra, no início da Guerra Fria. Demonstraremos que, como é uma criatura do imperialismo, a insurgência libia não só é reacionária desde sua gênese, como reacionária de todos os pontos de vista.

segunda-feira, 21 de março de 2011

BALANÇO DO "FORA OBAMA!" NO RIO EM 20/03

Protesto na Cinelândia rompe barreira política imposta pela burocracia dirigente da CUT, MST, PCdoB e CSP-Conlutas ao "Fora Obama!"
dO Bolchevique # 4
Combativo "Fora Obama!" em frente ao Teatro Municipal
fura o cerco político dos pelegos e do aparato repressivo do imperialismo, Dilma e Cabral
No dia 18 de março, a partir da concentração na Candelária, CUT e CTB boicotaram a passeata de protesto ao Consulado dos EUA no centro Rio de Janeiro contra a presença de Obama. O PSTU e a CSP-Conlutas apostaram neste ato para amortecer a disposição de luta do ativismo, inclusive de parte de sua militância, a fim de evitar um forte protesto no dia em que Obama estaria no país. A serviço do FBI, a PM de Cabral prendeu 13 militantes neste pequeno protesto do dia 18 para intimidar as possíveis manifestações que viessem a se organizar no dia 20 de março.

Dois dias depois, quando Obama já se encontrava no Rio de Janeiro, não foi, porém, a truculência dos aparatos repressivos dos lambe botas brasileiros Dilma e Cabral (tanques, o Batalhão de Operações especiais do Exército, Bope, PM e Guarda Municipal) ou a própria máquina assassina do imperialismo montado no Rio (FBI e CIA) o que impediu o avanço da manifestação. Quem freou o movimento a menos de três quarteirões do Teatro Municipal, onde se encontrava o comandante em chefe do imperialismo mundial, principal responsável por toda exploração e violência do mundo, foi a vergonhosa política conciliadora da CUT, Sindipetro, MST, PT, PCdoB, PSTU, PSOL e CST/Unidos que levou os manifestantes a um beco sem saída, literalmente encurralando-os para depois "serem forçados" a dispersá-los, e tomar o caminho de casa.

A Liga Comunista agrupou seus militantes de São Paulo e Rio de Janeiro a partir do dia 19/03, confeccionou faixas e bandeiras, constituiu a “Frente Única Contra a Presença de Obama no Brasil” com organizações de trabalhadores, estudantes e sem teto cariocas: Frente Internacionalista dos Sem Teto, Rede Estudantil Classista e Combativa e Coletivo Lênin, em torno de um manifesto com posições políticas comuns. No protesto, distribuímos o manifesto da frente e uma declaração própria, os quais reproduzimos logo abaixo.

Nádia Silva, trabalhadora de São Bernardo do Campo, ABC paulista, fala pela LC,
na concentração na estação do metrô Glória no Rio de Janeiro
Participamos da reunião preparatória para a atividade no Sindipetro no dia 16, da passeata do dia 18 e do ato da Glória do dia 20/03 com oradores da corrente. Nessa última atividade, através de sua militante trabalhadora de São Bernardo do Campo/SP, Nádia Silva, a LC denunciou o retardamento da saída da protesto da Glória em direção a Cinelândia, orquestrado pela direção governista do ato. Denunciou também a sanguinária intervenção militar do imperialismo na Líbia ordenada por Obama a partir do Rio na noite anterior. Nádia chamou uma frente única militar com Gadafi para derrotar os EUA e a OTAN sem apoiar politicamente o governante burguês com o qual as massas líbias logo devem acertar as contas. Em seguida, a companheira ressaltou que a força e a firmeza de nossa marcha naquele dia seria um passo determinante para a imediata libertação dos companheiros presos, caminhando até o teatro municipal, onde estava se realizando mais uma cena da peça teatral imperialista que visa preservar a máscara “democrática” e “popular” de Obama, enquanto o carniceiro bombardeia o povo líbio, a fim de melhor manipular a opinião pública e mais facilmente exercer as façanhas de sua opressão capitalista sobre o planeta.

Com atraso proposital, para cansar os manifestantes, finalmente a marcha saiu da Glória em direção à Cinelândia, sempre sendo freada por um combinado da direção do movimento, CSP-Conlutas, CUT, MST, PSTU, PCdoB e PSOL, com a assassina PM fluminense de Cabral até ser completamente contida a três quarteirões da Cinelândia sem a necessidade de nenhum aparato policial bloqueá-la. A direção do protesto covardemente conduziu a manifestação para um beco sem saída politico e logístico, uma vez que o quarteirão onde fomos orientados a parar era uma rua onde a tropa de choque facilmente nos reprimiria, encurralando a todos. Os mesmos dirigentes trataram de nos aterrorizar com argumentos de que “a cavalaria estava na praça” e que haveria um “banho de sangue” se o protesto continuasse,...

“PARA NOSSOS PRESOS LIBERTAR, É PRECISO AVANÇAR!”

Neste momento, apesar da tentativa de intimidação e do cerco reacionário que a direção do movimento impôs ao setor mais combativo da manifestação, nós polarizamos contra a política colaboracionista com palavras de ordem pela continuidade da marcha anti-Obama até onde fosse possível, inclusive para pressionar os governos Dilma e Sérgio Cabral a libertarem nossos presos políticos reféns da luta anti-imperialista, cantando palavras de ordem como “Para nossos presos libertar é preciso avançar”, “Vem vamos embora que esperar não é fazer, quem sabe faz a hora não espera acontecer”; “Por que parou? parou por que?”, “O povo unido é povo forte, não teme a luta, não teme a morte. Avante, companheiros! Essa luta é minha e sua. Unidos venceremos e a luta continua!”.

UOL Notícias registra faixa da Liga Comunista na Concentração da passeata na Glória,
Atrás da faixa da LC, o carro de som que foi apreendido pela PM de Sérgio Cabral
O PSTU orientou sua militância, em crise diante da polarização, a se dirigir para a sede do partido, onde seriam reenquadrados e mais uma vez entorpecidos de que “tudo que era possível fazer tinha sido feito” e que a “atividade foi plenamente vitoriosa”. Os governistas e os satélites deste bloco conciliacionista foram para casa ou contar vantagem na internet. Diante da sabotagem, a LC, FIST, RECC e CL se dirigiram ao Teatro, onde vieram a se agrupar também as Brigadas Populares, PCR, Morena-CB. As demais organizações se enquadraram completamente naquele momento às orientações conciliadoras que a CUT-PCdoB-Conlutas quiseram impor ao conjunto da manifestação. Após furarmos o bloqueio político da CSP-Conlutas e Cia e, em seguida, o bloqueio policial na Rua Evaristo da Veiga, fomos até a praça protestar, contidos finalmente pelo Batalhão de Operações especiais do Exército de Dilma, protetor do showmício vip de Obama.

APESAR DOS PELEGOS, “YES, WE CAN!” PROTESTAR CONTRA OBAMA!

A LC e a frente única cumpriram o que convocaram nos seus manifestos e declarações: “Devemos marchar até o Teatro Municipal para demonstrar, em alto e bom som, nosso rechaço à presença do carniceiro do imperialismo no Brasil, na Líbia, no Iraque, Afeganistão e Haiti.” (Declaração da Liga Comunista ao 20/03); “Vamos caminhar hoje até onde pudermos contra Obama e o Imperialismo!” (Manifesto da Frente Única Contra a Presença de Obama no Brasil).

Em frente ao Teatro Municipal, os manifestantes fizeram uma barricada política cantando palavras de ordem contra Obama, Dilma, Cabral, o Caveirão e a Globo por todo o tempo que decorreu a farsa montada pelo governo brasileiro em repúdio ao imperador “democrata” carniceiro e seus lambe-botas tupiniquins. A LC e outras organizações puxaram várias palavras de ordem como “Fora já, fora já daqui, Obama da Líbia e Dilma do Haiti!” e “Estão no mesmo saco, Obama e caveirão. Libertem nossos presos, abaixo a repressão!”. Os que levaram o “Fora Obama!” até onde suas forças permitiram, não encontraram nenhuma cavalaria e muito menos sofreram o falacioso “banho de sangue” utilizado pelos pelegos para amedrontar a luta anti-Obama.

A lição que tiramos desta batalha é que as direções conciliadoras são o maior freio para a luta anti-imperialista e anticapitalista, se esquivam do combate consequente contra a repressão policial, utilizam a prisão de seus companheiros como mero marketing político virtual e desarticulam a luta de massas, o método do movimento operário para obrigar nossos algozes a recuar. Parafraseando o próprio líder imperialista, “Sim, era possível” realizar um poderoso “Fora Obama!” e o corajoso protesto de todos os que queriam protestar na praça da Cinelândia demonstrou isto. 

terça-feira, 8 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DAS TRABALHADORAS

Fora Obama! Derrotar Dilma e sua política pró-imperialista de aumento da exploração sobre as trabalhadoras!

Nádia Silva, militante da LC, intervém no ato do dia da mulher trabalhadora em 12/03, São Paulo
Após a crise econômica, o imperialismo, tendo os EUA de Obama como representante maior, avança para obrigar os trabalhadores de todo o mundo a pagar as contas da farra especulativa capitalista, aumentando a exploração e a pilhagem sobre as riquezas naturais, e promovendo guerras “pela democracia”, como agora para recolonizar a Líbia e garantir a exploração do petróleo do país.

Na visita que fará ao Brasil nos dias 19 e 20 de março, Obama se certificará de que Dilma Rousseff manterá as tropas brasileiras – de soldados assassinos e estupradores – no controle do Haiti, bem como fará um discurso populista no Rio de Janeiro, onde irá vistoriar como os governos do PT aumentam a repressão nos bairros proletários, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora – UPPs.

Na política externa, o governo Dilma vem demonstrando um acentuado servilismo em relação até mesmo a Lula, tomando posições em favor campanha "humanitária" pelo isolamento internacional de Cuba e do Irã e apoiando todas as sanções e medidas de intervenção da ofensiva imperialista contra a Líbia.

Nesta atual etapa de ofensiva imperialista contra as proletárias, a eleição de Dilma não foi um ponto sem nó dos capitalistas. O imperialismo está muito bem representado no Brasil, por uma mulher, para melhor enganar a maioria da classe trabalhadora e seu gênero mais explorado – as proletárias – que graças ao machismo capitalista recebem 30% a menos que os trabalhadores homens.

Sob o governo da primeira mulher na presidência, as trabalhadoras sofrem um brutal arrocho salarial. Dilma impõe um pífio reajuste de apenas 35 reais no salário mínimo para a felicidade dos empresários que lucram duas vezes: pagando menos aos seus escravos assalariados e disparando os preços dos aluguéis, alimentos, transportes, etc. Por outro lado, impõe também um ajuste fiscal para recapitalizar os cofres do Estado após o governo ter desviado dos mesmos bilhões de reais para salvar banqueiros e empresários durante a crise econômica. Essa medida penaliza sobretudo as trabalhadoras, com o corte de 50 bilhões de reais através do congelamento do salário dos servidores públicos, reduzindo verbas da previdência social (inclusive do seguro-desemprego) e fazendo cortes no orçamento federal para habitação, reforma agrária, educação, saúde, esportes, meio ambiente e transportes.

A reação clerical antiaborto da campanha eleitoral foi outra prévia da perseguição ao direito das trabalhadoras, que veremos aumentar por trás da demagogia “feminista” na era Dilma. Não houve e nem haverá nenhum avanço no sentido da legalização, e milhares de mulheres trabalhadoras continuam morrendo vítimas da criminosa opressão capitalista que as obriga a recorrer a clínicas clandestinas sem as mínimas condições de higiene ou segurança, e ainda sendo criminalizadas pelas leis burguesas.

O machismo tem como objetivo, antes de tudo, a desvalorização da força de trabalho feminina para aumentar a mais-valia capitalista. Nasceu com a propriedade privada e é utilizado pela burguesia, assim como todas as outras opressões (contra homossexuais, negros, indígenas, etc) para aumentar seus lucros através da superexploração desses setores da classe trabalhadora.

Desgraçadamente, as organizações que hegemonizam o movimento operário, como PT, PCdoB, PSOL, PSTU, etc, se recusam a fazer com que a luta pela emancipação das mulheres seja parte da luta contra o capitalismo e seu Estado. Pelo contrário, esses partidos apostam abertamente na colaboração de classes quando se trata da “defesa das mulheres”, comprometendo assim a independência política de nosso combate ao machismo, que só pode ser vencido pela unidade de toda a classe trabalhadora por meio da luta revolucionária contra a exploração econômica imperialista e capitalista. Fazendo isso, combateremos o machismo também em nossas próprias fileiras.

O que temos hoje é um movimento de “defesa das mulheres” completamente equivocado, e que está voltado apenas para fazer demagogia com a metade feminina da classe trabalhadora, pois possui um programa burguês e se autodeclara socialista. Mas, como pode ser socialista se está centrado no aumento do poder repressivo do Estado, através da reivindicação de mais delegacias da mulher, da “aplicação e ampliação” da Lei Maria da Penha e de “punição aos agressores”?

Pior, como podem se dizer em defesa da mulher trabalhadora as organizações da esquerda pequeno-burguesa, se em 2006, por exemplo, PSOL e PSTU apoiaram a candidatura da senadora Heloisa Helena, que no auge de sua popularidade usou a mesma para defender a criminalização do aborto? Esse é um fato que serve para desmascarar o oportunismo político dessas correntes, e seu programa vendido à ganância por cargos no parlamento capitalista.

Fortalecer o Estado burguês não serve aos interesses históricos das proletárias. Ao contrário, divide a classe trabalhadora, fazendo as mulheres acreditarem que seus inimigos são os companheiros homens, superexplorados e contaminados pelo machismo, e não o Estado capitalista, que se alimenta dia após dia do sangue e do atraso da consciência de classe dos homens e mulheres cuja força de trabalho produz toda a riqueza apropriada pela burguesia.

A tarefa que se coloca na ordem do dia é jogar por terra essas bandeiras que exigem mais repressão burguesa, e substitui-las pelas bandeiras classistas que estão sendo ofuscadas ou até completamente esquecidas, como a de salário igual para trabalho igual, de um dia a mais de descanso por semana para as mulheres trabalhadoras e de pensão alimentícia paga pelo Estado e não imposta sobre os miseráveis salários dos trabalhadores de quem já foi extraída a mais-valia, ou seja, que já foram previamente roubados.

É necessário que toda a classe trabalhadora, todas as mulheres e homens proletários, se organizem em comitês operários, por locais de trabalho e locais de moradia, para que seus problemas, como por exemplo a violência doméstica e sexual, possam ser discutidos e resolvidos coletivamente, sem interferência do Estado capitalista burguês e sua polícia torturadora, e assim caminhem em direção à autodeterminação como classe, construindo um partido revolucionário da população trabalhadora para organizar a luta pela Revolução Socialista, única forma de pôr fim à opressão machista.

A bandeira da libertação da mulher trabalhadora na África e Oriente Médio, como a mulher egípcia, vanguarda de muitas greves têxteis, não deve ficar na mão demagógica da burguesia liberal ou do imperialismo. Cabe à classe operária lutar contra a mutilação genital e todas as formas de opressão obscurantistas com seus próprios métodos e meios. Como nos ensinou Trotsky:

“Não haverá melhores comunistas no Oriente, nenhum lutador melhor para as ideias da revolução e para as ideias do comunismo do que a mulher trabalhadora desperta para a luta.”
(Perspectivas e Tarefas no Oriente, 1924)

A libertação de todas as filhas da população trabalhadora da opressão clerical burguesa será obra de uma verdadeira revolução permanente nestes países contra a influência da burguesia liberal e do imperialismo sobre as massas.

O primeiro passo do conjunto dessas tarefas é a organização de um ato nacional no Rio de Janeiro no dia 20 de março, para rechaçar a presença no Brasil de Barack Obama, o representante maior do imperialismo, como parte de nossa luta por libertar a nós mesmos e a nossas irmãs e irmãos palestinos, afegãos, haitianos, iraquianos, líbios, egípcios, tunisianos e de todo o planeta do imperialismo e do capitalismo.

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