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sábado, 14 de dezembro de 2013

TRABALHO ESCRAVO

Chega de exploração, expropriação
sem indenização dos escravocratas!
Davi Lapa e Humberto Rodrigues

Segundo levantamento do Ministério do Trabalho, as construtoras ocuparam o primeiro lugar entre os maiores flagrantes de exploração de trabalhadores em situação análoga à escravidão, em 2013. Das empresas que foram autuadas, as empreiteiras respondem por 66%.

Em geral, as pessoas tendem a acreditar que o trabalho escravo seja uma forma de exploração quase restrita a atividades ligadas a agropecuária, em desmatamento, carvão vegetal e silvicultura, que seja um modo de exploração do trabalho em extinção, nas fazendas, que seria um resquício isolado no interior do país. Ledo engano! O agronegócio lança mão sim do trabalho escravo, mas neste ano as fazendas ficaram em segundo lugar. Em terceiro lugar no levantamento, estão as fábricas de confecção que fornecem peças para varejistas como a Restoque, dona das marcas Le Lis Blanc e Bo.Bô, localizadas no coração das grandes metrópoles como São Paulo.

sábado, 7 de julho de 2012

CARTA AOS LEITORES

Medidas ‘anti-crise’ de Dilma,
matando a sede com água salgada
Editorial d'O Bolchevique #10
Gravura retratando a crise econômica de 2008
Estímulo ao crédito, redução do IPI, redução de juros bancários, ‘PAC das compras do governo’,... as medidas anti-crise de Dilma, de pesadas transferências de recursos estatais ao grande capital, expropriando trabalhadores através do arrocho salarial e do super-endividamento das famílias, ao mesmo tempo que retardam também potencializam a crise no Brasil


Na década passada, o governo Lula tentou blindar os capitais instalados no Brasil dos efeitos das crises econômicas (2001 e 2008), reorientando parte das exportações de commodities do país, que antes se dirigia a Europa e EUA, para a China, que no mesmo período suplantou os EUA como “locomotiva” da economia internacional.
Esta reorientação nas exportações, embora tenha retardado paliativamente a chegada da crise no Brasil, apenas acentuou o caráter semi-colonial agro-exportador do país. A aposta na China, que converteu-se no principal parceiro comercial do Brasil, favoreceu setores da classe dominante ligados ao extrativismo, como a Vale do Rio Doce, os magnatas da Soja associados a Monsanto, Eike Batista, etc., que acumularam enormes fortunas assim como os banqueiros.
Quanto à produção de bens de consumo, que até 2008 estava voltada para a exportação e ficou prejudicada com o estouro da crise internacional, o governo do PT apresenta como saída, o escoamento através do estímulo ao consumo em cascata: expansão do crédito das empresas e da população, renúncia fiscal e por fim antecipação e aumento das compras às indústrias pelo próprio Estado.