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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

BRASIL - ACIRRAMENTO DA LUTA DE CLASSES

Aumenta da crise econômica e social, do terror estatal e paraestatal e também da resistência da juventude e da população trabalhadora
Por Davi Lapa

Como nos ensinou Malcom X “não existe capitalismo sem racismo” e cada tipo de capitalismo tem sua forma particular de impor seu racismo. De forma dissimulada ou escancarada tudo nasce de uma necessidade do capital de superexplorar o trabalho negro. O racismo foi maior na África do Sul justamente porque a minoria branca estava ilhada em meio uma imensa massa negra (1 branco / 6 negros) que só podia explorar sob a base da extrema opressão policial fascista. O aumento da tensão social derivada da chegada da crise econômica no Brasil vem fazendo que tanto o Estado burguês e a burguesia como setores da classe média acomodada mostrem cada vez mais os dentes para a classe trabalhadora em geral e os seus setores mais oprimidos, em particular, para aterrorizar, conter qualquer expressão de resistência a fim de acentuar a exploração necessária para que seja a nossa classe a que paga pela crise capitalista. Neste sentido, o aumento da segregação social e racial corresponde também às necessidades do barateamento do valor da força de trabalho, da precarização em tempos que o governo comemora como de “pleno emprego” no país.

sábado, 14 de dezembro de 2013

TRABALHO ESCRAVO

Chega de exploração, expropriação
sem indenização dos escravocratas!
Davi Lapa e Humberto Rodrigues

Segundo levantamento do Ministério do Trabalho, as construtoras ocuparam o primeiro lugar entre os maiores flagrantes de exploração de trabalhadores em situação análoga à escravidão, em 2013. Das empresas que foram autuadas, as empreiteiras respondem por 66%.

Em geral, as pessoas tendem a acreditar que o trabalho escravo seja uma forma de exploração quase restrita a atividades ligadas a agropecuária, em desmatamento, carvão vegetal e silvicultura, que seja um modo de exploração do trabalho em extinção, nas fazendas, que seria um resquício isolado no interior do país. Ledo engano! O agronegócio lança mão sim do trabalho escravo, mas neste ano as fazendas ficaram em segundo lugar. Em terceiro lugar no levantamento, estão as fábricas de confecção que fornecem peças para varejistas como a Restoque, dona das marcas Le Lis Blanc e Bo.Bô, localizadas no coração das grandes metrópoles como São Paulo.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL

PAC, COPA, Minha Casa Minha Vida, Especulação Imobiliária... Alicerçados na exploração sangrenta dos trabalhadores da construção civil
Davi Lapa, operário da construção civil e militante da LC

Nos últimos dias com os acontecimentos da morte de 02 operários vem trazer a tona, a vergonhosa exploração do capital sobre o trabalho no setor da construção civil. As empresas desse setor, tem obtido lucros vultosos à custa da rotatividade de mão de obra, baixos salários, terceirizações com salários ainda mais baixos, tudo isso com apoio e incentivo do governo do PT, e acobertado como sempre por Sindicatos pelegos, como o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Força Sindical) e pela Mídia nacional que não mede esforços para transformar esta tragédia dos operários e suas famílias, em bajulações interesseiras, para que nada atrapalhe a realização da Copa do Mundo da FIFA.

Os trabalhadores da construção civil estão pagando com a própria vida, a ganância das construtoras, em todos os setores desde grandes obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), hidrelétricas, estádios de futebol para Copa do Mundo, as obras mais simples como do programa Minha Casa Minha Vida, já chegamos ao triste índice médio de 400 mortes anuais.