Aumenta da crise econômica e social, do terror estatal e paraestatal e também da resistência da juventude e da população trabalhadora
Por
Davi Lapa
Como
nos ensinou Malcom X “não existe capitalismo sem racismo” e cada tipo de
capitalismo tem sua forma particular de impor seu racismo. De forma dissimulada
ou escancarada tudo nasce de uma necessidade do capital de superexplorar o
trabalho negro. O racismo foi maior na África do Sul justamente porque a
minoria branca estava ilhada em meio uma imensa massa negra (1 branco / 6 negros) que só podia
explorar sob a base da extrema opressão policial fascista. O aumento da tensão
social derivada da chegada da crise econômica no Brasil vem fazendo que tanto o
Estado burguês e a burguesia como setores da classe média acomodada mostrem
cada vez mais os dentes para a classe trabalhadora em geral e os seus setores
mais oprimidos, em particular, para aterrorizar, conter qualquer expressão de
resistência a fim de acentuar a exploração necessária para que seja a nossa
classe a que paga pela crise capitalista. Neste sentido, o aumento da
segregação social e racial corresponde também às necessidades do barateamento
do valor da força de trabalho, da precarização em tempos que o governo comemora
como de “pleno emprego” no país.
