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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MINERADORA VALE MASSACRA TRABALHADORES NA ÁFRICA

Toda solidariedade ao proletariado guineano contra a multinacional “brasileira”*Pela expropriação da Vale sem indenização e sob o controle da população trabalhadora!

Menos de um mês após o massacre de Marikana, a serviço dos interesses da mineradora britânica Lonmin, quando o aparato repressivo do governo do CNA executou quase meia centena de mineiros sul africanos, outro país africano foi palco de um novo massacre anti-operário. No último dia 04 de agosto, foram assassinados por militares seis manifestantes da Guiné Bissau que haviam protestado contra o regime de contratação de mão de obra pelo consórcio multinacional, VBG, composto pela mineradora Vale “brasileira” e a BSG Resourses, pertencente ao bilionário sionista Beny Steinmetz.

No dia 1º de agosto, os manifestantes da distrito de Zogota ocuparam as instalações do consórcio, destruindo móveis e expropriando equipamentos em protesto contra o não cumprimento por parte da Vale de uma convenção trabalhista assinada com o governo da Guiné em troca da exploração de minério do país. A convenção estabelecia que a multinacional ficaria obrigada a contratar um percentual mínimo de mão de obra das etnias locais, os Guerzé e os Tomas. No entanto, a Vale contratou três mil funcionários deixando de fora as etnias da região e beneficiando a etnia Peuls, que compõe o setor majoritário da burguesia do país e à qual pertence o atual presidente, Alpha Condé, eleito em um processo fraudulento em 2010.