Toda solidariedade ao proletariado guineano contra a multinacional “brasileira”*! Pela expropriação da Vale sem indenização e sob o controle da população trabalhadora!
Menos de um mês após o massacre de Marikana, a serviço dos
interesses da mineradora britânica Lonmin, quando o aparato repressivo do
governo do CNA executou quase meia centena de mineiros sul africanos, outro
país africano foi palco de um novo massacre anti-operário. No último dia 04 de
agosto, foram assassinados por militares seis manifestantes da Guiné Bissau que
haviam protestado contra o regime de contratação de mão de obra pelo consórcio
multinacional, VBG, composto pela mineradora Vale “brasileira” e a BSG
Resourses, pertencente ao bilionário sionista Beny Steinmetz.
No dia 1º de agosto, os manifestantes da distrito de Zogota
ocuparam as instalações do consórcio, destruindo móveis e expropriando
equipamentos em protesto contra o não cumprimento por parte da Vale de uma
convenção trabalhista assinada com o governo da Guiné em troca da exploração de
minério do país. A convenção estabelecia que a multinacional ficaria obrigada a
contratar um percentual mínimo de mão de obra das etnias locais, os Guerzé e os
Tomas. No entanto, a Vale contratou três mil funcionários deixando de fora as
etnias da região e beneficiando a etnia Peuls, que compõe o setor majoritário
da burguesia do país e à qual pertence o atual presidente, Alpha Condé, eleito em
um processo fraudulento em 2010.
