Decadência imperialista e crise energética
Desde a invenção da agricultura, a humanidade têm usado cada
vez mais fontes exógenas de energia para multiplicar o poder da energia
muscular humana, da força de trabalho. A energia fornecida pela natureza é um
componente essencial da infraestrutura dos meios de trabalho, que por sua vez,
integra os meios de produção. A força de trabalho humana e os meios de produção
constituem as forças produtivas.
O império romano era movido pela força de trabalho escrava,
fundamentalmente pela energia muscular escravizada, que, associada a animal,
foi tomada como fonte energética exógena pelos homens proprietários dos meios
de produção. O império romano entrou em declínio quando a expansão do império
encontrou resistência nos povos bárbaros que já não se deixavam escravizar e
passaram a destruir a invadir e destruir o império, por um lado, e porque a
massa de escravos sob o controle de Roma já não era mais suficiente para mover
imensa máquina imperial.
