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quinta-feira, 4 de junho de 2020

VÍDEO - O MARXISMO E A QUESTÃO NEGRA

Da Rebelião por George Floyd a Luta Contra Bolsonaro
O Marxismo e a Questão Negra

https://www.youtube.com/watch?v=4xWor1XsMDo&t=150s


Clique aqui para acessar o vídeo O MARXISMO E A QUESTÃO NEGRA, que reproduzimos dos camaradas do Grupo Emancipação do Trabalho sobre o Marxismo e a Questão Negra.

O assassinato de George Floyd parece ter sido a gota d’água para uma explosão de descontentamento popular nos EUA e no mundo, contra o racismo, o capitalismo e o imperialismo.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

RACISMO BRASILEIRO

O racismo brasileiro, do tipo capitão do mato, é um ingrediente predominante no capitalismo de ontem e de hoje
Humberto Rodrigues

Uma das características predominantes da ideologia dominante no país é o tipo de racismo brasileiro. Este fenômeno tem origem no sequestro de negros de tribos africanas por empresas negro-traficantes portuguesas (com ou sem a colaboração de tribos rivais) para a recriação, em pleno capitalismo, do trabalho escravo (elemento decadente no ocidente desde a crise do império romano).

A metrópole colonizadora do Brasil recriou a escravidão e instaurou o racismo negro. Mas, diferente de outros países, como os EUA, onde também a acumulação capitalista primitiva se apoiou na escravidão negra, no Brasil, acredita-se que o país haveria escapado do preconceito racial, por não parecer tão explicito e contrastante entre a cor da pele do opressor e a cor da pele do oprimido como nos EUA.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

RACISMO E TERRORISMO DE ESTADO

Esquerda pequeno-burguesa e direita,
unidos pelo Estado Penal

Edimilson Rosário

Após a grande repercussão dos fatos ocorridos no morro da Barão, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, o tema estupro tem sido o foco da grande maioria das discussões na grande mídia, na direita e na esquerda pequeno burguesa. Esse tema obteve o êxito de unificar os discursos desses segmentos sociais aparentemente antagônicos, já que até poucos dias antes se digladiavam sobre a questão do golpe de Estado no Brasil. É como se essa diferença houvesse sido colocada em segundo plano para que corpos aparentemente diferentes se unissem em um só brado: mais Estado penal! Entre as propostas da direita e da esquerda pequeno burguesa  a única divergência é sobre qual deverá ser o tamanho da mão punitiva do Estado pós golpe. Mas, o consenso é que ela precisa aumentar e muito.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

LUTA CONTRA RACISMO E CAPITALISMO

50 anos do assassinato de Malcolm X
Comitê Paritário
Ele nasceu Malcolm Little, em 19 de maio de 1925. O seu pai era militante da UNIA (Associação Universal pelo Progresso dos Negros).

A UNIA foi criada por Marcus Garvey, num período de desespero para os negros estadunidenses. Depois da Guerra Civil americana, que aboliu a escravidão, houve um período de Reconstrução. Durante esse período, os negros acreditaram que finalmente chegaria a igualdade, somente para terem as suas esperanças destruídas quando o governo federal abandonou o Sul dos EUA nas mãos dos racistas, que restabeleceram várias leis segregando brancos e negros (as leis Jim Crow, que numa tradução livre seria Zeca Urubu). Tudo isso foi garantido pela violência da Ku Klux Klan. Nas primeiras décadas do século XX, aconteceu um auge de linchamentos de negros.

Diante dessa situação, Marcus Garvey não acreditava na possibilidade da integração dos negros à sociedade americana, e defendia a volta à África. Os negros mais conscientes aderiram à UNIA porque viam nela a única alternativa ao racismo e à brutalidade.

O pai de Malcolm foi morto por racistas quando ele tinha seis anos. A partir daí, a sua família se desintegrou. A sua mãe começou a desenvolver problemas mentais, e acabou sendo internada em 1938, por uma mistura de preocupação real com as suas condições psicológicas e de simples intenção racista de deixá-la num depósito de gente. Os irmãos tiveram que se separar.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

DECLARAÇÃO DO CLQI SOBRE O CASO 'CHARLIE HEBDO'

A Islamofobia é o racismo 'de jour'*

O Comitê de Ligação pela IV Internacional (CLQI) afirma que a raiz da causa dos assassinatos no escritório do Charlie Hebdo em Paris, no dia 7 de janeiro, está nas guerras imperialistas em terras muçulmanas – Afeganistão, Iraque, Líbia, Mali, Síria, etc. Os marxistas nunca devem igualar a violência do opressor com a dos oprimidos, não fazemos julgamentos morais sobre as pessoas que realizaram esses ataques e reconhecemos as mortes causadas pelo imperialismo nessas terras executando milhares de vítimas, senão milhões.

Em 12 de maio de 1996, em resposta à pergunta de Lesley Stahl, "Sabemos que meio milhão de crianças morreram no Iraque, ou seja, isso supera o número de crianças que morreram em Hiroshima; você acha que valeu a pena?". Madeleine Albright, então embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, respondeu: "Sim, nós achamos que valeu a pena".

Nós não temos o direito de impor aos militantes que representam os oprimidos como eles devem conduzir suas lutas; nem ao IRA nem aos palestinos, nem àqueles que lutam hoje contra o imperialismo no Oriente Médio. Mas, como marxistas, nos opomos a métodos de terror individual por motivos políticos, posto que jamais conseguirão atingir seus objetivos em derrotar o imperialismo por tais métodos; na verdade, acabam fazendo o oposto: reforçam as garras do Estado contra si mesmos e alienam seus únicos e verdadeiros aliados potenciais, a classe operária francesa e internacional, como discutiremos a seguir. 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

BRASIL - ACIRRAMENTO DA LUTA DE CLASSES

Aumenta da crise econômica e social, do terror estatal e paraestatal e também da resistência da juventude e da população trabalhadora
Por Davi Lapa

Como nos ensinou Malcom X “não existe capitalismo sem racismo” e cada tipo de capitalismo tem sua forma particular de impor seu racismo. De forma dissimulada ou escancarada tudo nasce de uma necessidade do capital de superexplorar o trabalho negro. O racismo foi maior na África do Sul justamente porque a minoria branca estava ilhada em meio uma imensa massa negra (1 branco / 6 negros) que só podia explorar sob a base da extrema opressão policial fascista. O aumento da tensão social derivada da chegada da crise econômica no Brasil vem fazendo que tanto o Estado burguês e a burguesia como setores da classe média acomodada mostrem cada vez mais os dentes para a classe trabalhadora em geral e os seus setores mais oprimidos, em particular, para aterrorizar, conter qualquer expressão de resistência a fim de acentuar a exploração necessária para que seja a nossa classe a que paga pela crise capitalista. Neste sentido, o aumento da segregação social e racial corresponde também às necessidades do barateamento do valor da força de trabalho, da precarização em tempos que o governo comemora como de “pleno emprego” no país.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A CIA NA LIBIA

O caráter contrarrevolucionário dos ‘rebeldes’ de Bengasi
dO Bolchevique #4
'Rebelde' com facão ameaça trabalhadores negros africanos presos.
Seus porta-vozes na mídia imperialista e também na esquerda
revisionista justificam xenófoba carnificina racista dizendo que a
culpa é de Gadafi que contrata mercenários estrangeiros para lutar a
seu lado. Na verdade, em nome da caçada aos "mercenários de
Gadafi", os agentes da CIA de Bengasi perseguem os negros para
de fato desvalorizar ainda mais a força de trabalho no país,
preparando-a para a superexploração
da nova era de extrema rapina imperialista
A guerra civil na Líbia tem provocado um debate mundial na esquerda. Em outro artigo sob o nome de "SU, CMI, L5I, LIT, PO, FT, FLTI: finalmente as ‘internacionais’ revisionistas se reunificam em Bengasi" estabelecemos uma polêmica com várias correntes internacionais e nacionais sobre a questão. A maioria das correntes faz uma dupla contabilidade de simultaneamente rechaçar a intervenção imperialista e reivindicar politicamente as manifestações anti-Gadafi, cuja "defesa" é a justificativa do imperialismo para invadir o país.
Nas linhas seguintes, trataremos de demonstrar o caráter da tal oposição, comprovando que este fenômeno "popular" pró-imperialista não é novo na história contemporânea. Na forma elaborada como ele se apresenta, está presente pelo menos desde o segundo pós-guerra, no início da Guerra Fria. Demonstraremos que, como é uma criatura do imperialismo, a insurgência libia não só é reacionária desde sua gênese, como reacionária de todos os pontos de vista.