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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

DECLARAÇÃO DO CLQI SOBRE A RECOLONIZAÇÃO DA LÍBIA


Quão estranho é o rosto da "libertação" na Líbia hoje!
Resposta a Michael Pröbsting e ao RCIT 


A Liga Comunista publica abaixo a declaração do Comitê de Ligação pela IV Internacional composto pelo Socialist Fight britânico, pela Tendencia Militante Bolchevique argentina e pela LC brasileira, em resposta a Tendência Revolucionária Comunista Internacional (RCIT) dirigido pelo RKOB austríaco. O RKOB é uma ruptura da Liga pela 5ª Internacional dirigida pelo Workers Power britânico.
 
A importância deste debate em meio a atual ofensiva da OTAN e de Israel sobre a Síria e a Palestina deriva do fato de que o RKOB compartilha das mesmas ilusões da maioria da chamada esquerda trotskista que acreditam que a Líbia e a Síria vivem “revoluções democráticas" (no Brasil, o PSTU, o PSOL e POR) ou simplesmente “revoluções” (PCO, LER e MR) e que de alguma forma uma luta conduzida por direções pró-imperialistas possa servir aos interesses dos trabalhadores por direitos democráticos e sindicais.

1. O artigo de 10.800 palavras de Michael Pröbsting “Lutas de libertação e interferência imperialista – O fracasso do sectárismo ‘anti-imperialista’ no Ocidente: Algumas considerações gerais do ponto de vista do marxista sob o exemplo da revolução democrática na Líbia em 2011” publicado no Boletim “Comunismo Revolucionário” da Tendência Revolucionária Comunista Internacional (RCIT), No.12, 2012/10/24 merece alguma consideração, pois procuram defender sua indefensável posição pró-imperialista sobre a Líbia e ataca aqueles que tomaram uma posição de princípio. [1]

2. No entanto, rejeitamos a identificação das posições do Comité de Ligação pela Quarta Internacional (LCLQI) com as da ICL/espartaquistas e do Grupo Internacionalista/LFI:

Os sectários ‘anti-imperialistas’ no entanto, colocam-se ao lado do reacionário regime de Gaddafi contra a revolução popular. Exemplos de grupos que assumiram tal posição reacionária são o Comité de Ligação da Liga Comunista (Brasil), do Grupo Revolucionário Marxista (África do Sul) e do Luta Socialista (Grã-Bretanha), a ICL/espartaquistas, o LFI/Grupo Internacionalista de Norden e o grupo stalinista "Partido Comunista da Grã-Bretanha (‘marxista-leninista’)”.

Existem grandes diferenças, esses dois grupos e a Tendência Bolchevique Internacional. O terceiro membro da "família Spartaquista", se recusou a defender a Líbia contra os rebeldes dirigidos pela CIA em Benghazi na guerra contra Gaddafi desde o início e nunca teve a orientação de princípios da Frente Unida Anti-Imperialista, adotando a linha mais light e incorreta de "bloco militar" contra as posições do Comintern sob Lênin e Trotsky e contra as posições que Trotsky defendeu até seu assassinato em 1940. [2]

terça-feira, 19 de julho de 2011

CORRESPONDÊNCIA 1

O critério do anti-imperialismo e o pablismo
Michel Pablo, liquidacionista do trotskismo
À Liga Comunista

Li com muita atenção a polêmica da LC com os demais partidos de esquerda a respeito da situação da Líbia. O combate da LC se dá em dois planos: primeiro contra os “revisionistas” que veem revoluções em todo lugar, revoluções essas sem direção, sem partido, etc. Considero que a FTLI é a mais extremada expressão desse campo. Chegou até a descrever a formação de sovietes de cabos e soldados na Líbia. O otimismo revolucionário é sadio, mas quando passa dos limites vira delírio. Agora que ficou clara a colaboração dos “rebeldes” com o imperialismo, faz contorcionismos téoricos para argumentar qua é a favor da “revolução”, mas contra a OTAN. Nesse plano eu concordo com a LC integralmente.
No segundo plano há a luta contra a posição da LBI (“pablista”, na minha opinião) que coloca o Kadafhi como um líder progressista e anti-imperialista, sem considerar que o líder “terceiro-mundista” nos últimos anos tornou-se um grande aliado do imperialismo recebendo inclusive grande quantidade de armamentos do Ocidente. No entanto, considero também um desvio “pablista” da LC realçar supostos fatores progressistas no regime de Kadafhi, como, por exemplo, o índice de desenvolvimento humano da Líbia. Nesse sentido, as posições da LC só se diferenciam na superfície das posições da LBI, sendo as desta mais estusiamadas no apoio a Kadafhi. O artigo da LC cita Trotsky na questão de uma hipotética guerra do Brasil com a Inglaterra em que ele coloca, a meu ver corretamente, que ficaria do lado do regime fascista de Vargas contra a agressão imperialista. Mas vejam bem, ele não precisou “enfeitar” o regime varguista e nem apresentá-lo como progressista. Tratava-se tão somente de apoiar a hipotética luta de um país semicolonial contra o imperialismo.
           
Fausto Barreira, Sociólogo

quinta-feira, 5 de maio de 2011

ESPECIAL ÁFRICA DO NORTE E ORIENTE MÉDIO 4/4

SU, CMI, L5I, LIT, PO, FT, FLTI: Finalmente as “Internacionais” revisionistas se ‘reunificam’ em Bengasi

Bengasi, 23 de março: "protesto rebelde"
com bandeiras da França, da ONU,
cartaz e bandeiras monarquistas
Sumário do artigo: PABLO, O PRIMEIRO LIQUIDACIONISTA DO TROTSKISMO • SECRETARIADO UNIFICADO • ACORDO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES (LAMBERTISMO) • CORRENTE MARXISTA INTERNACIONAL • LIGA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES • UNIDADE INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES • LIGA PELA 5A INTERNACIONAL • PARTIDO OBRERO • PARTIDO DA CAUSA OPERÁRIA • FRAÇÃO TROTSKISTA • FRAÇÃO LENINISTA TROTSKISTA INTERNACIONAL • MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO • LORISMO (PARTIDO OPERÁRIO REVOLUCIONÁRIO) • PARTIDO OPERÁRIO MARXISTA  • ESPARTAQUISTAS (LCI, TBI, IG) • COLETIVO LENIN • DO CONCILIACIONISMO PRÓ-IMPERIALISTA AO CONCILIACIONISMO PRÓ-NACIONALISTA • WORKERS REVOLUTIONARY PARTY • LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA • OS REBELDES CONTRARREVOLUCIONÁRIOS SÃO O ARÍETES DA RECOLONIZAÇÃO IMPERIALISTA
Depois do início do bombardeio a Líbia em 19/03/2011, a Liga Comunista ampliou e atualizou a primeira versão deste polêmico artigo publicada no jornal O Bolchevique #3 em 12/03/2011.