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domingo, 1 de dezembro de 2013

XXIV CONGRESSO DA APEOESP 3/3

Crise interburocrática abre o caminho para aprovação do plano de lutas do Movimento Unificado de Oposição Classista, MUOC
Construir uma forte Assembleia no dia 13/12 contra o
concurso-fraude tucano e pela redução da jornada de trabalho!

Militante da LC (no destaque) e delegado do
MUOC, tese 3, discursa para a
Plenária final do XXIV Congresso da Apeoesp
O Congresso da APEOESP teve um desfecho imprevisível, mas extremamente favorável ao MUOC, a partir da crise interburocrática entre os dois blocos dirigentes do sindicato.

A expressão concreta desta situação mais propícia a nossa agitação e propaganda está no fato da Articulação ter sido obrigada a deliberar por uma Assembleia da APEOESP para o dia 13 de dezembro, tendo como ponto de pauta o repúdio ao concurso, ou seja, a aprovação formal de uma proposta defendida até então exclusivamente pelo MUOC no Congresso.

Vale lembrar que até a plenária final do Congresso, o conjunto da burocracia contava vantagem que o Concurso fraudulento tucano era uma conquista de nossa categoria e queria impor um calendário de desmobilização que constava apenas de um ato sobre a jornada do piso em 06 de dezembro e a primeira assembleia pós-Congresso ficaria somente para março ou abril de 2014.

Todavia, contrariando os planos da burocracia, foi aprovada a proposta defendida insistentemente pelo MUOC na nossa defesa de tese para o plenário, nos grupos de debate, na plenária final e no boletim que distribuímos no Congresso.

Mas, obviamente, isto não quer dizer nem deve ser nutrida qualquer ilusão que a Articulação vai encaminhar de forma real o conteúdo de nossa política.

O BLEFE DIVISIONISTA DA MINORIA DA DIREÇÃO
PROVOCA RECUO DA ARTICULAÇÃO, MAS...

A crise interburocrática foi desatada quando o setor minoritário da direção, PSTU, PSOL e grupos de pressão que orbitam em torno destes partidos oportunistas, apela paro blefe da ruptura com o sindicato e retira-se da Plenária Final do Congresso, supostamente reivindicando mais democracia no Congresso, mas verdadeiramente exigindo em negociações paralelas um recuo das pretensões da Articulação de aumentar o controle do Conselho Estadual de Representantes (CER, instância controlada pela Articulação) sobre as subsedes (de acordo com a proposta de substituição do artigo 48 do Estatuto da APEOESP que consta na página 15 da tese 1, assinada pela Articulação e ArtNova), o que aflinge profundamente estes setores burocráticos minoritários da direção, controladores de algumas subsedes, e viciados nos privilégios do aparato burocrático após mais de uma década de co-gestão com a Articulação.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU 3/3


A coligação “da esquerda revolucionária” do PCO e PCB reivindica “políticas públicas” burguesas e os apêndices de esquerda do PSTU acompanham-no em seu giro oportunista

 

Vasconcelos Pinheiro, candidato a prefeito da frente PCB-PCO
O giro oportunista do PSTU, em uma coligação patrocinada pela burguesia e em unidade com o governo Dilma via PCdoB, confunde uma série de organizações que o criticam e atuam como seus satélites na vanguarda militante.

Primeiramente precisamos estabelecer como critério que embora as eleições deste ano sejam municipais, a orientação política que cumprem estes partidos é dada por suas direções nacionais. O que ocorre neste momento em Belém não é um “deslize regional do PSTU lá pelas bandas do Norte”. A política que o PSOL ou o PSTU estabelecem para Belém, Natal ou São Paulo corresponde ao usufruto do potencial que a política nacional destes partidos pode ter em nível regional. A política oportunista do PSTU em Belém antecipa uma política geral deste partido se forem dadas as mesmas possibilidades de eleger seus candidatos nas eleições burguesas em qualquer outra cidade.