Em 12 de maio de 1996, em resposta à pergunta de Lesley
Stahl, "Sabemos que meio milhão de crianças morreram no Iraque, ou seja,
isso supera o número de crianças que morreram em Hiroshima; você acha que valeu
a pena?". Madeleine Albright, então embaixadora dos Estados Unidos nas Nações
Unidas, respondeu: "Sim, nós achamos que valeu a pena".
Nós não temos o direito de impor aos militantes que representam
os oprimidos como eles devem conduzir suas lutas; nem ao IRA nem aos
palestinos, nem àqueles que lutam hoje contra o imperialismo no Oriente Médio.
Mas, como marxistas, nos opomos a métodos de terror individual por motivos
políticos, posto que jamais conseguirão atingir seus objetivos em derrotar o
imperialismo por tais métodos; na verdade, acabam fazendo o oposto: reforçam as
garras do Estado contra si mesmos e alienam seus únicos e verdadeiros aliados
potenciais, a classe operária francesa e internacional, como discutiremos a
seguir.












