As Olimpíadas que se realizaram na capital do famigerado Império
Britânico constituem a continuação de um processo que já vem de longa data de
perversão do chamado “espírito Olímpico” e do que deveria ser uma festa de
congregação das nações através de atletas, que demonstrariam suas capacidades
adquiridas ao longo de treinamentos fruto de políticas estatais de seus países
de apoio a atividade desportiva. Longe de ser alienador, o esporte promove a
saúde física e mental da juventude – quando bem conduzido – afastando-a da
alienação das drogas e integrando as comunidades, preferencialmente as mais
carentes, onde o Estado deveria investir mais pesado na promoção do desporto em
todas suas modalidades. Todavia, o esporte tem servido à publicidade burguesa e à
lavagem de dinheiro, e os atletas, sabidamente, fazem uso de esteróides e
anabolizantes, criando corpos deformados, como o do americano Michael Phelps,
que tem os braços em proporções muito maiores que a maioria dos seres humanos, não por
“genética”, mas pelo uso desde a infância de hormônio de crescimento. Tudo em
nome da “competitividade”, valores capitalistas que jogam as favas o verdadeiro
intuito das Olimpíadas.
O Brasil vive um processo de favelização, em que os campos de futebol dos bairros operários e favelas viram pontos de consumo e venda de entorpecentes, exercendo o papel oposto pelo vértice para aquilo que foram criados. Não recebem manutenção e não tem orientadores, professores de educação física, que eduquem a juventude dos bairros à prática salutar do esporte.
