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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2016 - 1o. TURNO

Votar Nulo e nas candidaturas do PCO, denunciar o Golpe e construir a Greve Geral!
Posição da FCT para o 1º turno das eleições municipais de 2016

Atravessamos um grave momento político marcado por um Golpe de Estado. Na falta de resistência a altura, a direita, agente do imperialismo, avança contra os trabalhadores recorrendo por enquanto a manobras parlamentares e jurídicas A estratégia do impeachment é dar um salto de qualidade na opressão política e social do Estado sobre a população trabalhadora e pobre para impor a recolonização imperialista do Brasil. Sendo assim, essas eleições embora formalmente ordinárias são excepcionais. Visam manter uma falsa aparência de continuidade democrática pós-golpe enquanto é ampliado o recrudescimento do regime político e a repressão policial e militar. O resultado principal delas será a legitimação no poder local do centro conservador e da direita reacionária. Prefeitos e vereadores farão a sua parte para auxiliar o governo federal golpista a tornar mais intenso o saque sobre as massas com o aumento de tarifas públicas, o congelamento salarial dos servidores, o estrangulamento da saúde e educações públicas, etc.;

Diante dessa conjuntura os membros do Jornal Folha do Trabalhador decidiram:

1. Não lançar candidaturas próprias de militantes e simpatizantes em 2016;

2. Votar nas candidaturas a prefeito e vereador do Partido da Causa Operária, como instrumento da denúncia do Golpe e da política escravocrata do governo golpista sem ilusões em “eleições gerais” ou “diretas já!”;

3. Onde esse partido não possuir candidatos nós recomendamos a população trabalhadora a votar nulo, em branco ou abster-se;

terça-feira, 6 de setembro de 2016

PANFLETO DA FCT - 7/SET/2016

Do golpe à resistência do povo!

No 7 de setembro comemoram uma independência que não existe de fato no Brasil. Também nesta data, a direita costuma ir as ruas reivindicando a volta da ditadura. Por isso, é um profundo erro que o protesto dos explorados e oprimidos e agora, o GRITO DOS GOLPEADOS, saia dividido em muitas cidades. 

Precisamos acuar a direita e o governo golpista, massificar as manifestações em direção a uma greve geral, que derrote os ataques, o golpe e vire o jogo a nosso favor.

Ao contrário de andarmos para frente, em direção a uma verdadeira independência, o Golpe do impeachment de Dilma foi desferido para aprofundar a dependência do Brasil em relação aos EUA, o parasitismo, a exploração e opressão sobre a nossa classe. O Imperialismo não abre mão de seu controle sobre o Brasil e de toda América Latina, ainda mais agora, em meio a aumento das tensões contra a Rússia, a China e os BRICS.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

RACISMO E TERRORISMO DE ESTADO

Esquerda pequeno-burguesa e direita,
unidos pelo Estado Penal

Edimilson Rosário

Após a grande repercussão dos fatos ocorridos no morro da Barão, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, o tema estupro tem sido o foco da grande maioria das discussões na grande mídia, na direita e na esquerda pequeno burguesa. Esse tema obteve o êxito de unificar os discursos desses segmentos sociais aparentemente antagônicos, já que até poucos dias antes se digladiavam sobre a questão do golpe de Estado no Brasil. É como se essa diferença houvesse sido colocada em segundo plano para que corpos aparentemente diferentes se unissem em um só brado: mais Estado penal! Entre as propostas da direita e da esquerda pequeno burguesa  a única divergência é sobre qual deverá ser o tamanho da mão punitiva do Estado pós golpe. Mas, o consenso é que ela precisa aumentar e muito.

sexta-feira, 25 de março de 2016

BALANÇO DAS MANIFESTAÇÕES DA FPSM DE 24/03/2016

Avançar na luta contra a direita golpista!

Protesto em frente a Rede Globo, São Paulo, 24/03/2016
A Frente Povo Sem Medo realizou importantes manifestações no dia 24 de março contra o golpe da direita em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Uberlândia.

Na capital paulista, participaram dezenas de milhares de manifestantes, 19 mil segundo a direção da FPSM. O trajeto da passeata foi do Largo da Batata até a sede da Rede Globo. Rui Falcão, presidente nacional do PT, participou, mas sem mobilizar o partido nem tão pouco a base da CUT.

A FCT participou ativamente dos atos nas três capitais, distribuímos a declaração lançada por nossa organização para a atividade: “Unir para esmagar o Golpe!”. Destacamos que foi bastante positivo o giro à esquerda do MTST e da FPSM a partir do dia 17 de março, quando o movimento resolveu aderir ao ato do dia 18 de março e teve a iniciativa de convocar a manifestação do dia 24 de março.

quarta-feira, 23 de março de 2016

O "FORA TODOS!" E OUTRAS CONSIGNAS REACIONÁRIAS DO MOMENTO

Neste momento, o “Fora Todos!”, “Eleições Gerais!” e
“Assembleia Constituinte”, servem ao golpismo e a reação

PSTU, cobrindo pelo flanco esquerdo a frente golpista, usando
o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP)
e a CSP-Conlutas para montar cenário de "apoio operário"
ao Golpe, com ampla cobertura e apoio da Rede Globo local
Enquanto o PT vai se exaurindo sob a combinação entre o seu aburguesamento e os golpes dos agentes do imperialismo, a esquerda pequeno burguesa não ofereceu nem no campo sindical e muito menos partidário-organizativo qualquer alternativa consistente para a classe trabalhadora. Oportunidade não faltou, foram 4 mandatos consecutivos de traições e desgaste político do PT com sua base proletária.

PSTU e satélites (MRS), MNN, PCB e parte considerável do PSOL (MES, CST, etc.) criminosamente buscam tirar uma casquinha do ascenso da direita contra o PT e tem em comum a negação da ameaça de Golpe da direita e a afirmação cretina de que o verdadeiro golpe está sendo dado pelo governo do PT para chantagear os trabalhadores a lhe defenderem.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

COMBATE AO SECTARISMO PRÓ-IMPERIALISTA

Em defesa do trotskismo
contra o sectarismo pró-imperialista
Resposta da Frente Comunista dos Trabalhadores ao grupo Luta Marxista

Em meio a atual guerra fria, a maioria dos grupos que se dizem trotskistas se encontram profundamente influenciados pela propaganda de guerra do imperialismo, encabeçado pelos EUA.

Um setor deste pseudo-trotskismo vem se incomodando com a Frente Comunista dos Trabalhadores (FCT, seção brasileira do Comitê de Ligação pela IV Internacional, CLQI - LCFI). O incomodo deriva tanto de razões organizativas, quanto programáticas. No primeiro caso, por nadarmos contra a corrente do estilhaçamento que caracteriza os agrupamentos sectários que mais implodem do que crescem. No segundo, pelo pioneirismo na elaboração de explicações para os fenômenos atuais sob a ótica da teoria da revolução permanente, como é o caso do surgimento das "Potencias capitalistas, sui-generis, emergidas de grandes Estados Operários ". Explicações essenciais para a compreensão e atuação na luta de classes hoje.

domingo, 31 de maio de 2015

CASSAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS

Nada como um dia após o outro

PSOL vota por “clausula de barreira” pela cassação da legenda do PSTU, PCB e PCO. Assim como o PSTU sabotou a campanha pela legalização do PSOL.

Antonio Junior, fundador do PSOL no Amazonas (2004-2006), ex-militante do PSTU (2007-2012)

Os quatro parlamentares do PSOL na Câmara dos Deputados, Chico Alencar, Edmilson Rodrigues, Ivan Valente e Jean Wyllys votaram pela cláusula de barreira, que estabelece que as siglas que não tiverem um parlamentar nacional também não terão acesso a tempo de TV e ao fundo partidário. Esta medida representa um duro cerceamento aos já esquálidos direitos políticos eleitorais. Partidos como PSTU, PCO, PCB participarão das eleições como “café com leite”, em condições ainda muito mais desvantajosas que as atuais.

O PSOL votou em conjunto com PT, PCdoB, os partidos patronais tradicionais e de direita nesta votação cujo placar foi 369 a 39 em favor da “clausula de barreira”.

Zé Maria, dirigente nacional do PSTU, protestou:

“Difícil acreditar que a falta de referencia que caracteriza este partido chega até este ponto. E não digo referencia socialista, de solidariedade de classe, não. Esta votação mostra que falta até mesmo referencia na defesa de valores democráticos mínimos, que é a igualdade das condições para funcionamento dos partidos políticos do país...Nem isso!” [ 1 ]

sábado, 14 de fevereiro de 2015

DECLARAÇÃO DA FRENTE E RESSALVAS DO CP

Declaração da Frente pelas Reformas Populares
São Paulo, 22 de janeiro de 2015

As organizações sociais e políticas que assinam esta declaração entendem que é urgente e necessária a construção de uma frente que coloque em pauta o tema das Reformas Populares no Brasil.
Esta frente terá o objetivo de concretizar uma ampla unidade para construir mobilizações que façam avançar a conquista de direitos sociais e bandeiras históricas da classe trabalhadora. Buscará também fazer a disputa de consciência e opinião na sociedade. Por sua própria natureza será uma frente com independência total em relação aos governos. 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O PORQUÊ DE VOTAR EM DILMA - J. L. TEJO

O porquê de votar em Dilma 

Reproduzimos o documento de J. L. Tejo (ex-dirigente do Partido Comunista Brasileiro - PCB) com o qual temos pleno acordo. Chamamos a atenção sobretudo para os motivos e método utilizados pelo camarada para tomar sua posição e para a caracterização do PT.

Inicialmente, deixo registrado que formalizei meu desligamento dos quadros do PCB-RJ, como militante e dirigente partidário. Faço isso em respeito ao centralismo democrático, evitando assim uma contradição pública com a posição oficial do Partido -voto nulo- para o segundo turno das eleições presidenciais de 2014.

Vejamos. Em 2006 e 2010, fui um severo adversário do voto dito "crítico" nas candidaturas do PT no segundo turno, mas me submeti à decisão do Partido. Em razão disso, a princípio, talvez o voto nulo hoje em 2014 viesse a, finalmente, me contemplar. Mas fica evidente, para quem quer que analise e observe a realidade brasileira, que a conjuntura em 2006 e 2010 não era tão grave quanto hoje. Em 2006 e 2010 o PT possuía larga vantagem diante dos adversários do PSDB. Os tucanos eram adversários fáceis, sua base de sustentação, conservadora como sempre mas mais tímida. Nesses cenários, o voto nulo por parte da esquerda revolucionária seria pertinente: marca-se posição e denuncia-se o lulismo (agora lulodilmismo), sem que se facilitasse as coisas para os tucanos. Em 2014, a situação é diferente: aquilo que há de mais reacionário e atrasado na sociedade brasileira perdeu a timidez e ganhou a luz do dia. Os corifeus da extrema-direita têm cada vez mais espaço nas mídias tradicionais (a web ainda é uma trincheira), o Congresso recém-eleito é o mais reacionário das últimas décadas, a luta de classes tem cada vez mais passado às vias de fato (vide a violência física contra militantes de partidos de esquerda e movimentos sociais nas "jornadas de junho" de 2013), sedes de partidos e movimentos de esquerda têm sido invadidos pelo Brasil (PSTU no Rio etc.), candidatos ligados a causas sociais (LGBTT etc.) são atacados durante a campanha eleitoral, são praticados atos terroristas -como há poucas semanas no hotel em Brasília- por desequilibrados influenciados pelo discurso de ódio dos Bolsonaros etc. etc. etc.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

POLÊMICA CONTRA T. GRANT E SEU LEGADO POLÍTICO

The CWI and IMT: Right centrists heirs of Ted Grant
[ O CIT (LSR/PSOL) e a CMI (Esquerda Marxista do PT): a direita centrista, herdeira de Ted Grant ]

Allan Woods ao lado de Ted Grant, dirigentes
do CMI-IMT e fundador do Militant
Reproduzimos abaixo a crítica realizada pelo Socialist Fight britânico ao CIT e ao CMI. O CIT é o Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT, chamado de CIO - Comitê por uma Internacional Operária até 2009) que tem como seção no Brasil a LSR do PSOL. O CMI é a Corrente Marxista Internacional que tem como seção brasileira a corrente Esquerda Marxista do PT (EMPT). Trata-se de duas tendências internacionais com maior número de seções, além do quê, ambas são herdeiras do legado teórico de Ted Grant (1913-2006).

Peter Taaffe, dirigente do CIT-CWI
No texto abaixo, em inglês, o CIT é o CWI, dirigido por Peter Taaffe; e o CMI é o IMT, dirigido por Allan Woods. Grant, Taaffe, Woods faziam parte do Militant britânico até a explosão do mesmo em 1991. A raiz da explosão foi a caracterização dos partidos trabalhistas e social democratas. Enquanto a minoria, dirigida por Grant e Woods, seguia caracterizando-os como partidos operários burgueses, o que justificaria seguir com a política de entrismo dentro deles, a maioria, dirigida por Taaffe, afirmava que tais partidos não tinham mais nenhum caráter operário e que, portanto, já eram partidos burgueses sob os quais não era legítima a tática do entrismo. As diferenças se expressaram em vários terrenos, por exemplo, em relação a um imposto criado pelo Partido Conservador, o poll-tax, um imposto per capita contra o qual o Partido Trabalhista não queria lutar. A maioria do Militant, sob a pressão de enormes manifestações de massas, queria derrotar o imposto, enquanto a minoria considerava que não era politicamente conveniente lutar contra o imposto para não ter que enfrentar-se com o Partido Trabalhista. Foi então que o setor majoritário, dirigido por Taaffe, expulsa o setor minoritário de Grant e Woods.

domingo, 1 de dezembro de 2013

XXIV CONGRESSO DA APEOESP 3/3

Crise interburocrática abre o caminho para aprovação do plano de lutas do Movimento Unificado de Oposição Classista, MUOC
Construir uma forte Assembleia no dia 13/12 contra o
concurso-fraude tucano e pela redução da jornada de trabalho!

Militante da LC (no destaque) e delegado do
MUOC, tese 3, discursa para a
Plenária final do XXIV Congresso da Apeoesp
O Congresso da APEOESP teve um desfecho imprevisível, mas extremamente favorável ao MUOC, a partir da crise interburocrática entre os dois blocos dirigentes do sindicato.

A expressão concreta desta situação mais propícia a nossa agitação e propaganda está no fato da Articulação ter sido obrigada a deliberar por uma Assembleia da APEOESP para o dia 13 de dezembro, tendo como ponto de pauta o repúdio ao concurso, ou seja, a aprovação formal de uma proposta defendida até então exclusivamente pelo MUOC no Congresso.

Vale lembrar que até a plenária final do Congresso, o conjunto da burocracia contava vantagem que o Concurso fraudulento tucano era uma conquista de nossa categoria e queria impor um calendário de desmobilização que constava apenas de um ato sobre a jornada do piso em 06 de dezembro e a primeira assembleia pós-Congresso ficaria somente para março ou abril de 2014.

Todavia, contrariando os planos da burocracia, foi aprovada a proposta defendida insistentemente pelo MUOC na nossa defesa de tese para o plenário, nos grupos de debate, na plenária final e no boletim que distribuímos no Congresso.

Mas, obviamente, isto não quer dizer nem deve ser nutrida qualquer ilusão que a Articulação vai encaminhar de forma real o conteúdo de nossa política.

O BLEFE DIVISIONISTA DA MINORIA DA DIREÇÃO
PROVOCA RECUO DA ARTICULAÇÃO, MAS...

A crise interburocrática foi desatada quando o setor minoritário da direção, PSTU, PSOL e grupos de pressão que orbitam em torno destes partidos oportunistas, apela paro blefe da ruptura com o sindicato e retira-se da Plenária Final do Congresso, supostamente reivindicando mais democracia no Congresso, mas verdadeiramente exigindo em negociações paralelas um recuo das pretensões da Articulação de aumentar o controle do Conselho Estadual de Representantes (CER, instância controlada pela Articulação) sobre as subsedes (de acordo com a proposta de substituição do artigo 48 do Estatuto da APEOESP que consta na página 15 da tese 1, assinada pela Articulação e ArtNova), o que aflinge profundamente estes setores burocráticos minoritários da direção, controladores de algumas subsedes, e viciados nos privilégios do aparato burocrático após mais de uma década de co-gestão com a Articulação.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

PRISÃO DOS “MENSALEIROS”

Ofensiva reacionária com a colaboração de Dilma e do PT
Pela anulação da AP 470 e a libertação de todos os presos políticos
Erwin Wolf

Importantes dirigentes do Partido dos Trabalhadores e do primeiro governo Lula foram processados, condenados por corrupção e presos, no dia 15 de novembro. O problema não está no fato de Genoíno, Dirceu, Delúbio e Cia. serem inocentes. Eles são corruptos, não “porque todo poder corrompe”, mas porque todos os gestores dos negócios da burguesia são corruptos por natureza, eles governam para atender aos interesses deste ou daquele grupo patronal e, no atacado, de toda a classe exploradora. Na verdade, para os trabalhadores, a corrupção não é o principal problema do capitalismo. A corrupção é uma chaga relativamente pequena frente a brutal exploração patronal.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ATO CONTRA O ATAQUE IMPERIALISTA NA SÍRIA

Nenhuma ilusão na diplomacia interburguesa ou na ONU,
nenhum refluxo na luta antiimperialista!

No domingo, dia 29 de setembro, foi realizado um ato na Praça Oswaldo Cruz, no início da Avenida Paulista, contra o ataque imperialista na Síria, com a participação de representantes das diversas entidades que formam o Comitê de Solidariedade à Síria, entidade composta por 45 organizações políticas, religiosas, sindicais e estudantis, uma Frente Única Antiimperialista composta inclusive por partidos que compõem o governo Sírio e o governo brasileiro.

domingo, 2 de dezembro de 2012

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 4/5

Direção da Apeoesp (PT, PCdoB, PSTU e PSOL)
“consensua” com governo do PSDB
contra professores em Comissão Paritária
Folha do Trabalhador # 16
A direção do sindicato substitui a mobilização da categoria contra o governo, pela conciliação permanente com os Secretários de Alckmin através da Comissão Paritária cujos “importantes consensos” comemorados pela burocracia no caderno “Conversando sobre a Carreira” são acordos contra os professores, como a aceitação da prova de mérito, a concordância com a matriz legal do governo, da participação nos fóruns do governo como forma de evolução funcional. A diretoria é cúmplice do parcelamento do enganoso “aumento salarial” e da aplicação da Lei do Piso em quatro anos. Daí o leitor deve se perguntar: Afinal, a quem serve a diretoria da Apeoesp?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ESTRUTURA BRASILEIRA E PERSPECTIVAS CONJUNTURAIS 1/2

A insustentável leveza1 dos partidos burgueses
brasileiros e a necessidade de criar um forte
partido trotskista da classe operária

dO Bolchevique #13
Ainda que sem consciência de seus interesses históricos, a massa dos trabalhadores resiste como pode cada vez mais desiludida com a democracia dos ricos. Mesmo sendo obrigada a votar e sob um intenso bombardeio ideológico dos partidos do regime e do Estado, que fez destas as eleições mais caras da história do país (quase 600 milhões de reais), os votos brancos, nulos e abstenções nacionais subiram para 26,6%. Até em São Paulo, capital econômica do país, onde a acirrada disputa inter-burguesa entre os dois principais partidos hegemônicos na classe dominante, nucleadores da situação e da oposição, PT e PSDB, fizeram grande apelo para ao eleitor, a rejeição foi de 30%. Cerca de 2,5 milhões de eleitores não votaram em nenhum candidato. Destes, 800 mil foram às urnas em meio a sol e chuva intensos que marcaram o clima no segundo turno para votar branco ou nulo.

Além disto, estas eleições foram recordistas em disputas nos 2º turnos. Também os candidatos oposicionistas foram vitoriosos sobre os candidatos situacionistas em cada município. Por sua vez, foi a eleição com o menor índice de reeleições desde que foi criado este artifício 2.

Os partidos que se reivindicam socialistas que compuseram a “Frente de Esquerda” (PSOL, PSTU e PCB) em 2006 foram completamente incapazes de influenciar progressivamente a desilusão popular com as eleições burguesas porque simplesmente coligaram-se aos partidos capitalistas, aderindo ao cretinismo eleitoral que tanto enoja de forma crescente os setores mais avançados da classe trabalhadora. O PSOL consolidou sua condição de pequeno partido burguês, aliando-se com todo o espectro nacional, dos governistas PT e PCdoB à direitona do PP de Maluf e Bolsonaro e do DEM de Demóstenes e Caiado, para eleger a todo custo e custeados pelas empresas capitalistas, 49 vereadores e seus primeiros dois prefeitos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU 2/3

Elegendo ou não seu vereador, o PSTU aderiu ao vale tudo do cretinismo eleitoral, consolidando no partido as tendências reformistas sobre as centristas

 

Jorge Panzera (ex-presidente nacional da UJS,
ex-Secretário de Esportes do Pará e atual dirigente do
PCdoB), vice de Edmilson (PSOL)
aos quais se abraça Cleber Rabêlo (PSTU)
O PSTU é sucessor de uma organização que nasceu na década de 1970 com um programa centrista, ou seja, revolucionário de palavras e reformista nos atos. A Liga Operária, grupo precursor da Convergência Socialista (CS) em 1978, volta do exílio com a missão de adaptar para a conjuntura brasileira uma orientação morenista de fundar um “partido centrista de esquerda legal” *. A CS converte-se em tendência interna do PT. É expulsa dele em 1992 e sob o impacto da restauração capitalista na URSS e no Leste Europeu – apoiada pela LIT – funda o PSTU, um partido de “esquerda legal” onde as tendências reformistas predominam sobre as centristas. Mas, toda esta trajetória política que inescrupulosamente vem de forma acelerada girando à direita a partir do declínio do projeto sindical da Conlutas no Conclat de 2010, dá um salto de qualidade nestas eleições municipais em Belém.

Além de todos os motivos elencados na primeira das 5 partes deste especial (LC: “Nestacampanha eleitoral, o PSOL, dispondo de um candidato que já governou para aburguesia, torna-se a opção preferencial para assumir o governo dos ricoscontra a classe trabalhadora de Belém”) sobre o porquê de denunciar a candidatura Edmilson Rodrigues como a candidatura preferida do capital, também são válidos os argumentos do PSTU em 2008 para rechaçar uma frente eleitoral que tivesse Edmilson Rodrigues à cabeça:

“O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) divulgou ontem suas diretrizes e forma de atuação nas eleições deste ano. Três propostas centrais serão usadas como base da legenda, entre elas a exigência de que o ex-prefeito de Belém Edmilson Rodrigues não seja o candidato e que nenhuma coligação com partidos 'burgueses' seja feita. O PSTU quer ampliar sua participação no pleito e garantir pelo menos o vice na chapa que vier a ser formada,... Edmilson não será aceito, diz o PSTU, porque sua gestão de oito anos na Prefeitura de Belém não olhou pelas 'reais necessidades dos trabalhadores'. Os membros da legenda dizem ainda que não concordam com a forma com que o governo do ex-petista se relacionou com os movimentos sociais. Também desaprovam o programa que ele utilizou como plataforma política, baseado em 'políticas sociais compensatórias'.” (PSTU não aceita Edmilson como candidato, Edição de 17/06/2008).

terça-feira, 2 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU 1/3


Nesta campanha eleitoral, o PSOL, dispondo de um candidato que já governou para a burguesia, torna-se a opção preferencial para assumir o governo dos ricos contra a classe trabalhadora de Belém

 

O PSOL nasceu em 2005 como um partido pequeno-burguês, uma legenda dirigida por  parlamentares que saíram do PT no primeiro governo Lula. Até hoje, em âmbito federal, o partido nunca possuiu mais do que uma ativa influência parlamentar marginal. Se Edmilson Rodrigues for eleito, o PSOL assumirá pela primeira vez a responsabilidade de governar o Executivo burguês.

O PSOL, conta com a vantagem de ter como candidato um político profissional previamente testado como administrador dos negócios da burguesia. Edmilson governou Belém de 1997 a 2005 e já executou na prefeitura da capital paraense o que candidato do PSOL carioca, Marcelo Freixo*, assegura apenas de palavras para a burguesia: reprimir os trabalhadores municipais que realizarem greves. Mas não só isto: Edmilson recusou-se a conceder qualquer aumento real de salários aos servidores e sucateou postos de saúde para pagar religiosamente a dívida pública junto à União e concedeu isenções fiscais aos grandes empresários. Assim como o PT, substituiu as políticas de reformas universais do capitalismo por “políticas sociais compensatórias” paliativas e assistencialistas.

sábado, 8 de setembro de 2012

COMBATE AO ACE E CAMPANHA SALARIAL METALÚRGICA

Por um Encontro Nacional de Base dos Metalúrgicos para organizar uma greve geral da categoria contra o "ACE"
do O Bolchevique # 11
Às vésperas de completar 30 anos, a CUT, através de seu sindicato mais importante, dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), prepara sua maior traição ao proletariado brasileiro, o Acordo Coletivo Especial (ACE). É bem verdade que a central realizou um pacto social com Sarney ainda na década de 1980, se opôs a organizar a classe pelo "Fora Collor", impulsionou as câmaras setoriais, apoiou a reforma da previdência iniciada por FHC e na última década foi testa-de-ferro dos governos federais do PT sabotando nossas lutas, apoiando os ataques anti-operários e pró-imperialistas de Lula e Dilma, defendendo o "mensalão" e juntamente com outras centrais pelegas "mobiliza" em favor das demandas patronais: isenção de impostos, flexibilização de direitos, desoneração da folha de pagamento, etc.

Mas, sem dúvida o ACE representa a mais perversa punhalada contra a classe trabalhadora. O SMABC entregou ao governo Dilma em novembro de 2011 o projeto de lei que objetiva nacionalizar e estender contra o conjunto do proletariado no Brasil as experiências daninhas de negociação realizadas no ABC. No dia 23 de maio de 2012, o Sindicato reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados reivindicando rapidez na aprovação do ACE. Até agora, todos os acordos de redução salarial, perda de direitos ou flexibilização da jornada realizados entre os pelegos da CUT e as empresas podem ser questionados na justiça, e os trabalhadores lesados pela traição podem “meter a empresa no pau”, conseguindo derrubar o acordo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

GREVES DO FUNCIONALISMO SÃO AS MAIORES DESDE 2003:

Romper com as direções governistas e da “oposição de esquerda” (PSOL e PSTU) e construir uma corrente revolucionária de base em todas as centrais sindicais 
A imprensa burguesa tem se escandalizado com a ampliação das greves do funcionalismo federal, que segundo a sucursal da Rede Globo em Porto Alegre, a RBS, através do seu "jornalão", Zero Hora (como é conhecido o jornal na cidade), "espalha transtornos pelo país e já trava negócios". De fato a persistência das bases do funcionalismo impediu até agora que as direções sindicais governistas e também as vinculadas a quase governista “oposição de esquerda” acabasse com a greve. O governo Dilma titubeia já se mantém a “linha dura” das ameaças de corte de ponto e reajuste zero ou se concede migalhas em separado para ir desmontando um a um o movimento que atinge trabalhadores do executivo, legislativo e judiciário.
As direções governistas foram especialistas em espalhar o ceticismo entre as categorias, mas que com seus salários arrochados a 5 ou 6 anos foram à luta e tem acuado o governo. Rosane Vargas, porta-voz do latifúndio e da burguesia, do jornal ZH da capital do RS, na sua coluna, afirma: "Sem experiência de seu antecessor em negociações sindicais, a presidente Dilma Rousseff enfrenta dificuldades para enfrentar a onda de greves dos servidores públicos, que ameaça se alastrar por outras categorias em diferentes pontos do país" (ZH, 10/08/12). Realmente é uma declaração de temor desta lacaia das elites, que faz uma ponte com a crise européia, tentando justificar a negativa de aumentos com a crise mundial do capitalismo – como se os trabalhadores, que não a causaram devessem pagar por ela – terminando sua coluna em tom de "ameaça": "Dilma já deu sinais que se houver radicalização por parte dos grevistas, ela também vai radicalizar no desconto dos dias parados".

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

III CONGRESSO DO PSOL APROVA ALIANÇAS COM PCDOB, PV, PTB E MARINA


A um passo da conversão de partido pequeno burguês em partido burguês

O Congresso Nacional do PSOL, que ocorreu nos dias 03 e 04 de dezembro, centrou seus debates na ampliação do arco de alianças do partido nas eleições municipais de 2012.  Deliberou por ampla maioria por aliar-se ao PV de Gabeira no Rio de Janeiro, ao PTB em Macapá e ao PCdoB em Belém. Além disto, o Congresso aprovou por abrir um diálogo com Marina para discutir as futuras eleições presidenciais e lançar candidatura própria em 2014, ou seja, procurar Marina que está sem partido para ser a candidata do PSOL, posição defendida pela APS, a maior corrente do partido, que elegeu o Deputado Federal Ivan Valente para presidir a legenda de agora em diante.