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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O SECTARISMO GOLPISTA

O sectarismo golpista
Uma ala da esquerda brasileira tornou-se funcional a ofensiva golpista a serviço do imperialismo
Publicado em 29 de setembro de 2016, última atualização 20 de setembro de 2022

Alguns partidos e organizações de esquerda adotaram posições políticas aventureiras que foram funcionais a campanha da direita pelo Golpe de Estado. Na vanguarda, que já se encontrava confundida e desmoralizada pela política de conciliação de classes do PT, a política desses agrupamentos serviu para dividir a resistência e fortalecer a ofensiva ideológica da direita, um caminho oposto ao da construção de uma alternativa proletária e revolucionária a falência do petismo.

A medida em que a ficha cai, a um alto custo para toda a vanguarda e para a nossa classe, a maior parte desse setor vai abandonando a posição original equivocada e migrando para a resistência. Todavia, uma fração cada vez mais minoritária tem se tornado ainda mais recalcitrante e segue ajudando nossos inimigos a imporem um Estado de exceção no Brasil, comemorando a vitória do Golpe, embelezando com uma fraseologia de esquerda os argumentos golpistas e a farsa do "combate a corrupção" e reivindicando, por exemplo, a prisão de Lula.

Mesmo entre os que se somaram a luta contra Temer e os golpistas tardiamente, depois que o impeachment foi aprovado, muitos ainda não reconhecem que existiu um Golpe de Estado no Brasil. Ninguém combate firmemente o que despreza ou subestima. E precisamos de muita força para derrotar o maior ataque aos trabalhadores de toda sua história. Combater essas posições divisionistas dentro da vanguarda em favor da unidade na ação da esquerda contra a ofensiva da direita é a função deste artigo. "Vamos precisar de todo mundo para banir do mundo a opressão", como diz a canção de Beto Guedes.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2016 - 1o. TURNO

Votar Nulo e nas candidaturas do PCO, denunciar o Golpe e construir a Greve Geral!
Posição da FCT para o 1º turno das eleições municipais de 2016

Atravessamos um grave momento político marcado por um Golpe de Estado. Na falta de resistência a altura, a direita, agente do imperialismo, avança contra os trabalhadores recorrendo por enquanto a manobras parlamentares e jurídicas A estratégia do impeachment é dar um salto de qualidade na opressão política e social do Estado sobre a população trabalhadora e pobre para impor a recolonização imperialista do Brasil. Sendo assim, essas eleições embora formalmente ordinárias são excepcionais. Visam manter uma falsa aparência de continuidade democrática pós-golpe enquanto é ampliado o recrudescimento do regime político e a repressão policial e militar. O resultado principal delas será a legitimação no poder local do centro conservador e da direita reacionária. Prefeitos e vereadores farão a sua parte para auxiliar o governo federal golpista a tornar mais intenso o saque sobre as massas com o aumento de tarifas públicas, o congelamento salarial dos servidores, o estrangulamento da saúde e educações públicas, etc.;

Diante dessa conjuntura os membros do Jornal Folha do Trabalhador decidiram:

1. Não lançar candidaturas próprias de militantes e simpatizantes em 2016;

2. Votar nas candidaturas a prefeito e vereador do Partido da Causa Operária, como instrumento da denúncia do Golpe e da política escravocrata do governo golpista sem ilusões em “eleições gerais” ou “diretas já!”;

3. Onde esse partido não possuir candidatos nós recomendamos a população trabalhadora a votar nulo, em branco ou abster-se;

terça-feira, 6 de setembro de 2016

PANFLETO DA FCT - 7/SET/2016

Do golpe à resistência do povo!

No 7 de setembro comemoram uma independência que não existe de fato no Brasil. Também nesta data, a direita costuma ir as ruas reivindicando a volta da ditadura. Por isso, é um profundo erro que o protesto dos explorados e oprimidos e agora, o GRITO DOS GOLPEADOS, saia dividido em muitas cidades. 

Precisamos acuar a direita e o governo golpista, massificar as manifestações em direção a uma greve geral, que derrote os ataques, o golpe e vire o jogo a nosso favor.

Ao contrário de andarmos para frente, em direção a uma verdadeira independência, o Golpe do impeachment de Dilma foi desferido para aprofundar a dependência do Brasil em relação aos EUA, o parasitismo, a exploração e opressão sobre a nossa classe. O Imperialismo não abre mão de seu controle sobre o Brasil e de toda América Latina, ainda mais agora, em meio a aumento das tensões contra a Rússia, a China e os BRICS.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

GOVERNO DILMA, PT E PCdoB CONTRA OS TRABALHADORES

MP 665 e a conta nas costas dos trabalhadores

ESPAÇO MARXISTA – FRENTE COMUNISTA DOS TRABALHADORES, FCT

O governo petista continua sua ofensiva contra os trabalhadores, em novo capítulo em torno da MP -medida provisória- nº 665, cujo texto final foi aprovado hoje na Câmara (aqui). Tal medida provisória, de iniciativa da Presidência, faz parte do "ajuste fiscal" pelo qual o governo federal pretende empurrar sobre os trabalhadores os prejuízos dos últimos anos. Como é dito aqui:
De acordo com o Ministério do Trabalho, o texto original da MP 665, que entrou em vigência 30 de dezembro, reduziria despesas com seguro-desemprego e abono salarial na ordem, respectivamente, de R$ 30,7 bilhões e R$ 12,3 bilhões. Com as alterações promovidas pelos parlamentares na medida, a equipe econômica terá de refazer os cálculos, quando descobrirá uma redução nessa economia.
Como se vê, é uma "economia" que se pretende fazer às custas de direitos trabalhistas, dentro do melhor receituário neoliberal, aplicado exemplarmente pelo governo petista desde os tempos de Lula.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

DIA DO PROFESSOR: NADA A COMEMORAR

Sair às ruas com os estudantes, os
professores do Rio e de todo o país
Ato Unificado
"Junho não acabou:
agora é a vez da educação"
18 - Largo Da Batata em São Paulo

Neste “Dia do Professor” vivemos a pior situação de todos os tempos. Ao contrário do que dizem os sindicalistas traidores e os governos inimigos da Educação, nada temos a comemorar.

UM VERDADEIRO
REGIME ESCRAVIDÃO!

Recebemos os mais baixos salários entre os profissionais com formação superior (e da maioria dos técnicos de nível médio). A maioria dos professores se submete a duplas ou triplas jornadas e o famigerado governo tucano (como outros) está impondo uma jornada que pode chegar a 65 horas semanais. Dezenas de milhares de Professores (“categoria O"), perderam direitos elementares, como ao atendimento médico pelo IAMSPE e não têm sequer o direito a faltas médicas.

Junto com os estudantes estamos submetidos a um regime ditatorial nas escolas, que mais parecem presídios, e que, na maioria das vezes, não têm  condições elementares para levar adiante um processo de ensino-aprendizagem adequado. A “aprovação automática”, a falta de recursos fundamentais e toda a organização escolar estão voltadas para distribuir diplomas para milhões de alunos que nada aprendem e a humilhar e desmoralizar o trabalho docente.

sábado, 18 de maio de 2013

POLÊMICA - PT

O seguidismo das organizações
de esquerda ao PT

Documento elaborado por Erwin Wolf da Silva com contribuições de Humberto Rodrigues e Ismael Costa. Wolf é um ex-militante estudantil de Liberdade e Luta e da OSI (1977/80) e ex-Política estudantil Independente, da OQI (1980-90), organização que deu origem ao atual PCO.

Trabalhadores dos Correios em greve queimam bandeira do PT
A HISTORIA DA LUTA PELO PARTIDO
POLITICO DA CLASSE OPERÁRIA

O Partido dos Trabalhadores e o Partido Comunista (PCB), foram as duas tentativas mais importantes da classe operária brasileira de se estruturar politicamente enquanto classe, ou seja, construindo o seu próprio partido.

O Partido Comunista, fundado em 1922, teve sua trajetória influenciada pela Internacional Comunisadta da "coexistência pacífica com o imperialismo" e da "Teoria do Socialismo num só país", sob domínio de Stálin, ora alternando uma política oportunista de subordinação ao nacionalismo burguês, ora uma política esquerdista ("terceiro período"), quando promoveu as aventuras das quarteladas, a chamada "Intentona Comunista" de 1935, ações individuais isoladas, totalmente separadas das massas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU 2/3

Elegendo ou não seu vereador, o PSTU aderiu ao vale tudo do cretinismo eleitoral, consolidando no partido as tendências reformistas sobre as centristas

 

Jorge Panzera (ex-presidente nacional da UJS,
ex-Secretário de Esportes do Pará e atual dirigente do
PCdoB), vice de Edmilson (PSOL)
aos quais se abraça Cleber Rabêlo (PSTU)
O PSTU é sucessor de uma organização que nasceu na década de 1970 com um programa centrista, ou seja, revolucionário de palavras e reformista nos atos. A Liga Operária, grupo precursor da Convergência Socialista (CS) em 1978, volta do exílio com a missão de adaptar para a conjuntura brasileira uma orientação morenista de fundar um “partido centrista de esquerda legal” *. A CS converte-se em tendência interna do PT. É expulsa dele em 1992 e sob o impacto da restauração capitalista na URSS e no Leste Europeu – apoiada pela LIT – funda o PSTU, um partido de “esquerda legal” onde as tendências reformistas predominam sobre as centristas. Mas, toda esta trajetória política que inescrupulosamente vem de forma acelerada girando à direita a partir do declínio do projeto sindical da Conlutas no Conclat de 2010, dá um salto de qualidade nestas eleições municipais em Belém.

Além de todos os motivos elencados na primeira das 5 partes deste especial (LC: “Nestacampanha eleitoral, o PSOL, dispondo de um candidato que já governou para aburguesia, torna-se a opção preferencial para assumir o governo dos ricoscontra a classe trabalhadora de Belém”) sobre o porquê de denunciar a candidatura Edmilson Rodrigues como a candidatura preferida do capital, também são válidos os argumentos do PSTU em 2008 para rechaçar uma frente eleitoral que tivesse Edmilson Rodrigues à cabeça:

“O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) divulgou ontem suas diretrizes e forma de atuação nas eleições deste ano. Três propostas centrais serão usadas como base da legenda, entre elas a exigência de que o ex-prefeito de Belém Edmilson Rodrigues não seja o candidato e que nenhuma coligação com partidos 'burgueses' seja feita. O PSTU quer ampliar sua participação no pleito e garantir pelo menos o vice na chapa que vier a ser formada,... Edmilson não será aceito, diz o PSTU, porque sua gestão de oito anos na Prefeitura de Belém não olhou pelas 'reais necessidades dos trabalhadores'. Os membros da legenda dizem ainda que não concordam com a forma com que o governo do ex-petista se relacionou com os movimentos sociais. Também desaprovam o programa que ele utilizou como plataforma política, baseado em 'políticas sociais compensatórias'.” (PSTU não aceita Edmilson como candidato, Edição de 17/06/2008).

terça-feira, 2 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU 1/3


Nesta campanha eleitoral, o PSOL, dispondo de um candidato que já governou para a burguesia, torna-se a opção preferencial para assumir o governo dos ricos contra a classe trabalhadora de Belém

 

O PSOL nasceu em 2005 como um partido pequeno-burguês, uma legenda dirigida por  parlamentares que saíram do PT no primeiro governo Lula. Até hoje, em âmbito federal, o partido nunca possuiu mais do que uma ativa influência parlamentar marginal. Se Edmilson Rodrigues for eleito, o PSOL assumirá pela primeira vez a responsabilidade de governar o Executivo burguês.

O PSOL, conta com a vantagem de ter como candidato um político profissional previamente testado como administrador dos negócios da burguesia. Edmilson governou Belém de 1997 a 2005 e já executou na prefeitura da capital paraense o que candidato do PSOL carioca, Marcelo Freixo*, assegura apenas de palavras para a burguesia: reprimir os trabalhadores municipais que realizarem greves. Mas não só isto: Edmilson recusou-se a conceder qualquer aumento real de salários aos servidores e sucateou postos de saúde para pagar religiosamente a dívida pública junto à União e concedeu isenções fiscais aos grandes empresários. Assim como o PT, substituiu as políticas de reformas universais do capitalismo por “políticas sociais compensatórias” paliativas e assistencialistas.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

I CONGRESSO DA ANEL

Empolgada com o motim dos repressores, direção da ANEL ‘esqueceu’ da greve dos trabalhadores das universidades federais
do Bolchevique #6

No Plenário final do Congresso, companheira da LC critica o apoio à greve dos repressores e exige da direção da ANEL o apoio, 'esquecido' pela entidade, à greve dos trabalhadores
Dos dias 23 a 26 de junho ocorreu em Seropédica (RJ) o I Congresso da Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre. Segundo os organizadores, participaram 23 estados do país e 1700 estudantes. Na plenária final intervieram representantes do PSTU, LER, Liga Comunista e POR. Mas, indiscutivelmente, o Congresso refletiu um estancamento do crescimento da ANEL se comparado aos fóruns anteriores e em entidades de base, gerais, quantidade de estudantes, ativistas e correntes que participam da entidade. Isto se deve à política da corrente hegemônica, o PSTU, que a impede de constituir-se como alternativa à UNE e à UBES governistas. Os dois principais eixos políticos estabelecidos pela direção da entidade para o Congresso, o apoio à greve dos bombeiros do Rio de Janeiro e a reivindicação de 10% do PIB para a educação, são uma prova disto.

terça-feira, 14 de junho de 2011

PANFLETO DOS TRABALHADORES DE BASE DA UFMA DEFENDENDO A GREVE NACIONAL

BASTA!

Panfleto dos Trabalhadores de Base da Universidade Federal do Maranhão convocando a base da categoria para a Assembleia Extraordinária do SINTEMA (CTB/PCdoB) a quem fazem oposição, defendendo a greve nacional dos servidores públicos das universidades brasileiras
Nós, trabalhadores da Universidade Federal do Maranhão, nunca tivemos uma situação tão degradante, tão precária em nosso ambiente de trabalho: carência de pessoal técnico-administrativo, sobrecarga de trabalho, desvio de função, infraestrutura inadequada para ensino, pesquisa, extensão e atividades administrativas, terceirização, assédio moral, salário defasado, projetos de lei que visam precarizar ainda mais o serviço público federal, etc.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO E PRIVATIZAÇÃO DA USP

No "lixo de Rodas" não dá para trabalhar nem estudar.
Construir a Greve Geral na USP!
Pelo pagamento direto da universidade para as trabalhadoras, pela efetivação imediata!
Reproduzimos abaixo o panfleto da LC para a greve das trabalhadoras terceirizadas da USP, distribuído entre as próprias grevistas, trabalhadores efetivos, assembléias estudantis e para professores da universidade em apoio ao movimento que teve início no dia 08/04/2011.
Marcha de protesto das trabalhadoras da terceirizadora "União" pelo campus Butantã da Universidade de São Paulo
Com salários, vale transporte e vale refeição atrasados desde março, centenas de trabalhadoras da empresa Limpadora União, contratada pela Universidade de São Paulo para realizar a limpeza da instituição, entraram em greve. Embora existam homens participando da paralisação, a maioria esmagadora dos grevistas é composta por trabalhadoras.

Mobilizadas e em luta, elas deixaram de ser “párias”, “invisíveis” pela comunidade universitária de “classe média”, entraram coletivamente em salas de aula denunciando sua situação para estudantes e professores, e marcharam em protesto dentro do campus em direção à Reitoria para exigir que lhes pagem pelo menos a miséria pela qual foram contratadas.

O governo do mais rico estado do país, juntamente com a reitoria da maior universidade pública sul americana e os picaretas capitalistas donos da empresa “União”, realizaram um jogo de empurrar a culpa um sobre o outro enquanto as trabalhadoras padecem sufocadas em dívidas. A causa do problema não reside em atropelos burocráticos ou jurídicos, mas na política do governo tucano e do Reitor Grandino Rodas, de redução dos custos com a universidade através da superexploração dos trabalhadores, subcontratando mão de obra de seus "amigos" como o burguês dono da empresa “União”.

Esta situação é a forma mais extremada de como os patrões roubam os trabalhadores. O trabalhador comum, só por trabalhar para o patrão já é vítima de um roubo, uma vez que os trabalhadores sempre recebem bem menos do que a riqueza que produzem, ou no caso, do valor do serviço que realizam. E os trabalhadores terceirizados são roubados duplamente, pois o patrão terceirizador é um atravessador que subcontrata a mão de obra, recebe um valor do patrão principal, no caso da USP, mete grande parte do dinheiro que recebe no bolso e paga para a companheira terceirizada um salário de fome.


A direção da USP lucra nesta história por não ter que pagar às trabalhadoras terceirizadas nenhuma das conquistas da classe trabalhadora em geral e nem as que foram conseguidas por décadas de lutas dos trabalhadores efetivos da USP. Como todo patrão, o dono da "União" é um sujeito ganancioso que não se contentou com o que ganha e resolveu ganhar mais aplicando dois golpes, ou seja além de não pagar o que deve ao Estado, não paga o que deve às terceirizadas. Por isto dizemos que a situação das companheiras trabalhadores da União é o cúmulo da exploração, é a escravidão. Certamente que o Reitor Rodas sabe de tudo isto que estamos denunciando e muito mais, mas comete estas atrocidades porque sai lucrando com isto. Mas, no capitalismo, os que roubam dos trabalhadores não são punidos, pelo contrário, são muitas vezes premiados por sua "esperteza", por aumentar a lucratividade.

Mas, se por acaso estas mesmas companheiras funcionárias da União, que este mês não receberam nem o miserável salário que lhes é devido, e desesperadas vão ao supermercado pegar comida e não pagam, seriam imediatamente espancadas pelos seguranças do supermercado, pela PM, seriam humilhadas e presas, como centenas de mulheres que hoje estão presas por expropriarem comida ou gêneros de primeira necessidade.

O repasse emergencial dos 30% à União ou a contratação de outra terceirizadora para a limpeza não passam de paliativos que em nada resolvem o problema das trabalhadoras ou mesmo da manutenção da universidade. Elas continuam reféns do empresário que tanto pode desaparecer com o dinheiro, prática comum dos capitalistas, como tendem a ser dispensadas quando o contrato for rescindido. Além desta instabilidade do emprego, continuarão com os salários e condições de trabalho humilhantes e miseráveis mesmo em comparação às péssimas condições dos efetivos da USP.

Por sua vez, o Sindicato dos terceirizados da limpeza de São Paulo, SIEMACO, é uma entidade aliada dos patrões, filiado à UGT, uma central sindical ligada ao PSDB, não por acaso, o mesmo partido do governo Alckmin. Este Sindicato, em vez de representar as companheiras em luta, reuniu-se com a Reitoria sem permitir que elas elegessem uma comissão de negociação de base para participar da reunião, opondo-se também a que o Sindicato dos trabalhadores da USP (Sintusp) participasse da negociação.

GREVE GEAL CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO ESCRAVAGISTA!

A imprensa atacou a paralisação, culpando-a pela sujeira da universidade, quando, na verdade, sujas são as mentiras da mídia patronal contra o movimento e os acordos entre a Reitoria e as terceirizadoras, baseados na perversa e humilhante superexploração das bravas trabalhadoras da limpeza.
 
Em alguns cursos, os estudantes reunidos em assembléia tiraram apoio ativo a greve. O DCE (MES/PSOL) e a ADUSP (professores que defendem as posições políticas do PT, PCdoB e PSOL mas evitam assumir filiação partidária porque pensam ser "livres pensadores") não podem simplesmente fingir-se de mortos, precisam mobilizar os estudantes e professores para apoiar esta luta. A ANEL, CSP-Conlutas, Intersindical devem cobrir de solidariedade esta luta e colocar toda sua estrutura militante e material a serviço do combate a terceirização escravagista na USP. O Sintusp precisa impulsionar uma ampla campanha pela efetivação imediata, sem concurso público, de todos os terceirizados na universidade e pela readmissão dos 271 efetivos demitidos em janeiro de 2011, demitidos justamente para precarizar e privatizar ainda mais as relações de trabalho dentro da universidade. Para isto é necessário construir a Greve Geral da USP.

O primeiro passo para isto é que não seja dado mais um centavo dos cofres da universidade para os picaretas da "União". Que o pagamento do salário, vale transporte e alimentação devidos, seja feito de imediato, diretamente da USP às companheiras terceirizadas! Esta luta é parte do combate para que o conjunto dos funcionários, estudantes e professores da USP destituam a casta de burocratas da burguesia e passem a controlar a universidade para colocá-la verdadeiramente a serviço dos interesses da maioria da sociedade, a população trabalhadora!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

BRASIL 1964 – LÍBIA 2011

Derrotar a recolonização imperialista!
Pelo armamento de todo o povo líbio para derrotar a ofensiva imperialista junto a Gadafi contra quem

depois os trabalhadores acertarão as contas!
Construir uma oposição operária e

revolucionária ao governo Dilma!
Liquidar toda a máquina de guerra repressiva contra a população trabalhadora, aprimorada desde a ditadura militar e em pleno funcionamento contra nossas lutas hoje!
dO Bolchevique # 4
Operação "Brother Sam", a frota imperialista cerca a costa brasileira preparada para entrar em ação
caso os golpistas nativos não tivessem força para destituir Jango.
Como os golpistas líbios não conseguiram derrotar Gadafi , o imenso aparato militar dos EUA/OTAN entrou em ação 
Em abril de 1964, um setor das forças armadas brasileiras realizou um golpe de Estado, que na época denominou de "Revolução", contra o governo João Goulart. O golpe, articulado pela CIA, foi apoiado amplamente pelos setores mais reacionários da sociedade brasileira, como os monarquistas (da família Orleans e Bragança), e fundamentalistas católicos da TFP. Foram realizadas manifestações de massa com milhares de pessoas nas "marchas com Deus pela família e pela liberdade". Alguns setores da juventude de direita conformaram o Comando de Caça aos Comunistas e pegaram em armas contra a militância estudantil que na época apoiou Jango e lutou contra a ditadura.

Através da "Operação Brother Sam" os EUA cercaram a costa brasileira com sua frota e se prepararam para invadir o país caso os golpistas nativos não tivessem força para destituir Jango. A operação consistia no envio de 100 toneladas de armas leves e munições, navios petroleiros com capacidade para 130 mil barris de combustível, uma esquadrilha de aviões de caça, um navio de transporte de helicópteros com a carga de 50 helicópteros com tripulação e armamento completo, um super porta-aviões da categoria Forrestal, seis destroieres, um encouraçado, além de um navio de transporte de tropas, e 25 aviões C-135 para transporte de material bélico. Uma "ajudinha" aos golpistas nacionais de grande porte bélico, mas relativamente pequena se comparada ao imenso aparato destruidor da OTAN que bombardeia por semanas a Líbia. Como isto ainda não se mostrou suficiente para derrotar Gadafi,Obama declarou que está enviando mais armamentos pesados para os "rebeldes" líbios, que já vinham recebendo armas antes do início da "guerra civil", além de disponibilizar um contingente maior de "instrutores militares" do Pentágono, que atuam lá como atuaram cá. Nestes, como em todos os golpes de Estado, os acontecimentos similares não são mera coincidência, fazem parte do esquema imperialista por recolonizar e disciplinar suas semi-colônias.

O golpe no Brasil, como na Bolívia em 1964 (Barrientos) e na Argentina 1966 (Onganía), foi uma medida de contenção das aspirações autonomistas de um setor das burguesias nativas semicoloniais, animadas com o período pós-guerra, em que desenvolveram uma limitada indústria nacional substitutiva das mercadorias que até a II Guerra eram importados da Europa. Também estava orientado a conter o contágio continental da Revolução Cubana ocorrida em 1959 e, de uma forma preventiva, combater o ascenso do movimento operário mundial que teve seu pico em 1968. Vale destacar que também na Indonésia, influenciada pelas revoluções chinesa, coreana e a vietnamita ainda em curso, o imperialismo desferiu um sangrento golpe militar em 1967.

O golpe dos "revolucionários de primeiro de abril" representou o recrudescimento da repressão política a serviço do aumento da mais-valia sobre o proletariado e da pilhagem imperialista sobre as riquezas nacionais, do mesmíssimo modo como o governo Obama e o imperialismo europeu querem fazer na Líbia por trás do suposto combate à tirania de Gadafi.

O "FORA JANGO!" DO EX-TROTSKISTA DE ONTEM E O "FORA GADAFI!" DOS PSEUDO-TROTSKISTAS DE HOJE

De fato, houve três golpes dentro do golpe. Em um primeiro momento a direita civil se juntou aos golpistas. Parte do empresariado e dos governadores dos estados mais ricos da região sudeste do Brasil, como os do leste da Líbia hoje, e a quase totalidade da mídia nacional e internacional, articularam "a revolução" contra a "tirania de Jango", juntamente com os militares que romperam com o presidente.
Editorial do Correio da Manhã de 01/04/1964
reivindicando o Fora Jango, no qual o ex-trotskista Edmundo Moniz colaborou.
Hoje os pseudo-trotskistas pedem o "Fora Gadafi!" 
Alguns órgãos de mídia, como a Folha de São Paulo, disponibilizaram não só suas redações como também seus automóveis e caminhões a serviço da tortura. O editorial do jornal Correio da Manhã de primeiro de abril de 1964, escrito pelo ex-trotskista Edmundo Moniz, em parceria com Carlos Heitor Cony (hoje editorialista da Folha de São Paulo) e Otto Maria Carpeaux, exigiam o "Fora!" pedindo a deposição de Jango, contra a "guerra fratricida" pela qual o presidente seria o principal responsável, e em defesa das "liberdades democráticas". Hoje, são os pseudo-trotskistas (CST/UIT, PSTU/LIT, LER/FT, etc) que defendem o "Fora Gadafi!" contra a guerra  fratricida cujo principal responsável seria Gadafi e não os golpistas agentes da CIA, e em "defesa das liberdades democráticas" a serem alcançadas por meio da "queda revolucionária" de Gadafi. Guardadas as diferenças de cada situação, tanto a posição de ontem do ex-trotskista Moniz como a de hoje dos pseudo-trotskistas, favorecem abertamente a campanha midiática golpista do imperialismo na Líbia.

No dia três de abril de 1964, há exatos 47 anos, Lindon Gordon, embaixador dos EUA no Brasil, parabeniza Carlos Lacerda: "Vocês fizeram uma coisa formidável! Essa revolução sem sangue e tão rápida! E com isto pouparam uma situação que seria profundamete triste, desagradável e de consequências imprevisíveis no futuro de nossas relações, vocês evitaram que tivessemos que intervir no conflito". Mas, algum tempo depois do primeiro golpe, foi desferido um segundo, quando os militares "cortaram as asinhas" dos setores civis, candidatos a uma suposta eleição pós-Jango, eleição esta que Lacerda contava como ganha. Foi neste momento que vários apoiadores civis do golpe reconsideraram suas posições, incluindo os "golpistas" do Correio da Manhã.

O terceiro golpe foi quando a "linha dura" militar, mais ligada ao imperialismo e a Escola (de golpes) das Américas, decretou o AI-5 para restringir mais brutalmente os direitos civis e chegou a executar por meio de um "acidente aéreo" o general "vacilante" Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar.

O combate contra o recrudescimento do regime militar não se deu de forma consequente através dos movimentos guerrilheiros rurais (AP-MNR em Caparaó, PCdoB no Araguaia) ou urbanos (AP, MR-8, ALN, VPR, VAR-Palmares, POLOP, MOLIPO, PCBR, FALN, POCCombate) que por mais heroicos que tenham sido, e cujos mortos reivindicamos como nossos mártires, não ofereceram uma forte resistência ao regime, como o fizeram as jornadas de greves operárias em 1968 (cujo principal foco nacional foram Contagem/MG e de Osasco/SP) e 1978-1979 (ABC paulista), e de um modo limitado as mobilizações estudantis do mesmo período.

Os marxistas revolucionários, ainda que possam recorrer taticamente à guerra de guerrilhas na luta militar contra a burguesia, têm como estratégia a organização de massas do proletariado e do campesinato pela tomada do poder, e não a do foco guerrilheiro, que isola os melhores combatentes da luta anticapitalista das massas. Por isso, é uma  tática equivocada, derivada de uma política não proletária nem marxista que ceifou a vida de valorosos combatentes como Marighela e Lamarca só para citar os mais conhecidos em meio as centenas de militantes executados pela ditadura.

Na luta contra a ditadura militar como contra o golpismo de hoje na Líbia, é preciso organizar a população trabalhadora por seu lugar de trabalho, estudo  e moradia e reivindicar o armamento de todo o povo que pode lutar na mesma trincheira militar de Jango e Brizola, Sukarno, Saddam Hussein ou Gadafi, sem lhes emprestar nenhum apoio político, sem capitular ao nacionalismo burguês e os responsabilizando pela política burguesa colaboracionista que pavimentou o caminho do golpe pró-imperialista.

DE SARNEY A DILMA, A DITADURA "DEMOCRATIZADA"

A atual democracia burguesa é um avatar, uma "encarnação mítica" da ditadura do capital. Quando necessário, como se vê em qualquer greve ou manifestação de resistência dos explorados contra a ditadura capitalista, a democracia mostra os dentes, rompe com a legalidade constitucional, esmaga os direitos civis e democráticos, como na invasão policial das UPP's nos bairros proletários do Rio de Janeiro, na repressão as lutas contra o aumento das passagens nos transportes e, neste exato momento contra as greves operárias realizadas pelos trabalhadores das obras do PAC em vários locais do país.

Dilma, a "mãe do PAC" e ex-guerrilheira, é hoje quem assume a condição de gestora dos negócios da burguesia e desfere contra os trabalhadores e as trabalhadoras o ataque que ela combateu quando era militante da Organização Revolucionária Marxista - Política Operária, conhecida como Polop. É o atual governo do PT-PCdoB-PMDB e cia, composto por vários ex-guerrilheiros, o responsável por dar uma fachada popular e democrática à ditadura capitalista, por ocultar as atrocidades de ontem e de hoje, recusar-se a abrir os arquivos da ditadura militar, a punir os torturadores e militares genocidas, por aprimorar o aparato do Exército, a PF, a inteligência contrarrevolucionária da ABIN, as PMs e os BOPE's, por praticar a tortura dissimulada contra qualquer pobre preso, por manter trancafiado a serviço do imperialismo e do grande capital a Cesare Battisti, o dirigente do grupo chileno Frente Patriótica Manuel Rodríguez, Maurício Norambuena, militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, da Liga dos Camponeses Pobres, dos vários movimentos de sem teto, índios, quilombolas, camelôs, dentre tantos presos políticos tornados reféns do Estado burguês por lutar de alguma forma contra o capitalismo.

Nós revolucionários não lutamos contra o golpe militar pró-imperialista por saudosismo, como se não continuassem hoje no poder os mesmos interesses burgueses que se impuseram ontem e todos os dias contra a nossa classe ou não estivesse em curso o mesmo esquema recolonialista hoje na Líbia, e que poderão se voltar até contra o próprio governo do PT no futuro.

Também não somos indiferentes entre as duas máscaras (democracia ou ditadura) da ditadura do capital, mas acreditamos que a conquista das liberdades democráticas e civis, a apuração profunda e o julgamento de todos os crimes, a punição dos executores e mandantes civis e militares, políticos e empresários capitalistas, que nenhum governo burguês e menos ainda os brasileiros foram capazes de realizar nem realizarão jamais, assim como a destruição de toda a máquina de guerra contra a população trabalhadora a serviço do imperialismo, do Brasil à Líbia, são tarefas dos trabalhadores e estudantes organizados com seus tribunais populares.

Estas tarefas democráticas só podem ser realizadas pelo método da revolução permanente, combinando as reivindicações democráticas com as socialistas, rumo à tomada do poder pelos trabalhadores e através da construção do partido mundial da revolução socialista, a IV Internacional.
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segunda-feira, 21 de março de 2011

BALANÇO DO "FORA OBAMA!" NO RIO EM 20/03

Protesto na Cinelândia rompe barreira política imposta pela burocracia dirigente da CUT, MST, PCdoB e CSP-Conlutas ao "Fora Obama!"
dO Bolchevique # 4
Combativo "Fora Obama!" em frente ao Teatro Municipal
fura o cerco político dos pelegos e do aparato repressivo do imperialismo, Dilma e Cabral
No dia 18 de março, a partir da concentração na Candelária, CUT e CTB boicotaram a passeata de protesto ao Consulado dos EUA no centro Rio de Janeiro contra a presença de Obama. O PSTU e a CSP-Conlutas apostaram neste ato para amortecer a disposição de luta do ativismo, inclusive de parte de sua militância, a fim de evitar um forte protesto no dia em que Obama estaria no país. A serviço do FBI, a PM de Cabral prendeu 13 militantes neste pequeno protesto do dia 18 para intimidar as possíveis manifestações que viessem a se organizar no dia 20 de março.

Dois dias depois, quando Obama já se encontrava no Rio de Janeiro, não foi, porém, a truculência dos aparatos repressivos dos lambe botas brasileiros Dilma e Cabral (tanques, o Batalhão de Operações especiais do Exército, Bope, PM e Guarda Municipal) ou a própria máquina assassina do imperialismo montado no Rio (FBI e CIA) o que impediu o avanço da manifestação. Quem freou o movimento a menos de três quarteirões do Teatro Municipal, onde se encontrava o comandante em chefe do imperialismo mundial, principal responsável por toda exploração e violência do mundo, foi a vergonhosa política conciliadora da CUT, Sindipetro, MST, PT, PCdoB, PSTU, PSOL e CST/Unidos que levou os manifestantes a um beco sem saída, literalmente encurralando-os para depois "serem forçados" a dispersá-los, e tomar o caminho de casa.

A Liga Comunista agrupou seus militantes de São Paulo e Rio de Janeiro a partir do dia 19/03, confeccionou faixas e bandeiras, constituiu a “Frente Única Contra a Presença de Obama no Brasil” com organizações de trabalhadores, estudantes e sem teto cariocas: Frente Internacionalista dos Sem Teto, Rede Estudantil Classista e Combativa e Coletivo Lênin, em torno de um manifesto com posições políticas comuns. No protesto, distribuímos o manifesto da frente e uma declaração própria, os quais reproduzimos logo abaixo.

Nádia Silva, trabalhadora de São Bernardo do Campo, ABC paulista, fala pela LC,
na concentração na estação do metrô Glória no Rio de Janeiro
Participamos da reunião preparatória para a atividade no Sindipetro no dia 16, da passeata do dia 18 e do ato da Glória do dia 20/03 com oradores da corrente. Nessa última atividade, através de sua militante trabalhadora de São Bernardo do Campo/SP, Nádia Silva, a LC denunciou o retardamento da saída da protesto da Glória em direção a Cinelândia, orquestrado pela direção governista do ato. Denunciou também a sanguinária intervenção militar do imperialismo na Líbia ordenada por Obama a partir do Rio na noite anterior. Nádia chamou uma frente única militar com Gadafi para derrotar os EUA e a OTAN sem apoiar politicamente o governante burguês com o qual as massas líbias logo devem acertar as contas. Em seguida, a companheira ressaltou que a força e a firmeza de nossa marcha naquele dia seria um passo determinante para a imediata libertação dos companheiros presos, caminhando até o teatro municipal, onde estava se realizando mais uma cena da peça teatral imperialista que visa preservar a máscara “democrática” e “popular” de Obama, enquanto o carniceiro bombardeia o povo líbio, a fim de melhor manipular a opinião pública e mais facilmente exercer as façanhas de sua opressão capitalista sobre o planeta.

Com atraso proposital, para cansar os manifestantes, finalmente a marcha saiu da Glória em direção à Cinelândia, sempre sendo freada por um combinado da direção do movimento, CSP-Conlutas, CUT, MST, PSTU, PCdoB e PSOL, com a assassina PM fluminense de Cabral até ser completamente contida a três quarteirões da Cinelândia sem a necessidade de nenhum aparato policial bloqueá-la. A direção do protesto covardemente conduziu a manifestação para um beco sem saída politico e logístico, uma vez que o quarteirão onde fomos orientados a parar era uma rua onde a tropa de choque facilmente nos reprimiria, encurralando a todos. Os mesmos dirigentes trataram de nos aterrorizar com argumentos de que “a cavalaria estava na praça” e que haveria um “banho de sangue” se o protesto continuasse,...

“PARA NOSSOS PRESOS LIBERTAR, É PRECISO AVANÇAR!”

Neste momento, apesar da tentativa de intimidação e do cerco reacionário que a direção do movimento impôs ao setor mais combativo da manifestação, nós polarizamos contra a política colaboracionista com palavras de ordem pela continuidade da marcha anti-Obama até onde fosse possível, inclusive para pressionar os governos Dilma e Sérgio Cabral a libertarem nossos presos políticos reféns da luta anti-imperialista, cantando palavras de ordem como “Para nossos presos libertar é preciso avançar”, “Vem vamos embora que esperar não é fazer, quem sabe faz a hora não espera acontecer”; “Por que parou? parou por que?”, “O povo unido é povo forte, não teme a luta, não teme a morte. Avante, companheiros! Essa luta é minha e sua. Unidos venceremos e a luta continua!”.

UOL Notícias registra faixa da Liga Comunista na Concentração da passeata na Glória,
Atrás da faixa da LC, o carro de som que foi apreendido pela PM de Sérgio Cabral
O PSTU orientou sua militância, em crise diante da polarização, a se dirigir para a sede do partido, onde seriam reenquadrados e mais uma vez entorpecidos de que “tudo que era possível fazer tinha sido feito” e que a “atividade foi plenamente vitoriosa”. Os governistas e os satélites deste bloco conciliacionista foram para casa ou contar vantagem na internet. Diante da sabotagem, a LC, FIST, RECC e CL se dirigiram ao Teatro, onde vieram a se agrupar também as Brigadas Populares, PCR, Morena-CB. As demais organizações se enquadraram completamente naquele momento às orientações conciliadoras que a CUT-PCdoB-Conlutas quiseram impor ao conjunto da manifestação. Após furarmos o bloqueio político da CSP-Conlutas e Cia e, em seguida, o bloqueio policial na Rua Evaristo da Veiga, fomos até a praça protestar, contidos finalmente pelo Batalhão de Operações especiais do Exército de Dilma, protetor do showmício vip de Obama.

APESAR DOS PELEGOS, “YES, WE CAN!” PROTESTAR CONTRA OBAMA!

A LC e a frente única cumpriram o que convocaram nos seus manifestos e declarações: “Devemos marchar até o Teatro Municipal para demonstrar, em alto e bom som, nosso rechaço à presença do carniceiro do imperialismo no Brasil, na Líbia, no Iraque, Afeganistão e Haiti.” (Declaração da Liga Comunista ao 20/03); “Vamos caminhar hoje até onde pudermos contra Obama e o Imperialismo!” (Manifesto da Frente Única Contra a Presença de Obama no Brasil).

Em frente ao Teatro Municipal, os manifestantes fizeram uma barricada política cantando palavras de ordem contra Obama, Dilma, Cabral, o Caveirão e a Globo por todo o tempo que decorreu a farsa montada pelo governo brasileiro em repúdio ao imperador “democrata” carniceiro e seus lambe-botas tupiniquins. A LC e outras organizações puxaram várias palavras de ordem como “Fora já, fora já daqui, Obama da Líbia e Dilma do Haiti!” e “Estão no mesmo saco, Obama e caveirão. Libertem nossos presos, abaixo a repressão!”. Os que levaram o “Fora Obama!” até onde suas forças permitiram, não encontraram nenhuma cavalaria e muito menos sofreram o falacioso “banho de sangue” utilizado pelos pelegos para amedrontar a luta anti-Obama.

A lição que tiramos desta batalha é que as direções conciliadoras são o maior freio para a luta anti-imperialista e anticapitalista, se esquivam do combate consequente contra a repressão policial, utilizam a prisão de seus companheiros como mero marketing político virtual e desarticulam a luta de massas, o método do movimento operário para obrigar nossos algozes a recuar. Parafraseando o próprio líder imperialista, “Sim, era possível” realizar um poderoso “Fora Obama!” e o corajoso protesto de todos os que queriam protestar na praça da Cinelândia demonstrou isto. 

terça-feira, 8 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DAS TRABALHADORAS

Fora Obama! Derrotar Dilma e sua política pró-imperialista de aumento da exploração sobre as trabalhadoras!

Nádia Silva, militante da LC, intervém no ato do dia da mulher trabalhadora em 12/03, São Paulo
Após a crise econômica, o imperialismo, tendo os EUA de Obama como representante maior, avança para obrigar os trabalhadores de todo o mundo a pagar as contas da farra especulativa capitalista, aumentando a exploração e a pilhagem sobre as riquezas naturais, e promovendo guerras “pela democracia”, como agora para recolonizar a Líbia e garantir a exploração do petróleo do país.

Na visita que fará ao Brasil nos dias 19 e 20 de março, Obama se certificará de que Dilma Rousseff manterá as tropas brasileiras – de soldados assassinos e estupradores – no controle do Haiti, bem como fará um discurso populista no Rio de Janeiro, onde irá vistoriar como os governos do PT aumentam a repressão nos bairros proletários, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora – UPPs.

Na política externa, o governo Dilma vem demonstrando um acentuado servilismo em relação até mesmo a Lula, tomando posições em favor campanha "humanitária" pelo isolamento internacional de Cuba e do Irã e apoiando todas as sanções e medidas de intervenção da ofensiva imperialista contra a Líbia.

Nesta atual etapa de ofensiva imperialista contra as proletárias, a eleição de Dilma não foi um ponto sem nó dos capitalistas. O imperialismo está muito bem representado no Brasil, por uma mulher, para melhor enganar a maioria da classe trabalhadora e seu gênero mais explorado – as proletárias – que graças ao machismo capitalista recebem 30% a menos que os trabalhadores homens.

Sob o governo da primeira mulher na presidência, as trabalhadoras sofrem um brutal arrocho salarial. Dilma impõe um pífio reajuste de apenas 35 reais no salário mínimo para a felicidade dos empresários que lucram duas vezes: pagando menos aos seus escravos assalariados e disparando os preços dos aluguéis, alimentos, transportes, etc. Por outro lado, impõe também um ajuste fiscal para recapitalizar os cofres do Estado após o governo ter desviado dos mesmos bilhões de reais para salvar banqueiros e empresários durante a crise econômica. Essa medida penaliza sobretudo as trabalhadoras, com o corte de 50 bilhões de reais através do congelamento do salário dos servidores públicos, reduzindo verbas da previdência social (inclusive do seguro-desemprego) e fazendo cortes no orçamento federal para habitação, reforma agrária, educação, saúde, esportes, meio ambiente e transportes.

A reação clerical antiaborto da campanha eleitoral foi outra prévia da perseguição ao direito das trabalhadoras, que veremos aumentar por trás da demagogia “feminista” na era Dilma. Não houve e nem haverá nenhum avanço no sentido da legalização, e milhares de mulheres trabalhadoras continuam morrendo vítimas da criminosa opressão capitalista que as obriga a recorrer a clínicas clandestinas sem as mínimas condições de higiene ou segurança, e ainda sendo criminalizadas pelas leis burguesas.

O machismo tem como objetivo, antes de tudo, a desvalorização da força de trabalho feminina para aumentar a mais-valia capitalista. Nasceu com a propriedade privada e é utilizado pela burguesia, assim como todas as outras opressões (contra homossexuais, negros, indígenas, etc) para aumentar seus lucros através da superexploração desses setores da classe trabalhadora.

Desgraçadamente, as organizações que hegemonizam o movimento operário, como PT, PCdoB, PSOL, PSTU, etc, se recusam a fazer com que a luta pela emancipação das mulheres seja parte da luta contra o capitalismo e seu Estado. Pelo contrário, esses partidos apostam abertamente na colaboração de classes quando se trata da “defesa das mulheres”, comprometendo assim a independência política de nosso combate ao machismo, que só pode ser vencido pela unidade de toda a classe trabalhadora por meio da luta revolucionária contra a exploração econômica imperialista e capitalista. Fazendo isso, combateremos o machismo também em nossas próprias fileiras.

O que temos hoje é um movimento de “defesa das mulheres” completamente equivocado, e que está voltado apenas para fazer demagogia com a metade feminina da classe trabalhadora, pois possui um programa burguês e se autodeclara socialista. Mas, como pode ser socialista se está centrado no aumento do poder repressivo do Estado, através da reivindicação de mais delegacias da mulher, da “aplicação e ampliação” da Lei Maria da Penha e de “punição aos agressores”?

Pior, como podem se dizer em defesa da mulher trabalhadora as organizações da esquerda pequeno-burguesa, se em 2006, por exemplo, PSOL e PSTU apoiaram a candidatura da senadora Heloisa Helena, que no auge de sua popularidade usou a mesma para defender a criminalização do aborto? Esse é um fato que serve para desmascarar o oportunismo político dessas correntes, e seu programa vendido à ganância por cargos no parlamento capitalista.

Fortalecer o Estado burguês não serve aos interesses históricos das proletárias. Ao contrário, divide a classe trabalhadora, fazendo as mulheres acreditarem que seus inimigos são os companheiros homens, superexplorados e contaminados pelo machismo, e não o Estado capitalista, que se alimenta dia após dia do sangue e do atraso da consciência de classe dos homens e mulheres cuja força de trabalho produz toda a riqueza apropriada pela burguesia.

A tarefa que se coloca na ordem do dia é jogar por terra essas bandeiras que exigem mais repressão burguesa, e substitui-las pelas bandeiras classistas que estão sendo ofuscadas ou até completamente esquecidas, como a de salário igual para trabalho igual, de um dia a mais de descanso por semana para as mulheres trabalhadoras e de pensão alimentícia paga pelo Estado e não imposta sobre os miseráveis salários dos trabalhadores de quem já foi extraída a mais-valia, ou seja, que já foram previamente roubados.

É necessário que toda a classe trabalhadora, todas as mulheres e homens proletários, se organizem em comitês operários, por locais de trabalho e locais de moradia, para que seus problemas, como por exemplo a violência doméstica e sexual, possam ser discutidos e resolvidos coletivamente, sem interferência do Estado capitalista burguês e sua polícia torturadora, e assim caminhem em direção à autodeterminação como classe, construindo um partido revolucionário da população trabalhadora para organizar a luta pela Revolução Socialista, única forma de pôr fim à opressão machista.

A bandeira da libertação da mulher trabalhadora na África e Oriente Médio, como a mulher egípcia, vanguarda de muitas greves têxteis, não deve ficar na mão demagógica da burguesia liberal ou do imperialismo. Cabe à classe operária lutar contra a mutilação genital e todas as formas de opressão obscurantistas com seus próprios métodos e meios. Como nos ensinou Trotsky:

“Não haverá melhores comunistas no Oriente, nenhum lutador melhor para as ideias da revolução e para as ideias do comunismo do que a mulher trabalhadora desperta para a luta.”
(Perspectivas e Tarefas no Oriente, 1924)

A libertação de todas as filhas da população trabalhadora da opressão clerical burguesa será obra de uma verdadeira revolução permanente nestes países contra a influência da burguesia liberal e do imperialismo sobre as massas.

O primeiro passo do conjunto dessas tarefas é a organização de um ato nacional no Rio de Janeiro no dia 20 de março, para rechaçar a presença no Brasil de Barack Obama, o representante maior do imperialismo, como parte de nossa luta por libertar a nós mesmos e a nossas irmãs e irmãos palestinos, afegãos, haitianos, iraquianos, líbios, egípcios, tunisianos e de todo o planeta do imperialismo e do capitalismo.

►POR UM DIA DE FOLGA EXTRA POR SEMANA PARA AS TRABALHADORAS
►SALÁRIO IGUAL PARA TRABALHO IGUAL
►SALÁRIO MÍNIMO VITAL DE R$ 3.800,00
►LICENÇA-MATERNIDADE POR 2 ANOS COM PAGAMENTO INTEGRAL DE SALÁRIO PELO ESTADO MAIS AUXÍLIO-MATERNIDADE DE MAIS 60% DO SALÁRIO
►LICENÇA-PATERNIDADE DE 3 MESES INTERCAMBIÁVEL COM O TEMPO DE LICENÇA MATERNIDADE COM SALÁRIO INTEGRAL MAIS AUXILIO PATERNIDADE DE 60% DO SALÁRIO
►POR ESCOLAS, CRECHES, HOSPITAIS, RESTAURANTES, LAVANDERIAS E MODERNAS BIBLIOTECAS COM PLENO ACESSO À INTERNET, PÚBLICAS, GRATUITAS E ESTATAIS CONTROLADAS PELA CLASSE TRABALHADORA
►PLENO DIREITO AOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS E AO ABORTO LEGAL, SEGURO, GRATUITO E ESTATAL PARA AS MULHERES TRABALHADORAS