WSWS é o portal do International Committee of the Fourth International (ICFI). O WSWS, sediado nos EUA, está entre os melhores sites de esquerda trotskista do planeta. Inclusive, nem todos as pessoas que acessam o WSWS, sabem que ele é um site de uma organização trotskista. E menos ainda que essa organização se chama International Committee of the Fourth International (ICFI - Comitê Internacional da IV Internacional, em português). Por se dedicar ao mundo virtual, trazem muitas informações e se tornaram especialistas nisso. É preciso reconhecer isso, mesmo não tendo concordância com a análise que fazem dessas informações.
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quarta-feira, 6 de maio de 2020
O SECTARISMO DO WSWS NA QUESTÃO SINDICAL
O ultimatismo do WSWS (ICFI) na questão sindical serve a burguesia imperialista dos EUA
WSWS é o portal do International Committee of the Fourth International (ICFI). O WSWS, sediado nos EUA, está entre os melhores sites de esquerda trotskista do planeta. Inclusive, nem todos as pessoas que acessam o WSWS, sabem que ele é um site de uma organização trotskista. E menos ainda que essa organização se chama International Committee of the Fourth International (ICFI - Comitê Internacional da IV Internacional, em português). Por se dedicar ao mundo virtual, trazem muitas informações e se tornaram especialistas nisso. É preciso reconhecer isso, mesmo não tendo concordância com a análise que fazem dessas informações.
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domingo, 19 de julho de 2015
TEORIA LENINISTA
A revisão de Lenin do "Que fazer?"
Acerca da organização de revolucionários profissionais, da superação do sectarismo pela construção de um partido de trabalhadores comunistas, da relação entre o espontâneo e o consciente e entre a luta econômica, o partido e os sindicatos
Acerca da organização de revolucionários profissionais, da superação do sectarismo pela construção de um partido de trabalhadores comunistas, da relação entre o espontâneo e o consciente e entre a luta econômica, o partido e os sindicatos
No texto abaixo, após a experiência de Revolução de 1905 e seus primeiros desdobramentos para a luta de classes na Rússia, Lenin justifica os "exageros" da luta pela criação de uma organização de revolucionários profissionais contra a tendência ao economicismo nos primeiros anos do século XX. Simultaneamente o fundador do bolchevismo assinala a importância histórica da luta pela afluência de elementos proletários ao partido ligada a uma atividade legal do mesmo junto às massas como condição para que a organização supere o estágio germinal inevitável de círculos intelectuais desarticulados e isolados das massas, rompendo com as tradições sectárias, de 'luta de extermínio' entre os pequenos núcleos e deixando de lado as querelas inerentes à vida desses círculos para consagrar suas melhores forças às obrigações dos bolcheviques as tarefas correspondentes ao momento histórico. Lenin defende o justo combate por estabelecer os métodos organizativos do marxismo revolucionário contra os inimigos do bolchevismo e também retifica suas posições acerca da relação entre o espontâneo e o consciente e a relação entre o partido e os sindicatos. Lenin revisa o bolchevismo, aprimorando-o até que 15 anos depois de fundado este partido dirige a primeira revolução comunista da história da humanidade.
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sábado, 2 de agosto de 2014
POSIÇÃO ELEITORAL DA LIGA COMUNISTA
Resolução acerca da participação
nas eleições burguesas e das candidaturas partidárias
Publicamos abaixo a primera de uma série de documentos da Liga Comunista acerca de sua posição em relação as eleições de 2014 no Brasil. Seguem três documentos que compõem as bases programáticas integrantes da Plataforma da Liga Comunista.
![]() |
Karl Liebknecht, exemplo de ação parlamentar
a serviço da
revolução socialista
|
A LC adota integralmente as
posições sugeridas pela TMB argentina sobre a questão eleitoral; a tática dos
bolcheviques-leninistas brasileiros e os critérios do IV Congresso da
Internacional Comunista acerca de seus candidatos nas eleições burguesas.
“Los
bolcheviques somos por principio opuestos al electoralismo eso no quiere decir
ni mucho menso que nos opongamos a tener una política electoral.”
Estimados compañeros de la LC:
Estimados compañeros de la LC:
El
compañero Humberto a tenido la amabilidad de solicitarme mi opinión sobre la
política electoral de la LC en función de eso considero expresar los siguientes
puntos:
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sábado, 21 de dezembro de 2013
PARA REFLEXÃO DAS NOVAS GERAÇÕES DE LUTADORES
Sem partido, sem centralização política
da ação revolucionária, não há revolução
da ação revolucionária, não há revolução
Do Especial 96 anos da Revolução Bolchevique 4/8, no Folha do
Trabalhador # 19
Humberto Rodrigues
Dentre todos os socialistas e
rebeldes sociais de toda sorte, incluindo os precussores anarquistas e os
terroristas populistas, foram os bolcheviques os responsáveis por conduzir a
luta de classes até a expropriação do capital. Isto não foi por acaso. Não foram
as bombas populistas contra personalidades e instituições odiadas pelas massas,
não foi a mera rebeldia espontânea, nem a “auto-organização” da população,
concepções que voltaram a moda hoje, que catapultaram o movimento ao seu
estágio superior e universal que a revolução de outubro atingiu. Foi um partido
comunista de vanguarda da classe trabalhadora centralizado democraticamente e
hierarquicamente disciplinado que dirigiu o maior passo dado pelas massas em
toda a história da luta de classes. Sem teoria revolucionária, não haveria
movimento revolucionário como já insistia Lenin mesmo antes da revolução de
1905, revolução que criou os sovietes.
Lenin aprimora suas concepções de
“O Que fazer?” de 1902, quando teve como principais adversários o espontaneísmo,
o tradeunismo e o populismo. Sob as ricas experiências do combate a degeneração
social democrata, tanto dos mencheviques quanto da social democracia alemã, do
curso do processo revolucionário de 1917 quando lança suas famosas “teses de
abril”, da derrota da revolução alemã de 1918 e da própria guerra civil russa,
as concepções se aprimoram e se desdobram nas principistas resoluções dos
quatro primeiros congressos da III Internacional.
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
TEORIA MARXISTA - PARA ENTENDER A REVOLUÇÃO 8/8
O que foi a revolução bolchevique?
Do especial 96 anos da revolução bolchevique, no Folha do Trabalhador #19
![]() |
| Trotsky, discursa, abaixo no palanque: Lenin e Kamenev |
O acontecimento da grande revolução bolchevique está a
quatro anos de completar um século. Ela ocorreu no dia 7 de novembro de 1917.
Foi o maior passo dado pelos trabalhadores em toda sua luta contra as classes
dominantes. E este passo fundou pela primeira vez na história o primeiro Estado
dos trabalhadores. Ele se chamou União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
(URSS), ou simplesmente União Soviética.
Esta revolução social foi possível pela fusão entre a
consciência teórica dos objetivos estratégicos da luta e os próprios
trabalhadores em luta contra a guerra entre as grandes nações burguesas, contra
o imperialismo, contra o latifúndio e contra o capital. Esta consciência foi
adquirida pelos dirigentes da luta que estudaram e compreenderam as experiências
das lutas anteriores, aprendendo com seus erros e seus acertos. Os principais
dirigentes deste partido bolchevique e desta revolução foram Vladimir Lenin e
de Leon Trotsky. Organizados neste partido os trabalhadores tomaram a força,
dos representantes dos patrões, o poder político e os seus locais de trabalho.
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013
ESPECIAL 96 ANOS DA REVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE 2/4
A revolução proletária renascerá
em proporções ainda mais gigantescas!
em proporções ainda mais gigantescas!
“A burguesia produz, acima de tudo, seus próprios coveiros.
Seu declínio e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis” (MARX e
ENGELS, Manifesto do Partido Comunista, 1848)
A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS, ou em
russo, Союз Советских Социалистических Республик, CCCP) sobreviveu por 74 anos
durante o século XX, muito além dos 72 dias do primeiro governo operário
instaurado na capital francesa no século anterior. Com a derrota de Napoleão
para os exércitos da reacionária Santa Aliança em Waterloo em 1814, também se
concluiu em derrota um ciclo de expansão para a Europa das vitórias da
revolução burguesa francesa sobre o absolutismo feudal, derrotado em 1789.
Todavia, entre 1814 e 1871 teve início a organização
política do proletariado em partido político próprio diante da incapacidade dos
partidos liberais burgueses e pequeno burgueses de realizarem a luta
democrática e menos ainda de servirem como instrumento para que o proletariado
conquistasse melhores condições de vida e de trabalho. O cartismo foi o
primeiro ensaio da constituição de um partido operário. Com um programa
burguês, depois constituindo-se em um partido operário burguês, o Partido
Trabalhista.
1848: A PRIMEIRA GRANDE BATALHA
ENTRE AS CLASSES DO CAPITALISMO;
ENTRE AS CLASSES DO CAPITALISMO;
No continente, ainda que derrotada, a revolução de 1848 foi,
segundo Marx,
“a primeira grande batalha entre ambas as classes em que se
divide a sociedade moderna. Uma luta pela manutenção outra pela destruição da
ordem burguesa”.
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domingo, 13 de março de 2011
ESPECIAL - ÁFRICA DO NORTE E ORIENTE MÉDIO 1/4
“Revolução” ou Reação “com forma democrática”?
Artigo do ESPECIAL - ÁFRICA DO NORTE E ORIENTE MÉDIO
dO Bolchevique #3
Não é possível compreender o que se passa na África hoje desprezando a atual situação da luta de classes mundial. Hillary Clinton em recente declaração no Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra, falando sobre a queda dos regimes despóticos nos países árabes, disse que “nossos valores e interesses convergentes no apoio a essas transições não é apenas um ideal, é um imperativo estratégico”. A representante do imperialismo foi clara ao definir os seus objetivos, apoiando-se nos levantes populares espontâneos e outros nem tanto (Líbia!), ocorridos nas últimas semanas. Trata-se de uma nova ofensiva imperialista pós-crise econômica de 2007-2008, assim como a guerra contra o terror de Bush foi a reação em forma de investimentos massivos na indústria bélica e na especulação com o petróleo para o capital se recuperar do crash da Nasdaq (2000-2001).
O ato inaugural da nova ofensiva, dias antes da posse de Obama, mas orquestrado pelo ministro da defesa dos EUA da era Bush mantido no cargo pelo democrata, foi o maior massacre vivido pela comunidade palestina de Gaza perpetrado por Israel. Os atos seguintes foram o incremento da ocupação militar no Afeganistão e no Haiti, a substituição das tropas regulares por imensos exércitos de mercenários de empresas paramilitares multinacionais no Iraque, o cerco crescente, em forma de guerra de movimentos contra Irã e Coréia do Norte. Sob a atual administração “democrata” na Casa Branca assistimos até a volta dos Golpes de Estado na América Latina, em Honduras. Tudo isto indica que estamos vivendo a continuidade da recolonização militar dos EUA sobre o globo. A chamada “primavera árabe” abre uma nova etapa dentro dessa ofensiva. Como indicou o discurso de Hillary a transição que os EUA operam agora de surrados governos despóticos para novos governos títeres é um imperativo estratégico para os EUA e, como todos sabem, isto nada tem a ver com as aspirações democráticas dos povos árabes. “Nada disso surpreendeu muito a Casa Branca que há poucos meses, a pedido de Obama, começou a examinar a vulnerabilidade desses regimes e, mais recentemente, passou a examinar o que torna bem sucedida uma transição para a democracia.” (New York Times, 28/02/2011).
A chamada “primavera árabe” é a repetição em forma de farsa do que foram os processos de “redemocratização” na América Latina, vividos em outros países também como na Indonésia e na América Central. Isto não quer dizer que não devamos, com o nosso próprio programa marxista, acompanhar e apoiar aos processos de rebelião de massas para influenciar de modo classista e revolucionário estas lutas enquanto os próprios processos não se cristalizarem em um mero joguete do imperialismo para restabelecer um novo, mais forte e mais estável controle sobre estas próprias massas. São os reformistas aprendizes de Bernstein que proclamam que o movimento é tudo e o objetivo final não importa. Para o marxista revolucionário a disputa pelos destinos da luta de classes é o fundamental. A estratégia revolucionária socialista é quem subordina as táticas da luta. Por sua vez, o imperialismo aproveita-se do retrocesso ideológico de nossa época para manipular os levantes populares também em favor de seus “imperativos estratégicos”. A ausência do elemento consciente, subjetivo favorece aos inimigos de classe. Como poderia ser distinto se também os levantes atuais estão desprovidos de protagonismo proletário organizado sequer sindicalmente e menos ainda sem organismos de poder independentes da burguesia, para não falar na carência absoluta de direções revolucionárias antiimperialistas e anticapitalistas. O imperialismo e seus agentes desviam a luta popular para operar transformações em seu modo de dominação que lhe sejam favoráveis.
O IMPERIALISMO É TAMBÉM UMA FASE DE CONTRARREVOLUÇÕES
Ao aforismo de Lênin de que com o ingresso na fase imperialista do capitalismo, “vivemos numa época de guerras e revoluções”, Trotsky acrescentou um providencial alerta: “e de contrarrevoluções”.
Os verdadeiros marxistas costumam ser criteriosos quando se trata de definir o objetivo de sua atividade militante, a revolução. Não buscam confundir as massas ou euforizar sua base militante e seus leitores chamando de revolução as contrarrevoluções ou as alterações cosméticas operadas pelo regime de seus inimigos de classe que agem segundo aquele aforisma de Giuseppe di Lampedusa, “as coisas precisam mudar para permanecer como estão”. Nosso rigor não é um capricho, fazemos isto porque sabemos que nossos fins só serão alcançados com a derrubada violenta de toda ordem social existente.
Mesmo após a ditadura monárquica czarista cair sob a pressão de uma revolução popular, que obrigou a burguesia a governar apoiando-se no controle que os mencheviques exerciam sob os sovietes, Lenin questiona o engano das massas pelos conciliadores de classe de sua época em nome da revolução.
“Por mais alto que gritem os capitalistas e seus lacaios [referindo-se aos mencheviques], afirmando o contrário, sua mentira não deixará de ser mentira. O que não faz falta neste momento é que as frases obscureçam o entendimento e embotem a consciência. Quando se fala de ‘revolução’, de ‘povo revolucionário’, de ‘democracia revolucionária’, etc; em nove de cada dez casos se trata de mentiras ou auto-engano. É preciso perguntar ‘que classe faz a revolução?’ Contra quem se fez a revolução?’. Contra o Czarismo? Neste sentido, na Rússia são hoje revolucionários a maioria dos latifundiários e capitalistas. Uma vez que virou fato consumado (a revolução política de fevereiro) até os reacionários se baseiam nas conquistas da revolução. Na atualidade, o modo mais frequente, mais abjeto e mais nocivo de enganar as massas é elogiar a revolução neste sentido. A conclusão é clara, só o poder do proletariado, apoiado pelos semiproletários, pode dar ao país um poder realmente firme e verdadeiramente revolucionário. Será realmente firme, estável pois não se baseará, por necessidade, no conciliacionismo instável dos capitalistas com os pequenos proprietários, dos milionários com a pequena burguesia.”
(Acerca do poder revolucionário firme, 06/05/1917).
TROTSKY E A CONTRARREVOLUÇÃO “COM FORMA DEMOCRÁTICA”
Optamos inclusive por denominar o estrangulamento das revoltas populares árabes, através de governos continuístas apoiados no fortalecimento da casta militar, de reação com forma democrática e não contrarrevoluções “com forma democrática”. Sobre este último conceito, se inclui, por exemplo, a chamada República de Weimar, tão adorada como modelo de democracia pela burguesia liberal e pelos reformistas.
Um ano após a vitória dos bolcheviques em outubro de 1917, a vitória da contrarrevolução na Alemanha em 1918 conduziu ao fechamento da vaga revolucionária na Europa, aberta no ano anterior e que, de certo modo, condicionava o futuro do nascente Estado Operário Soviético e os desdobramentos da luta politica decisiva que viria a ocorrer dentro do Partido Bolchevique.
A República de Weimar na Alemanha foi introduzida por uma lei marcial e pela conspiração reacionária da social-democracia e da burguesia alemã, o Estado-maior do Reichswehr, as Forças Armadas provisórias reunidas e os Junkers, que afogaram em sangue a insurreição de 1918, assassinando os dirigentes da revolução, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht. A República de Weimar foi apontada por Lenin e Trotsky como um exemplo clássico de contrarrevolução com forma democrática.
Mais tarde, quando um fenômeno similar vem a se expressar na Itália, Trotsky compara e tira lições dos dois acontecimentos:
“Significa isto que a Itália não pode por certo tempo tornar-se novamente um Estado parlamentar ou uma ‘república democrática’? Considero – e creio que nisto coincidimos perfeitamente – que esta eventualidade não se exclui. Mas não será o fruto de uma revolução burguesa, e sim o aborto de uma revolução proletária insuficientemente madura e prematura. No caso de uma profunda crise revolucionária e de batalhas de massas, no curso das quais a vanguarda do proletariado não estiver em posição de tomar o poder, é possível que a burguesia restaure o seu poder sobre bases ‘democráticas’.
Pode-se dizer, por exemplo, que a atual República alemã representa uma conquista da revolução burguesa? Admitir isto seria um absurdo. Houve na Alemanha em 1918-19 uma revolução proletária que, desprovida de direção, foi enganada, traída e esmagada. Mas a contrarrevolução burguesa, apesar disto, viu-se compelida a se adaptar às circunstâncias provocadas por esta derrota da revolução proletária e a assumir a forma de uma república parlamentar ‘democrática’. Pode-se excluir a mesma variante – ou uma parecida – na Itália? Não, não se pode excluir. O fascismo chegou ao poder em 1920 porque a revolução proletária não foi até o fim. Somente uma nova revolução proletária pode aniquilar o fascismo. Se desta vez também não está destinada a triunfar (por debilidade do Partido Comunista, por manobras e traições dos social-democratas, franco-maçons, católicos), o Estado ‘transicional’ que a burguesia se verá obrigada edificar sobre as ruínas de sua forma fascista de governo não poderá ser outra coisa que um Estado parlamentar e democrático”
(Problemas da Revolução italiana, 14/05/1930).
A caracterização de contrarrevolução “democrática” se aplica perfeitamente à restauração capitalista sobre os Estados operários burocratizados onde antes a burguesia e a propriedade privada dos meios de produção havia sido expropriada.
As revoltas populares da Tunísia e do Egito não alcançaram a força de processos revolucionários proletários. E em Djibuti, Jordânia, Arábia Saudita, Omã, Bahrein, Iêmen, Iraque, a luta de classes ficou aquém dos dois primeiros países. Tal caracterização é fundamental para que nos levantes futuros ou na possibilidade da extensão imediata das lutas atuais possamos ajudar as massas a ir além, realizando as tarefas necessárias à sua luta emancipatória do imperialismo e das burguesias fundamentalistas e/ou monárquicas que as exploram. No caso da Líbia, pela ausência de um movimento de massas espontâneo contra o caudilho, o imperialismo, através de seus tentáculos dentro do próprio governo Gadafi e da burguesia líbia, tratou de fabricar um movimento completamente distinto dos que vemos em todos os outros países árabes neste momento.
A REAÇÃO “COM FORMA DEMOCRÁTICA”
Preferimos definir de reação “com forma democrática” e não de contrarrevolução “com forma democrática” aos processos de transição da ordem burguesa realizados nestes dias nos países árabes porque os acontecimentos políticos que os propiciaram foram revoltas populares e não revoluções ou processos revolucionários.
Se não resultar em maiores desdobramentos políticos e sociais, a chamada “primavera árabe” será a repetição atrofiada do que foram os processos de “redemocratização” na América Latina. Diga-se de passagem, nem de longe os processos transicionais latino americanos foram “revoluções democráticas” como caracterizara Nahuel Moreno, fundador da LIT, a corrente internacional que deu origem ao PSTU e à maioria das organizações que se dizem trotskistas em nosso continente.
A manipulação do legítimo descontentamento das massas exploradas sem consciência de seus interesses históricos, por uma fração das classes dominantes, contra um governo desgastado é um fenômeno “corriqueiro” na história da humanidade.
O desenvolvimento dos meios de comunicação de massa contribuiu bastante para isto. Já Marx, a propósito da propaganda de guerra burguesa contra a Comuna de Paris alertara:
“Até ao presente acreditou-se que a proliferação dos mitos cristãos, sob o Império Romano, só foram possíveis porque a imprensa ainda não tinha sido inventada. O que aconteceu foi o contrário: a imprensa diária e o telégrafo, que a todo instante espalham na Terra semelhantes invenções, fabricam mais mitos num só dia do que nunca se pôde fazer outrora durante um século, e o rebanho burguês acredita em tudo e propaga.”
(Karl Marx, citado por Pierre Frank na Introdução do livro “A Revolução Traída” de Leon Trotsky)
Em nossa época, em que ao impresso, ao rádio e a televisão se agrera a internet, cresceu enormemente o poder de persuasão das classes dominantes e em um só segundo são criados e exaustivamente repetidos os mitos que antes levavam um dia. O rebanho planetário sofre um bombardeio enganador muito maior e a esquerda pequeno burguesa, desgraçadamente, ajuda a propagar as mentiras.
No imperialismo, a “arte” de desviar e fabricar “revoluções” vive o seu apogeu, atingindo o mais alto grau de sofisticação. Não apenas porque se tornou mais fácil manipular amplas massas e realizar golpes de estado com fachada de “rebelião democrática” graças ao espetacular desenvolvimento dos meios de comunicação de massas, mas, sobretudo, pela reação ideológica reinante no mundo pós-URSS, pela falta de direções políticas revolucionárias do proletariado, pela rejeição por parte das direções tradicionais da vanguarda das massas e dos centristas que as seguem, da estratégia da tomada do poder pelo proletariado.
Na Polônia em 1981, o imperialismo identificou a possibilidade de tirar vantagem de um levante de massas contra a aplicação de seus próprios planos de ajuste antioperários. A burocracia stalinista de Yarujelsky que havia tomado empréstimos do FMI e aplicava dentro do Estado operário burocratizado a receita do Fundo Monetário para poder pagar o que o Estado “devia”, foi surpreendida com o levante proletário do Sindicato Nacional Solidariedade. De lá para cá, o “know how” do imperialismo em surfar na crista de uma onda de levantes populares só se sofisticou.
COMBATER A REAÇÃO IMPERIALISTA COM A CONSTRUÇÃO DE UM VERDADEIRO PARTIDO TROTSKISTA OPERÁRIO MUNDIAL
Nestas três décadas já vimos de tudo, onde agentes do imperialismo impulsionam manifestações “de massa” que têm em comum uma estranha simpatia com o ocidente e com os EUA. Processos de massa de restauração do capitalismo no Leste Europeu, a contrarrevolução na URSS dirigida por Yeltsin. Anos depois vieram as revoluções “laranjas” para tirar da influência da nova burguesia russa as ex-repúblicas da antiga URSS. Vimos até manifestações “populares”, incrementadas com a presença do Partido Comunista Iraquiano, saudando a invasão de Bagdá pelo Exército de Bush. Houve também o golpe de Estado “popular” armado pelo imperialismo que destituiu Aristide no Haiti e deu início à ocupação militar no país capitaneada por governos cipaios como o do Brasil de Lula. Esta ocupação se incrementou com a re-invasão do Haiti pelas tropas ianques em nome de prestar “socorro humanitário” aos haitianos após o terremoto de 2010.
Um dos casos recentes mais parecidos com a atual “rebelião líbia” foi o da Bolívia, onde a oposição burguesa pró-imperialista das províncias mais ricas do país na região da chamada meia-lua levantaram-se contra o governo Evo Morales a partir de um “democrático referendum” pela separação de Santa Cruz. A diferença é que na Bolívia, a oposição burguesa não conseguiu deslocar frações substantivas do Exército a seu favor. Recentemente, no Equador, uma greve policial nacional por pouco não se converteu em um golpe militar bem sucedido. No Tibet a “revolução” budista orientada pelo arqui-reacionário Dalai Lama se insurgiu contra o governo da burocracia chinesa. Em Cuba ganharam força os protestos por direitos humanos, greves de fome de agentes da CIA e até foi criada uma cópia restauracionista das madres da praça de maio argentinas, as “mães de branco”. Nos próximos dias vamos poder presenciar mais uma vez a requentada “revolução verde” no Irã e talvez algo parecido na cada vez menos esquálida e mais robusta oposição burguesa golpista venezuelana.
A NOVA DIVISÃO DO SUDÃO
Está em marcha por todas as formas uma clara recolonização imperialista da África. Os EUA estão correndo atrás do espaço perdido para a UE e a China no continente. Inclusive, esse é um dos temas principais das conversas entre Obama e Dilma nos próximos dias, como vem revelando a imprensa burguesa. O imperialismo acaba de dividir o maior país do continente por meio de um escandalosamente fraudulento plebiscito, sob o silêncio completo da quase totalidade dos que hoje se perfilam em favor da “resistência” libanesa.
Em janeiro de 2011, o “Sudão do Sul” realizou um “referendo” convocado há seis anos pelo imperialismo, nos “acordos de paz” chancelados pela ONU entre o governo títere local e os rebeldes separatistas pró-imperialistas, para concretizar um antigo plano colonialista dos EUA, Inglaterra e Israel: a divisão do maior país africano em dois. O tal referendo aprovou por estranhos 99% dos votos em favor do “sim” à partilha imperialista, o que foi, obviamente, saudado pelos “observadores internacionais” como uma “vitória esmagadora” pela divisão do país. Escandalosamente, em algumas “seções eleitorais” houve um comparecimento de 100% às urnas (em algumas seções, o número de “votantes” excedeu em centenas o número de eleitores registrados!). O Egito e o Sudão eram um só país até 1956, quando o imperialismo inglês fabricou a “independência” deste último, fomentando como agora novamente o regionalismo baseado na propaganda de que o governo egípcio, e não a própria Inglaterra, era o principal inimigo explorador e opressor dos sudaneses e principal responsável pela agonia da população oprimida sob o tacão do colonialismo.
Apesar de haver diferenças entre os processos que se multiplicam do Marrocos ao Bahrein e, em muitos lugares as manifestações surgirem de revoltas populares aparentemente espontâneas, na “primavera árabe” se verifica nitidamente a costura de um acordo “por cima” entre o imperialismo e a alta cúpula do regime odiado, primeiramente com o comando das Forças Armadas, que em quase todas as semicolônias do globo, assim como o exército cipaio indiano, foi armado, adestrado e obedecia antes de tudo ao Império Britânico, são hoje subordinadas ao Pentágono.
O New York Times assevera que “a chave da mudança está com os militares... os militares egípcios, com seus interesses empresariais, para não falar da ajuda dos EUA, exigiram uma transição que preservasse o poder, mas permitisse a Washington proclamar uma reforma gradual e substancial” (28/02/2011) e, referindo-se aos EUA e ao Egito, para que a cúpula do exército deste último país seguisse as orientações da Casa Branca na condução da reação “democrática”, cita a importância das “profundas relações entre os militares dos dois países” (idem). Descrevendo falsamente a relação de subordinação hierárquica como se fosse um compadrio, o diário da capital do império continua: “os 30 anos de investimentos valeram a pena na hora em que generais, cabos e oficiais de inteligência discretamente ligaram ou mandaram e-mails para amigos com os quais haviam treinado.” (NYT, 28/02/2011). Referindo-se a um caso de “cooperação” semelhante ao do Egito, poderia referir-se aos processos de transição lenta e gradual orquestrados na América Latina, mas cita a Indonésia: “O general Suharto governou por 31 anos, mas perdeu forças e caiu após duas semanas e meia de distúrbios em 1998. Os militares indonésios levaram pouco mais de um ano para realizar eleições” (idem). A 30 de Setembro de 1965, Suharto orquestrou um golpe, apoiado pela CIA, que foi acompanhado pelo massacre de comunistas e democratas indonésios e que resultou num genocídio que fez entre 500 mil e dois milhões de vítimas.
Além dos militares, no comando civil das frentes insurgentes estão, como no caso líbio, os magistrados e o poder Judiciário, que costumam ser a ala mais reacionária de todo o regime burguês, vide o comportamento destas castas no Brasil e, ironicamente, como outra expressão farsesca da própria era imperialista e suas “rebeliões democráticas”, os setores monarquistas da classe dominante. Para estabelecer a fachada para uma nova ordem de dominação imperial, as agências imperialistas realizam, 40 anos depois do golpe militar com apoio popular de Gadafi contra a monarquia, reinventando as tradições monárquicas, e dando um significado “libertador” aos símbolos, bandeiras e brasões da odiada monarquia pró-imperialista e pró-sionista, para consumo da opinião pública mundial.
O conjunto da esquerda pequeno-burguesa e revisionista do trotskismo reproduz à sua maneira a opinião pública fabricada pela grande mídia imperialista. Chamam de “revolução” as revoltas populares e tratam de adular e fazer demagogia com estes processos que invariavelmente têm sido conduzidos à instauração de regimes mais estáveis e rentáveis à dominação imperialista, ou seja, “revoluções” que ao final fortalecem a reação. Nos países árabes e em todo o mundo semi-colonial, os problemas democráticos estão indissoluvelmente ligados à libertação do tacão de ferro imperialista. Não por acaso, a fraseologia antiamericana, pan-arabista, antissionista dos aiatolás, de Saddan, do Hezbollah, do Hammas, do Taliban, da Al Qaeda e de Gadafi historicamente seduziu as massas. Pelo mesmo motivo, boa parte dos esforços do imperialismo, e particularmente da atual administração pós-Bush, visa exatamente desarmar os sentimentos antiimperialistas. Não por acaso, a nova ofensiva se traveste de “primavera árabe”, “popular” e “democrática”. Também não por acaso, o imperialismo evita e retarda fazer por vias militares o que puder conquistar por meios “pacíficos” ou “revolucionários”, tentando desenvolver ao máximo o trabalho de seus agentes nativos. A pergunta de Lenin simples e direta continua sendo a melhor “dica” para disipar as dúvidas: “que classe faz a revolução? Contra quem se fez a revolução?”
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
NASCE A LIGA COMUNISTA
Contra o ceticismo, construir o partido trotskista revolucionário da classe operária!
"Nenhuma situação, por cinzenta e pacífica que seja, como tampouco nenhum período de decaimento do espírito revolucionário exclui a obrigatoriedade de trabalhar pela criação de uma organização de combate, nem de levar a cabo a agitação política; mais ainda, é precisamente em tais circunstâncias e tais períodos que é especialmente necessário o trabalho indicado porque em momentos de explosão e estouros é tarde para criar uma organização. A organização tem que estar pronta para desenvolver sua atividade imediatamente."
Lenin, Por onde começar, 1900
Apresentamos aos trabalhadores, a juventude e a vanguarda do movimento operário os motivos de nossa ruptura com a Liga Bolchevique Internacionalista.
Como em nenhuma época histórica anterior, a carência de uma direção revolucionária do proletariado cobra hoje seu preço. Faz um século que o capitalismo entrou em sua decadência senil. Embora goze do maior grau já atingido pela humanidade em sua evolução tecnológica, arrasta a civilização para a barbárie, degradando o ser humano e todo o resto da natureza. Concomitantemente, as correntes que se reivindicam marxistas estão reduzidas a pequenos agrupamentos de propaganda sem absolutamente nenhuma influência real sobre as massas proletárias, as únicas que podem liquidar a agonia capitalista.
Marx e Engels tinham o direito legítimo de constituir uma liga de propaganda na aurora do socialismo científico. Todavia encontrar-se nesta condição 150 anos depois da elaboração do Manifesto do Partido Comunista não é mais um direito, mas uma deformidade retardatária que contribuiu decididamente com o agravamento das condições de vida da classe trabalhadora sob a decadência do capitalismo. A inexistência de uma direção revolucionária para a luta das massas se relaciona com a barbárie imperialista de forma dialética, como causa e efeito. Como Trotsky prognosticara, as condições objetivas para a revolução proletária apodrecem e a humanidade caminha para uma catástrofe.
Também não é válido justificar a impotência atual usando como parâmetro a debilidade das primeiras organizações trotskistas na década da fundação da IV Internacional. Trotsky e seus camaradas estavam submetidos a uma caçada de extermínio físico por parte da GPU (futura KGB), aos Processos de Moscou, no auge da degeneração burocrática e policialesca do primeiro Estado operário e da III Internacional. Simultaneamente, graças ao stalinismo, a revolução chinesa foi afogada em sangue, os processos revolucionários na França e Espa-nha foram abortados pelas frentes populares e ditaduras nazi-fascistas passaram a controlar importantes Estados capitalistas. Além de criar a reação fascista, como contraponto à URSS, o imperialismo tratou de resolver a crise de superprodução de 1929 através da II Guerra mundial.
Sob terríveis perseguições, a vanguarda revolucionária do proletariado, o núcleo fundador da IV Internacional, foi, segundo a expressão do próprio Trotsky, “exilado de sua própria classe”. A repressão física fatal que liquidou todo o comitê central bolchevique, os melhores elementos da geração que realizou a revolução de 1917, também assassinou os melhores quadros da IV Internacional. Nem de longe esta eliminação física e objetiva pode ser comparada ao isolamento ideológico de hoje. São duas circunstâncias desfavoráveis que exigem táticas de sobrevivência distintas.
A atrofia política da LBI só pode ser compreendida no marco das consecutivas derrotas da classe operária nos últimos 20 anos. É preciso destacar: compreendida, mas não justificada. A LBI nasceu depois de todas as ondas do movimento de massas brasileiro (greves metalúrgicas contra a ditadura que desembocaram na fundação do PT e da CUT, movimento nacional pelas “Diretas- Já!”, polarização eleitoral de 1989, Fora Collor) e sob a ofensiva anticomunista gestada pela principal derrota do proletariado mundial, a contrarevolução que restaurou o capitalismo na URSS e no Leste Europeu (1989- 1991). Para piorar, se a desmoralização da era pós-URSS se abateu sobre a esquerda mundial na década de 1990, no Brasil, este quadro se agravou, particularmente, pela consolidação do mais aprimorado mecanismo de cooptação da vanguarda operária existente no planeta, com a ascensão da frente popular ao governo federal em 2002.
A jovem corrente nasceu órfã e solitária por suas posições programáticas principistas, defendendo retrospectivamente um Estado operário, a URSS, que já não existia mais e combatendo a frente popular que tornou-se o principal instrumento da dominação burguesa no Brasil e do imperialismo no continente. Neste quadro se impôs de maneira crescente um sentimento de impotência e conformação diante de situações cada vez mais desfavoráveis para a luta dos trabalhadores. No último período, ciente da nova ofensiva reacionária gerada pela crise econômica, a LBI cristalizou um curso político de reduzir suas atividades de combate ao revisionismo no âmbito literal-virtual, dentro do pequeno mundo da fração de esquerda da frente popular que orbita em torno do PSOL e PSTU.
A QUE HERANÇA RENUNCIAMOS?
Este pequeno universo da oposição pequeno-burguesa tornou-se mais esquálido nas eleições de 2010, sendo esmagado pela pressão da frente popular e da oposição burguesa, reciclada em torno da simbiose petista-tucana que foi a candidatura Marina. Elegendo como centro de sua intervenção a ala esquerda desta oposição pequeno-burguesa, a LBI limita-se a realizar uma admoestação completamente inócua sobre o pseudotrotskismo que gravita neste meio político.
Diante da reação crescente, os revisionistas em geral vendem as derrotas da classe como se fossem vitórias. Assim, a contrarevolução na URSS foi vendida como algum tipo de “revolução política”; o crash financeiro mundial que justificou o agravamento do saque aos salários e aos direitos históricos dos trabalhadores, foi anunciado como o prenúncio de uma implosão do capitalismo.
O objetivo destas delirantes falsificações da realidade é dissimular a desmoralização e a própria impotência diante da reação e euforizar a militância. Não comungando destes métodos, mas padecendo de mesma impotência, a LBI cai na prostração, quando é obrigada a constatar que sua intervenção sobre o revisionismo não surte qualquer efeito político e menos ainda organizativo.
Enquanto os pseudotrotskistas desesperados para sair da marginalidade adaptam-se às direções oportunistas e às pressões da reação ideológica, adotando cada vez mais um caráter vergonhosamente colaboracionista de aconselhadores de esquerda da frente popular, a LBI contenta-se em fazer parte desta cadeia sendo a extrema esquerda dedicada a fazer admoestação crítica aos que aconselham a frente popular.
Os fundadores da IV Internacional foram executados pelo stalinismo e seus seguidores declinaram da tarefa de reconstruí-la, abandonando os princípios mais elementares das teses da revolução permanente e do programa de transição para seguir a reboque, primeiro, do próprio stalinismo, depois da social-democracia e do nacionalismo burguês. Do mesmo modo e mais cedo ainda desertaram do combate pela consciência da classe operária, onde se localiza a reserva social e política para romper com o isolamento político e a “solidão revolucionária”.
Também desprezando o trabalho paciente por formar quadros operários por fora do círculo hiperdeformado da pequena-burguesia e da aristocracia operária brasileiras, a LBI impôs a si um beco sem saída. Vítima passiva de conjunturas cada vez mais desfavoráveis à luta da classes, a LBI chegou a meados de 2010 prostrada diante da reação ideológica anticomunista pós-URSS e em especial da pressão da frente popular no Brasil.
Mesmo que se possa objetar que frente à militância virtual que caracteriza centenas de agrupamentos de esquerda do século XXI a LBI seja uma das mais ativas cor-rentes, a auto-exclusão do movimento operário, o traba-lho exclusivamente microvanguardista em uma militância sindical escolada no anticomunismo e antibolchevismo petistas, nunca construirá uma organização revolucionária do proletariado. Está mais do que provado que prognósticos corretos, acertos políticos e iniciativas dirigidas a este tipo de gente tão profundamente desmoralizada, por mais justos que sejam, por si só não elevam a classe trabalhadora à altura de suas tarefas históricas. Na melhor das hipóteses, podem gerar, na expressão de Trotsky, “um clube de discussão de alto nível” (A composição social do partido, Escritos, 10/10/1937), completamente à margem da luta para elevar a classe trabalhadora ao nível da luta por seus interesses históricos, de libertação da idiotia e da bestialidade a que está submetida para dar à história um curso diferente da barbárie imperialista.
Renunciamos à herança dos que desprezam o trabalho de elevar o proletariado à consciência bolchevique, comum à totalidade do revisionismo, e que a LBI não foi capaz de superar, nem o quis. Todas as organizações de esquerda no Brasil abandonaram o trabalho de formação de quadros operários pelo menos desde a década de 1980. As mais novas, já educadas pela escola petista, de relações completamente deformadas com a classe (trade-unismo, cretinismo parlamentar, populismo, assistencialismo), reproduzem desvios do lulismo como o PSOL e o PSTU.
Quando falamos de educação da classe não nos referimos a escolinhas de socialismo para estudantes e trabalhadores, realizadas completamente à margem da luta política de partidos. Nem temos a ilusão de que os trabalhadores encontrarão o socialismo a partir do acúmulo de experiências sindicalistas, movimentistas ou “de lutas”. É necessário o recrutamento das massas nas lutas, nos locais de trabalho e estudo para a compreensão estratégica da organização política, instruí-las na ideologia comunista rumo à construção de um partido de vanguarda. Em nível imediato e direto ajudá-las a combater ao principal câncer do movimento de massas brasileiro, o lulismo e seus satélites que sabotam a luta de classes do caminho da revolução social.
VOLTAR AO MOVIMENTO OPERÁRIO PARA PREPARAR A NOVA GERAÇÃO DE QUADROS REVOLUCIONÁRIOS QUE SUPERARÃO A DEFORMAÇÃO DA ERA LULISTA!
Para nadar contra a corrente, enfrentar o oportunismo encastelado no Estado, seus satélites centristas adaptados ao regime em meio ao refluxo das lutas espontâneas, durante uma situação cinzenta, pacífica e de decaimento do espírito revolucionário, nosso trabalho precisa ser sobretudo paciente e abnegado. Temos claro que não há outro modo de superar o período lulista da história do movimento operário brasileiro sem que uma nova geração de quadros operários sejam preparados sob um programa trotskista. O que indica, portanto, que devemos começar a tarefa voltando ao movimento operário. Não há atalho.
O novo curso requer desenvolver a agitação política revolucionária sobre as massas, atividade que as pequenas organizações abandonaram ou a fazem de modo extremamente atrofiado e os centristas e grandes partidos oportunistas a fazem de modo deformado. Isto não implica em qualquer desprezo pela luta teórica ou ideológica em defesa dos princípios. Sem esta propaganda não haverá formação genuinamente marxista e menos ainda movimento revolucionário.
A história não acabou, toda a vida política é uma luta sem fim composta de um número infinito de elos. É hora de furar o cerco oportunista restabelecendo estreitos vínculos com a classe que, por seu papel na produção, é a mais progressista da sociedade atual. Sem qualquer pretensão de inventar uma fórmula nova de organização política, reivindicamos a luta pela construção de um partido de revolucionários profissionais, centralizado, conspirativo, composto pela vanguarda consciente do proletariado do século XXI.
Apropriando-se dos melhores recursos logísticos de hoje para levar adiante a tarefa, é preciso retomar os bons e velhos métodos bolcheviques de agitação, propaganda e organização política que levou mais adiante a luta pelo socialismo, que foram capazes de levar os trabalhadores conscientemente à tomada do poder através da revolução social e à instauração de sua ditadura revolucionária.
DA PROSTRAÇÃO AO CETICISMO, VÁRIOS PASSOS ATRÁS
O reconhecimento da classe operária como protagonista histórica da revolução socialista consta nos pontos programáticos da LBI. É repetido em muitas conclusões de seus artigos. Mas converteu-se em letra morta na medida em que o próprio agrupamento convenceu-se após três ofensivas mundiais do imperialismo (restauração capitalista nos Estados Operários, guerra ao terror pós 11/9/2001 e crise econômica de 2008) de que não apenas a revolução não era mais uma tarefa para nossas vidas, mas que a luta pela própria construção do partido bolchevique da classe operária já não tinha mais vigência prática efetiva. Daí a conclusão catastrófica da maioria da direção na reunião do dia oito de setembro de 2010: “frente ao atual retrocesso ideológico na classe é impossível a um núcleo revolucionário inserir-se no proletariado”. Trata-se, nada mais, nada menos, do que da fórmula da prostração, como caracterizamos durante a própria reunião.
Esta concepção norteou outro passo atrás. Em meio a uma crise desagregadora com um militante da regional paulista no mês de julho de 2010, a maioria do CC, contra as posições de Humberto, decidiu por baixar as portas da regional São Paulo e reconcentrar a LBI em Fortaleza.
A decisão significava uma reversão autofágica da acertada orientação política deliberada na IV Conferência da LBI, tomada cinco anos antes, que orientou o deslocamento gradual da direção política da corrente de Fortaleza para São Paulo, justificado pelo fato de a capital paulista ser a principal cidade operária da América Latina e centro político nacional do Brasil.
E o pior é que tamanho recuo não seguia nem um plano estratégico, apenas cristalizava o curso de prostração da corrente.
A maioria da direção da LBI dava um passo atrás em uma orientação de estruturação que até então marcava uma das principais diferenças entre a ousadia da corrente e a prostração dos demais pequenos agrupamentos regionais. Com esta medida a LBI retrocedia do seu nacional-trotskismo para o que poderíamos chamar de forma muito otimista de municipal-trotskismo. Ao completar 15 anos de existência, 200 edições do Jornal Luta Operária e ter se tornado uma referencia política principista na vanguarda de esquerda nacional e internacional, a LBI retrocedia em direção a converter-se em um organismo monocelular. A renúncia à luta pela consciência da classe conduz, invariavelmente, à revisão do ABC do trotskismo. O próximo passo é responsabilizar o proletariado e não sua covarde direção política pela situação sem saída em que se encontra a humanidade.
Em nenhum país, sob nenhuma circunstância, o proletariado por si só foi capaz de compreender sua tarefa histórica. Somos obrigados a lembrar que a alienação ou a falta de consciência política do proletariado não são fenômenos novos para o marxismo. Muito pelo contrário, aprendemos que as ideias dominantes entre os trabalhadores, são as ideias das classes dominantes, que os operários não desenvolvem sozinhos a consciência socialista, que esta só pode ser introduzida de fora da classe pelos intelectuais materialistas dialéticos como foram Marx, Engels, Lenin e Trotsky.
Mas, se a vanguarda marxista, oriunda da pequena burguesia, acomodou-se e só faz política entre si, recorrendo à classe operária apenas para lhe pedir apoio em eleições sindicais ou burguesas, como pode o trotskismo penetrar na classe? Esperar que o proletariado, sob o impacto das derrotas históricas e da educação ministrada pelo cretinismo parlamentar, trade-unismo, onguismo, ... não retroceda por décadas em sua compreensão política, é idealizar um proletariado que não existe nem nunca existiu.
As massas repletas de contradições internas só terão sua consciência modificada em favor da revolução se os marxistas o fizerem. Pensar de outro modo é apostar no espontaneísmo que nada tem a ver com o leninismo. Lavar as mãos para esta tarefa, considerando-a “impossível” consolida o pernicioso divórcio da teoria política com a classe, conduz à ruptura programática com o trotskismo e, seguramente, ao ceticismo.
EM DEFESA DA LUTA PELA CONSCIÊNCIA DOS TRABALHADORES
A derrota do proletariado da Europa em geral e grego, em particular, obrigado a pagar de maneira exemplar o custo da farra dos especuladores europeus e ianques depois de várias greves gerais, comprova de maneira cabal que para qualquer futuro triunfo proletário é imprescindível que as massas sejam conduzidas por uma direção revolucionária. Mesmo que entre o cinzento momento atual e a próxima “explosão”, para usar a expressão de Lenin na frase que abre este documento, dure décadas, acreditamos que o fundamento de nossa existência deva ser criar a organização de combate e fazer a agitação política que salve o porvir.
A maioria da direção da LBI também argumenta que tais concepções de nossa parte não justificam a ruptura, uma vez que mesmo que as críticas da minoria estejam certas, a LBI “não atravessou o Rubicão”, “não rompeu programaticamente com a fronteira de classe”. A realidade não é bem assim. Nem a cisão entre bolcheviques e mencheviques nem a ruptura entre defensistas e derrotistas dentro da IV Internacional, importantes divisões do marxismo pareceram essenciais ao primeiro momento. No entanto, depois de 15 anos sem tomar para si a tarefa de construir-se dentro do proletariado, de mais de 10 anos de isolamento nacional no plano organizativo, encontrando-se hoje com seu pequeno trabalho sindical agonizando, a crise da direção cobrou seu preço também para a LBI, levando-a a prostração ceticista.
O próprio Trotsky que no início do século XX não achou justa a ruptura entre bolcheviques e mencheviques russos, avalia, duas semanas antes de seu assassinato, a cisão, desta vez, no interior do SWP estadunidense: “Se tomarmos as diferenças políticas tais como são, podemos dizer que não eram suficientes para uma cisão, mas se elas desenvolveram uma tendência para se desviar do proletariado, indo em direção aos círculos pequeno- -burgueses, então essas mesmas diferenças podem ter um valor absolutamente diferente; um peso diferente; se estão ligadas com um grupo social diferente. Este é um ponto importante. (...) Isto é muito característico do intelectual desmoralizado. Vê a guerra, a terrível época que temos pela frente, com perdas, com sacrifícios, e tem medo. Começa a propagar o ceticismo e acredita que é possível unificar o ceticismo com a devoção revolucionária. Só podemos desenvolver uma devoção revolucionária se estamos certos de que é racional e possível, e não podemos ter tal certeza sem uma teoria operante. Aquele que propaga o ceticismo teórico é um traidor. (Sobre o Partido “Operário”, Leon Trotsky, 7/8/1940).
Retrocedendo em direção ao ceticismo prático a LBI estagnou com o passar dos anos. Restringiu-se a impulsionar um recrutamento ocasional, relativamente anárquico e empírico de sua cada vez mais limitada área de influência sindical dispersa pela inexistência sequer de plenárias da Tendência Revolucionária Sindical (TRS) em Fortaleza. Contentou-se em marcar presença testemunhal-crítica ao calendário sindical do bloco de aconselhamento pela esquerda ao lulismo conduzido pelo PSTU. Vale destacar que a crise partidária de julho se agravou após uma importante participação sindical da corrente no Conclat de Santos.
Realizamos brilhantes denúncias do caráter burocratizado, impotente e liquidacionista, oposto a armar a classe contra a frente popular, da direção da Conlutas. Todavia, a falta de uma nucleação permanente e estrutural, de formação de quadros revolucionários agravou profundamente o isolamento político que o cerco da frente popular e seus satélites impuseram à LBI. Nossa estéril intervenção na vanguarda de esquerda do movimento operário é dirigida a ativistas viciados que há muito vivem do aparato sindical a trair a própria categoria.
A modo de conclusão, por uma década e meia reivindicamos às raposas que não comam as galinhas, recusando-se ao trabalho de ensinar às galinhas as habilidades das águias.
A LBI é vista como um agrupamento que até pode fazer críticas e prognósticos acertados, mas que não se dispõe a lutar de forma consequente pela consciência do proletariado contra o entorpecimento frente-populista a que o conduzem os oportunistas que critica.
Romper com uma orientação que renuncia à disputa pela consciência do proletariado contra o oportunismo e o revisionismo é uma obrigação daqueles que têm como estratégia de vida a militância revolucionária trotskista.
As concepções do trotskismo e do ceticismo são inconciliáveis. Recordamos uma vez mais o velho bolchevique diante dos céticos que sob pressões hostis da reação anticomunista germinaram dentro das fileiras da IV Internacional: “Formar-se-á uma verdadeira direção revolucionária, que seja capaz de dirigir o proletariado rumo à conquista do poder? A Quarta Internacional responde esta questão afirmativamente, não só através do texto de seu programa, mas também através do fato mesmo de sua existência. Todas as distintas variedades de representantes desiludidos e atemorizados do pseudo-marxismo, atuam, pelo contrário, baseados na suposição de que a bancarrota da direção “reflete” somente a incapacidade do proletariado para levar a cabo sua missão revolucionária. Nem todos nossos opositores expressam claramente este pensamento, mas todos eles – ultraesquerdistas, centristas, anarquistas, para não mencionar os stalinistas e os socialdemocratas – descarregam sua responsabilidade pelas derrotas nas costas do proletariado. Nenhum deles assinala sob que condições precisas o proletariado será capaz de levar a cabo a virada socialista.
Se admitirmos que é verdade que a causa das derrotas residem nas qualidades sociais do próprio proletariado, então a situação da sociedade moderna deverá ser considerada como desesperadora. Sob as condições do capitalismo decadente, o proletariado não cresce nem numericamente e nem culturalmente. Portanto, não existem motivos para esperar que em algum momento se coloque à altura das tarefas revolucionárias.
A questão se apresenta de forma completamente diferente para aquele que tem claro o profundo antagonismo que existe entre a exigência orgânica, profunda e insuperável das massas trabalhadoras para se libertarem do sangrento caos capitalista, e o cadáver conservador, patriótico e completamente burguês da direção do movimento operário, que sobrevive por si mesma. Devemos escolher entre uma destas duas concepções irreconciliáveis.” (O proletariado e sua direção, A URSS na Guerra, Leon Trotsky, 25/09/1939).
De fato, nem todos os céticos expressam clara e formalmente sua crença de que o proletariado tornou-se incapaz de seguir uma estratégia revolucionária. No caso da LBI, após a nossa ruptura, a corrente vem tentando dissimular sua prostração com condenas literais à prostração, uma elevada dose de ufanismo, um ritmo de redação de textos frenético, acima do habitual e até com a reconstituição urgente da recém liquidada regional de São Paulo. Temos razões de sobra para acreditar que estes gestos te-nham fôlego curto, visando apenas camuflar a nível bastante imediato a prostração cristalizada ao longo dos anos.
POR UMA VANGUARDA PROLETÁRIA DA IV INTERNACIONAL
Tomamos a iniciativa de romper com a LBI, cientes das pressões voluntaristas, basistas e obreiristas que ameaçam nosso novo curso. Não deixaremos de cometer erros nesta nova empreitada. A princípio nosso programa será inevitavelmente incompleto e confuso. Recorreremos ao estudo da cara experiência dos comunistas do passado para tratar de dissipar tais confusões. Sobretudo, trataremos, juntamente com os setores da classe que conosco militarem, de aprender com os erros. Não há outro modo de ter acesso direto aos trabalhadores e ganhar sua confiança mediante táticas corretas sem uma experiência desenvolvida em comum. Só é possível ganhar o proletariado para uma organização revolucionária estreitando os vínculos com suas camadas mais conscientes ainda não deformadas pelos numerosos tentáculos do imenso aparato governista da frente popular, incluindo as Intersindicais e a Conlutas.
Isto significa abandonar a luta nos fóruns destas entidades? De modo algum. Significa que, além disto, é preciso construir oposições de base, comunistas, revolucionárias dentro de cada sindicato contra as direções das centrais burocráticas controladas abertamente pelos governistas ou por seus satélites.
Contamos com a enorme vantagem de ter a favor do sucesso da tarefa a extrema carência que sofre o proletariado de uma organização política disposta a criar em seu meio uma militância de quadros bolcheviques armados de um programa trotskista. A tarefa do momento é construir uma oposição operária e revolucionária ao governo Lula e ao governo burguês que o substituirá.
Ao cair nas mãos daqueles canalhas que sempre foram acertadamente o alvo das denúncias da LBI este documento corre o risco de provocar alguma perversa satisfação moral. Aconselhamos a estes senhores que desfrutem deste primeiro e curto instante ao máximo. De agora em diante, não poderão mais se aproveitar do fato de que a organização trotskista que os condena estará isolada dos destacamentos de vanguarda da classe operária que sobre vós marcharão na luta contra a colaboração de classes e pela tomada do poder pelos trabalhadores rumo à edificação de um futuro socialista para a humanidade.
Humberto Rodrigues
fundador e ex-membro do Comitê Central da LBI, integrante do conselho editorial do Jornal Luta Operária e da Revista Marxismo Revolucionário;
Nádia Silva
ex-militante da LBI e da TRS;
Luiza Freitas
ex-militante da LBI e da TRS;
Pilar Oliveira
ex-militante da LBI e da TRS
Outubro de 2010
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