Terrorismo policial de Estado
contra a população
trabalhadora negra
Mais uma chacina de negros, trabalhadores e filhos de
trabalhadores. 5 jovens negros que comemoravam o primeiro salário que um deles
havia recebido foram metralhados covardemente, sem chance sequer de se
identificarem, pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. Não importava quem eram,
eram negros e pobres. Isso bastava para que fossem condenados ao fuzilamento
sumário. Em seguida, a polícia não deixou que as pessoas que se encontravam no
local prestassem socorro, e fabricaram, como de hábito, os famosos “autos de
resistência” para justificar seus crimes. “‘Eles alteraram a cena do crime,
pegaram a chave do carro da mão do motorista morto, colocaram lá dentro uma
pistola para dizer que aqueles jovens eram bandidos’, disse um morador”. Em
seguida, também como de costume, diante da indignação nacional, principalmente
da população trabalhadora, o Estado capitalista mandante responsabiliza os
executores pelo crime.
Poucos dias antes, ganhou publicidade o massacre de 11
negros pobres por outro grupo de extermínio policial na capital do Ceará. Mas,
a maioria dos casos cotidianos, que ceifa anualmente vida de milhares de
jovens, não ganha qualquer popularidade e, pelo contrário, “torna-se natural”, e
é “justificado” pela mídia e pela classe média reacionária como uma reação
contra a “violência urbana”, e o genocídio se amplia com a redução da
maioridade penal, como uma instituição tácita da pena de morte sobretudo para
esse setor da população explorada e oprimida. As vítimas são as mesmas “de
sempre”. Os assassinos, também: a polícia, o Estado terrorista capitalista. A juventude rebela-se como pode, rolezinhos, ocupações de escola, protestos de rua, ... e aprende durante o combate. O
aparato repressivo policial não pode ser reformado,
"desmilitarizado", precisa ser extinto para que exista paz nos
bairros proletários, para que exista futuro para a juventude negra e
trabalhadora.
Abaixo reproduzimos um artigo do camarada Edimilson Rosário, publicado
no Folha do Trabalhador 25, acerca do genocídio negro.