TRADUTOR

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

16/12/2015

Por uma paralisação nacional contra o Golpe do impeachment, com ocupação dos locais de trabalho, estudo
e moradia na cidade e no campo


FRENTE COMUNISTA DOS TRABALHADORES

No Congresso, a oposição de direita golpista chega cada vez mais perto de obter os 2/3 necessários (2/3) para aprovar o impeachment de Dilma.



No dia 4 de dezembro, o jornal O Globo, insuspeito de apoiar o governo Dilma, fez uma contabilidade com 17 líderes partidários da Câmara dos Deputados e chegou a seguinte conclusão: “Dilma teria hoje o respaldo de pelo menos 258 dos 513 deputados, 87 votos a mais do que os 171 necessários para se manter no poder.” (O Globo, Dilma teria hoje margem confortável contra impeachment, dizem líderes, 04/12/2015).

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

GENOCÍDIO NEGRO

Terrorismo policial de Estado
contra a população trabalhadora negra

Mais uma chacina de negros, trabalhadores e filhos de trabalhadores. 5 jovens negros que comemoravam o primeiro salário que um deles havia recebido foram metralhados covardemente, sem chance sequer de se identificarem, pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. Não importava quem eram, eram negros e pobres. Isso bastava para que fossem condenados ao fuzilamento sumário. Em seguida, a polícia não deixou que as pessoas que se encontravam no local prestassem socorro, e fabricaram, como de hábito, os famosos “autos de resistência” para justificar seus crimes. “‘Eles alteraram a cena do crime, pegaram a chave do carro da mão do motorista morto, colocaram lá dentro uma pistola para dizer que aqueles jovens eram bandidos’, disse um morador”. Em seguida, também como de costume, diante da indignação nacional, principalmente da população trabalhadora, o Estado capitalista mandante responsabiliza os executores pelo crime.

Poucos dias antes, ganhou publicidade o massacre de 11 negros pobres por outro grupo de extermínio policial na capital do Ceará. Mas, a maioria dos casos cotidianos, que ceifa anualmente vida de milhares de jovens, não ganha qualquer popularidade e, pelo contrário, “torna-se natural”, e é “justificado” pela mídia e pela classe média reacionária como uma reação contra a “violência urbana”, e o genocídio se amplia com a redução da maioridade penal, como uma instituição tácita da pena de morte sobretudo para esse setor da população explorada e oprimida. As vítimas são as mesmas “de sempre”. Os assassinos, também: a polícia, o Estado terrorista capitalista. A juventude rebela-se como pode, rolezinhos, ocupações de escola, protestos de rua, ... e aprende durante o combate. O aparato repressivo policial não pode ser reformado, "desmilitarizado", precisa ser extinto para que exista paz nos bairros proletários, para que exista futuro para a juventude negra e trabalhadora.

Abaixo reproduzimos um artigo do camarada Edimilson Rosário, publicado no Folha do Trabalhador 25, acerca do genocídio negro.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

TURQUIA - RÚSSIA - SÍRIA

A derrubada do avião de caça russo
Su-24 e suas implicações políticas


Gerry Downing, Socialist Fight, 26-11-2015

Imagem superior, Ministério da Defesa da Turquia.
Imagem debaixo Ministério da Defesa da Rússia
A Rússia nega veementemente qualquer violação do espaço aéreo turco e afirma que o piloto sobrevivente testemunhou que eles não atravessaram a fronteira turca. Mesmo se aceitarmos como válido o mapa de voo apresentado pela Turquia o caça russo teria levado no máximo 20 segundos para sobrevoar o país antes de ser abatido em uma região que seria cerca de cinco quilômetros dentro do território turco. Como, então, Ancara poderiam ter emitido dez vezes avisos em cinco minutos? [ O piloto russo sobrevivente conta que não houve nenhum alerta da Turquia ] E o mais estranho, como neste curto tempo um avião de guerra turco teria obtido a permissão de sua base para disparar os mísseis Sidewinder contra o caça russo muito antes dele ingressar sobre o território turco, se aceitarmos que ele violou o espaço aéreo turco. Isto nos leva a deduzir que ou a Turquia decidiu derrubar o avião russo cerca de 50 milhas antes dele ultrapassar suas fronteiras, a fim de derrubá-lo quando ele estivesse sobrevoando o seu território ou eles bombardearam o Su-24 depois que ele cruzou de volta para a Síria. Esta é uma simples análise dos dados fornecidos por si só não corroboradas Turquia. Além disso, a própria Turquia constantemente costuma violar os espaços aéreos iraquiano e sírio; eles têm feito isso centenas de vezes nos últimos meses com a aprovação tácita dos EUA.

FOLHA DO TRABALHADOR 25

Folha do Trabalhador 25

Sumário


EDITORIAL
Dilma, trai sua base e se apoia nas contradições e medos da direita


APRENDENDO COM OS MESTRES:
Lições do "18 Brumário" de Marx para a atual conjuntura no Brasil
MARCOS SILVA


ESPECIAL - Guerra Fria, Crise, Golpe e Resistência

Qual a relação entre a ofensiva da direita no Brasil e a nova disputa dos EUA contra Rússia e China?

Mobilizar pela anulação das medidas reacionárias aprovadas por Cunha ou Moralizar o impeachment?

Combater o Golpe de Estado significa capitular ao ajuste de Dilma-Levy? O que tira o sono dos golpistas?

Governistas são incapazes de lutar mesmo quando ameaçados seus interesses pessoais?

Dilema da direita: "sangrar Dilma" até 2018 ou golpear e assumir a gestão da crise?

Qual o papel tem desempenhado os falsos socialistas nesta conjuntura?

Se a política do PT é a de adaptação passiva à direita, de onde virá a verdadeira resistência popular ao Golpe?

terça-feira, 24 de novembro de 2015

ARGENTINA

Macri, o império contra-ataca
e o combate se aprofunda

Leon Carlos – TMB (Argentina) e H. Rodriges – FCT (Brasil)

A vitória eleitoral de Macri poderá marcar o início do fim do ciclo de governos de centro esquerda na América Latina.

Durante a era K, e sobretudo no governo de Cristina, a Argentina foi um dos países que mais aprofundou suas relações com a China. Se Menen estabeleceu “relações carnais” com os EUA, Cristina fez o mesmo com o bloco Eurásico rival do imperialismo. Todavia, o agrupamento "Partido Justicialista - Frente por la Vitória” do PJ de Cristina acreditava que poderia sobreviver a ofensiva imperialista que busca por todos os meios recuperar o espaço perdido para o bloco Eurásico, lançando Scioli, o candidato mais pró-imperialista da FPV, capitulando assim preventivamente e apresentando como sucessor um herdeiro político do próprio menemismo. Nada feito, o imperialismo e seus agentes de direita locais não se contentam com nada menos que a revisão geral das relações comerciais e políticas estabelecidas com os BRICS.

domingo, 22 de novembro de 2015

FOLHA DO TRABALHADOR 25 - EDITORIAL

Dilma, trai sua base e se apóia
nas contradições e medos da direita

“Nunca na história deste país” houve um governo tão desestabilizado em tão pouco tempo de mandato. Dilma só não foi derrubada ainda pelos desentendimentos táticos no interior da frente golpista, entre os dois principais partidos conspiradores, PMDB e PSDB, pelo temor dos golpistas de assumir a gestão de uma crise econômica que eles próprios turbinaram e, sobretudo, por temor a reação popular pós-golpe.

Dilma não caiu ainda graças as contradições internas e temores de seus adversários. Afinal, 99% das medidas neoliberais deste governo, tomadas sob a pressão da direita golpista e do imperialismo, torpedeiam a própria base de sustentação popular de Dilma.

O PSDB, principal partido da oposição burguesa, governante do Estado mais rico do país, está dividido em pelo menos três táticas distintas para o enfrentamento ao PT. Alckmin, governador de São Paulo, cujo mandato se encerra em 2017, é contra o impeachment, contando será ele o candidato favorito do partido em 2018. Aécio, sabe que suas chances de chegar a presidência só se abrem se tiver um terceiro turno, ou seja, novas eleições presidenciais antes de 2018, quando Alckmin exigir uma nova tentativa de derrotar o PT. Portanto, Aécio defende qualquer saída de interrupção do mandato de Dilma que convoque um novo pleito presidencial. O Senador José Serra, isolado dentro do ninho tucano, por sua vez, defende o parlamentarismo, acreditando que tal sistema de governo abriria a possibilidade dele ser o primeiro ministro. O senador Aloísio Nunes, em uma declaração em favor da tática de Alckmin, disse que o objetivo da política de desestabilização é “fazer sangrar” Dilma até 2018. Nenhuma das táticas tucanas admite entregar os frutos da conspiração de presente para o PMDB e para que existam novas eleições é preciso derrubar igualmente o vice-presidente na primeira metade do mandato de Dilma, até o final de 2016.

FOLHA DO TRABALHADOR 25 - EDITORIAL

Dilma, trai sua base e se apóia nas contradições e medos da direita

“Nunca na história deste país” houve um governo tão desestabilizado em tão pouco tempo de mandato. Dilma só não foi derrubada ainda pelos desentendimentos táticos no interior da frente golpista, entre os dois principais partidos conspiradores, PMDB e PSDB, pelo temor dos golpistas de assumir a gestão de uma crise econômica que eles próprios turbinaram e, sobretudo, por temor a uma reação popular pós-golpe.
Dilma não caiu ainda graças as contradições internas e temores de seus adversários. Afinal, 99% das medidas neoliberais deste governo, tomadas sob a pressão da direita golpista e do imperialismo, torpedeiam a própria base de sustentação popular de Dilma.
O PSDB, principal partido da oposição burguesa, governante do Estado mais rico do país, está dividido em pelo menos três táticas distintas para o enfrentamento ao PT. Alckmin, governador de São Paulo, cujo mandato se encerra em 2017, é contra o impeachment, contando será ele o candidato favorito do partido em 2018. Aécio, sabe que suas chances de chegar a presidência só se abrem se tiver um terceiro turno, ou seja, novas eleições presidenciais antes de 2018, quando Alckmin exigir uma nova tentativa de derrotar o PT. Portanto, Aécio defende qualquer saída de interrupção do mandato de Dilma que convoque um novo pleito presidencial. O Senador José Serra, isolado dentro do ninho tucano, por sua vez, defende o parlamentarismo, acreditando que tal sistema de governo abriria a possibilidade dele ser o primeiro ministro. O senador Aloísio Nunes, em uma declaração em favor da tática de Alckmin, disse que o objetivo da política de desestabilização é “fazer sangrar” Dilma até 2018. Nenhuma das táticas tucanas admite entregar os frutos da conspiração de presente para o PMDB e para que existam novas eleições é preciso derrubar igualmente o vice-presidente na primeira metade do mandato de Dilma, até o final de 2016.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

TURQUIA SEMI-FASCIMO E GUERRA CIVIL

Organizar a luta para demolir o truculento
regime apoiado no esquema de corrupção burguês!


Publicamos abaixo artigo dos camaradas do Dördüncü Blok (Bloco da IV Internacional), composto por jovens trabalhadores curdos e turcos. O DB é uma organização trotskista da Turquia, que relata com toda agudez o agravamento da situação política em seu pais, nação historicamente estratégica em todos os conflitos envolvendo o velho mundo (Europa, África, Ásia-OrienteMédio). Não poderia ser diferente na atual guerra fria, onde o governo de Erdoğan e seu partido, o AKP, realiza uma verdadeira guerra civil preventiva contra a população trabalhadora turca e, sobretudo seu setor mais precarizado, o povo oprimido curdo, para cumprir o papel que a OTAN lhe incube. O aparato estatal vem realizando atentados terroristas contra a própria população, com a ajuda do Estado Islâmico, a quem o governo diz combater. O aquecimento do conflito mundial também vem fazendo com que o governo Erdogan dê um giro qualitativo à direita adquirindo características semifascistas.

Logo, o enganoso "Processo de Solução" (para os capitalistas representados pelo governo Erdoğan-AKP) mostrou a que veio. Após as eleições de 7 de junho, começaram ataques contra o povo curdo, impondo um chauvinismo turco violento, de agressão brutal. Simultaneamente, tem sido construída novas delegacias de polícia em todo o país, impondo uma nova legislação e medidas de segurança para suprimir a maré crescente da oposição, “processo” que mobiliza não só a força policial e o exército, mas também se apoia nas forças paramilitares, que começaram a massacrar a onda de revolta do povo curdo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

ATAQUES EM PARIS

Tudo que a OTAN precisava para invadir a Síria
Defender os imigrantes da repressão imperialista!
Defender a Síria da OTAN!

Marcos Silva, Frente Comunista dos Trabalhadores

Os ataques terroristas do Estado Islâmico em Paris, capital da França, um país imperialista membro da OTAN, alarmaram todos os países ocidentais. Nas principais mídias ocidentais, CNN, BBC, e no Brasil a Globo, o que se viu foi um intenso alarmismo e uma campanha direcionando a população a exigir uma reposta mais dura dos países ocidentais e a incursão de mais uma "guerra ao terrorismo 2.0" supostamente contra o Estado Islâmico.

Desde atentados de 2001, os governos da França têm apoiado as intervenções dos EUA constantemente no Oriente Médio e no Norte da África, além de intervenções nas suas ex-colônias em toda África. Mais recentemente a França, desde 2011, sob os governos  de Sarkozi e depois François Hollande, apoiou com bombardeios aos mercenários que derrubaram Kadaffi na Líbia, e desde o princípio também apoiou  mercenários que lutam para derrubara Bashar Al Assad na Síria.

domingo, 8 de novembro de 2015

ELEIÇÕES ARGENTINAS

Eleições, ofensiva imperialista e as tarefas dos trabalhadores

Versión en Castellano - Tendencia Militante Bolchevique - Argentina, seção do Comitê de Ligação pela IV Internacional

O Kirchnerismo chegou à conclusão que seguir aprofundando suas relações com o núcleo composto por Rússia e China poderia colocá-lo em perigo frente as manobras do imperialismo, como ficou demonstrado na fabricação do caso Nisman [ 1 ], na própria campanha golpista pró Estados Unidos no Brasil, o golpe político eleitoral guatemalteco, etc.

SCIOLI: A PRÉ CAPITULAÇÃO DO KIRCHERISMO AO IMPERIALISMO

Dadas as manobras golpistas do imperialismo, a nível nacional e internacional, o kichnerismo capitulou por antecipação, ante a ofensiva imperialista, impulsionando a candidatura de Scioli. Na candidatura de Scioli, o "cristinismo" (de Cristina Krichner) elegeu um representante da ala conservadora do kichnerismo, interessado em reatar os laços com os Estados Unidos. Assim, a candidatura de Scioli pelo kichnerismo mostra um aprofundamento da sua linha pró-imperialista.

sábado, 31 de outubro de 2015

BALANÇO DA GREVE DOS TRABALHADORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

O que perdemos? Por que vencemos?
Raimundo Dias, trabalhador do INSS, membro da FCT e colaborador do Folha do Trabalhador

Seis anos após a greve de 2009 do INSS, quando a categoria saiu totalmente desmoralizada em virtude da derrota sofrida, os trabalhadores da Previdência Social se levantaram novamente em greve por reajuste salarial, condições dignas de trabalho e contra a política salarial do governo em relação às aposentadorias.

Esta greve foi diferente das demais em todos os aspectos: representou a ruptura com o quadro de letargia dos últimos anos, radicalizou-se pela base, inclusive com a adesão espontânea de gerentes, e aconteceu no momento em que o governo promove uma grande ofensiva contra os direitos trabalhistas e previdenciários do conjunto da classe trabalhadora.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

BALANÇO DA GREVE NACIONAL DOS BANCÁRIOS

Aliança patronal-pelega impede a
forte greve dos bancários de conquistar mais

V. ativista da frente sindical "Avante, bancários!"

A greve nacional dos bancários em 2015, que durou 21 dias, reúne vários elementos que apontam para uma avaliação de vitória no aspecto político, em comparação com a campanha salarial do ano passado. Já no plano econômico, foi o pior reajuste das últimas campanhas, pois o aumento real é de míseros 0,12%.

A derrota econômica e política da greve de 2014 animou o governo e os banqueiros a avançarem nos planos de privatização da Caixa Econômica Federal (abertura do capital da Caixa Seguridade), no assédio moral sistemático e cobrança de metas em todos os bancos (metas individuais na Caixa e no BB) e ainda desatou uma perseguição política contra a atuação sindical de ativistas, como Juliana Donato (BB), ativista da oposição bancária de São Paulo.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

MARXISMO E ANARQUISMO I

Em defesa da Revolução Proletária, desmascarando a mitologia makhnovista na revolução russa

Reproduzimos abaixo um documento do camarada turco Zuo Lecra, a qual consideramos a mais completa refutação marxista dos mitos anarquistas e liberais sobre Kronstadt e Makhno fabricados contra o bolchevismo

Com a Revolução Russa próxima de completar um século, correntes de diversos matizes políticos continuam a empreender uma verdadeira cruzada contra o bolchevismo e os principais líderes da Insurreição de Outubro - Lênin e Trotsky. Os anarquistas, em particular, não se cansam de repetir os velhos mitos já derrubados pela história. Como se sabe, durante o longo processo revolucionário na Rússia, o Partido Bolchevique foi a única fração que ofereceu de fato uma direção revolucionária aos trabalhadores e pôs um fim definitivo na questão da dualidade de poder; os anarquistas ou se esconderam em seu reduto periférico ou atuaram em união com os bolcheviques. Após a revolução, uma parcela dos que se proclamavam "anarquistas", alheios ao processo revolucionário de 1917, passou para o lado da reação contra-revolucionária com a intenção de derrubar o nascente Estado operário e o poder soviético. De todos eles, o movimento de Makhno na Ucrânia (1918-21) e a malfadada rebelião de Kronstadt (1921) são apresentados ainda hoje como alternativas "revolucionárias" ao bolchevismo. Ambos os episódios continuam gerando uma enorme polêmica e despertando até mesmo a curiosidade e simpatia dos setores mais reacionários da burguesia.[1] Não sem razão, Trotsky declarou em 1938 que a rebelião de Kronstadt parecia não ter ocorrido há dezessete anos, mas apenas ontem... O que diria hoje o velho dirigente bolchevique quando as inúmeras falsificações reproduzidas ao longo do tempo transformaram-se praticamente num mito?

MARXISMO E ANARQUISMO II

O golpe militar na fortaleza de Kronstadt 
Reproduzimos abaixo uma elaboração do camarada turco Zuo Lecra, a qual consideramos a mais completa refutação marxista dos mitos anarquistas e liberais sobre Kronstadt e Makhno fabricados contra o bolchevismo
A rebelião de Kronstadt é, sem dúvida, um dos episódios mais explorados pelos oportunistas de todos os matizes políticos para atacar Lênin e Trotsky e assemelhá-los à figura grotesca de Stálin. Os críticos identificam os elementos desmoralizados que tomaram parte na rebelião como "revolucionários", porém, não é o que confirma as centenas de documentos encontrados por diversos historiadores - entre eles burgueses e anarquistas. Esses indivíduos tomaram o poder de uma fortaleza fortemente armada e fizeram numerosos reféns, encarcerando-os e ameaçando-os de morte; mantiveram até mesmo contato com as forças Brancas situadas no estrangeiro. A maioria dos anarquistas proclamou a rebelião como uma "Terceira Revolução", não há dúvida que se os bolcheviques tivessem esperado um pouco mais para sufocá-la haveria a "Quarta Revolução" e, diante da situação incontrolável, o retorno inevitável ao antigo regime - só que desta vez ainda mais cruel e brutal. Como na Espanha, os anarquistas chorariam o sangue derramado e passariam os anos seguintes lamentado-se do fracasso dessa suposta "Terceira Revolução".

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

SOBRE A QUESTÃO DO REGIME DE PARTIDO 1

Centralismo democrático,
greves e militância trotskista

Documento do Congresso da FCT proposto por Humberto Rodrigues, elaborado a partir do documento “A consciência de classe e o partido revolucionário”, de Gerry Downing, do Socialist Fight britânico, publicado na Revista “En Defesa del Trotskismo” #3, inverno de 2011-2012.

O Centralismo Democrático deve ser mais democrático e menos centralizado quanto mais democrático for o regime político do país onde ele se desenvolve. O regime partidário está condicionado então ao grau de liberdades públicas existentes, e da relação de forças entre os trabalhadores, a burguesia e seu Estado. Centralismo e Democracia não são elementos contraditórios ou inflexíveis. São variáveis que se combinam a partir da discussão livre e da ação centralizada da militância, estabelecendo um regime partidário onde a disciplina seja justa às necessidades do partido de combate em cada momento da luta de classes. A função do regime centralista democrático é propiciar as condições para a elaboração e execução do programa partidário que deve expor aos oprimidos a verdade para abrir-lhes o caminho para a revolução.

domingo, 11 de outubro de 2015

A 3A GUERRA MUNDIAL E AS TAREFAS DOS TRABALHADORES REVOLUCIONÁRIOS

A III Guerra Mundial e as tarefas
dos trabalhadores revolucionários

Declaração do Comitê de Ligação para a Quarta Internacional (CLQI)
Frente Comunista dos Trabalhadores - Brasil
Tendencia Militante Bolchevique
Argentina e Socialist Fight – Grã Bretanha
e do grupo turco Dordunku Blok (Bloco Quarta Internacionalista)

1. Os acontecimentos atuais na Síria são um prólogo da 3a guerra mundial. O imperialismo fabricou o “Estado Islâmico” (EI) e seu barbarismo, para realizar um Golpe de Estado na Síria e para justificar a recolonização do Oriente Médio. Mas o tiro saiu pela culatra. O imperialismo pôs o EI para justificar sua intervenção, mas a existência do EI acabou por justificar a intervenção militar russa. Por isso, neste primeiro momento, o imperialismo está confundido.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

GENOCÍDIO INDÍGENA NO MS

Genocídio indígena
no Mato Grosso do Sul

O texto abaixo é o informe da companheira "Índia", correspondente da Frente Comunista dos Trabalhadores no Mato Grosso do Sul, e retrata o atual estágio da luta indígena na região, bem como a posição da FCT sobre o tema.

GENOCÍDIO DOS
GUARANIS KAIOWÁS

O embate entre indígenas e fazendeiros foi reaceso no dia 29 de agosto, com o assassinato do Kaiowá Semião Vilhalva, importante liderança indígena, durante ataque de pistoleiros à área declarada oficialmente terra indígena, tekoha Ñanderú Marangatú, localizado no município de Antônio João.

Isso se deu devido à retomada do território, ratificadas desde 2005, equivalente a somente 2% do estado de todo território sul mato-grossense, pela 2° maior população indígena no Brasil, que hoje se encontra confinada em míseros 30 hectares de terra abrigando mais de 1200 pessoas, há mais de 10 anos.

sábado, 26 de setembro de 2015

EM DEFESA DE STÉDILE - FCT

Nota de solidariedade da FCT ao dirigente do MST, João Pedro Stédile, e contra os ataques crescentes do fascismo golpista às organizações de esquerda, suas sedes e seus militantes

DECLARAÇÃO DA FRENTE COMUNISTA DOS TRABALHADORES

A Frente Comunista dos Trabalhadores manifesta sua inteira solidariedade a João Pedro Stédille, dirigente do MST, diante do cerco fascista sofrido pelo companheiro em Fortaleza na noite do dia 22 de setembro.

Um grupo de cerca de 20 provocadores da extrema-direita perseguiram o companheiro com gritos e xingamentos como “MST vai para Cuba com o PT”, “terrorista” e “comunista”, com o intuito de colocar na defensiva o companheiro e toda esquerda, porque Stédile representa no imaginário popular o líder de uma resistência de massas ao golpe que o imperialismo e a direita vem orquestrando. O ataque ocorreu logo no desembarque do líder do MST no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza- Ceará, convidado ao Estado para participar do 11º Congresso do Sindicato dos Servidores Públicos Federais. A recepção reacionária foi a mesma realizada pelos setores sociais asquerosos da classe média que atacou também os médicos cubanos e negros do programa Mais Médicos xingados de “macacos”.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

MÚSICA - 10 ANOS SEM BEZERRA

Bezerra da Silva, o cantor da moral proletária
Levi Sotto e Humberto Rodrigues

Há dez anos falecia Bezerra da Silva, o grande sambista que deu voz aos trabalhadores dos morros e favelas. Bezerra nasceu em Pernambuco, em 1927. Aos 15 anos de idade, em busca do pai e fugindo da pobreza, foi para o Rio de Janeiro clandestinamente em um navio, apenas com a roupa do corpo. Encontrou o pai mas com ele desentendeu-se. Foi trabalhar na construção civil, como pintor de parede, foi um sem teto que morava nas obras em que trabalhava, na zona central do Rio, por sete anos. Foi preso muitas vezes pela polícia e acabou desempregado em 1954. Enamorado de uma “dona” foi morar no morro do Cantagalo, onde ingressou na bateria do bloco carnavalesco Unidos do Cantagalo.

Uma de suas primeiras parcerias foi com Jackson do Pandeiro, adotando inicialmente o coco como ritmo musical. Mas foi a partir de 1977, como sambista de Partido Alto, que Bezerra encontrou-se e deu voz como nenhum outro no Brasil aos compositores proletários, gente simples, mecânicos, pedreiros, presidiários, eletricistas, cobradores de ônibus, que através de seus sambas defendiam “o povo humilde da colina, que mora lá em cima, vivendo uma vida de cão, abandonado e covardemente injustiçado” pela mídia que “diz que lá só mora ladrão”, pela justiça dos ricos e a repressão da polícia que “dá um pau no favelado e depois mete na cadeia” enquanto protegem e representam “a ira de uma elite famigerada que também tem instinto de traíra”, uma elite de “safados, ladrão que usa o colarinho branco, rouba o dinheiro do povo..., mora no asfalto, com mordomia e com toda regalia que aquele dinheiro pode dar” (“O povo da colina”, de Walmir da Purificação, Tião Miranda e Roxinho).

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

PSTU ALIA-SE AO PPL NA DEFESA DO GOLPE PARLAMENTAR

Por que a Frente Comunista dos Trabalhadores
não irá à "marcha nacional" do dia 18/09/2015
  
Para o dia 18 de setembro está sendo convocada uma "marcha nacional", tendo como mote a união de forças contra o "governo do PT, o PMDB e o PSDB", contra o ajuste e fiscal e por uma "alternativa classista" (1). A marcha, que tem sido divulgada como supostamente dos "trabalhadores e trabalhadoras", em verdade é puxada pelo amplo espectro, que vai da esquerda pequeno-burguesa a partidos explicitamente de direita, como o Pátria Livre (o ex-MR8, que saiu do PMDB para ingressar na oposição de direita), com tal confusão de pautas que o PCB chega a afirmar que a marcha é uma "luta contra o capitalismo, seus governantes e representantes" (2).