Mário Maestri & Gregório Carboni Maestri
Publicamos o artigo abaixo dos camaradas Mário e Gregório, por contribuir de sobremaneira ao enriquecimento da análise das tendências políticas do pós-fascismo e do neofascismo na Itália, ainda que façamos uma caracterização distinta da que o artigo traz, como elemento acessório, acerca do bolsonarismo no Brasil.
Após a II Guerra, falou-se sempre de uma Itália Vermelha e de uma Itália branca -a cor do Vaticano-, para assinalar regiões que votavam com a esquerda comunista-socialista ou com a democracia-cristã. Uma orientação geral que se manteve após o tsunami que liquidou, nos anos 1990, a Democracia Cristã, atingida pela Operação Mãos Limpas, e o PCI, que acelerou sua reconversão social-liberal já avançada com a dissolução da URSS. A Úmbria, no centro-sul italiano, com pouco menos de um milhão de habitantes, foi sempre fortaleza da esquerda, desde as primeiras eleições pós-fascistas, em 1946.
Após a II Guerra, falou-se sempre de uma Itália Vermelha e de uma Itália branca -a cor do Vaticano-, para assinalar regiões que votavam com a esquerda comunista-socialista ou com a democracia-cristã. Uma orientação geral que se manteve após o tsunami que liquidou, nos anos 1990, a Democracia Cristã, atingida pela Operação Mãos Limpas, e o PCI, que acelerou sua reconversão social-liberal já avançada com a dissolução da URSS. A Úmbria, no centro-sul italiano, com pouco menos de um milhão de habitantes, foi sempre fortaleza da esquerda, desde as primeiras eleições pós-fascistas, em 1946.


















