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domingo, 26 de abril de 2015

LUTA DE CLASSES NO RJ - COLETIVO LENIN

Máfia do PMDB-RJ no Governo e na Prefeitura
do Rio intensifica perseguição política aos
movimentos sociais e de trabalhadores

Reproduzimos abaixo uma análise da luta de classes no Rio de Janeiro, elaborada pelo Coletivo Lenin, membro da Frente Comunista dos Trabalhadores juntamente com a LC.

Um conluio de Estado organizado pelo Poder Executivo alicia TRJ, TRT, Polícia Militar e Delegacia de Repressão à Crimes de Informática da Polícia Civil (DRCI) na repressão e perseguição política à manifestantes, lideranças de categorias grevistas e movimentos sociais no Rio de Janeiro.

Desde as manifestações de junho de 2013, antes mesmo de se tornarem de massas, a máfia apoiadas pelas milícias para-militares ligada ao PMDB e instaladas no Governo e na Prefeitura do Rio já vinha perseguindo de forma criminosa os estudantes e trabalhadores manifestantes, e posteriormente ampliou-se a perseguição aos professores garis, servidores e operários do COMPERJ grevistas, através agentes da PM e delegados da Policia Civil com o apoio de alguns juízes reacionários do TRJ e do TRT, como o juiz Flávio Itabaiana e o Delegado Alessandro Thiers da DRCI, todos ligados aos interesses dos governos do PMDB-RJ de Cabral-Pezão-Paes.

NOVA GUERRA FRIA

Império contra ataca, aproxima-se de Cuba
cria mega Acordo Transpacífico
Leon Carlos – Tendencia Militante Bolchevique,
seção argentina do Comitê de Ligação pela IV Internacional

Confirmadas nossas teses, publicadas no Folha do Trabalhador 22, de que a “aproximação” dos EUA com Cuba, tem como fim a reconstrução de um pretenso “panamercanismo” por parte do imperialismo, como uma tentativa par isolar o bloco composto por China, Rússia e Irã no continente americano.

De acordo com a Forbes, a principal revista de negócios e economia dos EUA: “Obama está usando Cuba para combate a crescente influência da Rússia, Irã, e da China na América Latina” (16/04/2015).

quarta-feira, 22 de abril de 2015

PSEUDO MARXISMO E GANGSTERISMO

Nota da FCT sobre a agressão
do PSTU a militantes da FIP

Reproduzimos aqui a nota da FCT, Frente Comunista dos Trabalhadores, acerca dos eventos ocorridos na semana passada na UERJ, entre PSTU e militantes da FIP. Conforme deixamos claro na nota, repudiamos o ocorrido. Como na letra da "Internacional", somos partidários da divisa "Paz entre nós, guerra aos senhores!". É inadmissível que organizações ditas revolucionárias se digladiem entre si.

No dia 16/04, durante a assembleia estudantil da UERJ, aconteceram mais provocações de militantes da FIP contra o PSTU, o que infelizmente já virou rotina. A resposta do PSTU: reunir pelo menos 15 militantes, invadir uma sala onde estava terminando uma reunião da FIP com seis pessoas e agredir fisicamente, inclusive a uma secundarista.

A violência utilizada pelo PSTU foi totalmente desproporcional e, portanto, covarde. A atitude da FIP tem sido sempre de provocação e inclusive agressões, mas nada justifica o ato do PSTU, típico de burocratas sindicais, e que já foi usada várias vezes contra o PSTU. É uma expressão do processo de burocratização final do partido.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

GOLPISTAS DERRAPAM E LOGO ACELERAM

Greve geral pelos direitos e contra a direita!
Por primeiros de maios unificados em todo país!
Mais do que nunca precisamos avançar na luta contra o golpismo e todos os ataques aos nossos direitos

Liga Comunista - Frente Comunista dos Trabalhadores - seção do Comitê de Ligação pela IV Internacional

A direita golpista pretendia fazer um ato golpista de 12 abril maior e mais popular do que o 15 de março. A previsão não se confirmou, não porque eles não tentaram ampliar: a estrutura montada para a atividade golpista foi maior, maiores carros de som, faixas enormes, bandeiras, contratação terceirizada de manifestantes, inclusive a tropa de choque defensora da volta da ditadura militar foi mais animada, a mídia convocou muito mais agora inclusive.

PUSERAM O CARRO, A TERCEIRIZAÇÃO,
NA FRENTE DOS BOIS, O GOLPE DE ESTADO

quarta-feira, 8 de abril de 2015

GOLPISMO E PT - CSL

O golpismo da DIREITA e a capitulação do PT à burguesia!

Reproduzimos abaixo artigo dos camaradas do ColetivoSocialistas Livres. Membro do Comitê Paritário.

Claro está o projeto da direita brasileira, derrubar o PT do poder do estado brasileiro. Esse projeto direitista busca se realizar, seja através do voto em 2018, desgastando até lá o PT até às cordas do ringue da luta pelo poder do estado, contudo, não está descartada uma maracutaia golpista no parlamento para derrubar o PT antes de 2018, usando-se para isso de expedientes de incriminar os políticos do PT, inclusive Dilma Rousseff e Lula. No fundo, frações da burguesia brasileira, alinhadas com o imperialismo norte-americano, não aceitam o Brasil negociar com outras frentes comerciais que não sejam as classes burguesas dos EUA, também não aceitam que o PT bata mais devagar na classe trabalhadora. Essa é a explicação político-econômica mais provável para se entender o porquê de a direita golpista querer derrubar o PT da direção do estado brasileiro, mesmo o PT fazendo muitas das vontades da burguesia.

TERCEIRIZAÇÃO - ESPAÇO MARXISTA

Terceirização, ofensiva neoliberal contra os trabalhadores
Reproduzimos abaixo artigo do Espaço Marxista. A Câmara Federal aprovou no dia 08 de abril de 2015 a liberação da terceirização de 100% da força de trabalho das empresas. Esta foi uma derrota histórica dos trabalhadores brasileiros no sentido do retorno ao trabalho escravo. Se for aprovada, assim como a restrição ao seguro-desemprego e a redução da maioridade penal, o 'futuro do Brasil' estará condenado a uma escravidão assalariada muito pior que a atual. A terceirização das atividades meio, já representava uma forma ‘moderna’ de trabalhador de segunda, de manutenção de uma senzala. 
Como bem resumiu um parlamentar petista: “A portas fechadas na Câmara Federal, os deputados comprados com o dinheiro de campanha das Empresas Privadas aprovam desesperadamente a Lei da Terceirização. Com isso dê adeus aos direitos trabalhistas. Dê adeus ao piso salarial da categoria, assistência médica, ticket refeição, plano de carreira, participação de Lucros. Dê adeus ao seu cargo que a qualquer momento será substituído por funcionário terceirizado com redução abrupta salarial. Estamos vendo o extermínio explícito do vínculo trabalhista e todas as cláusulas de benefícios da CLT, contra a classe trabalhadora... em pról dos empresários. Vamos ficar apenas com os artigos que protegem o empregador... Preparem-se todos... As empresas vai achatar o salário de seus funcionários ameaçando terceirizar suas funções... pode escrever. Eles conseguiram.” Mas é bem verdade que conseguiram com a cumplicidade do PT que se aliou e alimentou os 300 picaretas do Congresso Nacional e no Executivo realizou sua administração burguesa de ataques aos nossos direitos previdenciários, trabalhistas, pavimentou o caminho desta monstruosidade. 
Agora, pelas mãos deste Congresso golpista encabeçado pelo PMDB, de uma canetada só os patrões poderão reduzir em 30% o que gastam com os já miseráveis salários dos trabalhadores. Isto favorece a abertura de um novo ciclo de acumulação do capital baseada na superexploração do trabalho. Economicamente estamos caminhando para trás. Nos esforçamos para que o balanço desta derrota seja feito pelo conjunto do proletariado, para que a derrota econômica possa ser convertida em consciência política, para que possamos avançar em nossa organização, como no futebol, “quem não faz, leva”, pois sem nos organizarmos mais e melhor, em um partido revolucionário dos trabalhadores, seguiremos colhendo amargas derrotas como essa. Pela efetivaçãosem concurso dos precarizados! Contratação via sindicato de novostrabalhadores! Em defesa dos plenos direitos sindicais e trabalhistas! Apesar da derrota desta batalha em meio a luta contra a terceirização, segue a luta secular contra a escravização de nossa classe!
Um dos sintomas da ofensiva neoliberal dos últimos anos -que, no Brasil, não só não estancou como em muitos aspectos recrudesceu, sob os governos do PT- é o ataque impiedoso aos direitos trabalhistas, sob rótulos eufemísticos como "terceirização" e "flexibilização". Tal ataque objetiva não só a piora de direitos existentes (como as novas regras de seguro-desemprego no início deste ano) como a transferência das relações de emprego da alçada legal para a alçada meramente contratual, onde o "negociado" pode vigorar sobre o "legislado", dentro da mais perfeita "liberdade contratual" entre as partes.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

UCRÂNIA - SOCIALIST FIGHT - STALINOFOBIA E STALINOFILIA

Stalinofobia e Stalinofilia na Ucrânia

Segue abaixo texto do Socialist Fight (original aqui), traduzido para o português pelo Espaço Marxista, membro do Comitê Paritário. O SF é a seção britânica do Comitê de Ligação para a Quarta Internacional. O texto aborda as posições que as diversas organizações da esquerda britânica têm adotado sobre a questão ucraniana. Os interessados em conhecer mais a fundo o cenário local e compreender melhor os episódios e grupos citados no texto, podem entrar em contato através do email socialist_fight@yahoo.co.uk.

Tropas ucranianas empurram blindado enguiçado
na debandada de Debaltseve, em meados de fevereiro.
Na Ucrânia há três posições equivocadas que reivindicam o nome do trotskysmo, oscilando entre suas margens e as margens do stalinismo (ao menos na Grã-Bretanha). Essa última é mais ou menos a de uma apoio acrítico a Putin e aos líderes de Donbass. Ninguém nesta lista defende esse posicionamento, apesar de terem sido por muitas vezes falsamente acusados disso por Michael Calderbank e outros por aí para encobrir seus próprios rastros políticos. O único autodeclarado grupo nessa posição são os posadistas, que em verdade se afastaram até mesmo do trotskysmo centrista em meados dos anos 50. Seu correspondente stalinista seria o CPGB (ML) de Harper Brar.

domingo, 5 de abril de 2015

INDUSTRIALIZAÇÃO MOVIMENTO OPERÁRIO E LUTA ANTIGOLPISTA

Frente Única para derrotar a direita burguesa e pequeno burguesa anticomunistas, agentes da recolonização imperialista!
Leon Carlos e Humberto Rodrigues


O Golpe de 1964 inicia a segunda etapa da industrialização substitutiva de importações no Brasil, concluído com o II Plano Nacional de Desenvolvimento, do governo Geisel. Se apesar de todos nossos esforços em contrário, o Golpe de Estado de 2015 for bem sucedido, fechará definitivamente esta etapa no Brasil, voltando-se contra a sua inercia superestrutural civil: o PT.

A primeira industrialização substitutiva clássica de alguns dos principais países semicoloniais (Brasil, Argentina, México, Africa do Sul, ...) foi realizada a partir da década de 1930, após a crise de 1929, e acentuada no pós-guerra.

O controle nacional ou multinacional desta industrialização foi sempre motivo de disputa mais ou menos acirrada entre os governos burgueses nacionalistas e o imperialismo, sócios no negócio mundial burguês que disputam suas porcentagens na exploração da mais valia.

sábado, 4 de abril de 2015

RE-PRIMARIZAÇÃO/DESINDUSTRIALIZAÇÃO DO BRASIL

A Re-primarização/desindustrialização no ABC Paulista
Artigo de Erwin Wolf publicado no Folha do Trabalhador 19

Na Região do ABC paulista, como efeito retardado da crise capitalista de 2008, vem ocorrendo a chamada desindustrialização/reprimarização.

No dia 20 de março de 2014, no caderno de “Economia” do Diário do Grande ABC saiu uma matéria, assinada pelo jornalista Pedro Souza, com o título de “Indústria encolhe e serviços contratam 63 mil”.

Logo no início do artigo conta que

“O mercado de trabalho do Grande ABC vive dias difíceis quando o assunto é a indústria. O setor perdeu 8.499 trabalhadores em cinco anos encerrados em fevereiro, período em que o estoque de empregados formais somou 239.921 posições. No mesmo intervalo, as empresas de serviços aumentaram o contingente em 63.486 profissionais registrados, o suficiente para totalizar 338.045 carteiras assinadas no mês passado.”

Em seguida o artigo menciona que tais dados são do Ministério do Trabalho e Emprego. Observa, também, o referido periódico que

GARIS ABC PAULISTA

Após 9 dias de greve, garis do ABC obtém vitória
Erwin Wolf, Liga Comunista

O Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Manutenção de Áreas Verdes Públicas e Privadas (com base territorial nas sete cidades - Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) celebrou acordo de reajuste de 9,5% (a categoria reivindicava 11,73% e os patrões ofereciam 7,68%); 90 dias de estabilidade no emprego; pagamento integral dos dias parados e compensação de, no máximo, 50% das horas.

"Também ficou acordado entre o sindicato e empresas que, para o ano que vem, a categoria terá aumento real de 1%, o que significa que os salários serão reajustados conforme a inflação do período e, obrigatóriamente, acrescidos do percentual de reajuste combinado." (Diário do Grande ABC, 01/04). O serviço será normalizado em prazo de até duas semanas.

LUTA SINDICAL SÃO PAULO E ABC PAULISTA

Informes sindicais no Estado de São Paulo
Erwin Wolf, Liga Comunista,

SÃO BERNARDO DO CAMPO

Burocracia do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC faz acordo com a Ford de São Bernardo do Campo, trocando (abrindo mão) aumento salarial por abono (PRL) e promessa de estabilidade até 2017. A empresa abriu PDV.

SANTO ANDRÉ

A Pirelli foi vendida para o grupo chinês ChemChina (China National Chemical Corp). A operação envolve a quantia de US$ 7,7 bilhões, cerca de R$ 24,6% bilhões. Anteriormente, havia sido anunciada a venda de apenas 26% da empresa, mas, pelo montante acima, a venda deve ser total. "O pessoal está apreensivo, pois ninguém sabe o que vai acontecer depois que a venda se concretizar. O grande medo é que a tecnologia e a produção sejam transferidas para a China, onde a mão de obra é muito mais barata do que a daqui", conforme declaração do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Borracheiros da Grande São Paulo e Região, Márcio Ferreira, ao Diário do Grande ABC do dia 27/03.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

VÍDEO - RESENHA DO “DIA QUE DUROU 21 ANOS”

Golpismo made in CIA
contra o Brasil em 1964 e 2015
Um importante documentário comprovando que os EUA foram os principais articuladores do Golpe militar de 1964. Assim como estão por trás da escalada golpista hoje.

O documentário “O dia que durou 21 anos”, escrito pelo jornalista Flávio Tavares, mostra, como nenhum outro até então realizado sobre o Golpe Militar de 1964, como e porque esta tragédia da história brasileira foi produto direto da intervenção dos EUA na política nacional.

Fica claro não apenas um “envolvimento” direto do imperialismo mas sobretudo o financiamento, a instrução da oposição interna, a ação de milhares de agentes clandestinos da CIA no controle da escalada golpista e que foi a CIA quem criou as “condições para o golpe”. A partir de uma rica coleção de documentos confidenciais dos EUA, como a troca de correspondência e conversações telefônicas entre o Embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon, e o então presidente dos EUA, John Kennedy,  é importante realizar uma comparação entre aquela conjuntura e a atual.

Se os EUA orientaram aquele Golpe temendo que o Brasil mudasse de lado naquela guerra fria, não menos preocupados estão os EUA hoje quando claramente o governo petista brasileiro conduziu o país a ser o principal organizador da ampliação da influência do "inimigo número 1 dos EUA" hoje, o bloco Eurásico. O atual adversário da Casa Branca na nova Guerra Fria, atemoriza não mais por um risco de expropriação de suas multinacionais como fez Cuba e em pequena escala Leonel Brizola no governo do Rio Grande do Sul com a ITT (telecomunicações) e a Amforp (eletricidade), mas em outro nível, em outra época, atemorizando o imperialismo com a desdolarização das relações comerciais.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

CHINA, IMPERIALISMO, PIKETTY E O CLQI

Dados de Piketty corroboram elaboração
do Comitê de Ligação pela IV Internacional

Dados atuais acerca da economia mundial da obra Capital no século XXI de Thomas Piketty corroboram com as elaborações do Comitê de Ligação pela IV Internacional, CLQI, sobre o caráter da economia chinesa em relação ao imperialismo:

É particularmente importante insistir que o medo atual de uma apropriação crescente pela China é pura fantasia. Os países ricos são, na realidade, muito mais ricos do que costumamos imaginar.

A totalidade dos patrimônios imobiliários e financeiros, descontadas todas as dívidas, possuída pelas famílias europeias representa no início dos anos 2010 cerca de 70 trilhões de euros. Em comparação, o total de ativos detidos pelos diferentes fundos soberanos chineses e em reservas no Banco da China representa cerca de 3 trilhões de euros, ou seja, mais de vinte vezes menos.

Os países ricos não estão nem perto de serem possuídos pelos países pobres: seria necessário, primeiro, que esses países enriquecessem, o que ainda pode levar muitas décadas.

domingo, 29 de março de 2015

IEMEN - EM

Iêmen: ianques e sauditas tentam frear influência iraniana

Texto extraído do Espaço Marxista, membro do Comitê Paritário

Como em uma doutrina monroe árabe, a Arábia Saudita dá o recado no Iêmen: não admitirá o crescimento da influência do Irã, que apóia a milícia shi'a Houti, cuja investida contra o presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi incrementou a já conturbada situação no país e levou ao ataque do território iemenita pela coalizão saudita.

A crise iemenita deve ser entendida dentro do fenômeno das ditas "primaveras" árabes. Tal movimento consistiu, em seu início, em levantes de caráter espontâneo, diante da insatisfação popular com seus governos (em regra, ditaduras alinhadas ao Ocidente) que, em dado momento, foram "adotados" (cooptados) pelo mesmo imperialismo ocidental, para se livrar de tais "aliados" já não tão oportunos. Um fenômeno similar pôde ser visto nas "jornadas de junho" de 2013 no Brasil, que, se em seu nascedouro tinham pautas legítimas, acabaram por degenerar em pautas reacionárias. No Iêmen tal "primavera árabe" resultou na deposição de Ali Abdullah Saleh e na ascensão do agora também deposto Abd Rabbuh Mansur Hadi.

À parte as contradições dentro dos próprios campos, pode-se perceber que na crise instalada há dois grandes blocos em conflito. De um lado, o bloco saudita-sionista-estadunidense, objetivando, como dito, manter o status quo. Em especial, há que notar que o monarca da Casa de Saud desde final de janeiro, Salman bin Abdul Aziz, conhecido por ser "linha dura", precisa mostrar força. De outro lado, o bloco xiita Houti alinhado ao Irã. Evidentemente, nos marcos de tal disputa geopolítica nosso apoio está com esses últimos.

quinta-feira, 26 de março de 2015

DISPUTA COMERCIAL E GOLPISMO

Burguesias paulista e fluminense, agentes econômicos e políticos dos EUA, salivam por Golpe de Estado para se livrar do PT e dos BRICS

Em 2009, a China suplantou os EUA no comercio com o Brasil, aproveitando-se da vaga recessiva aberta pela crise econômica imperialista desatada na crise anterior. Pela primeira vez desde a chegada dos portugueses o Brasil não teve como principal parceiro comercial um país capitalista hegemônico ocidental. Esta nova situação alavancou enormemente e para “ciúme” imperialista, a influência dos BRICS e do Bloco Eurásico sobre a América Latina. Isto permitiu que a economia do Brasil atravessasse o período mais crítico da recessão mundial sem maiores sobressaltos e dispondo de capital suficiente para criar medidas anticíclicas baseadas no crédito fácil.

A RECUPERAÇÃO DOS EUA,
A DESACELERAÇÃO DA CHINA
E A DESVALORIZAÇÃO DO REAL

quarta-feira, 25 de março de 2015

CONTRADIÇÕES GOLPISTAS

Contradições econômicas
inteburguesas e golpismo no Brasil

Leon Carlos - Tendência Militante Bolchevique
Version en Castellano - TMB Argentina

FORA TODOS, PELA VOLTA DA DITADURA MILITAR
A classe média reacionária manipulada pelo
imperialismo para a defesa do Golpe de Estado
A medida da relação da economia de um país com o mercado mundial passa pelo rendimento do trabalho. As semicolônias são impedidas de dar um salto no seu rendimento do trabalho, mas se permite que compensem sua baixa competitividade e participem do mercado mundial com suas burguesias apelando para umas destas duas opções: endividamento ou desvalorização. Este é o “ser ou não ser” de Hamlet, em sua versão latino americana. Ambas as opções dão origens a círculos curtos de acumulação que por sua vez resultam em novas crises e capital.

Hoje no Brasil, depois do esgotamento do ciclo de endividamento fácil, sobretudo pela entrada de capitais especulativos, se agrupam os setores burgueses que integram o “Clube da Desvalorização”.

domingo, 22 de março de 2015

SOCIALISTAS LIVRES INGRESSAM NO CP

Carta de apresentação das posições do Comitê Paritário
e ingresso dos Socialistas Livres no CP!

Socialistas Livres (CP)
www.socialistalivre.wordpress.com

O Comitê Paritário se constrói como uma aliança internacional de trabalhadores comunistas sob a perspectiva da reconstrução da IV Internacional e da revolução permanente. O CP tem como órgão principal da divulgação das ideias comuns ou individuais de seus membros o jornal Folha do Trabalhador e possui também nos blogs e Facebooks de cada um de seus membros meios de difusão de suas concepções políticas.

Constituído pela Liga Comunista, Coletivo Lenin, Resistência Popular Revolucionária e Espaço Marxista, o CP possui seis meses de existência. Internacionalmente, o CP nasce ligado ao Comitê de Ligação pela IV Internacional, tendência internacional já composta pela LC, o Socialist Fight britânico e a Tendência Militante Bolchevique argentina com que as outras organizações do CP passam a estabelecer relações fraternais.

TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA

Situação crítica
Tendência Revolucionária, membro do Comitê Paritário

Discordamos da posição contida na análise feita pela TR, principalmente em igualar equivocadamente o governo do PT com a direita golpista que quer derrubá-lo, caindo na perigosa comparação de pôr um sinal de igual entre o PT e o PSDB. Ora, se fossem iguais, não haveria onda golpista. É certo que esta onda é pavimentada pelo imperialismo que desprezando toda capitulação de Dilma, está querendo o fim da era PT para debilitar os BRICS. Mas, inclusive por isso, o PT e os outros partidos burgueses não são iguais.

Este profundo equívoco da TR pavimenta o caminho da conclusão estéril da TR: “Diante da conjuntura que se apresenta, é necessário que a esquerda revolucionaria conquiste a simpatia das massas e interfira efetivamente nos rumos do país.” Como? A TR não explica. Por isso caiu em um zig zague, afirma que PT = direita para depois dizer que com a direita será pior. A TR não consegue apontar a linha de transição para conquistar a consciência das massas porque rejeita neste artigo a única forma de conquistar as massas de suas direções tradicionais em situações de ofensiva da direita como a atual, através de um chamado necessário a Frente Única contra o Golpe de Estado, e aí provar que é o PT que é incapaz de lutar consequentemente contra a direita e em defesa dos direitos, salários e empregos dos trabalhadores, porque o PT só capitula à direita. Aí sim podemos ganhar a simpatia das massas.

Na verdade, na frente única antigolpista com o PT, não deixamos de combater a política antioperária dos governos burgueses do PT, mas mudamos a forma do combatê-la, como nos ensinou Lenin no combate ao golpismo de Kornilov contra o governo burguês de Kerensky:

"Em que consiste, então, a nossa mudança de tática após a revolta Kornilov? Estamos mudando a forma de nossa luta contra Kerensky. Sem o menor recuo em nossa hostilidade em relação a ele, sem retirar uma única palavra dita contra ele, sem renunciar a tarefa de derrubá-lo, dizemos que temos de levar em conta a situação atual. Não vamos derrubar Kerensky agora. Vamos realizar a luta contra ele de uma forma diferente, ou seja, chamando a atenção das pessoas (que estão lutando contra Kornilov) as fraquezas e vacilações de Kerensky. Isso já fazíamos também no passado, mas agora isso é o fundamental, nisto se constitui a nossa mudança de tática". VI Lenin, Para o Comitê Central do POSDR, 12/09/1917; www.marxists.org/archive/lenin/works/1917/aug/30.htm

As chances das coisas melhorarem são as mesmas chances das coisas piorarem. Se hoje o PT aplica o ajuste fiscal, cortando direitos trabalhistas e aumentando a taxa de juro na tentativa de frear a inflação, nada seria diferente com uma eventual vitória tucana nas eleições que se passaram, ou caso Dilma sofresse impeachment em favor de Michel Temer ou quem quer que fosse. Pelo desejo de uma ínfima minoria de viúvas da ditadura que saíram às ruas, nem uma intervenção militar seria descartada.

ESPAÇO MARXISTA

Pela frente única contra o fascismo!
Reproduzimos a nota do blog Espaço Marxista, membro do Comitê Paritário
espacomarxista.blogspot.com.br/
Eis que a direita ocupou as ruas neste domingo, 15/ 03, atendendo às convocatórias da grande mídia e dos grupos de seu campo- integralistas, "Revoltados on line", "Movimento Brasil Livre", Clube Militar et caterva-, com as pautas mais reacionárias da agenda brasileira: do impeachment do governo petista à volta dos militares, tudo permeado pelos bordões de "Brasil não é Cuba (ou Venezuela)" e "Nossa bandeira nunca será vermelha" (sic). Quem teve a abnegação masoquista de assistir ao dominical "Fantástico", pôde perceber a euforia com que as manifestações pelo Brasil eram noticiadas.

sábado, 21 de março de 2015

UCRÂNIA - O “ACORDO DE MINSK” E A QUEDA DE DEBALTSEVE

O império contra ataca
Comitê de Ligação pela IV Internacional
Publicado no Folha do Trabalhador # 22

Milícia de Donbass celebra a conquista de Debaltseve
A queda de Debaltseve para o exército Donbass, em 18 de fevereiro 2015, é uma grande vitória para os lutadores anti-imperialistas em todos os lugares e para a classe trabalhadora mundial. Tendo ocorrido apenas uma semana após a assinatura do acordo de Minsk, essa vitória foi um 2o round, um golpe tanto contra os planos do imperialismo anglo-americano de forçar uma guerra do imperialismo franco-alemão com a Rússia, quando para os planos da aliança imperialista europeia a obrigar Kiev a fechar um acorco com as repúblicas de Donbass contra o proletariado.