O
plano da burocracia não foi organizar os professores para lutar pelos interesses dos filhos
da classe trabalhadora nem muito menos pelo socialismo, mas para
aprofundar a colaboração com os governos burgueses
Prof. F.E.M., Representante escolar e delegado na V
Conferencia Educacional da Apeoesp
Prof. E.C., Representante escolar e delegado na V
Conferencia Educacional da Apeoesp
Entre
os dias 28 e 30 de novembro de 2012 ocorreu a V Conferencia de Educação da
Apeoesp em Serra Negra, São Paulo. O Fórum que contou com a participação de
mais de 2000 delegados tinha como tema “bases para um plano estadual de
educação que atenda aos interesses dos filhos da classe trabalhadora”. Um
objetivo correto para o maior sindicato da América Latina, mas que não passou
de uma meta distracionista utilizada pela direção do sindicato para traficar
sua política completamente distinta do tema central da Conferência. Valendo-se
do imenso peso do aparato burocrático o setor majoritário do sindicato,
Articulação, Art/Nova (PT) e PCdoB, ligadas ao governo federal, “elegeu” quase 2/3
dos delegados da Conferência. Como coadjuvante deste esquema estiveram às
correntes sindicais minoritárias da diretoria, hegemonizadas pelo PSTU
(oposição alternativa) e o PSOL (Bloco de oposição educação movimento e luta) e
seus satélites dividindo menos de 1/3 dos delegados.
A
metodologia das mesas de discussão foi avessa de um processo de debates e
aprofundamento teóricos em vista de uma prática transformadora. Primeiro,
valendo-se de um curtíssimo prazo de inscrição para restringir as contribuições
escritas para as pré-conferências (nove ao total). Segundo, restringindo o
debate democrático impedindo inclusive que o conjunto das contribuições
participasse das mesas de debate, restritas a representantes do PT, PCdoB, PSTU
e PSOL.





















