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domingo, 24 de junho de 2012

LUTA CONTRA O GOLPE NO PARAGUAY

Todos ao Consulado Paraguaio em São Paulo contra o golpe!
Cartaz do Comitê de Solidariedade ao
Povo Paraguaio do qual a LC faz parte
Ato de Solidariedade ao Povo Paraguaio
Rua Bandeira Paulista, 600 – Itaim, São Paulo
Segunda-feira, 25/06 – 14hrs, Concentração: 12:30hrs no ECLA – Rua Abolição, 244 – Bela Vista.

Defendemos a frente única com todos que constroem a  luta pela derrota do golpe e pela derrubada do governo Franco, mas com uma posição da classe trabalhadora e não com o conciliacionismo das burguesias latino-americanas. Combater o golpe dos EUA, da direita Paraguaia, da Monsanto e do latifúndio brasiguaio com a mobilização independente dos trabalhadores e a frente única anti-golpista! Mas contra uma política de conciliação impotente de “todo apoio ao Presidente Lugo” que massacrou os sem-terra, pavimentou o terreno da reação e renunciou obedientemente à presidência! Somente a classe trabalhadora latino-americana com um programa independente e revolucionário pode derrotar a reação golpista e o imperialismo!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

PARAGUAY

Derrotar o golpe de estado made in CIA
e construir uma alternativa revolucionária
operária e camponesa ao governo Lugo
Exatamente três anos após orquestrar um exitoso golpe de Estado em Honduras, a administração Obama está por trás de um novo processo golpista, o atual impeachment relâmpago de Fernando Lugo, executado por uma frente ampla de partidos oposicionistas com participação ativa do Partido Colorado e encabeçada pelo vice presidente do Partido Liberal. Assim como em Honduras, a Casa Branca tratou de reconhecer a legitimidade do golpe ao passo que trata de maquiar sua posição, reivindicando cretinamente a volta à estabilidade política do país e o respeito ao devido processo judicial a que tem direito o presidente.
Apesar de pequeno, o Paraguai é o campeão da concentração de propriedade privada do planeta. 2% dos proprietários dominam cerca de 80% do espaço rural destinado à produção agropecuária. Com o fim dos anos 1980 entra em crise o modelo econômico vigente durante a ditadura Stroessner e por fim a própria ditadura, que se apoiava na condição de ter convertido o país em um entreposto de contrabando de mercadorias manufaturadas de segunda linha da grande indústria mundial, para desenvolver a agricultura de monocultura extensiva de commodities (soja) e a pecuária. Boa parte desta “nova economia” é de propriedade dos brasiguaios. Os barões da soja brasileiros posseiros no país vizinho não passam de comissionistas do grande capital fiananceiro internacional. Os sojeiros ocupam um quarto de todas as terras agrícolas no Paraguai e, desde 1995, têm crescido a uma taxa de 320 mil hectares por ano. Os brasiguaios, sojeiros, pecuaristas e o capital bancário que lhes financia, atuam como atravessadores, comissionistas associados a grandes corporações imperialistas como a Cargill, Bunge, Calyx Agro e o Banco estadunidense JP Morgan. O governo Lugo representa esta correlação de forças que torna o grande capital latifundiário do Brasil um sócio de grande relevância na drenagem dos recursos naturais paraguaios para o imperialismo.