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sábado, 5 de dezembro de 2020

TERCEIRO TURNO NAS RUAS

O terceiro turno será nas ruas, contra todos os Golpistas!
Fora Bolsonaro, Mourão e os generais, abaixo o governo de coturno e miliciano!


As bases de sustentação do governo Bolsonaro se desmoronam. Trump, seu padrinho internacional foi derrotado nas eleições dos EUA. Os candidatos que Bolsonaro apadrinhou, perderam nas eleições municipais do Brasil. O auxílio emergencial, utilizado para inflar a popularidade do presidente, está marcado para terminar 31 de dezembro. A pandemia dispara novamente no país.
Bolsonaro perdeu, mas ganharam a extrema direita e a direita, sendo que o MDB e o PSDB ainda são os partidos que possuem maior número de capitais. A vitória da direita, DEM, PSDB, MDB, PP, PSD, é a vitória da política econômica do golpismo contra a classe trabalhadora.

A vitória da reação foi apoiada pela cumplicidade dos partidos burgueses que se proclamam de “centro esquerda”, como PDT, PSB e Rede, que fizeram parte da campanha por isolar o PT. Essa campanha antipetista é reacionária porque faz parte da política de isolamento e restrição aos direitos políticos das bases sociais que se organizam historicamente em torno do PT.

A esquerda no máximo se manteve nos mesmos limites da derrota das eleições de 2016. O PT caiu para 183 prefeituras, apenas 4 entre as 100 maiores cidades do país. O PSOL subiu para 4 cidades, apenas 1 capital.

PT, PSOL e PCdoB, muito antes da pandemia e das eleições municipais, já haviam recuado das manifestações de rua, voltaram as ruas para pedir voto, mas apresentaram programas distantes das reais necessidades das massas. Questões como reforma urbana, estatização e gratuidade da saúde, dos transportes, da educação, controle popular da administração, IPTU progressivo, frente de obras públicas contra o desemprego e por saneamento, passe livre para desempregados e estudantes, não constaram ou não tiveram o devido destaques nos programas da esquerda. Diante disso, as massas ficaram reféns da demagogia populista dos candidatos da direita e da extrema direita.

As candidaturas majoritárias da esquerda se esquivaram de realizar um combate consequente pela revogação das medidas golpistas, como ocorreu com a candidatura Boulos acerca da reforma previdenciária de São Paulo.

A extrema esquerda, PSTU, PCO, PCB, não capitalizou nesse processo e não elegeu ninguém. O PSTU, que possuía a maior votação comparado ao PCB e PCO, despencou para aproximadamente 1/3 dos votos que tinha antes de golpe que o partido apoiou. O PCO combateu o golpe e a prisão de Lula corretamente, mas não soube dar consequência a essa política ao se isolar em 2018 e 2020 na política oposta a frente única de esquerda defendendo voto nulo nos segundos turnos. O PCB, apesar de seu alinhamento com o PSOL não conseguiu ter expressão eleitoral.

Caso interessante é o da Unidade Popular, fiel representante do stalinismo no Brasil, que estreou oscilando entre a negativa a um chamado de uma frente com a esquerda, mas fazendo coligações com partidos burgueses tradicionais. Lançou 100 candidatos a vereador e 15 prefeitos. Não elegeu ninguém.

Diante disso, a Emancipação do Trabalho entende que é necessário que os partidos de esquerda e os sindicatos organizem a classe trabalhadora para lançar uma campanha em defesa dos interesses das grandes maiorias, pela mobilização da população explorada e oprimida para voltar as ruas pelo Fora Bolsonaro, Mourão, e os generais, abaixo o governo de coturno e miliciano.

É preciso também combater e derrotar todas as instituições golpitas, como o Centrão, o STF, o aparato militar!

Medidas imediatas para a mobilização:

Isenção das tarifas públicas para desempregados e trabalhadores que ganham até 2 salários mínimos

Vacinação gratuita de toda a população pelo estado

Nenhuma demissão nem redução salarial, garantia de emprego e programa de obras públicas para combater o desemprego em massa.

Estatização do sistema de saúde, transporte, educação e da mídia sob o controle dos trabalhadores.

Revogação das Reformas Trabalhista, Previdenciária e Política e da Emenda Constitucional 95. Não a Reforma Administrativa.

Pela eleição direta de todos os juízes, pela extinção das polícias e pelos direitos de sindicalização para as tropas militares!

Reforma Agrária e Urbana sob o controle dos trabalhadores.

Por um governo dos Trabalhadores da cidade e do campo!