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terça-feira, 8 de abril de 2014

POR UMA FRENTE ÚNICA ANTIGOLPISTA INTERNACIONALISTA NO PRIMEIRO DE MAIO!

Por um primeiro de maio de luta
contra o imperialismo e o golpismo!
Erwin Wolf e Humberto Rodrigues

A oposição burguesa PSDB, DEM, PSB, SDD, PSOL, apoiados por setores do PMDB, PDT e PP, estão aproveitando da crise da Petrobrás, fustigada pelo próprio imperialismo, para levar adiante um impeachment de Dilma através da CPI no Congresso Nacional. O Brasil sofre embrionariamente uma escalada golpista em meio a onda dos golpes parlamentares que ocorreram em Honduras, Paraguai e Ucrânia.

POR QUE O IMPERIALISMO AMEAÇA GOLPEAR UM GOVERNO TÃO VASSALO DO CAPITAL FINANCEIRO COMO O DO PT?

Na base da reação golpista está o fato de todas as medidas anticíclicas adotadas pelo governo Dilma para retardar a chegada da crise de 2008 ao Brasil terem colapsado e agora o imperialismo estar exigindo a aplicação dos famigerados "planos de ajustes" para aumentar a extorção nacional e a superexploração dos trabalhadores. A crise interburguesa entre o governo Dilma e o imperialismo (que tem como agentes de suas demandas a oposição burguesa), se dá porque o primeiro se nega a adotar tais medidas impopulares agora, em ano eleitoral.

Há mais de dois anos a LC já havia alertado "Medidas anti-crise de Dilma, matando a sede com água salgada" [ 1 ] porque o modo vassalo do governo do PT retardar o contágio do país pela crise estava potenciando seus efeitos quando ela chegasse. Os governos Lula e Dilma acentuaram a desindustrialização do Brasil, o endividamento das famílias trabalhadoras, as tendências semi-coloniais e agro-exportadoras [ 2 ]. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

50 ANOS DO GOLPE DE ESTADO NO BRASIL

Líbia, Síria, Egito, Honduras, Paraguai, Ucrânia, Venezuela, o espectro do golpismo ronda o planeta
Derrotar a reação golpista no Brasil!
Nenhuma confiança no governo Dilma, que aprimora o aparato repressivo herdado do regime militar contra a população trabalhadora!

DECLARAÇÃO DA LIGA COMUNISTA - 50 ANOS DO GOLPE DE ESTADO NO BRASIL

50 anos depois do golpe de Estado de 1964, a população trabalhadora segue sob a ditadura do capital. Ditadura agravada pela decomposição da frágil democracia instituída em 1985. Se a crise econômica mundial de 1973 marcou o início do declínio da ditadura militar, a crise de 2008, que atinge retardatariamente o Brasil, coloca novamente o país em uma encruzilhada: avançar em direção a revolução social ou retroceder para um novo golpe de Estado.

Desde 2012, ano de maior número de greves no país desde 1996, a quantidade de lutas no Brasil vem crescendo visivelmente. Em 2013, ocorreram as maiores manifestações de massas do país desde as “Diretas já!” e o “Fora Collor!”. Em 2014, os protestos começaram com os rolezinhos da juventude oprimida contra o apartheid brasileiro, foram seguidos pela greve dos correios em defesa de seu plano de saúde, pelos condutores de Porto Alegre contra os patrões e contra os pelegos, e pela vitoriosa luta por aumento salarial dos garis cariocas. Este ascenso representa a resistência da população trabalhadora à política burguesa de tentar fazer que os trabalhadores paguem pela crise capitalista. As classes dominantes perceberam que não dá para conter a onda excepcional de resistência popular com os meios tradicionais da democracia burguesa.