Marcos
Silva, Folha do Trabalhador - RJ
Durante
o primeiro turno das eleições, fizemos uma campanha pelo voto nulo
ou nas candidaturas do PCO (Rio, São Paulo e Belo Horizonte). Após
o primeiro turno ficou bem evidente o que já era esperado: a derrota
de conjunto de todas as candidaturas dos partidos de esquerda, com o
menor número de votos e grande crescimento dos votos nulos e de
partidos clássicos da direita como PSDB e DEM. Essa situação foi
consequência do golpe contra o PT e do acovardamento de sua direção
e da direção da CUT, durante o processo que culminou no golpe.
Nunca houve uma eleição com tantas regras eleitorais com o objetivo
de cercear a liberdade política como agora, com toda a fiscalização
do TRE sobre os partidos de esquerda. Mas a derrota mais evidente foi
que as bancadas evangélicas fundamentalistas cresceram
assustadoramente nas câmaras municipais em todas as cidades,
principalmente nas capitais Rio e São Paulo.
