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domingo, 29 de maio de 2016

UNIFICAR AS LUTAS CONTRA O GOVERNO GOLPISTA

Unificar as lutas para derrotar o governo golpista de Temer!
Construir comitês populares contra o golpe!

O movimento de massas segue em um crescente graças ao repúdio ao Golpe mas sobretudo já as medidas de Temer que provocaram um desgaste precoce do governo golpista. Isso vai aumentar com o arrocho salarial e nos programas sociais. Milhões de pessoas vão voltar a sentir fome, o que é ainda um grau abaixo à pobreza, para os que estão sendo jogados de volta na miséria. Milhares vão ser despejadas com o encarecimento das prestações do Minha Casa Minha Vida ( + ). Arrestos de bens vão acontecer para muitos que além de endividados também estão sendo demitidos ou tendo salários diminuído. A tragédia na saúde e na educação vai aumentar e jogar gasolina nos protestos com ocupação já em curso pelos secundaristas.

terça-feira, 8 de abril de 2014

POR UMA FRENTE ÚNICA ANTIGOLPISTA INTERNACIONALISTA NO PRIMEIRO DE MAIO!

Por um primeiro de maio de luta
contra o imperialismo e o golpismo!
Erwin Wolf e Humberto Rodrigues

A oposição burguesa PSDB, DEM, PSB, SDD, PSOL, apoiados por setores do PMDB, PDT e PP, estão aproveitando da crise da Petrobrás, fustigada pelo próprio imperialismo, para levar adiante um impeachment de Dilma através da CPI no Congresso Nacional. O Brasil sofre embrionariamente uma escalada golpista em meio a onda dos golpes parlamentares que ocorreram em Honduras, Paraguai e Ucrânia.

POR QUE O IMPERIALISMO AMEAÇA GOLPEAR UM GOVERNO TÃO VASSALO DO CAPITAL FINANCEIRO COMO O DO PT?

Na base da reação golpista está o fato de todas as medidas anticíclicas adotadas pelo governo Dilma para retardar a chegada da crise de 2008 ao Brasil terem colapsado e agora o imperialismo estar exigindo a aplicação dos famigerados "planos de ajustes" para aumentar a extorção nacional e a superexploração dos trabalhadores. A crise interburguesa entre o governo Dilma e o imperialismo (que tem como agentes de suas demandas a oposição burguesa), se dá porque o primeiro se nega a adotar tais medidas impopulares agora, em ano eleitoral.

Há mais de dois anos a LC já havia alertado "Medidas anti-crise de Dilma, matando a sede com água salgada" [ 1 ] porque o modo vassalo do governo do PT retardar o contágio do país pela crise estava potenciando seus efeitos quando ela chegasse. Os governos Lula e Dilma acentuaram a desindustrialização do Brasil, o endividamento das famílias trabalhadoras, as tendências semi-coloniais e agro-exportadoras [ 2 ]. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

50 ANOS DO GOLPE DE ESTADO NO BRASIL

Líbia, Síria, Egito, Honduras, Paraguai, Ucrânia, Venezuela, o espectro do golpismo ronda o planeta
Derrotar a reação golpista no Brasil!
Nenhuma confiança no governo Dilma, que aprimora o aparato repressivo herdado do regime militar contra a população trabalhadora!

DECLARAÇÃO DA LIGA COMUNISTA - 50 ANOS DO GOLPE DE ESTADO NO BRASIL

50 anos depois do golpe de Estado de 1964, a população trabalhadora segue sob a ditadura do capital. Ditadura agravada pela decomposição da frágil democracia instituída em 1985. Se a crise econômica mundial de 1973 marcou o início do declínio da ditadura militar, a crise de 2008, que atinge retardatariamente o Brasil, coloca novamente o país em uma encruzilhada: avançar em direção a revolução social ou retroceder para um novo golpe de Estado.

Desde 2012, ano de maior número de greves no país desde 1996, a quantidade de lutas no Brasil vem crescendo visivelmente. Em 2013, ocorreram as maiores manifestações de massas do país desde as “Diretas já!” e o “Fora Collor!”. Em 2014, os protestos começaram com os rolezinhos da juventude oprimida contra o apartheid brasileiro, foram seguidos pela greve dos correios em defesa de seu plano de saúde, pelos condutores de Porto Alegre contra os patrões e contra os pelegos, e pela vitoriosa luta por aumento salarial dos garis cariocas. Este ascenso representa a resistência da população trabalhadora à política burguesa de tentar fazer que os trabalhadores paguem pela crise capitalista. As classes dominantes perceberam que não dá para conter a onda excepcional de resistência popular com os meios tradicionais da democracia burguesa.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ESTRUTURA BRASILEIRA E PERSPECTIVAS CONJUNTURAIS 2/2

A base material reacionária do
gradualismo sem rupturas em todo
processo político brasileiro

É bem sabido que o Brasil não possui tradição de partidos políticos. Como uma serpente que muda de pele, a cada 40 anos a burguesia renova 100% de suas principais agremiações. Este não é um padrão burguês mundial, mas uma característica nacional. Nesta questão, o Brasil é diferente dos EUA, Inglaterra, França, Argentina, Índia ou México.

A inconsistência dos partidos políticos burgueses é uma característica típica do modo de conservação do poder pela classe dominante do Brasil, fenômeno que se combina com outro, a falta de processos de ruptura mesmo nos marcos capitalistas, como revoluções vitoriosas (Inglaterra, França, EUA,) ou abortadas (países semi-coloniais).

Acontecimentos como a independência, a instauração da república, o fim da escravidão, a mudança de regimes ditatoriais para regimes democráticos não aconteceram sem rupturas nos outros países 1. No entanto, no Brasil todos estes processos se deram de forma “lenta, gradual, segura e sem revanchismos” 2.