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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ESPECIAL 96 ANOS DA REVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE 2/4

A revolução proletária renascerá
em proporções ainda mais gigantescas!

“A burguesia produz, acima de tudo, seus próprios coveiros. Seu declínio e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis” (MARX e ENGELS, Manifesto do Partido Comunista, 1848)

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS, ou em russo, Союз Советских Социалистических Республик, CCCP) sobreviveu por 74 anos durante o século XX, muito além dos 72 dias do primeiro governo operário instaurado na capital francesa no século anterior. Com a derrota de Napoleão para os exércitos da reacionária Santa Aliança em Waterloo em 1814, também se concluiu em derrota um ciclo de expansão para a Europa das vitórias da revolução burguesa francesa sobre o absolutismo feudal, derrotado em 1789.

Todavia, entre 1814 e 1871 teve início a organização política do proletariado em partido político próprio diante da incapacidade dos partidos liberais burgueses e pequeno burgueses de realizarem a luta democrática e menos ainda de servirem como instrumento para que o proletariado conquistasse melhores condições de vida e de trabalho. O cartismo foi o primeiro ensaio da constituição de um partido operário. Com um programa burguês, depois constituindo-se em um partido operário burguês, o Partido Trabalhista.

1848: A PRIMEIRA GRANDE BATALHA
ENTRE AS CLASSES DO CAPITALISMO;

No continente, ainda que derrotada, a revolução de 1848 foi, segundo Marx,

“a primeira grande batalha entre ambas as classes em que se divide a sociedade moderna. Uma luta pela manutenção outra pela destruição da ordem burguesa”.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

BRASIL “6o PIB MUNDIAL” 2/5

CONCENTRAÇÃO DE RIQUEZAS E MISÉRIA CRESCENTE
Crescimento da riqueza capitalista, pauperização relativa das massas e impotência reformista
O Bolchevique #8 – janeiro de 2012
Marx abandonou a concepção de pauperização absoluta do proletariado e a teoria dos salários baseado no mínimo fisiológico, vigente no Manifesto Comunista. A evolução de sua crítica da economia política o conduziu à formulação da mais-valia relativa (ampliação da produtividade física do trabalho pela via do aprimoramento tecnológico). Assim, na medida em que podem interferir apenas no preço da força de trabalho, os sindicatos são impotentes diante da pauperização relativa dos operários e do crescimento da riqueza econômica. O sindicalismo reformista é incapaz de modificar a posição relativa do operário diante do capitalista, que tenderia a degradar-se cada vez mais, uma degradação identificada, não necessariamente com uma pauperização absoluta da força de trabalho, mas com uma precariedade crescente de seu emprego, dado o incremento da composição orgânica do capital, posto pela elevação da produtividade do trabalho.
A disparidade, favorável e momentânea, do impacto da crise sobre o Brasil também se percebe em outros indicadores econômicos, como no emprego e na Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que se apresentam de forma quase inversas aos retraídos índices dos EUA e União Européia.
No Brasil, sob a base de uma precarização crescente do trabalho, a burguesia comemora o máximo recrutamento do exército industrial de reserva absorvido por uma UCI de 80% que se reflete em todos os ramos da produção.