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sábado, 31 de janeiro de 2015

LIBERDADE PARA OS PRESOS POLÍTICOS

Eu apoio os 23
Gregorio Duvivier, 29 de Janeiro de 2014.
O Comitê Paritário (LC, CL, RPR) publica abaixo o texto do ator e comediante Gregório Duvivier com o qual temos acordo na luta pela libertação de todos os presos políticos.
Ninguém está falando sobre isso, mas nesse exato momento 23 ativistas estão sendo processados por associação criminosa armada – embora não haja arma, nem crime, nem associação. Além da ausência de antecedentes criminais, os ativistas tem em comum apenas o fato de terem participado das manifestações de Junho e, no ano seguinte, contra a Copa. E só. A maioria dos “associados” se conheceu na cadeia.

Não se sabe qual o critério escolhido para prendê-los, já que milhões de pessoas protestaram entre Junho de 2013 e Junho de 2014 (entre as quais eu) mas o critério parece ter sido o fato de serem, em sua maioria, professores – o que, no Brasil, parece ser um crime imperdoável, especialmente se o acusados forem, como é o caso, funcionários da rede pública. Fico feliz de não ter feito licenciatura, parei no bacharelado. Caso contrário, talvez estivesse preso.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

DÉCLARATION DU CLQI SUR CHARLIE HEBDO

l'islamophobie est le racisme de jour
01/10/15

A Liga Comunista publica a «Déclaration du Comité de Liaison pour la Quatrième Internationale sur Charlie Hebdo" em idioma francês, gentilmente traduzida por um camarada que tratou de difundi-la junto ao NPA (Nouveau Parti Anticapitaliste) e ao LO (Lutte Ouvrière).

Nous défions quiconque de dire que ce ne est pas une caricature sexiste, raciste, vile, islamophobe, de la propagande impérialiste française. Il a un double sens qui suggère que les jeunes femmes sont «réellement» en colère à cause de la perte de leurs allocations et qu’elles ne se soucient pas d’être enlevées et violées à plusieurs reprises.

Le CLQI affirme que les racines de fond des décès dans les bureau de Charlie Hebdo à Paris le 7 Janvier sont les guerres impérialistes dans les terres musulmanes. Afghanistan, Irak, Libye, Mali, Syrie, etc. Les marxistes n’égalisent pas la violence de l'oppresseur avec celle des opprimés, nous ne faisons aucun jugement moraux sur les personnes qui ont effectué ces attaques et nous reconnaissons les décès causés par l'impérialisme dans ces terres, qui comptent dans les centaines de milliers, sinon presque des millions. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A SITUAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA NO ABC PAULISTA

Resistência e avanços políticos operários em meio
a ofensiva dos patrões e seus governos no início de 2015
Erwin Wolf

Em decorrência dos ataques sofridos durante o governo Dilma 1 e dos recentes ataques do governo Dilma 2 com cortes de direitos previdenciários (pensão/seguro desemprego), aumentos de impostos e juros, visando a obtenção do superávit primário de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) para dar ainda mais lucros aos banqueiros e grandes capitalistas, os trabalhadores do ABC Paulista estão retomando as suas lutas de maneira intensa, com a vitória parcial na greve dos 10 dias dos trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo do Campo, com a greve de solidariedade dos trabalhadores da Quasar de Mauá, com a vitória da greve dos motoristas e cobradores ônibus da Vipe (Viação Padre Eustáquio) de São Caetano, com a vitória na resistência da ocupação da favela Skaf, no Bairro Batistini, em São Bernardo do Campo.

VITÓRIA NA VOLKSWAGEN!

Vitória na Volkswagen!

Antônio Júnior, operário metalúrgico e cipeiro da CAF-Brasil (Hortolândia-SP)

Eu gostaria de escrever um relato apaixonado da vitória da luta operária na Volkswagen, mas, não posso. Mais uma vez a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (corrente Articulação Sindical da CUT), enganou e traiu os trabalhadores da Volks.

A empresa propôs um PDV de 2500 demissões em dezembro de 2014, essa proposta foi recusada pelos trabalhadores em assembleia. Em janeiro de 2015, a empresa demitiu 800 funcionários. Os operários declararam greve, fecharam rodovias, ganharam a simpatia de milhões de trabalhadores que acompanharam a greve via meios de comunicação. Então, mais uma vez, a Articulação Sindical deu uma de Articulação Sindical. Os trabalhadores lutaram contra as demissões e conseguiram reverter esse facão, mas, a direção do sindicato e da Volks querendo por fim a mobilização, negociaram a troca das 800 demissões por um PDV de 2500 trabalhadores, ou seja, o plano original.

BRAZIL - FOR A UNITED FRONT (LC – CL – RPR)

For a United Front to defeat the offensive of the employer, the government and the right!
Volkswagen metallurgical point the way of the fight!
22 Jan 2015

Statement of the fight against pro-imperialist coup in Brazilby the Joint Committee (LC – CL – RPR)

The Joint Committee was formed by the Communist League, Lenin Collective, Popular Revolutionary Resistance (Brazil) calling for an anti-imperialist united front (AIUF) against the threat of a right coup in Brazil

2015 began with the working class coming under intense attacks from the government and employers, with threats of massive layoffs of in VW, Ford, Mercedes, with threat to unemployment insurance, sick pay, pensions, wage allowances, etc;. We also say outsourcing of medical skills, higher taxes, lack of mains waters and curs electricity supply in the working class neighbourhoods.

domingo, 25 de janeiro de 2015

ARÁBIA SAUDITA - RPR

Morreu o rei?
Reproduzimos abaixo um texto do camarada Mário Medina da Resistência Popular Revolucionária

Morreu essa semana, aos 90 anos, o rei saudita Abdullah Bin Abdulazis. Notícia irrelevante, sejamos sinceros. O que a mídia burguesa não diz é que o sujeito não passava de um fantoche dos EUA, que bateu as botas pra dar espaço a outro da mesma laia.

A Arábia Saudita é vizinha do Iraque, da Síria e do Irã, ou seja, um ponto estratégico da geopolítica do Oriente Médio, e joga um papel de relevância no cenário político local, sobretudo como enclave do imperialismo ianque na região; além de figurar como país mais rico do Oriente Médio, um dos países mais poderosos da OPEP.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

ARGENTINA

Luta intercapitalista mundial, Estados Unidos contra
as naciones pro Eurasia e o caso Nisman

Reproduzimos abaixo declaração da Tendencia Militante Bolchevique, corrente membro do Comitê de Ligação pela IV Internacional, sobre a atual crise política fabricada contra o governo de Cristina Kirchner.

Independente de que tenha sido um assassinato, um suicídio ou um suicídio induzido, e independente de quem o tenha assassinado ou pressionado para o suicídio, o caso Nisman converteu-se em um fato político. A oposição pro-imperialista e, fazendo seguidismo a ela, a esquerda pseudotrostkista, buscam fazer do caso Nisman um fato político que desestabilize o governo de Cristina Fernandes Kirchner (CFK), hoje o governo latino-americano mais próximo da Russia e da China.

Em que contexto ocorre o ‘Caso Nisman’.

O cristinismo precisa assegurar as condições políticas e econômicas em seu último ano de governo para poder fazer um sucessor confiável. Para isso é fundamental assegurar e aprofundar as tendências que ligam a Argentina com o núcleo russo-chinês. Neste contexto, o cristinismo necessita impor limites a SIDE, hoje secretaria de inteligência, que de fato é um autêntico governo paralelo ligado a CIA e ao Mossad, e, portanto, com fortes vínculos com os EUA e Israel. Foi por isso que CFK puseram a um membro da inteligência militar, Milani, como Chefe do Exército, inclusive pagando o preço político das acusações que comprometem Milani com os crimes da ditadura.

domingo, 18 de janeiro de 2015

FRENTE ÚNICA - DECLARAÇÃO DO COMITÊ PARITÁRIO

Frente única para derrotar a ofensiva
patronal, do governo e da direita!
Metalúrgicos da Volks apontam o caminho da luta!
Declaração do Comitê Paritário (Liga Comunista, Coletivo Lenin, Resistência Popular Revolucionária)

2015 começou sob intensos ataques dos governos e dos patrões, com ameaças de demissões em massa na Volks, Ford, Mercedes, ameaça ao seguro desemprego, ao auxílio doença, as pensões, aos abonos salariais, etc; terceirização das perícias médicas, aumento dos impostos, falta d`água e falta de energia elétrica nos bairros operários.

Os metalúrgicos da Volks, na luta contra a ofensiva patronal, que objetivava demitir 800 trabalhadores, foram além da política da burocracia sindical e colocaram milhares de manifestantes para travar a via Anchieta, juntamente com os trabalhadores da Ford e da Mercedes. A exemplo desta histórica e emblemática vitória de uma parcela importantíssima da classe trabalhadora brasileira, a esquerda deve retomar métodos de luta mais efetivos e adotar combativa postura frente as politicas de austeridade de Dilma. Muito embora, conduzida pela burocracia sindical, a vitória desta batalha tenha sido parcial, por ter aceito a imposição do PDV e a demissão dos terceirizados. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

DECLARAÇÃO DO CLQI SOBRE O CASO 'CHARLIE HEBDO'

A Islamofobia é o racismo 'de jour'*

O Comitê de Ligação pela IV Internacional (CLQI) afirma que a raiz da causa dos assassinatos no escritório do Charlie Hebdo em Paris, no dia 7 de janeiro, está nas guerras imperialistas em terras muçulmanas – Afeganistão, Iraque, Líbia, Mali, Síria, etc. Os marxistas nunca devem igualar a violência do opressor com a dos oprimidos, não fazemos julgamentos morais sobre as pessoas que realizaram esses ataques e reconhecemos as mortes causadas pelo imperialismo nessas terras executando milhares de vítimas, senão milhões.

Em 12 de maio de 1996, em resposta à pergunta de Lesley Stahl, "Sabemos que meio milhão de crianças morreram no Iraque, ou seja, isso supera o número de crianças que morreram em Hiroshima; você acha que valeu a pena?". Madeleine Albright, então embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, respondeu: "Sim, nós achamos que valeu a pena".

Nós não temos o direito de impor aos militantes que representam os oprimidos como eles devem conduzir suas lutas; nem ao IRA nem aos palestinos, nem àqueles que lutam hoje contra o imperialismo no Oriente Médio. Mas, como marxistas, nos opomos a métodos de terror individual por motivos políticos, posto que jamais conseguirão atingir seus objetivos em derrotar o imperialismo por tais métodos; na verdade, acabam fazendo o oposto: reforçam as garras do Estado contra si mesmos e alienam seus únicos e verdadeiros aliados potenciais, a classe operária francesa e internacional, como discutiremos a seguir. 

sábado, 3 de janeiro de 2015

LIBERTEM OS 4 DO BOROTBA!

Negociando a rendição para Kiev
¿Dónde está Borotba?
Libertem os quatro do Borotba!

Declaração assinada por: Socialist Fight – Grã Bretanha; Coletivo Lenin – Brasil;  Tendência Revolucionária - Brasil; Liga Comunista – Brasil; Tendência Militante Bolchevique – Argentina.

As organizações que assinam este documento exigem a libertação imediata dos quarto militantes do Borotba, Maxim Firsov, Victor Shapinov e Maria Muratova, sequestrados em 21 de dezembro, e do vereador de Odessa e sobrevivente do massacre de 2 de maio, Alexey Albu, que foi feito refém ao exigir a libertação dos seus companheiros. Alexey Albu falou, poderosamente, via Skype, com a reunião da campanha Solidariedade com a Resistência Antifascista na Ucrânia, no dia 11 de novembro, na Marx Memorial Library, em Clerkenwell, Londres. 

UCRÂNICA II - GREG BUTTERFIELD

Libertem os militantes do Borotba!
Para:
Primeiro-ministro Alexander Zakharchenko
Comandente do Batalhão Vostok Alexander Khodakovsky
Vice-Presidente do Soviete do Povo Denis Pushilin
Ex-Presidente do Soviete Supremo Boris A. Litvinov
Dr. Andrei Purgin e outras autoridades da República Popular de Donetsk e das Forças Armadas Novorrussas.

28 de dezembro de 2014

Caros companheiros,

Em nome dos ativistas antifascistas e antiguerra nos Estados Unidos, que estão se organizando em solidariedade às Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, apelamos urgentemente para que assegurem a libertação imediata de quatro militantes que comunicou-se que estão presos pelo Batalhão Vostok.

Victor Shapinov, Maxim Firsov e Maria Muratova são membros da organização antifascista ucraniana União Borotba. Durante uma visita de solidariedade a Donetsk em 21/12, estes três companheiros foram presos por soldados do Batalhão Vostok. Eles foram confundidos com uma equipe de reconhecimento e sabotagem ucraniana. 

UCRÂNIA I - BOROTBA

Anúncio urgente do Borotba

http://borotba.su/v_donecke_propali_borotbisty_maksim_firso…

URGENTE! Os militantes de Borotba, Maxim Firsov, Victor Shapinov e Maria Muratova estão desaparecidos. Aproximadamente às 15h de 21 de dezembro, os borotbistas foram sequestrados por desconhecidos. Os sequestradores se apresentaram como membros do Batalhão Volstok. De acordo com as informações disponíveis, os companheiros estão juntos com soldados ucranianos capturados, no escritório do comandante, na rua Elevatornaya, na cidade de Donetsk.

Os comunistas Shapinov, Firsov e Muratova lutaram durante todas as suas vidas contra os ultranacionalistas e oligarcas ucranianos, e foram perseguidos em Kiev e Odessa pela sua posição contrária às autoridades ucranianas.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

RETROSPECTIVA 2014

Um ano de iniciativas e lutas, semeando um 2015 de firme resistência à política antiioperária de Dilma e ao golpismo da direita pró-imperialista

2014 foi um ano de muitas iniciativas e lutas para a Liga Comunista. Semeamos convictos de que colheremos no porvir.

Estivemos com os olhos bem abertos e alertamos para a nova ofensiva do imperialismo que teima frear a roda da história e lançar mão de seus agentes regionais contra os povos oprimidos através de Golpes de Estado e da pressão pela imposição de planos de austeridade contra o conjunto do proletariado mundial. 

Prognosticamos que o 2015 será um ano de duros enfrentamentos, particularmente contra o fantasma do golpismo que ronda também o Brasil, mas também intransigentemente contra a política antioperária de Dilma e seu ministério de monstros. Mas os choramingos de que a vida é dura e será mais difícil de nada adiantarão para os que precisam e querem organizar a resistência das massas.

A vida da classe trabalhadora nunca foi um mar de rosas mesmo, mas sim um vale de lágrimas. Todavia, coletivamente, resistimos. Vencemos muitas batalhas. Aprendemos com as derrotas e nos preparamos para a guerra mundial de classes.

Quanto mais organizados, mais conscientes de nossa missão histórica, mais vitórias teremos. Que venham as lutas de 2015!

Abaixo fazemos uma retrospectiva com as devidas datas das principais atividades realizadas:

domingo, 28 de dezembro de 2014

CUBA - EUA

O novo acordo EUA-Cuba e a
luta em defesa do Estado proletário

Declaração assinada por: Liga Comunista – Brasil; Tendência Militante Bolchevique – Argentina; Socialist Fight – Grã Bretanha; Coletivo Lenin - Brasil; Resistência Popular Revolucionária - Brasil.

Após 18 meses de conversações secretas entre EUA e Cuba, mediadas pelo Canadá e pelo papa Francisco, os dois países realizaram os primeiros gestos de aproximação em meio século com a libertação de prisioneiros que ambos os países mantinham do outro. Mas o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba depende do Congresso dos EUA, que precisa votar o fim das leis Torricelli e Helms-Burton. Todavia, os que defendem o bloqueio são a maioria das duas casas do Congresso.

O Estado imperialista é integrado por distintas frações da burguesia estadunidense. Por isso, apesar de sua pequeña importancia social, existem minorias contrarevolucionarias, como o sionismo (não confundir mecanicamente com o judaísmo) e os gusanos burgueses nos EUA que possuem representação deformadamente maximizada na política imperialista. Por exemplo, os negros são 13% da população estadunidense, mas todo policial tem o direito de estrangular e executar um negro pobre desarmado, segundo a justiça da mais rica cidade dos EUA. Os sionistas e os gusanos são sócios dos 1% mais ricos, mas assim como o sionistas, os gusanos podem impor sua orientação a Casa Branca em determinadas questões decisivas a seus interesses, por serem a vanguarda e justificativa da política contrarrevolucionária contra o Estado proletário nos EUA. Portanto, a derrubada das leis do bloqueio por parte do legislativo imperialista não será possível enquanto a burguesia gusana for funcional a direita republicana. Todavia, não nos resta dúvida que foram as necessidades maiores do conjunto do imperialismo por conter a influência da Rússia e da China sobre a América Latina que se impuseram sobre o Executivo para que Obama conciliasse esse acordo. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

TRABALHADORES SEM TETO - SÃO BERNARDO DO CAMPO/SP

Derrotar a repressão de Luis Marinho (PT)!
Todo apoio à ocupação Devanir José de Carvalho!


Reproduzimos abaixo o artigo do jornalista de Cadu Bazilevski, diretor de base da Regional do ABCD, do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, sobre a Ocupação Devanir José de Carvalho, onde a questão social foi tratada como caso de polícia (como na época do época do ex-Presidente Washington Luís, na Primeira República), agora pela Prefeitura de São Bernardo do Campo do Partido dos Trabalhadores, tendo sido repudiada por amplas parcelas da esquerda na cidade e até dentro dos militantes do partido na cidade. A Liga Comunista se solidariza com os lutadores trabalhadores sem teto e suas organizações e repudia o prefeito de São Bernardo do Campo (SBC), Luis Marinho, e luta pela revolução urbana que exproprie os especuladores imobiliários, defendidos com violência policial pela prefeitura petista e sua Guarda Civil, e ponha o conjunto do espaço urbano sob o controle dos trabalhadores. 

Militantes dos movimentos sociais repudiam truculência da GCM de São Bernardo em desocupação no Cooperativa 

Militantes de diversas organizações políticas e dos movimentos sociais se reuniram na noite desta sexta-feira, 5, no auditório da Câmara de São Bernardo para participar de ato de repúdio à ação truculenta da Guarda Civil Municipal (GCM) comandada pelo secretário de Segurança Urbana, Benedito Mariano, dando fim à ocupação Devanir José de Carvalho, no último sábado, 29, no bairro Cooperativa. Mais de 300 famílias foram violentamente retiradas do local debaixo de bombas de efeito moral e balas de borracha.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

NEOATEISMO E ISLAMOFOBIA

Los ateos del imperialismo

A LC reproduz abaixo uma análise realizada pela LC-TMB acerca do interessante artigo
"New Atheism, Old Empire" (Novo Ateísmo, velho império) da revista "Jacobin" que faz referência a uma espécie de neoateísmo reacionário atual.

El nuevo ateísmo pro-imperialista nació en la década de 1970. Es una expresión ideológica de la necesidad del imperialismo por recolonizar a Medio Oriente. Cuando EUA precisó sustituir el oro por el petroleo, constituyendo a partir de entonces, gran parte de su economía sobre el control de la principal fuente energética del planeta. El imperialismo mismo hace la segunda ofensiva imperialista en la región de la posguerra, después del primera ofensiva con el sionismo israelí. En cuanto una vertiente de la nueva ofensiva imperialista se apoyaba en la reacción democratizante de Medio Oriente con el sionismo con una mano y en el neoateismo islamofobico, con otra, en tanto sectores fundamentalistas islámicos eran peones de extrema utilidad en Afganistán y en todo el mundo árabe-musulmán para combatir a la URSS y la expancion del comunismo en Medio Oriente, como por ejemplo el apoyo del sionismo a Hamas para desestabilizar a la izquierda laica de la OLP.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

ESTADOS OPERARIOS E RESTAURAÇÃO CAPITALISTA

Camboja, Vietnã, Laos e Etiópia

Disponibilizamos aos nossos leitores um documento sobre as revoluções afro-asiáticas, o caráter de classe do Camboja, Vietnã, Laos e Etiópia e os processos de restauração capitalista nestes países, redigido pelos camaradas do Socialst Fight britânico. Original em inglês: The Marxist theory of the state: Deformed and Degenerated Workers' States And capitalist States.
Mao esmagou a greve dos trabalhadores que saudaram o ingresso de seu "Exército Vermelho" em Pequim, em 1949. Sob a influencia maoísta, o Camboja / Kampuchea não era um Estado operário deformado até sua invasão pelo Vietname, em 1978. Por isso, Peng Shuzi está errado quando raciocina assim:

“Em nossa opinião é a de que sob o regime de Pol Pot, o Camboja foi muito contraditório. Por um lado, Pot havia confiscado as propriedades da burguesia e estabelecido relações de propriedade socialistas; sobre este ponto básico, era um Estado operário. Mas, por outro lado, uma vez que ele foi o mais estúpido e mais brutal entre os burocratas stalinistas, um açougueiro que matou mais de um milhão de pessoas, o seu regime era uma ditadura brutal profundamente odiada pelo povo cambojano. Do ponto de vista dialético, a progressividade das suas nacionalizações da propriedade não pode ser negada, e deve ser apoiada. Mas o seu aventureirismo cego por abolir toda a moeda e interromper todo o comércio devem ser criticados; assim como a seu terrível dominio burocrático, ele deve ser duramente desmascarado e denunciado. Mas o SWP possui opiniões diferentes. Ele ressaltou os crimes da ditadura burocrática e negou o fato do confisco da propriedade privada por Pot, sendo assim definiu o Camboja como um país capitalista. Tal ponto de vista é estranho, porque um país capitalista sem propriedade privada e sem comércio nunca existiu no mundo. Como Cuba apoiou ao Vietnam, o SWP também seguiu a burocracia castrista e também apoiou o lado do Vietnã neste conflito. [I]

terça-feira, 11 de novembro de 2014

MARCHA POPULAR CONTRA A DIREITA, POR MAIS DIREITOS

Fazer do Brasil uma grande Cuba!

Este documento é uma elaboração comum do Comitê Paritário constituído pelo Coletivo Lênin e pela Liga Comunista / Comitê de Ligação pela IV Internacional (TMB / Argentina, Socialist Fight / Grã Bretanha), estabelecido na jornada de discussões de São Paulo dos dias 08 e 09 de novembro de 2014.

A crise de 2008, debilitou o domínio do imperialismo dos EUA e Europa sobre países como o Brasil, e favoreceu a influência das burguesias chinesa e russa. Os conflitos na Síria, Ucrânia e as últimas eleições estiveram marcados por essa nova disputa.

Durante e após as eleições, setores da classe média manipulados pelo imperialismo foram as ruas com todo o seu ódio, preconceitos e violência contra nós trabalhadores, defendendo a qualquer custo a derrota do PT.

Derrotada nas urnas, a direita quer agora derrubar o governo Dilma, agitando por uma nova ditadura militar para facilitar a aceitação de um golpe parlamentar como imposto em Honduras, Paraguai e Ucrânia.

Toda essa onda reacionária acontece porque eles têm medo de perder seus privilégios, de que o PT, pressionado por manifestações e greves, seja obrigado a fazer as reformas necessárias a melhoria vida dos trabalhadores. No entanto, o PT não fará essas reformas, porque mesmo depois de quase tomar um pé-na-bunda dos empresários e banqueiros, e quase perder a presidência num golpe eleitoral-midiático, o PT mais uma vez deixa de lado os movimentos sociais e os trabalhadores para negociar a sua “governabilidade” com a direita.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

TEORIA: DIALÉTICA

Dialética, ciência e luta de classes
Humberto Rodrigues

Dialética é a ciência das leis gerais do movimento tanto do mundo exterior quanto de seus reflexos no pensamento. A dialética parte do princípio de que todas as coisas estão em um processo contínuo de mudança. A diferença entre o pensamento comum e o pensamento dialético é a diferença entre uma fotografia e um filme. O pensamento vulgar, inclusive entre a militância  de esquerda, trabalha com conceitos como moral, liberdade, capitalismo, Estado, considerando-os como abstrações fixas, presumindo que capitalismo é igual a capitalismo, moral é igual a moral, Estado é igual a Estado,... O pensamento dialético analisa todas as coisas e fenômenos em suas mudanças e contradições permanentes que alteram objetiva e subjetivamente a todo o universo e que tais processos de mudanças podem converter escravidão em liberdade, jovialidade em velhice, ou seja, os fenômenos em seus opostos.