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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

NEOATEISMO E ISLAMOFOBIA

Islamofobia no Brasil e ateísmo pró-imperialista

O governo golpista de Temer-Meireles-Serra-Moraes aproveita agora das olimpíadas para aumentar os mecanismos da repressão e coação contra o conjunto da população trabalhadora. De acordo com os interesses golpistas, essa manobra é fundamental para estabelecer no Brasil um regime contrarrevolucionário que possibilite a ampliação do terror de Estado policial e militar suficiente para executar o programa golpista: privatização da Petrobrás, liquidação do SUS e da educação públicas, aposentadoria aos 70 anos, jornada de trabalho de 80h semanais, etc. Para isso, estão usando o megaevento centrado no Rio de Janeiro, onde os bairros proletários já estão sob ocupação militar através das UPPs, como tubo de ensaio. Um dos ingredientes desta ofensiva está na justificativa para criar artificialmente uma onda islamofóbica no Brasil. Para isso, providenciaram a prisão arbitrária e espetaculosa de vários proletários identificados como “possíveis terroristas” e assim, surfando retardatariamente da “guerra ao terror” imperialista, criam uma histeria com o apoio do bombardeio da mídia venal (Globo, Veja e assemelhados). A islamofobia tem provocado o aumento da xenofobia, do racismo e das agressões contra a comunidade islâmica no Brasil e aos imigrantes e refugiados em geral. Tudo isso, com a ajuda inestimável prestada pelo covarde governo golpeado do PT que aprovou a legislação antiterror contra toda resistência popular a ofensiva patronal e imperialista.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

POR UMA CONCEPÇÃO MATERIALISTA DO PMDB

Por uma concepção materialista do papel do PMDB

Diante do golpe consumado e da imposição de um governo do PMDB, publicitamos a contribuição do camarada dirigente da TMB, Leon Carlos, feita visionariamente há alguns meses, reivindicando uma concepção materialista do PMDB. As observações abaixo explicam as características próprias do PMDB dentre o conjunto dos partidos burgueses brasileiros e como manteve-se encrostado no controle dos três poderes de todos os governos federais desde 1985 sem nunca ter ganho uma eleição presidencial.  

Carta da TMB a FCT,

Considero que devemos avançar nossa concepção materialista do papel do PMDB.

1) Os setores burgueses que compõem o PMDB estão muito ligados aos negócios com a maquinaria Estatal, provedores, empreiteiros, mutuários, concessionários do Estado, ou seja, devedores crônicos da banca estatal;

a) Nesse setor da classe dominante predomina uma “burguesia de Estado” [não confundir com estatista, que defende a estatização como política econômica, ou com capitalismo de Estado, que refere-se a outro conceito] ou melhor, como os ideólogos neoliberais chamam um “capitalismo de compadres” (capitalismo de compadrazgo, em castellano, crony capitalism, em inglês);

sábado, 25 de julho de 2015

CIÊNCIA E MATÉRIA

O universo sempre existiu, mas o Big Bang, não
Leon Carlos, TMB Argentina, membro do Comitê de Ligação pela IV Internacional
Folha do Trabalhador #22, março de 2015

A teoria do Big Bang afirma que o universo teve sua origem a partir de uma “grande explosão”. Por várias décadas, esta foi a teoria dominante para explicar o desenvolvimento inicial do universo.

Mas, foram descobertas “supernovas”, corpos celestes que se assemelham a nuvens brilhantes e são nascidas da explosão de estrelas, cuja existência contradiz a possibilidade da existência de um “Big Bang”. Existem várias teorias que tentam resolver os problemas do “Big Bang”. uma delas é a do físico Wun Yi Shu, de Taiwán. A teoria de Shu estabelece que o espaço e o tempo não são elementos independentes. Segundo ele, o universo teria 4 dimensões, 3 são as dimensões do espaço, altura, largura, profundidade. A quarta dimensão seria o tempo.

A teoria do Big Bang compreendia o universo como sendo plano. Nas novas hipóteses levantadas por Shu, que até agora se demonstraram mais coerentes, o universo seria uma imensa esfera de 4 dimensões, sem princípio nem fim em termos de espaço e tempo, convertendo-se um no outro, pois na medida que o universo se expande, o tempo vai se transformando em espaço.

A ideia do Big Bang sofre uma clara influencia religiosa de que tudo foi criado do nada por obra de um ser supremo, um Deus. Seu autor foi o padre belga Georges Lemaître, que tratou de direcionar a teoria de Einstein para justificar a sua ideia do criador originário, dando assim origem ao Big Bang.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A NATUREZA DE CLASSE DA URSS

A Natureza de Classe da URSS
Leon Trotsky - 1933

Publicamos em nosso blog um dos mais brilhantes e pedagógicos textos sobre o caráter de classe da União Soviética, escrito pelo dirigente da revolução social russa, Leon Trotsky.

Acima, imagem rara de Trotsky discursando em 1922 na URSS,
tendo a companhia de Lenin e Kamenev no palanque. A imagem
mais popular, quando Lenin troca de lugar com Trotsky, foi
adulterada pelo stalinismo para apagar Kamenev e Trotsky da história
A ruptura com a Internacional Comunista e a orientação de formar uma nova internacional colocaram novamente o problema do caráter de classe da URSS. Será que o desastre da Internacional Comunista não significa também, ao mesmo tempo, o do estado que surgiu da Revolução de Outubro? Certamente, ambas as instâncias têm a ver com a mesma organização dominante: o aparato stalinista. Este aplicou os mesmos métodos dentro da URSS e no terreno internacional. Nós, os marxistas, nunca fomos partidários do duplo sistema de contabilidade dos brandleristas [ 1 ], segundo o qual a política dos stalinistas é impecável na URSS e catastrófica fora de suas fronteiras. Estamos convencidos de que é igualmente catastrófica em ambos os terrenos. Se é assim, não se deve reconhecer, então, que o colapso da Internacional Comunista é simultâneo à liquidação da ditadura proletária na URSS?

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

TEORIA: DIALÉTICA

Dialética, ciência e luta de classes
Humberto Rodrigues

Dialética é a ciência das leis gerais do movimento tanto do mundo exterior quanto de seus reflexos no pensamento. A dialética parte do princípio de que todas as coisas estão em um processo contínuo de mudança. A diferença entre o pensamento comum e o pensamento dialético é a diferença entre uma fotografia e um filme. O pensamento vulgar, inclusive entre a militância  de esquerda, trabalha com conceitos como moral, liberdade, capitalismo, Estado, considerando-os como abstrações fixas, presumindo que capitalismo é igual a capitalismo, moral é igual a moral, Estado é igual a Estado,... O pensamento dialético analisa todas as coisas e fenômenos em suas mudanças e contradições permanentes que alteram objetiva e subjetivamente a todo o universo e que tais processos de mudanças podem converter escravidão em liberdade, jovialidade em velhice, ou seja, os fenômenos em seus opostos.