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sexta-feira, 28 de março de 2014

PROFESSORES ESTADUAIS - SÃO PAULO

Chega da enrolação da Apeoesp enquanto o tucanato toca o caos na educação!

Suplemento de agitação da Liga Comunista
para a assembleia da Apoesp de 28/04/2014

Unificar todos os trabalhadores do Estado e do município de São Paulo em um ato-assembleia de greve no MASP no início de abril!
Construir uma greve de verdade para conquistar a redução da jornada, o aumento real do salário e direitos iguais para todos os professores!
Derrotar a ditadura de “Bebel”, da chapa 1!
Nenhuma ilusão na chapa 2, da “situação alternativa”!
Construir uma oposição de verdade para reconquistar a Apeoesp para a lutar dos professores!

Notas relacionadas:
PROFESSORES ESTADUAIS - SP

terça-feira, 25 de março de 2014

FORMAÇÃO POLÍTICA: LIVRO - O FASCISMO, POR TROTSKY

Publicações Vorkuta lança segunda
edição da coletânea de textos de Trotsky:
"Facismo - O que é? Como combatê-lo?"

"Em todos os países em que o fascismo triunfou, tivemos, antes do crescimento do fascismo e da sua vitória, uma onda de radicalização de massas dos operários e dos mais pobres camponeses e fazendeiros, e da pequena-burguesia. Na Itália, depois da guerra e antes de 1922, tivemos uma onda revolucionária de grandes dimensões, o Estado foi paralisado, a policia não existia, os sindicatos podiam fazer tudo aquilo que quisessem - mas não havia um partido capaz de tomar o poder. Como reação surgiu o fascismo."

L. Trotsky, “Algumas questões sobre os Problemas Americanos”,
IVª Internacional, Outubro de 1940

A crise capitalista mundial desatada em 2008 fez ressurgir um fenômeno marginal mas todavia latente na sociedade burguesa nos últimos 70 anos, o nazi-fascismo. Recentemente, pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, defensores explícitos do nazismo tomam o poder no maior país do continente europeu até a fronteira russa, a Ucrânia.

O fascismo é um cão de guarda do capital financeiro posto para aterrorizar o proletariado em momentos de crise, para forçá-lo a submeter-se a regimes de austeridade e de superescravidão. Não por acaso ele saiu da marginalidade política na Grécia, depois de uma dezena de greves gerais sem que o proletariado tenha encontrado um instrumento que o conduzisse ao ao poder político pela via revolucionária. Como recorda Trotsky, o fascismo não aparece de súbito, ele é invocado pelo capital em meio a uma crise burguesa e durante uma crescente onda de ousadas lutas de massas sem direção revolucionária.

Os governos burgueses bonapartistas de esquerda e de direita dão munição ao fascismo e pavimentam o caminho da reação. Desde as crises capitalistas do início deste século, a América Latina sofre ondas golpista patrocinada pelo imperialismo estadunidense com a participação germinal de elementos fascistas na Bolívia, Equador, Honduras, Paraguai, Venezuela e Brasil.

A Liga Comunista, através das publicações Vorkuta, lança a segunda edição do folheto que foi compilado e impresso pela primeira vez sob este título "FASCISMO – O que é? Como combatê-lo?" pela Pioneer Publishers em Agosto de 1944 e reimpressa em 1964.

quinta-feira, 20 de março de 2014

LC TV ANTIIMPERIALISMO E ANTIFASCISMO NA UCRÂNIA

Luta antiimperialista e antifascista na Ucrânia por Liga Comunista


Click na imagem acima para ver o vídeo da Liga Comunista sobra a situação política
na Ucrânia e sua importância para a luta de classes mundial
Pela primeira vez, desde a II Guerra Mundial, o nazismo conquista o poder em um país. É na Ucrânia, o maior país do continente europeu, com uma população de 45 milhões de habitantes. Apoiados pelos Estados Unidos e pela União Europeia, grupos nazistas derrubaram, através de um golpe de Estado, um governo democraticamente eleito.

sexta-feira, 14 de março de 2014

UCRÂNIA - CLQI

Derrotar o imperialismo e o nazismo na Ucrânia!
Frente única com Putin, o diabo e sua avó!

Declaração do Comitê de Ligação pela IV Internacional

"A defesa contra o fascismo não é uma ação isolada. O fascismo é apenas um porrete nas mãos do capital financeiro. O objetivo do esmagamento da democracia proletária é elevar a taxa de exploração da força de trabalho. Aí reside um campo imenso para a frente única proletária: a luta pelo pão de cada dia, luta estendida e agudizada, conduz diretamente, sob as condições atuais, a luta pelo controle operário da produção."

Leon Trotsky , El frente único defensivo, Carta a un obrero socialdemócrata, (23 de fevereiro de 1933), http://www.marxists.org/espanol/trotsky/1933/febrero/23.htm

UM GOVERNO NAZISTA

Não se enganem, os recentes acontecimentos na Ucrânia sinalizam que o proletariado internacional enfrenta a ameaça mais séria à sua existência organizada desde os sombrios dias de fevereiro 1933, quando Trotsky escreveu estas palavras.

sexta-feira, 7 de março de 2014

UCRÂNIA - SF & DCS

Declaração de solidariedade aos antifascistas ucranianos 
Por Socialist Fight (Luta Socialista) e Democracy and Class Struggle (Democracia e Luta de Classes)
In english - http://democracyandclasstruggle.blogspot.co.uk/

Manifestação  fazer Grupo Ucraniano Borotba,
los Defesa da Estatua de Lenin
com UMA Faixa com a Imagem de Trotsky
Nós condenamos o Golpe de Estado na Ucrânia dirigido pelos partidos nazistas e fascistas "Pátria", "Svoboda", "Setor de Direita" e pelos Banderistas [seguidores de Sephan Bandera, ucraniano colaborador fazer nazismo na II Guerra Mundial].

Condenamos a todos os clãs oligárquicos capitalistas ucranianos pró-União europeia ou pró União Asiática. A Fração Direita da Rada [parlamento unicameral ucraniano] imediatamente após o golpe de Estado começou um Ataque aos ucranianos de Línguas Minoritárias, perseguindo seus direitos lingüísticos, especialmente aos russos, e apresentou um projeto de lei para legalização dos símbolos nazistas. Apelamos à solidariedade de todas as forças anti-fascistas anti-nazistas na Ucrânia neste momento tão perigoso.

Embora reconheçamos que qualquer Intervenção militar russa está destinada principalmente a garantir os privilégios da burguesia russa, compreendemos que mesmo assim, a atual intervenção russa oferece uma oposição ao inimigo principal, o capital financeiro imperialista ocidental e o seu governo títere na Ucrânia, composto por uma frente de partidos nazistas.

A classe trabalhadora luta lado a lado com as tropas russas e seus apoiadores no leste ucraniano contra os nazistas que tomaram de assalto o governo para derrotá-los e, em seguida, preparar a derrubada de seus aliados temporários, no dia seguinte, Assim como fez Lenin em setembro de 1917, quando aliou-se taticamente com Kerensky contra o golpe de Kornilov.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PROFESSORES ESTADUAIS - SP

Quantas Danilas precisarão morrer para acabarmos com tanta humilhação? Por uma APEOESP que lute de verdade pelo fim da precarização e que derrote o governo escravocrata tucano!

Logo nos primeiros meses se percebe que a situação dos professores da rede pública paulista, que já provocava a evasão de três mil por ano em 2013, piorou muito em 2014. Atribuições desorganizadas, aulas atribuídas aos precarizados em fevereiro passíveis de serem perdidas em março para novos concursados, fechamento de muitas escolas de nível médio para a criação de poucas de tempo integral, salas mais superlotadas, jornada estressante e salários miseráveis, ... Tudo isso não acontece por meros problemas administrativos.

O ESTADO MANTÊM A FARSA DE QUE TEM POUCA AULA DISPONÍVEL, MAS, A VERDADE É QUE FALTA PROFESSOR PARA OS QUASE 10 MILHÕES DE PESSOAS EM IDADE ESCOLAR EM SP

Cada vez mais professores descobrem agora com profundidade a verdadeira função do “maior concurso da história do país”. Uma manobra preventiva para atrair para a rede uma quantia de professores (322 mil candidatos!) que repusesse a sangria desatada de educadores previsível diante dos novos ataques e que ainda formasse um “exército de reserva” para reposição futura, mantendo permanentemente a aparência de que não tem aula para todos os 500 mil dispostos a trabalhar quando na verdade faltam professores para a população de mais de nove milhões de pessoas em idade escolar.

“A CRISE NÃO É UMA CRISE, É UM PROJETO”

sábado, 22 de fevereiro de 2014

UKRAINE- LCFI

The fight by Ukraine to defeat the EU and the US
accentuates the decline of “Pax Americana”
Statement by the Liaison Committee for the Fourth International - LCFI
Liga Comunista (Brazil) - Socialist Fight (Britain) - Tendencia Militante Bolchevique (Argentina)
January - 2014

Russia’s agreement with Ukraine temporarily dispelled tensions that have created the “EuroMaidan”, demonstrations in favour of the recolonisation of Ukraine by the European Union (EU) on “Maidan” Square (Independence Square) in the centre of the capital Kiev. But the current might not last months and can come back in the form of open civil war in the near future or already a conflict of global proportions, paving the way for a World War III.

ukraineA new diplomatic offensive by the European Union against Ukraine is scheduled for April. The furore was a response to the refusal of the current Ukrainian Government to accept the conditions of the country in November for the Summit in Lithuania, on the eastern flank of the EU, which wanted to celebrate the integration of six former Soviet republics in Eastern Europe and the Caucasus: Belarus, Ukraine, Moldova, Georgia, Armenia and Azerbaijan to 28 EU Nations block.The Ukraine was the highest prize of the agreement, with their nuclear power plants, factories, farms and pipelines. The failure of the Summit dragged in Lithuania on the side of Russia and also Armenia, Azerbaijan and Belarus. Desperate, Angela Merkel, Putin warned: “we should overcome the mentality of we or they, the cold war is over” (AFP, 11/28/2013).

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CARTA ABERTA AO PCO

Sobre as ilusões e perigos contidos na palavra de ordem de
“Assembleia Constituinte” para a atual conjuntura brasileira

Em seu programa televisivo de 26/12, na edição do JCO 774, um artigo no dia 08/02/2014, o PCO adota como eixo político para o momento um chamado a uma Assembleia Constituinte. A razão, segundo o PCO, para a adoção deste eixo é uma análise de conjuntura que enfatiza o caráter antidemocrático do regime político que vivemos, o recrudescimento da repressão, com projeto de leis repressivas contra a classe operária e os direitos do povo. Para o PCO o Brasil precisa de uma Assembleia Constituinte neste momento “para colocar abaixo a estrutura carcomida do Estado que apenas recebeu uma fachada nova com a Constituição de 1988”.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

BRASIL - ACIRRAMENTO DA LUTA DE CLASSES

Aumenta da crise econômica e social, do terror estatal e paraestatal e também da resistência da juventude e da população trabalhadora
Por Davi Lapa

Como nos ensinou Malcom X “não existe capitalismo sem racismo” e cada tipo de capitalismo tem sua forma particular de impor seu racismo. De forma dissimulada ou escancarada tudo nasce de uma necessidade do capital de superexplorar o trabalho negro. O racismo foi maior na África do Sul justamente porque a minoria branca estava ilhada em meio uma imensa massa negra (1 branco / 6 negros) que só podia explorar sob a base da extrema opressão policial fascista. O aumento da tensão social derivada da chegada da crise econômica no Brasil vem fazendo que tanto o Estado burguês e a burguesia como setores da classe média acomodada mostrem cada vez mais os dentes para a classe trabalhadora em geral e os seus setores mais oprimidos, em particular, para aterrorizar, conter qualquer expressão de resistência a fim de acentuar a exploração necessária para que seja a nossa classe a que paga pela crise capitalista. Neste sentido, o aumento da segregação social e racial corresponde também às necessidades do barateamento do valor da força de trabalho, da precarização em tempos que o governo comemora como de “pleno emprego” no país.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

OPERÁRIOS METALÚRGICOS - CAMPINAS

Nós invadimos a sua praia...
Por Marcelo Calasans

Na quarta-feira, dia 05 de fevereiro, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes da CAF-Brasil, a CIPA, realizou um ato de vanguarda, revolucionário e de luta. Paramos a “Prainha”, um dos setores mais sem condições de trabalho na CAF, onde o calor é insuportável.

A “Prainha”, é originalmente um setor de estacionamento de vagões, não é um setor de trabalho ou muito menos de acabamento. Os carros ficam lá simplesmente para serem posicionados e reposicionados no setor de teste ou no setor de entrega (DAC).

A falta de gestão (anarquia) da produção na CAF, fez com que o retrabalho aumentasse muito, e a “Prainha” passou a ser um setor permanente de trabalho. A mais de dois (2) anos que a CIPA vem reivindicando adequação do posto de trabalho. E a direção da empresa só enrolando, só enrolando.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

ARGENTINA - CFK NA ENCRUZILHADA

El cristinismo sin Cristina apuesta sobrevivir
haciendo de Argentina un satelite de China
Hasta ahora, la oposicion pro-EUA es incapaz de desarrollarse por falta de bases viables en la economia capitalista
Tendência Militante Bolchevique - TMB, seción de CVCI en Argentina
O blog da Liga Comunista reproduz abaixo o mais recente artigo da TMB, acerca da conjuntura política e determinantes estruturais do país. O artigo também reflete de certo modo uma tendência de alguns países latino americanos após a crise mundial capitalista eclodida em 2008 nos EUA, como se nota na recente realização da 2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), foro que exclui EUA e Canadá, realizou-se em Havana, foi presidido por Cuba e que estabeleceu formalmente um acordo bilateral de conjunto com a China.

Ante el golpe de mercado iniciado por el bloque anglosajón y sus aliados – tras las maniobras especulativas de la Shell y el BBU francés mas el CITYBANK y el HSBC. La base económica de tipo semicolonial argentina empezó a tambalear cada vez más. Es en este contexto en que ya no hay espacio para contener al conjunto de los pesos pesados del capital concentrado nacional y sobre todo internacional. En que por lo tanto el conjunto de las fuerzas burguesas ya no podrá servir a varios amos a la vez, es esto en el fondo lo que se debate en la actual volatilidad económica y política argentina. Es decir, de ahora en adelante, solo abra espacio para la defensa secante de los intereses de las fracciones del capital que resulten hegemónicas, se acabo el gobierno árbitro que jugaba a la farsa de la “independencia” de las distintas fracciones del gran capital.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

POLÊMICA CONTRA T. GRANT E SEU LEGADO POLÍTICO

The CWI and IMT: Right centrists heirs of Ted Grant
[ O CIT (LSR/PSOL) e a CMI (Esquerda Marxista do PT): a direita centrista, herdeira de Ted Grant ]

Allan Woods ao lado de Ted Grant, dirigentes
do CMI-IMT e fundador do Militant
Reproduzimos abaixo a crítica realizada pelo Socialist Fight britânico ao CIT e ao CMI. O CIT é o Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT, chamado de CIO - Comitê por uma Internacional Operária até 2009) que tem como seção no Brasil a LSR do PSOL. O CMI é a Corrente Marxista Internacional que tem como seção brasileira a corrente Esquerda Marxista do PT (EMPT). Trata-se de duas tendências internacionais com maior número de seções, além do quê, ambas são herdeiras do legado teórico de Ted Grant (1913-2006).

Peter Taaffe, dirigente do CIT-CWI
No texto abaixo, em inglês, o CIT é o CWI, dirigido por Peter Taaffe; e o CMI é o IMT, dirigido por Allan Woods. Grant, Taaffe, Woods faziam parte do Militant britânico até a explosão do mesmo em 1991. A raiz da explosão foi a caracterização dos partidos trabalhistas e social democratas. Enquanto a minoria, dirigida por Grant e Woods, seguia caracterizando-os como partidos operários burgueses, o que justificaria seguir com a política de entrismo dentro deles, a maioria, dirigida por Taaffe, afirmava que tais partidos não tinham mais nenhum caráter operário e que, portanto, já eram partidos burgueses sob os quais não era legítima a tática do entrismo. As diferenças se expressaram em vários terrenos, por exemplo, em relação a um imposto criado pelo Partido Conservador, o poll-tax, um imposto per capita contra o qual o Partido Trabalhista não queria lutar. A maioria do Militant, sob a pressão de enormes manifestações de massas, queria derrotar o imposto, enquanto a minoria considerava que não era politicamente conveniente lutar contra o imposto para não ter que enfrentar-se com o Partido Trabalhista. Foi então que o setor majoritário, dirigido por Taaffe, expulsa o setor minoritário de Grant e Woods.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

JORNAIS DA LC

LC disponibiliza on
line todas as antigas edições de seu "militante número 1"

A LC torna disponível, na íntegra, todos os números dos seus jornais, desde o Bolchevique número zero, nossa carta de fundação, até a reformulação de nossa imprensa, quando o jornal passou a se chamar Folha do Trabalhador. Da primeira edição, em 2010 até a número 16, em agosto de 2013, nosso jornal partidário chamava-se "O Bolchevique", a partir de então "O Bolchevique" passou a ser a nossa revista teórica e o jornal passou a se chamar Folha do Trabalhador, com uma nova dinâmica e formato. Estas alterações e nossa compreensão da imprensa partidária estão descritas em "Por um jornal a serviço dos interesses históricos dostrabalhadores". Abaixo estão todos na forma como foram impressos. Para acessá-los, clique no conjunto de imagens ao lado:

domingo, 26 de janeiro de 2014

BALANÇO DO 32º CONGRESSO DA CNTE

Passar por cima dos pelegos e aprovar nas assembleias sindicais de todo país a conversão da greve de mentirinha de 17 a 19/03 em greve nacional por tempo indeterminado por aumento de salário e redução de jornada!

O 32º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, CNTE, ocorrido entre 16 e 19 de janeiro de 2014, contou com a participação de 2.300 delegados. Trata-se do Congresso da maior Confederação de trabalhadores do país, que representa cerca de 2,5 milhões de professores e funcionários de escolas públicas do Brasil que fazem parte da base de 48 sindicatos. O que faz com que cada delegado represente cerca 1.087 trabalhadores em educação. Maior que o da CNTE, só o Congresso da própria CUT, na qual a CNTE é filiada e possui maior bancada setorial.

Sendo assim, para todos aqueles que lutam por uma nova direção política para a luta dos trabalhadores e das massas oprimidas em geral, a disputa do Congresso da CNTE possui uma enorme importância política estratégica, independente de que hoje esta direção seja testa de ferro dos interesses dos governos burgueses e de que seus Congressos sejam ultraburocratizados. Esta premissa foi reforçada no ano passado porque foram os professores a categoria dos trabalhadores organizados que maior influência exerceu sobre as jornadas de lutas e manifestações de rua em 2013.

A IMPORTÂNCIA DA DISPUTA CONTRA TODA A PELEGADA PELA DIREÇÃO POLÍTICA
DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO PARA A LUTA DE CLASSES NACIONAL EM 2014

sábado, 18 de janeiro de 2014

TESE AO 32º. CONGRESSO DA CNTE

Por uma greve nacional por tempo indeterminado para conquistar um piso salarial digno e a redução da jornada
Por uma frente de luta em defesa das reivindicações dos educadores contra o peleguismo na CNTE e nos sindicatos

Reproduzimos abaixo a tese apresentada pela Liga Comunista, PCO e CCR e assinada por mais de 250 trabalhadores em educação de vários Estados brasileiros ao Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Em 2013, o movimento de trabalhadores organizados que mais impulsionou as manifestações de massas foram as greves dos educadores das redes públicas nas principais capitais do país. Isto coloca sobre os ombros dos trabalhadores em educação a imensa responsabilidade de ser a linha de frente das lutas das massas em 2014. A tese abaixo é a única que aponta que a CNTE deve aprovar em seu XXXII Congresso um plano de lutas que impulsione uma Greve Nacional por tempo indeterminado para aumentar salários e reduzir jornadas. Para que essa luta seja vitoriosa é preciso passar por cima dos pelegos na CNTE e nos sindicatos. O Congresso ocorre em Brasília entre os dias 16 a 19 de janeiro e conta com cerca de 2.500 delegados de todo o país. A direção da CNTE quer, como de costume, fazer do Congresso um fórum de apoio crítico as políticas educacionais do governo burguês do PT e de sua política de defesa dos planos imperialistas do Banco Mundial. É contra esta perspectiva que só nos trouxe arrocho salarial, precarização e estrangulamento do ensino público em favor de quadrilhas burguesas que parasitam as verbas estatais para o ensino público, que a LC milita pela construção de uma frente de oposição nacional dos trabalhadores em educação.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

QUESTÃO JUDAICA

A questão judaica a luz da revolução
universal e permanente hoje

Em documentos anteriores afirmamos que não reconhecemos o direito do sionismo a auto-determinação porque, historicamente, e é assim hoje, este direito só pode ser exercido em detrimento da nação palestina, uma vez que o sionismo nasce e cresce sendo funcional ao expansionismo imperialista no Oriente Médio.

Reivindicamos o legado teórico de Abrahan Leon [ 1 ], que formulou a teoria de que os judeus são um povo que se coesionou historicamente no período pré-capitalista como uma classe social mercantil e financeira sob um manto ideológico-religioso de "povo escolhido", um “povo-classe”. Leon foi membro de uma organização sionista de esquerda, a Hashomer Hatzair, fundada em 1913 na Áustria-Hungria. Em 1940, ele rompeu com o sionismo com base em um profundo e original estudo materialista histórico da questão judaica, tornando-se trotskista, membro da seção belga da IV Internacional e da resistência contra a ocupação nazista e do militarismo de Winston Churchill, exortando os trabalhadores belgas a combater Hitler e Churchill e transformar a II Guerra Mundial em guerra civil. Em 1942 ele escreveu A Questão Judaica: Uma Interpretação marxista um trabalho que continua a ser um amplamente utilizado marxista análise da história sócio-econômica dos judeus. Leon foi preso pelos nazistas em junho de 1944, ele foi posteriormente deportado para Auschwitz , onde morreu em setembro. 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

MORTE DE ARIEL SHARON

Morreu um neonazista-sionista 
e carrasco do povo palestino
Erwin Wolf

Morreu na Palestina ocupada, no dia 11 de janeiro passado, aos 85 anos de idade, o carrasco do povo palestino, Ariel Sharon, ex-primeiro ministro, parlamentar e general israelense-sionista. O carrasco do povo palestino estava em coma há oito anos por causa de um derrame cerebral, sendo que poucos dias antes teve um piora em seu estado de saúde, que culminou na falência de seus órgãos.

Desde os seus 15 anos Sharon vinha praticando o genocídio contra o povo palestino, tendo participado da criação do enclave imperialista-sionista, apelidado de Israel, em 1948, impulsionada pelo covil de bandidos, como disse Lênin, da Sociedade das Nações, hoje Organização das Nações Unidas – ONU.

Aos 24 anos, em 1953, Sharon comandou o massacre sobre a aldeia de Qibya, na Cisjorndânia. Pelo menos sessenta e nove palestinos árabes habitantes, dois terços dos quais mulheres e crianças, foram mortos. Quarenta e cinco casas, uma escola e uma mesquita foram destruídos. O ataque seguiu incursões transfronteiriças na Cisjordânia ocupada sob a justificativa de que era necessária uma represália contra a morte de civis israelenses. De tão bárbaro o massacre, foi condenado com as lágrimas de crocodilo de sempre, pelo Departamento de Estado dos EUA, pelo Conselho de Segurança da ONU, e por comunidades judaicas em todo o mundo. O Departamento de Estado descreveu o ataque como "chocante". A operação recebeu o codinome de Operação Shoshana pelas Forças de Defesa de Israel (IDF). Foi realizado por duas unidades israelenses durante a noite: a companhia de pára-quedistas e Unidade 101, de forças especiais do IDF, como os Fallschirmjäger da Luftwaffe nazista.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

RESPOSTA DO CLQI AO RCIT

Pela regeneração política e
reconstrução da Quarta Internacional
Resposta ao documento do RCIT
"Healy’s Pupils Fail to Break with their Master" Alunos de Healy não conseguem romper com seu Mestre ]

Socialist Fight / CLQI
English  - click here

A Liga Comunista reproduz a resposta do Socialist Fight ( SF ) britânico ao RCIT. O SF é membro do Comitê de Ligação pela IV Internacional, do qual a LC é integrante. O RCIT é a internacional criada pelo RKOB austríaco. O RKOB é uma ruptura do Wokers Power britânico, defensor assim como sua matriz da 5a internacional, que apoiou a contrarevolução nos Estados operários e as chamadas "revoluções" na Líbia e na Síria. A polêmica trata dos principais fatos da luta de classes dos últimos 40 anos como a questão polonesa em 1980 - 1981, a restauração capitalista na URSS e Leste Europeu, anexação da Alemanha Oriental pelo imperialismo, o Agosto de 1991 na URSS, eleições na África do Sul em 1994, Guerra dos Balcãs, Quinta Internacional, Programa de Transição, o trotskismo nos Andes, "Primavera Árabe" e ofensiva imperialista contra Líbia e Síria, catastrofismo, a questão da crise de direção, etc.

INTRODUÇÃO

Os fundadores da 5a Internacional,
tanto Wokers Power/LFI quanto sua ruptura, o RKOB/RCIT,
debutam capitulando a restauração capitalista nos Estados operários
e a ofensiva imperialista contra as semi-colônias da Líbia e Síria.

Assim como a LFI acreditava poder pegar carona nos movimentos
anti-globalização, agora o RCIT aposta em poder tomar
um atalho através da "primavera árabe"
Somos gratos ao camarada Michael Pröbsting do RCIT por que ele escreveu um documento longo ( de quase 20.000 palavras ), consumindo um grande tempo e esforço para fazê-lo, com o qual nós de fato aprendemos muito. Apesar de termos acordos sobre a história da Quarta Internacional após a II Guerra Mundial, existem substanciais diferenças entre o SF/CLQI e o RCIT sobre a questão do método, uma vez que ele determina à continuidade do trotskismo o que intimamente se relaciona com a nossa orientação para a reconstrução Quarta Internacional, que se contrapõe ao chamado do RCIT para uma Quinta Internacional. A renúncia do conjunto dos partidos que se reivindicavam trotskistas a defesa do Programa de Transição em seu método e, em particular, do partido que havia sido a principal seção da IV Internacional quando de sua fundação, o SWP dos EUA, provoca a ruptura da Tendência Revolucionária do SWP no início de 1960. Esta ruptura foi liderada por Wolfforth, Madge e Robertson. Os agrupamentos que surgem a partir desta ruptura, vão desembocar em 1974 na divisão do WRP que veio a se tornar a Liga Socialista dos Trabalhadores ( WSL ) e em vários agrupamentos que internacionalmente surgiram a partir dessa luta, incluindo o Comitê Internacional trotskista ( ITC ) e sua seção britânica, a Revolucionário Internacionalista League ( RIL ), a Oposição Trotskista Internacional ( ITO ), que rompeu com a degeneração da ITC, a Liga Internacional dos Trabalhadores ( WIL, não confundir com a LIT morenista, a qual pertence o PSTU brasileiro, cuja sigla em inglês é IWL ) da Grã-Bretanha e seu agrupamento internacional; a Tendência Leninista Trotskista ( LTT ) na Grã-Bretanha, Bélgica, Alemanha e África do Sul e outros na França e na América Latina. A rejeição a defesa do legado de Trotsky por estas correntes também se reflete em muitas questões práticas da luta de classes hoje tanto nacional como internacionalmente, em particular sobre a forma de aplicar o Programa de Transição e o seu método para as condições de hoje e como se relacionar com as organizações de massa da classe trabalhadora, os sindicatos e partidos operários burgueses, como se relacionar com a pequenos movimentos de libertação nacionais burgueses e guerras imperialistas através das forças de resistência dos países semi-coloniais. 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2013: RETROSPECTIVA REVOLUCIONÁRIA

2013 foi um bom ano para a Liga Comunista
Que 2014 seja um ano de muitas vitórias do proletariado!
De participação em grandes lutas da classe operária e de nucleação
em importantes categorias no centro da luta de classes no Brasil

Ao finalizar o ano de 2013, a Liga Comunista se dirige aos seus militantes, simpatizantes e leitores do Jornal Folha do Trabalhador e deste Blog, realizando uma breve prestação de contas à vanguarda classista da classe trabalhadora de nossas contribuições (modestas é certo, mas produto do melhor de nossos esforços) para o avanço da luta pela organização política independente, internacional revolucionária e comunista no interior do movimento operário e do conjunto dos trabalhadores.

Desde 2010 formamos uma organização que hoje atua no movimento metalúrgico, construção civil, bancário, de professores e de trabalhadores da Saúde no Estado de São Paulo. Em 2012 ampliamos nossa atividade militante para os professores e metalúrgicos, em 2013, para os trabalhadores da saúde e construção civil além de refundarmos nosso militante número 1, o Jornal Folha do Trabalhador, ampliado em tamanho e tiragem. Em 2014, trataremos de consolidar o conjunto destas inserções estruturais e orgânicas na classe trabalhadora, pois como dizia o poeta alemão Goethe “uma vez que se consiga uma coisa, há que reconquistá-la muitas vezes para possuí-la efetivamente.” (citado por Trotsky na obra “Stalin, o grande organizador de derrotas - A III Internacional despois de Lênin”). Também não ficaremos na expectativa para saber se a direita tentará se apropriar das manifestações de massa de 2014 em meio ao crescimento da insatisfação social e as vésperas das eleições presidenciais, dentro de nossos limites vamos tomar a iniciativa de disputar a consciência política das massas e o caráter de cada uma de suas lutas em favor da construção do partido da revolução socialista no Brasil.

sábado, 28 de dezembro de 2013

UCRÂNIA - DECLARAÇÃO DO CLQI

Derrota da União Europeia e EUA na batalha
pela Ucrânia acentua declínio da “pax estadunidense”
Declaração do Comitê de Ligação pela IV Internacional
Liga Comunista (Brasil),
Socialist Fight (Grã Bretanha),
Tendência Militante Bolchevique (Argentina)


O acordo da Rússia com a Ucrânia dissipou temporariamente as tensões que criaram a “EuroMaidan”, as manifestações em favor da recolonização da Ucrânia pela União Europeia (UE) na “Praça Maidan” (Praça da Independência), no centro da capital Kiev. Mas o atual talvez não dure meses podendo voltar em forma de guerra civil aberta em um futuro próximo ou já de um conflito de proporções mundiais, pavimentando o caminho de uma III Guerra Mundial.

Está marcada para abril uma nova ofensiva diplomática oficial da União Europeia sobre a Ucrânia. A onda de protestos foi uma resposta contra a negativa do atual governo ucraniano em aceitar as condições estabelecidas ao país em novembro pela Cimeira na Lituânia, no flanco oriental da UE, que pretendia celebrar a integração de seis ex-repúblicas soviéticas da Europa Oriental e do Cáucaso: Bielorússia, Ucrânia, Moldávia, Geórgia, Armênia e Azerbaijão ao bloco das 28 nações da UE.