TRADUTOR

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

A dialética da nova guerra fria

Rússia e China estreitam laços de defesa mútua contra o imperialismo

Leon Carlos e Humberto Rodrigues


No dia 15 de dezembro de 2021, o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, concordaram em criar uma estrutura financeira independente, algo como um mercado comum blindado da influência internacional, sobretudo, da interferência dos EUA. Essa estrutura nasce da articulação entre duas outras enormes: 1) a Aliança Econômica Eurasiática, composta por Rússia, Bielorrússia, Cazaquistão, Armênia e Quirguistão; e 2) a "One Belt One Road" da China (Iniciativa Cinturão e Rota, ou BRI), também chamada de a Nova Rota da Seda. De fato não é uma estrada, como sugere o nome, mas o maior plano de investimentos em obras da história da humanidade, distribuído em 65 países. Quando foi lançado, em 2017, o projeto anunciou que seus custos seriam de US$ 4 trilhões, o que é quase 30 vezes o valor atualizado do Plano Marshall, que os EUA criaram para reconstruir a Europa após a 2a Guerra Mundial. (1)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

O fantasma da revolução cubana e um "maldito" panfleto da LC

O pavor de Bolsonaro, do capital e do imperialismo



A direita, o capital, o imperialismo tem seus sonhos e pesadelos. Nós temos os nossos. Quando declarou seu voto pelo impeachment de Dilma, Bolsonaro conseguiu o extraordinário feito de se destacar em meio do circo de horrores reacionário de seus pares deputados naquele fatídico 17 de abril de 2016 dizendo:

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Comunicado

Por que Liga Comunista?


A Frente Comunista dos Trabalhadores (FCT) retomou o nome de Liga Comunista (LC).

Primeiro, pela unidade programática maior alcançada entre seus militantes o que descaracteriza o caráter de frente.

Segundo, o nome Liga Comunista remete à tradição da primeira organização política de Marx e Engels e ao primeiro coletivo trotskista (bolchevique-leninista) do Brasil que participou da fundação da IV Internacional em 1938.

Terceiro, identifica-se com os fundamentos programáticos expressos no Manifesto do Partido Comunista, nos quatro primeiros congressos da Internacional Comunista e no Programa de Transição.

sábado, 4 de dezembro de 2021

Fome, Lula e o Golpe de 2022

Fome, Lula e o Golpe de 2022

E o dever dos comunistas de disputar a consciência do eleitorado lulista contra a política kamikase do lulismo

Humberto Rodrigues


O preço do milho disparou. Os preços mundiais dos alimentos bateram um novo recorde, atingindo níveis que não se viam desde 2011, o índice de preços dos alimentos foi em média 134,4 pontos no mês passado, 1,2 % a mais do que em outubro, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Fidel, Allende, Revolução, Golpes e Contrar-Revolução na América Latina

Fidel, Allende, Revolução, Golpes de Estado e Contrar-revolução na América Latina


Entrevista histórica dupla com Allende e Fidel, ao jornalista chileno e assessor pessoal de Allende, Augusto Olivares, acontecida em novembro de 1971. Aqui reproduzida pela TV pública argentina que recebeu o nome de "El Dialogo de America". A conversa foi realizada nos jardins do palácio presidencial, onde temas como "A via chilena para o socialismo" e os obstáculos para sua realização foram refletidos pelos dois estadistas.
https://www.youtube.com/watch?v=BLoIwfSV0PY

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Plenária Nacional pelo Fora Bolsonaro - Lula presidente

Uma frente necessária contra Bolsonaro e o imperialismo na atual etapa de luta contra o golpe
Balanço da "Plenária Nacional pelo Fora Bolsonaro – Lula Presidente"


Nos dias 06 e 07 de novembro, se realizou em São Paulo a Plenária Nacional Fora Bolsonaro – Lula Presidente. Foi convocada por um esforço conjunto do Partido da Causa Operaria, do Partido Comunista do Povo Brasileiro e por nossa organização, a Frente Comunista dos Trabalhadores - Comitê de Ligação Quarta Internacional. Com a predominância da militância do PCO, a Plenária Nacional teve aderência de vários movimentos sociais, sindicatos e ativistas, movimentos indígenas, atraindo, inclusive, setores do PT e do movimento sindical e popular descontentes com a orientação política de enterrar a luta de ruas para começar a campanha eleitoral.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Argentina

Frustração com Fernandez e abstenção impulsionam a vitória da direita

Por Christian Romero e Humberto Rodrigues.


Nas eleições legislativas argentinas de 2021, o partido do presidente Alberto Fernández, herdeiro direto do peronismo - Frente de Todos (FDT) recuou em relação às eleições de 2019. A coalizão de direita - Juntos pela Mudança - conseguiu manter seu apoio eleitoral, que com a alta abstenção significou um crescimento proporcional, relativo. Na capital federal e na província de Buenos Aires, a direita, cada vez mais neofascista do que neoliberal, foi a terceira força. A esquerda era a terceira maior força a nível nacional. Na província de Jujuy, a frente de esquerda - FIT - obteve 25% dos votos.

sábado, 13 de novembro de 2021

Manifesto por Cuba contra os EUA

Manifesto internacional de apoio a Cuba contra os atos organizados pelos gusanos e pelos EUA para 15 de novembro de 2021

Documento assinado por vários dirigentes de organizações de massa, ativistas e partidos de dez países. 


O imperialismo dos EUA está promovendo uma mobilização da direita neste 15 de novembro em Cuba, pela derrubada do planejamento econômico e a restauração em grande escala do capitalismo. A burguesia gusana é um componente orgânico do imperialismo e encabeça essa campanha criminosa contra o Estado operário cubano.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

VÍDEO: EM DEFESA DE CUBA, CONTRA OS GUSANOS E OS EUA

Vídeo: Em defesa de Cuba, contra as manifestações gusanas, patrocinadas pelos EUA para 15/11/2021


Programa FT - FOLHA DO TRABALHADOR, Jornal virtual da Frente Comunista dos Trabalhadores. Transmissão 144 do Canal Emancipação do Trabalho.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

OS DESEMPREGADOS FAZEM PARTE DO PROLETARIADO?

Os desempregados fazem parte do proletariado?

Frederico Costa*


Foi usual, nas décadas de 1980 e 1990 do século passado, a afirmação de que o proletariado teria desaparecido. Uma tese bastante comum afirmava que os desempregados não são proletários e que novas tecnologias tendem a eliminar o próprio trabalho criando uma população crescente de “marginalizados” e “excluídos”. Além disso, outras teses excluíam do proletariado um conjunto de setores sociais: “empregados”, “trabalhadores por conta própria”, desempregados”, “pobres” etc.

NÃO AO 15N GUSANO! - CLQI

Rechaçar à mobilização Gusana de 15/11, que faz parte da guerra híbrida do imperialismo contra Cuba!

Pela defesa incondicional do estado operário cubano!

Declaração do CLQI


O imperialismo dos EUA está promovendo através do uso de técnicas híbridas de guerra, uma mobilização contra-revolucionária em 15 de novembro, em Cuba. Essa manifestação faz parte de sua campanha criminosa contra o Estado operário desde a década de 1960. A burguesia cubana, expropriada e obrigada a fugir para os EUA após o giro anticapitalista da revolução, em 1961, tornou-se um componente orgânico do imperialismo.

domingo, 26 de setembro de 2021

AUKUS - CLQI

AUKUS: EUA tentam impedir seu próprio declínio com uma nova aliança étnica imperialista anti-China
Nova ameaça de guerra nuclear imperialista em meio ao perigo climático!

Declaração do CLQI sobre AUKUS

Conferência de imprensa de lançamento da AUKUS, 15 de setembro

Logo após os EUA reduzirem suas perdas no Afeganistão em agosto, vem a formação do AUKUS, uma nova aliança trilateral entre os Estados Unidos, Grã-Bretanha e Austrália, com o objetivo transparente de atingir a China na região da Ásia-Pacífico. Isso traz uma potente ameaça de guerra para o futuro, a fim de tentar preservar o domínio mundial dos Estados Unidos, e desmascara completamente a extrema farsa que está sendo defendida por Biden et al sobre fazer algo a respeito da mudança climática. De fato, eles preferem uma boa dose de chantagem nuclear agressiva com a ameaça de um holocausto nuclear. 
Assim como o execrável líder imperialista do Partido Trabalhista britânico, Starmer, que saudou isso na Câmara dos Comuns e parecia ainda mais entusiasmado com isso do que o próprio Boris Johnson. Outro entusiasmado para "lutar pela sobrevivência humana e ecológica".

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Partido Judiciário e Golpismo

O papel do Partido Judiciário na presente etapa do processo golpista

Humberto Rodrigues


O Supremo Tribunal Federal tornou-se o Comitê Central do Partido Judiciário e principal trincheira dos golpistas de 2016 que articulam a 3ª via entre Lula e Bolsonaro. O Judiciário é um dos partidos não orgânicos decisivos na atual conjuntura. Gramsci pensava que em determinadas conjunturas, notadamente durante as crises políticas, naquelas em que os representantes tradicionais e oficiais das classes e/ou frações se encontram em crise de representação e de hegemonia, outras entidades, formais ou informais, na sociedade ou mesmo de setores do Estado, assumem o papel de “organização da sociedade” e de “direção político/ideológica”, notavelmente de grupos específicos. O italiano também observou, que certas instituições políticas sediadas na chamada “sociedade civil” por vezes fariam a função e o papel dos partidos políticos formais como “intelectuais orgânicos” de determinadas classes ou frações de classes sociais. Para Gramsci, o Estado é “ampliado”, articulando os aparatos do Estado e as organizações da “sociedade civil”.

Frente Ampla de Lula prepara uma nova derrota

Com a tática da Frente Ampla, Lula pavimenta um caminho de uma nova derrota, um novo golpe contra o PT e os trabalhadores

Leon Carlos e Humberto Rodrigues


Setores burgueses de peso, como a Globo e políticos marginalizados da direita como FHC e Rodrigo Maia consideram Lula como mal menor. Apesar de alguns setores do capital, como os banqueiros terem obtido superlucros com o governo Bolsonaro, vários outras frações, que participam da ciranda rentista, mas tem o núcleo originário de seus negócios em outros ramos da economia, estão descendo ladeira abaixo em sua lucratividade.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

O fantasma do “terceiro período” ainda persegue setores da esquerda brasileira

O fantasma do “terceiro período” ainda persegue setores da esquerda brasileira

Frederico Costa*

'O capitão da União Soviética nos conduz de vitória em vitória!', Boris Efimov, 1933, Izogiz (Moscou, Leningrado), Fonte: Biblioteca Estatal Russa. Era o que se pretendia acreditar enquanto a orientação política stalinista resultava no massacre do proletariado chinês de Xangai e Cantão, em 1927 e na ascensão de Hitler, na Alemanha, em 1933.

Na história do movimento operário, o “terceiro período” significou uma orientação política desastrosa do stalinismo que expressou a degeneração da revolução socialista russa. De acordo com a estratégia da burocracia soviética, a luta de classes adotaria a seguinte trajetória: depois de uma primeira fase de ascenso revolucionário de 1919-1923 e de uma segunda etapa de estabilização relativa do capitalismo entre 1924-1927, a partir de 1928, abrir-se-ia um período de possibilidades revolucionárias imediatas. Tal visão arbitrária e inconsequente deteve-se em 1934, primeiro ano da ascensão do nazismo na Alemanha, e foi deixada no esquecimento pelos estrategistas stalinistas. Hoje, pouco se fala dessa aberração caiada de marxismo. No entanto, suas teses ainda se fazem presentes.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Dossiê Afegão - Grupo Bolchevique da Coréia do Sul

A derrota do imperialismo no Afeganistão e as Tarefas da classe trabalhadora

Publicamos abaixo o documento do Grupo Bolchevique da Coreia do Sul, com o qual temos acordos gerais sobre a Questão Afegã.


Viva a derrota americana na Guerra do Afeganistão! / Divisor de águas: A tendência geral tem se inclinado contra os imperialistas / A natureza reacionária do Talibã / A natureza mais reacionária e bárbara do imperialismo / Resistência anti-imperialista e Talibã / O Regime do Partido Democrático Popular do Afeganistão (PDPA) em 1978 / A “operação secreta” do imperialismo dos EUA e o envolvimento soviético / A Libertação das mulheres sob o governo do PDPA / Ocupação soviética e sob o Talibã / Simpatizantes hipócritas do imperialismo / A Invasão dos EUA em 2001 e o Talibã como força 'anti-imperialista' / O Destino do Talibã / Ensinamentos de Lenin e Trotsky / Tarefas da classe trabalhadora no Afeganistão e no mundo

Esta é uma tradução do coreano para o inglês e em seguida para o português de 제국주의의 아프가니스탄 패전과 노동계급의 임무. Após a tradução mecânica da IA, nós a revisamos. Mas podem haver erros. Todos os comentários são bem-vindos.

sábado, 28 de agosto de 2021

Consequências da contrarrevolução na URSS

URSS, a derrota e suas sequelas
A contrarrevolução na URSS, não foi combatida, sequer admitida e menos ainda estudada pelos que se reivindicam revolucionários hoje, mais além de raras excessões

Humberto Rodrigues


A destruição final na URSS, após 74 anos de existência, em agosto de 1991, foi a maior derrota da classe trabalhadora e do comunistas nos últimos 50 anos. É preciso reconhecer essa verdade e dizê-la por mais amarga que ela seja. Esse é um ponto de partida para compreender a realidade atual para os que querem modificá-la, para todo aquele que tenha como estratégia a luta pelo comunismo. As lições dessa derrota são tão ou mais importantes para o nosso tempo quanto as lições de outubro de 1917 e as das causas da degeneração burocrática nas décadas seguintes.

Vídeo: 30 anos da Contrarrevolução, Trotsky e Crise da Esquerda

Vídeo: 30 anos da contrarrevolução na URSS, Trotsky e a crise da esquerda

Para acessar ao vídeo, clique aqui

Através dessa transmissão, realizada pelo canal do coletivo Emancipação do Trabalho, uma frente de militantes e organizações do qual a FCT faz parte, teve início uma versão virtual do Jornal de nossa corrente. Foi criado o Programa FOLHA DO TRABALHADOR. O tema especial desse programa de lançamento foi: 30 anos da contrarrevolução na URSS, o legado de Trotsky e a crise da esquerda. O primeiro programa da FT correspondeu a transmissão #124 do Canal de Youtube e Facebook do Emancipação do Trabalho. Convidamos a todos nossos leitores a assistirem, curtirem e compartilharem os vídeos desse canal posto a serviço da reflexão e da luta dos trabalhadores.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Fim da URSS e China

Uma análise da contrarrevolução na URSS e suas consequências acerca do caráter do Estado chinês

O presente documento faz parte da coletânea de textos acerca da Contrarrevolução na URSS que integrarão um livro homônimo que se encontra no prelo. Abaixo, publicamos uma das três partes que compõe a declaração do Comitê de Ligação pela IV Internacional acerca da Contrarrevolução na URSS, da Guerra no Afeganistão e uma polêmica sobre o caráter do Estado Chinês. Uma versão em inglês se encontra no site de nossos camaradas britânicos do Consistent Democrats: LCFI Statement: Soviet-bloc Counterrevolution Still Traumatises Humanity.


O colapso da URSS foi previsto por muito tempo, em linhas gerais, pelo movimento trotskista, embora os detalhes, processos e resultados tenham provado ser uma fonte de forte desacordo e divisão. Uma tradição trotskista que se destacou por fazer afirmações aparentemente robustas, mas na verdade problemáticas e, em última análise, falsas após ter analisado de forma única e correta o colapso da URSS e resistido até o fim, foram os camaradas da agora fragmentada International Bolshevik Tendency, IBT (doravante Tendência Bolchevique Internacional ou TBI). A TBI foi, uma tendência trotskista ostensivamente ortodoxa que emergiu de dentro dos espartaquistas no início dos anos 1980 e que afirmava ser a mais recente incorporação de uma continuidade da tradição revolucionária derivada deles.

EUA, Afeganistão e URSS

A aventura do imperialismo no Afeganistão foi um golpe contra a revolução

O presente documento faz parte da coletânea de textos acerca da Contrarrevolução na URSS que integrarão um livro homônimo que se encontra no prelo. Abaixo, publicamos uma das três partes que compõe a declaração do Comitê de Ligação pela IV Internacional acerca da Contrarrevolução na URSS, da Guerra no Afeganistão e uma polêmica sobre o caráter do Estado Chinês. Uma versão em inglês se encontra no site de nossos camaradas britânicos do Consistent Democrats: LCFI Statement: Soviet-bloc Counterrevolution Still Traumatises Humanity.

O então presidente dos EUA, Ronald Reagan recebe os Mujahideens na Casa Branca

Além do aniversário do colapso soviético, a retirada das tropas dos EUA do Afeganistão levou ao colapso do regime fantoche pró-EUA de Ashraf Ghani no Afeganistão. O Afeganistão está ligado ao colapso contra-revolucionário da URSS. O financiamento maciço dos EUA para uma jihad contra o governo do Partido Democrático Popular do Afeganistão (PDPA), nacionalista de esquerda aliado a Moscou (PDPA), começou no final dos anos 1970, e quando a União Soviética interveio em dezembro de 1979 para impedir a derrubada do PDPA por esses contra-revolucionários, o Afeganistão tornou-se uma causa célebre do anticomunismo. Ronald Reagan e Margaret Thatcher se associaram publicamente aos mujahedin, os "guerreiros sagrados" que receberam armamentos de alta tecnologia como os mísseis Stinger para lutar contra o PDPA e a URSS.