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domingo, 21 de outubro de 2012

INGLATERRA - PANFLETO DO SOCIALIST FIGHT NA MARCHA DE 20/10/2012

Pela vitória dos mineiros sul africanos em greve! Nenhuma ilusão nos que buscam tornar mais tolerável o ajuste! Que o Congresso dos Sindicatos (TUC)  convoque uma greve geral por tempo indeterminado!

Os mineiros grevistas da África do Sul são hoje a vanguarda do proletariado internacional. O massacre brutal e pré-planejado dos 34 mineiros em 16 de agosto é uma manifestação aguda da crise internacional do capitalismo. Todos os trabalhadores com consciência de classe do planeta tem o dever de apoiar e trabalhar para a vitória desses grevistas porque eles estão lutando não apenas para o futuro da classe operária sul africana, mas pelo futuro de todos nós.
A crise mundial do capitalismo continua a se aprofundar, a crise da dívida grega e da soberana europeia continua se agravando. Vários países da área do euro não pode pagar ou refinanciar sua dívida pública sem deixar de tornar-se reféns da temida troika: o FMI, UE e BCE.
As dívidas dos especuladores e bancos de propriedade bursáteis foram transferidas para o saldo bancário nacional e assim a crise se tornou uma crise da dívida soberana que agora ameaça a solvência de nações inteiras e a sobrevivência do euro e da própria União Europeia. Isto tem consequências globais, ameaçando rivalidades inter-imperialistas como as que vimos antes das Primeira e da Segunda Guerra Mundial.
Isto tem consequências desastrosas para a classe trabalhadora e para a população pobre grega, restaurantes precários surgem em toda parte. A verdadeira pobreza e a fome reaparecem na Europa pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A Grécia mostra a todos o futuros que teremos sob este sistema capitalista podre e em crise.

INGLATERRA - PANFLETO DO SOCIALIST FIGHT 20/10/2012

Victory to the South African Striking Miners!
Enough of the bogus “protecting frontline services”, and “cuts too far too fast”!
TU leaders must fight for needs budgets!TUC: Call an indefinite General Strike!

The striking miners of South Africa are the vanguard of the international proletariat. The brutal and pre-planned massacre of the 34 miners on 16th August is a sharp manifestation of the International crisis of capitalism. Every class conscious workers on the planet has a duty to support and work for the victory of these strikes because they are fighting not just for the future of the South African working class but for all our futures.
The world crisis of capitalism continue to deepen; the Greek and European sovereign debt crisis continues to worsen, several countries in the euro area cannot repay or re-finance their government debt without the assistance of the dreaded troika, the IMF, EU and ECB.
The debts of speculators and banks from property bub-bles were transferred to the national bank balance and so the crisis became a sovereign debt crisis which is now threatening the solvency of whole nations and the survival of the Euro and the European Union itself. This has global consequences, threatening inter-Imperialist rivalries the like of which we saw before WWI and WWII.
This has had dire consequences for the Greek working class and poor, food kitchens have sprung everywhere and real poverty and hunger has begun to reappeared in Europe for the first time since the end of WWII. Greece shows us all our futures under this rotten and crisis-ridden capitalist system.
It is already apparent that a severe housing crisis is developing in Britain, the NHS is being totally privatised and local councils are about to be reduced to being the paymasters of privatised and decimated local services. Tory Barnet council is pioneering US-style total privatisation of services. Chancellor Ed Balls told the Guardian, “The public want to know that we are going to be ruthless and disciplined in how we go about public spending”. And at the Labour Conference, “we cannot make any commitments now that the next Labour government will be able to reverse particular tax rises or spending cuts.”
Following the terrible Marikana Massacre on 16 August on Monday 15 October the crisis in South Africa’s mining sector worsened when talks between the Chamber of Mines and trade unions failed and the strike wave spread. “The situation is grave,” Willie Jacobsz, head of investor relations at Gold Fields told the Financial Times. “All of Gold Fields’ South African mines, with the excep-tion of the developing South Deep, are now engaged in illegal strike action, putting thousands of jobs at risk and increasing the likelihood of major restructuring.”

sábado, 6 de outubro de 2012

CARTA AOS LEITORES

Ganhe quem ganhar,

não fará igual, fará pior!

Votar Nulo, por um partido

revolucionário dos trabalhadores!


Parafraseando a música do grupo Titãs (1), ganhe quem ganhar estas eleições, alertamos: os próximos ou reeleitos não farão igual aos atuais governos. Farão pior! Trata-se de exigências da economia: aplicar os “planos de austeridade” para tornar a economia brasileira mais “competitiva” (2), arrochar ainda mais os salários para baratear a mão de obra, realizar a famigerada reforma trabalhista “por baixo” via Acordo Coletivo Especial com o apoio das centrais pelegas e governistas, desonerar ainda mais a carga tributária para o empresariado e aumentar os custos dos serviços utilizados pela população trabalhadora como o do transporte público; aumentar a coerção social contra trabalhadores de rua e sem tetos, o efetivo policial e o poder repressivo das guardas municipais; agilizar a privatização da saúde e os despejos (por incêndios criminosos ou repressão policial) dos que já vivem em precárias condições de moradia, realizar mais privatizações e todas as maracutaias que envolvem a preparação do terreno para a realização da Copa e da Olimpíadas, etc. Por tudo isto, os prefeitos novos ou reeleitos exercerão uma opressão maior do que já exercem os atuais, independentemente de seus partidos.

Se já não deveríamos acreditar nas promessas dos candidatos de que a vida melhorará após estas eleições, poderemos ter a certeza, ela piorará. Sob o tacão de Serra, Haddad ou Russomano, a vida do trabalhador da maior cidade do Brasil piorará. No Rio de Janeiro, com Paes ou mesmo com Freixo, piorará. Este último, prefeiturável do PSOL, reivindica maior intervenção policial nos bairros cariocas, mesmo como candidato já reconhece que cortará salário de funcionários grevistas e não se opõe ao despejo que sofrem os moradores do Horto; não por acaso é apoiado por setores do PSDB e PDT. Anotem aí os leitores, os prefeitos que porventura forem eleitos pelo PSOL, como Freixo ou Edmilson Rodrigues, reprimirão trabalhadores, aumentarão passagens e despejarão sem tetos. Edmilson não fará igual aos dois mandatos anteriores, fará pior! Sobre isto, recomendamos a leitura do artigo: “Nesta campanha eleitoral, o PSOL,dispondo de um candidato que já governou para a burguesia, torna-se a opçãopreferencial para assumir o governo dos ricos contra a classe trabalhadora deBelém” no especial “Eleições 2012, rito de passagem do PSOL e PSTU”.

PT: PARTIDO OPERÁRIO, OPERÁRIO-BURGUÊS OU BURGUÊS COM INFLUÊNCIA DE MASSAS?

O caráter de classe do PT
e a tarefa dos revolucionários

Para construir um partido revolucionário dos trabalhadores no Brasil é preciso conquistar a consciência pelo menos dos setores mais avançados da classe trabalhadora para o trotskismo, o marxismo de nosso tempo. Todavia, hoje a vanguarda da classe, refletindo as grandes massas da população explorada, segue o PT.

Nestas eleições municipais, tivemos a oportunidade de fazer uma pesquisa de intenção de voto por partidos em duas fábricas metalúrgicas paulistanas. Obtivemos o seguinte resultado na fábrica A: 70% operários dizem que votarão no PT; 20% partido burguês da base governista (no caso, o PSB), que embora seja base aliada do governo federal, é adversário do PT na cidade e 10% de votos nulos. Na fábrica B: 40% dos votos no PT, 30% indecisos, 20% no PSB e 10% nulos. Apesar de ser um universo pequeno, até previsível e restrito ao momento eleitoral, confiamos infinitamente mais nele do que em todos os venais institutos de pesquisas burgueses (Ibope, Datafolha, Gallup, Sensus, etc.). A pesquisa realizada junto às duas fábricas não quer dizer de modo algum que o PT vai vencer as eleições, ganhe quem ganhe perderão os trabalhadores e ganharão os banqueiros, o que nos importa nesta pesquisa é que ela serve de termômetro entre os trabalhadores e comprova que o principal obstáculo para o avanço da consciência do proletariado reside nas ilusões que o mesmo mantém no PT.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O BOLCHEVIQUE # 12 - CAPA E SUMÁRIO

Sumário Interativo

CARTA AO LEITOR

ESPECIAL - ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU




TEORIA MARXISTA

PT: PARTIDO OPERÁRIO, OPERÁRIO-BURGUÊS OU BURGUÊS?

TEORIA MARXISTA

A questão da análise do caráter de classe dos partidos como pré-requisito para uma política revolucionária em relação aos mesmos

A falsificação realizada pelo PSTU acerca do caráter de classe do PCdoB, provocou um debate importante no seio da vanguarda militante. Para Trotsky, definir o caráter de classe de um Estado, governo ou partido é um pré-requisito fundamental para estabelecer uma política marxista correta em relação ao mesmo. A Liga Comunista busca elaborar um programa científico para a revolução socialista e para isto trata de superar os erros que ela mesma assim como quase todas as organizações cometem acerca do caráter de classe dos partidos.

Desde o Manifesto Comunista, trataram de estabelecer fielmente a posição dos comunistas em relação aos vários partidos políticos de oposição e em relação às correntes que se reivindicam socialistas. Ainda que a orientação política conjuntural em relação àqueles partidos, estabelecida em um momento pré-imperialista da luta de classes, esteja superada há mais de um século, reivindicamos a força do método de Marx e Engels que partiam sempre do caráter de classe de cada agrupamento para se posicionar diante do mesmo. Por isso, recomendamos a leitura dos links no final deste texto como parte aprimorada desta elaboração.

ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU 3/3


A coligação “da esquerda revolucionária” do PCO e PCB reivindica “políticas públicas” burguesas e os apêndices de esquerda do PSTU acompanham-no em seu giro oportunista

 

Vasconcelos Pinheiro, candidato a prefeito da frente PCB-PCO
O giro oportunista do PSTU, em uma coligação patrocinada pela burguesia e em unidade com o governo Dilma via PCdoB, confunde uma série de organizações que o criticam e atuam como seus satélites na vanguarda militante.

Primeiramente precisamos estabelecer como critério que embora as eleições deste ano sejam municipais, a orientação política que cumprem estes partidos é dada por suas direções nacionais. O que ocorre neste momento em Belém não é um “deslize regional do PSTU lá pelas bandas do Norte”. A política que o PSOL ou o PSTU estabelecem para Belém, Natal ou São Paulo corresponde ao usufruto do potencial que a política nacional destes partidos pode ter em nível regional. A política oportunista do PSTU em Belém antecipa uma política geral deste partido se forem dadas as mesmas possibilidades de eleger seus candidatos nas eleições burguesas em qualquer outra cidade.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU 2/3

Elegendo ou não seu vereador, o PSTU aderiu ao vale tudo do cretinismo eleitoral, consolidando no partido as tendências reformistas sobre as centristas

 

Jorge Panzera (ex-presidente nacional da UJS,
ex-Secretário de Esportes do Pará e atual dirigente do
PCdoB), vice de Edmilson (PSOL)
aos quais se abraça Cleber Rabêlo (PSTU)
O PSTU é sucessor de uma organização que nasceu na década de 1970 com um programa centrista, ou seja, revolucionário de palavras e reformista nos atos. A Liga Operária, grupo precursor da Convergência Socialista (CS) em 1978, volta do exílio com a missão de adaptar para a conjuntura brasileira uma orientação morenista de fundar um “partido centrista de esquerda legal” *. A CS converte-se em tendência interna do PT. É expulsa dele em 1992 e sob o impacto da restauração capitalista na URSS e no Leste Europeu – apoiada pela LIT – funda o PSTU, um partido de “esquerda legal” onde as tendências reformistas predominam sobre as centristas. Mas, toda esta trajetória política que inescrupulosamente vem de forma acelerada girando à direita a partir do declínio do projeto sindical da Conlutas no Conclat de 2010, dá um salto de qualidade nestas eleições municipais em Belém.

Além de todos os motivos elencados na primeira das 5 partes deste especial (LC: “Nestacampanha eleitoral, o PSOL, dispondo de um candidato que já governou para aburguesia, torna-se a opção preferencial para assumir o governo dos ricoscontra a classe trabalhadora de Belém”) sobre o porquê de denunciar a candidatura Edmilson Rodrigues como a candidatura preferida do capital, também são válidos os argumentos do PSTU em 2008 para rechaçar uma frente eleitoral que tivesse Edmilson Rodrigues à cabeça:

“O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) divulgou ontem suas diretrizes e forma de atuação nas eleições deste ano. Três propostas centrais serão usadas como base da legenda, entre elas a exigência de que o ex-prefeito de Belém Edmilson Rodrigues não seja o candidato e que nenhuma coligação com partidos 'burgueses' seja feita. O PSTU quer ampliar sua participação no pleito e garantir pelo menos o vice na chapa que vier a ser formada,... Edmilson não será aceito, diz o PSTU, porque sua gestão de oito anos na Prefeitura de Belém não olhou pelas 'reais necessidades dos trabalhadores'. Os membros da legenda dizem ainda que não concordam com a forma com que o governo do ex-petista se relacionou com os movimentos sociais. Também desaprovam o programa que ele utilizou como plataforma política, baseado em 'políticas sociais compensatórias'.” (PSTU não aceita Edmilson como candidato, Edição de 17/06/2008).

terça-feira, 2 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012, RITO DE PASSAGEM DO PSOL E PSTU 1/3


Nesta campanha eleitoral, o PSOL, dispondo de um candidato que já governou para a burguesia, torna-se a opção preferencial para assumir o governo dos ricos contra a classe trabalhadora de Belém

 

O PSOL nasceu em 2005 como um partido pequeno-burguês, uma legenda dirigida por  parlamentares que saíram do PT no primeiro governo Lula. Até hoje, em âmbito federal, o partido nunca possuiu mais do que uma ativa influência parlamentar marginal. Se Edmilson Rodrigues for eleito, o PSOL assumirá pela primeira vez a responsabilidade de governar o Executivo burguês.

O PSOL, conta com a vantagem de ter como candidato um político profissional previamente testado como administrador dos negócios da burguesia. Edmilson governou Belém de 1997 a 2005 e já executou na prefeitura da capital paraense o que candidato do PSOL carioca, Marcelo Freixo*, assegura apenas de palavras para a burguesia: reprimir os trabalhadores municipais que realizarem greves. Mas não só isto: Edmilson recusou-se a conceder qualquer aumento real de salários aos servidores e sucateou postos de saúde para pagar religiosamente a dívida pública junto à União e concedeu isenções fiscais aos grandes empresários. Assim como o PT, substituiu as políticas de reformas universais do capitalismo por “políticas sociais compensatórias” paliativas e assistencialistas.

domingo, 23 de setembro de 2012

O BOLCHEVIQUE # 11 - CARTA AO LEITOR

Enquanto a ofensiva imperialista espera estagnada a reeleição de Obama, a resistência antiimperialista ressurge sob a percepção da falácia da “primavera árabe”

Muito tem se falado das gafes elitistas e reacionárias de Mitt Romney e que de tão imbecil o republicano perderá as eleições presidenciais de seis de novembro. Todavia, para além de revelar mais uma vez que a elite empresarial planetária precisa de quadros profissionais como gestores de seus interesses políticos, o papel principal da candidatura republicana é, sobretudo, pressionar Obama pelas tarefas que a economia imperialista exige neste momento.
O atual presidente foi incumbido de reduzir a maior dívida pública de todos os tempos, potenciada pelas campanhas militares de Bush e pelos “salvamentos” das grandes corporações desde a crise de 2008. Para a elite ianque ele tem vacilado em promover uma recuperação das taxas de lucro com a urgência que ela reivindica. Isto ele só pode fazer dando continuidade à campanha belicista do antecessor na recolonização da África e Ásia, cruzada que tem como escalas fundamentais a Síria e o Irã. Em nível interno, como demanda Romney, Obama precisa eliminar gastos sociais do Estado imperial para reduzir o déficit público e ao mesmo tempo levar a sua própria classe operária à escravidão, fazendo cair os custos de produção nos EUA, ingredientes fundamentais para a recuperação econômica da economia imperialista.

O BOLCHEVIQUE # 11 - CAPA E SUMÁRIO


SUMÁRIO INTERATIVO


Enquanto a ofensiva imperialista espera estagnada a reeleição de Obama, a resistência antiimperialista ressurge sob a percepção da falácia da “primavera árabe”

Por um Encontro Nacional de Base dos Metalúrgicos para organizar uma greve geral da categoria contra o “ACE”

CORRESPONDÊNCIA
Camarada, concordo com o artigo, parabéns!
Camilo de Moncada

Agora sim, começou a verdadeira primavera, a antiimperialista, no mundo árabe e muçulmano!
LC – Brasil
TMB – Argentina

Um triste espetáculo de degeneração imperialista do esporte
Yuri e Humberto

Os que uivaram com os lobos*, CMI e LIT, sofrem na própria pele o preço da traição à luta antiimperialista
Humberto Rodrigues com a colaboração de Ismael Costa

O Sinn Fein ajoelha-se perante a Rainha como parte do seu giro à direita
Socialist Fight – Grã Bretanha

ESPECIAL - ÁFRICA

Toda solidariedade ao proletariado guineano contra a multinacional “brasileira”*!
Pela expropriação da Vale sem indenização e sob o controle da população trabalhadora!

RESISTIR aos policiais e aos capitalistas!
ORGANIZAR: a luta contra o reformismo!
RECUPERAR os sindicatos e quebrar a aliança CNA / COSATU / PC!
Qina Msebenzi Collective – África do Sul

sábado, 15 de setembro de 2012

PROTESTOS ANTI-EUA NA ÁFRICA, ORIENTE MÉDIO E ÁSIA

Agora sim, começou a verdadeira primavera, a antiimperialista, no mundo árabe e muçulmano!

Em mais de 15 países, por três continentes, manifestações de massas tomam embaixadas e multinacionais, invadem e destroem representações diplomáticas, atacam tropas de ocupação e queimam bandeiras dos EUA, Alemanha, Inglaterra e de Israel.

Na Tunísia, o chamado berço da tão reverenciada “primavera árabe”, centenas de manifestantes atacaram com bombas e ocuparam o complexo da Embaixada dos EUA em Tunis e uma escola dos EUA foi saqueada (neste caso, os expropriadores são expropriados) pela multidão.

sábado, 8 de setembro de 2012

COMBATE AO ACE E CAMPANHA SALARIAL METALÚRGICA

Por um Encontro Nacional de Base dos Metalúrgicos para organizar uma greve geral da categoria contra o "ACE"
do O Bolchevique # 11
Às vésperas de completar 30 anos, a CUT, através de seu sindicato mais importante, dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), prepara sua maior traição ao proletariado brasileiro, o Acordo Coletivo Especial (ACE). É bem verdade que a central realizou um pacto social com Sarney ainda na década de 1980, se opôs a organizar a classe pelo "Fora Collor", impulsionou as câmaras setoriais, apoiou a reforma da previdência iniciada por FHC e na última década foi testa-de-ferro dos governos federais do PT sabotando nossas lutas, apoiando os ataques anti-operários e pró-imperialistas de Lula e Dilma, defendendo o "mensalão" e juntamente com outras centrais pelegas "mobiliza" em favor das demandas patronais: isenção de impostos, flexibilização de direitos, desoneração da folha de pagamento, etc.

Mas, sem dúvida o ACE representa a mais perversa punhalada contra a classe trabalhadora. O SMABC entregou ao governo Dilma em novembro de 2011 o projeto de lei que objetiva nacionalizar e estender contra o conjunto do proletariado no Brasil as experiências daninhas de negociação realizadas no ABC. No dia 23 de maio de 2012, o Sindicato reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados reivindicando rapidez na aprovação do ACE. Até agora, todos os acordos de redução salarial, perda de direitos ou flexibilização da jornada realizados entre os pelegos da CUT e as empresas podem ser questionados na justiça, e os trabalhadores lesados pela traição podem “meter a empresa no pau”, conseguindo derrubar o acordo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MINERADORA VALE MASSACRA TRABALHADORES NA ÁFRICA

Toda solidariedade ao proletariado guineano contra a multinacional “brasileira”*Pela expropriação da Vale sem indenização e sob o controle da população trabalhadora!

Menos de um mês após o massacre de Marikana, a serviço dos interesses da mineradora britânica Lonmin, quando o aparato repressivo do governo do CNA executou quase meia centena de mineiros sul africanos, outro país africano foi palco de um novo massacre anti-operário. No último dia 04 de agosto, foram assassinados por militares seis manifestantes da Guiné Bissau que haviam protestado contra o regime de contratação de mão de obra pelo consórcio multinacional, VBG, composto pela mineradora Vale “brasileira” e a BSG Resourses, pertencente ao bilionário sionista Beny Steinmetz.

No dia 1º de agosto, os manifestantes da distrito de Zogota ocuparam as instalações do consórcio, destruindo móveis e expropriando equipamentos em protesto contra o não cumprimento por parte da Vale de uma convenção trabalhista assinada com o governo da Guiné em troca da exploração de minério do país. A convenção estabelecia que a multinacional ficaria obrigada a contratar um percentual mínimo de mão de obra das etnias locais, os Guerzé e os Tomas. No entanto, a Vale contratou três mil funcionários deixando de fora as etnias da região e beneficiando a etnia Peuls, que compõe o setor majoritário da burguesia do país e à qual pertence o atual presidente, Alpha Condé, eleito em um processo fraudulento em 2010.


domingo, 26 de agosto de 2012

LIBIA E SIRIA

Os que uivaram com os lobos*, CMI e LIT, sofrem na própria pele o preço da traição à luta antiimperialista

Menos de um ano depois da tomada de Trípoli pela OTAN e, quando uma intervenção similar na Síria converte-se em uma conflagração regional, os que apoiaram e apóiam às "revoluções árabes" na Líbia e Síria, na verdade, "contra-revoluções democratizantes" patrocinadas pelo imperialismo, sofrem baixas militantes em suas fileiras partidárias. A LIT (PSTU no Brasil, cuja sigla em inglês é IWL) e a CMI (Esquerda Marxista do PT, IMT em inglês), duas das maiores internacionais pseudo-trotskistas, começam a sofrer rupturas em suas seções no Canadá e Espanha, respectivamente, por sua capitulação à recolonização imperialista.

A INTERNACIONAL DE ALAN WOODS E
A LIT-QI PERDEM MEMBROS NO CANADÁ E NA ESPANHA

A CMI acaba de sofrer uma ruptura na seção canadense, a Fightback. No dia 08 de agosto de 2012, o camarada Alex C. publicou um documento de ruptura opondo o trotskismo à CMI na defesa das neocolônias atacadas pelo imperialismo em seu documento:

“The International Marxist Tendency Versus Trotsky On The Defence of Neocolonies From An Imperialist Attack”

Alex teve o apoio da regional de Toronto da Fightback para abrir a discussão dentro do grupo contra a linha oficial pró-imperialista da IMT.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

20 DE AGOSTO, 72 ANOS DO ASSASSINATO DE TROTSKY

"A maior felicidade do homem não está, pois, na exploração do presente, mas na preparação do futuro!”
Leon Trotsky

Ao completar-se 72 anos do assassinato de Trotsky a mando de Stalin,
recordamos ao camarada com uma de suas mais belas citações:
“Não falemos em abandonar a bandeira socialista nas mãos dos falsários! Se a nossa geração se revelou bastante débil para construir o socialismo na terra, deixemos ao menos aos nossos filhos uma bandeira sem mancha. A luta a sustentar transcende, de longe, em importância, as pessoas, as frações e os partidos. O futuro da humanidade se decide. Esta luta será dura. E longa. Os que buscam a tranqüilidade e o conforto, que se apartem de nós. Nas épocas da reação, certamente, é mais cômodo entender-se com a burocracia do que procurar a verdade. Mas àqueles para quem o socialismo não é uma palavra vã, para quem é o conteúdo da vida moral, avante! Nem as ameaças, nem as perseguições, nem a violência nos deterão. Será, talvez, sobre os nossos ossos, mas a verdade se imporá. Abrir-lhe-emos o caminho. A verdade vencerá. E sob o golpe implacável da sorte me sentirei feliz, como nos melhores dias de minha juventude, se conseguir contribuir para o triunfo da verdade. A maior felicidade do homem não está, pois, na exploração do presente, mas na preparação do futuro!”

(Leon Trotsky, Os crimes de Stalin, 1937).

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

MARIKANA MASSACRE - SOUTH AFRICA

RESIST THE COPS & CAPITALISTS! ORGANISE: AGAINST REFORMISM! RECLAIM THE UNIONS – BREAK THE ANC/COSATU/SACP ALLIANCE!
Qina Msebenzi Collective STATEMENT
Comrades; Brothers  & Sisters! You have seen the violence of the capitalist state and its police!

But you have Seen without Believing!

Comrades; Brothers & Sisters!You have heard the cry of the Marikana workers! You have seen them stand up and demand a wage for the dangerous work they do – while others take the profits!

But you have not Understood their Words; Your ears have not been touched by the Truth!

Comrades; Brothers & Sisters!You feel the pain and anguish of death at the hands of the state; you feel the suffering of your fellow workers and their families and you weep for those who have died and the ones who take their broken bodies to burial!

The blood of the Marikana Martyrs has not been spilt in vain. The police bulletsripped through the flesh of the workers. Their blood has flowed & their bodies are now lifeless. But the martyrs are not dead – their spirit and their struggle lives with us and in us.

The martyrs are not “victims”! They went to their death as class fighters, willing to die for their cause –justice! The workers of South Africa and the world must learn the lesson written in the blood of our fallen comrades

The Struggle Against Capitalism and Imperialism is a Life & Death Struggle!

Only Socialism Can Avenge The Death of Martyrs!

ÁFRICA DO SUL

Declaração do Qina Msebenzi sul-africano
sobre o massacre dos mineiros de Marikana
RESISTIR aos policiais e aos capitalistas!
ORGANIZAR: a luta contra o reformismo!
RECUPERAR os sindicatos e quebrar a aliança CNA / COSATU / PC!
Qina Msebenzi ESPECIAL - Edição Marikana, agosto de 2012

A LC publica abaixo a declaração dos camaradas do Coletivo Qina Msebenzi da Africa do Sul, com quem mantemos relações fraternais, acerca do massacre de Marikana, a mando da multinacional britânica Lonmin. A declaração foi escrita em conjunto com operários mineiros imediatamente após a criminosa repressão policial. Este massacre demonstra a continuidade da exploração e da repressão policial assassina na manutenção dos interesses imperialistas pelo governo burguês do CNA no país tal como imperavam no regime do apartheid.

Camaradas, irmãos e irmãs! Vocês viram a violência do Estado capitalista e de sua polícia!

MAS VOCÊS ACHOU DIFÍCIL DE ACREDITAR QUE AQUILO SEJA VERDADE!

Camaradas, irmãos e irmãs, vocês já ouviram o clamor dos trabalhadores Marikana! Vocês viram-os se levantar e exigir um salário para o trabalho perigoso que eles fazem - enquanto outros levam os lucros!

MAS VOCÊS NÃO COMPREENDEU AS PALAVRAS DELES, SEUS OUVIDOS NÃO FORAM TOCADOS PELA VERDADE!

CAMARADAS IRMÃOS E IRMÃS VOCÊS SENTEM A DOR E A ANGÚSTIA DE MORTE NAS MÃOS DO ESTADO, VOCÊS SENTEM O SOFRIMENTO DE SEUS COLEGAS DE TRABALHO E SUAS FAMÍLIAS QUE CHORAM POR AQUELES QUE MORRERAM E OS QUE LEVAM SEUS CORPOS DESTRUÍDOS PARA ENTERRÁ-LOS!
O SANGUE DOS MÁRTIRES DE MARIKANA NÃO FOI DERRAMADO EM VÃO. A POLÍCIA ALVEJOU A CARNE DOS TRABALHADORES. O SANGUE ESPIRROU DE SEUS CORPOS AGORA SEM VIDA. MAS NOSSOS MÁRTIRES NÃO ESTÃO MORTOS - O SEU ESPÍRITO E SUA LUTA VIVE CONOSCO E EM NÓS.

OS MÁRTIRES NÃO SÃO "VÍTIMAS"! ELES FORAM MORTOS COMO LUTADORES DE NOSSA CLASSE, DISPOSTOS A MORRER POR SUA JUSTA CAUSA! OS TRABALHADORES DA ÁFRICA DO SUL E DO MUNDO DEVEM APRENDER A LIÇÃO ESCRITA COM O SANGUE DOS NOSSOS COMPANHEIROS MORTOS:

A LUTA CONTRA O CAPITALISMO E O IMPERIALISMO É UMA LUTA DE VIDA E MORTE! APENAS O SOCIALISMO PODE VINGAR A MORTE DE NOSSOS MÁRTIRES!

Qina Msebenzi Collective

domingo, 19 de agosto de 2012

IRLANDA DO NORTE

O Sinn Fein ajoelha-se perante a Rainha como parte do seu giro a direita
Do Socialist Fight#10 
O JOGADOR E O CANALHA: Demonstrando que
os focos de resistência antiimperialista permanecem
vivos, Ronan O'Gara, jogador de rugby da seleção
irlandesa de rugby se recusa a apertar a mão de Betty
Windsor reivindicando direito da Irlanda a sua
auto-determinação durante a recepção do time como
vencedor do Grand Slam de rugby eM 2009. Abaixo,
Martin McGuinness tem o prazer de apertar a mesma
mão manchada de sangue simbolizando o seu
abandono da luta antiimperialista.
Em junho de 2012, o líder do Sinn Fein, Martin McGuinness, vice-primeiro-ministro da Irlanda do Norte confraternizou-se com a rainha Elizabeth. O simbólico gesto canalha de McGuinness não surpreende os lutadores pela causa nacional irlandesa nem aos trabalhadores daquele país  que sofre há anos os perversos planos de austeridade impostos pelo governo de coalizão composta pelo braço político do IRA a serviço de sua majestade e do imperialismo. Enquanto isto, como parte desta política colonialista, os melhores lutadores republicanos irlandeses, conhecidos como POWs (prisioners of war, prisioneiros de guerra), assim como milhares de outros mártires da luta pela auto-determinação irlandesa contra o imperialismo britânicoamargam uma brutal opressão nos cárceres da coroa inglesa como a Liga Comunista denunciou em http://lcligacomunista.blogspot.com.br/2011/07/prisioneiros-republicanos-irlandeses.html. Abaixo, reproduzimos um artigo de Charlie Walsh, do conselho editorial do Socialist Fight, membro britânico do Comitê de Ligação pela IV Internacional. Os camaradas do SF, também impulsionam o Grupo de Apoio a Presos Republicano Irlandês (IRPSG ).

Martin McGuinness apertou a mão de Elizabeth Windsor como um típico servo curvando-se diante de uma monarca feudal

Ele é um político pequeno-burguês nacionalista se confraternizou com a comandante em chefe das forças armadas britânicas que em 1991 ajudou a devastar o Iraque e matar centenas de milhares de iraquianos homens, mulheres e crianças. Estima-se que pelo menos cem mil soldados iraquianos morreram no conflito. Após o fim da guerra, a Grã-Bretanha e os EUA impuseram sanções econômicas draconianas sobre o Iraque que levou à morte de 250.000 crianças iraquianas que morreram impedidos sequer de receber medicamentos.

Madeline Albright, Secretária de Estado dos EUA durante a presidência de Clinton que impôs as sanções, disse que as mortes das crianças iraquianas era um preço a ser pago pelo Iraque.

Muitos iraquianos também morreram de câncer no sangue depois de entrar em contato com urânio empobrecido deixado nos campos de batalha do Iraque pela Grã-Bretanha e pelos EUA no final da guerra de 1991.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

CORRESPONDÊNCIA DE FOLHA DO TRABALHADOR

Um debate sobre as lições
da greve dos professores do Amapá
Postagem montada por um ativista da greve
A Folha do Trabalhador publica abaixo um relato da greve dos professores enviado a nós pelo Comando de Greve e pelo Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá. Realizamos um debate com alguns lutadores deste movimento apontando que apesar do caráter heróico dessa luta que ultrapassou 100 dias, a direção grevista tem incorrido em alguns erros que historicamente leva a luta dos trabalhadores a derrota. Substituir os tradicionais métodos de nossa classe por ilusões nos poderes Legislativo e Judiciário, chegando mesmo a suspenderem a paralisação “para provocar uma nova rodada de negociações”  são equívocos que conduzem a um beco sem saída até mesmo as mais heróicas e combativas das lutas. Esta crítica que realizamos visa fortalecer o movimento contra o governo do PSB e PT, que assim como na Bahia e no Rio Grande do Sul se recusam a pagar o piso nacional que não passa de um aceno demagógico do governo Dilma:


SINSEPEAP
MOVIMENTO EM GREVE DA EDUCAÇÃO

Depois de diversas rodadas de negociação sem avanços significativos em relação à implantação do PISO NACIONAL SALARIAL NACIONAL, os educadores do Amapá deflagraram uma greve que já dura, aproximadamente, 76 dias. Neste ínterim, houve várias ameaças de encerramento das negociações por parte do Governo do Estado, mas nem isso intimidou os educadores que continuaram firmes no movimento.