TRADUTOR

quinta-feira, 30 de junho de 2011

GREVE NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

Derrotar os governistas na Fasubra, nos Sindicatos e assembléias para derrotar o governo Dilma!

Vivemos em um contexto de profunda instabilidade político-econômica. A crise do capital que se iniciou em 2008 continua causando efeitos danosos para a classe trabalhadora. Por isso, as classes dominantes nos submetem às piores condições de trabalho, enquanto injetam a maior parte da riqueza produzida para salvaguardar e sustentar a voracidade do capital financeiro. Em resumo: o governo não tem dinheiro para a educação, mas tem para “salvar” os bancos e garantir altos lucros aos mafiosos da FIFA e da construção civil (trazida por eles) para a realização de uma copa do mundo que só vai agravar a estrutura social perversa de nosso país. 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

I CONGRESSO DA ANEL

Empolgada com o motim dos repressores, direção da ANEL ‘esqueceu’ da greve dos trabalhadores das universidades federais
do Bolchevique #6

No Plenário final do Congresso, companheira da LC critica o apoio à greve dos repressores e exige da direção da ANEL o apoio, 'esquecido' pela entidade, à greve dos trabalhadores
Dos dias 23 a 26 de junho ocorreu em Seropédica (RJ) o I Congresso da Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre. Segundo os organizadores, participaram 23 estados do país e 1700 estudantes. Na plenária final intervieram representantes do PSTU, LER, Liga Comunista e POR. Mas, indiscutivelmente, o Congresso refletiu um estancamento do crescimento da ANEL se comparado aos fóruns anteriores e em entidades de base, gerais, quantidade de estudantes, ativistas e correntes que participam da entidade. Isto se deve à política da corrente hegemônica, o PSTU, que a impede de constituir-se como alternativa à UNE e à UBES governistas. Os dois principais eixos políticos estabelecidos pela direção da entidade para o Congresso, o apoio à greve dos bombeiros do Rio de Janeiro e a reivindicação de 10% do PIB para a educação, são uma prova disto.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

“MARCHA DA MACONHA”

Nossa posição sobre as drogas
No dia 18 de junho ocorreram as “Marchas da Liberdade”. Segundo os organizadores, participaram 40 cidades brasileiras e pelo menos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília foram reunidas cinco mil pessoas. O movimento pela legalização da maconha que há muitos anos realizava pequenas manifestações anuais tomou um novo impulso após a selvagem repressão policial à “Marcha da Maconha” no dia 21 de maio em São Paulo. A partir de então, converteu-se em uma miscelânea de manifestações pela liberdade de expressão (pela legalização das drogas, em defesa da greve policial dos bombeiros, LGBTT’s, em defesa dos bicicleteiros, contra o machismo, punks, ecologistas, vegans) cuja “reivindicação geral” é a “regulamentação que proíba o uso de armamentos pela polícia em manifestações sociais” (Manifesto da Marcha da Liberdade – SP), ou seja, pela regulamentação da repressão.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

SUMÁRIO E EDITORIAL DO BOLCHEVIQUE #5

SUMÁRIO DO JORNAL O BOLCHEVIQUE #5 JUNHO DE 2011
EDITORIAL
Sem teoria nem direção revolucionárias, não há movimento revolucionário

OS ‘INDIGNADOS’ ESPANHÓIS SÃO UMA VERSÃO DAS GREVES GREGAS E DA LUTA EGÍPCIA SEM O PROTAGONISMO OPERÁRIO • SEM DIREÇÕES ANTIIMPERIALISTAS A “PRIMAVERA ÁRABE” FACILITA O AVANÇO DA “RECOLONIZAÇÃO DEMOCRÁTICA” DA ÁFRICA E DO ORIENTE MÉDIO  • NO BRASIL, MUITAS GREVES, MAS OS BUROCRATAS SINDICAIS, INCLUINDO OS DA CSP-CONLUTAS NOS METROVIÁRIOS-SP, IMPEDEM A UNIDADE DA CLASSE  •  FRENTES ÚNICAS DE AÇÃO E ORGANIZAÇÃO POR LOCAL DE TRABALHO, ESTUDO E MORADIA PARA CONSTRUIR A ÚNICA FERRAMENTA CAPAZ DE COORDENAR A RESISTÊNCIA E DETER A REAÇÃO IMPERIALISTA E PATRONAL
CORRESPONDÊNCIA
O critério do anti-imperialismo e o pablismo
CORRESPONDÊNCIA
Dilemas da construção do partido no proletariado fabril
Política de alianças: Proposta de organização da Rádio Pião e a origem de suas dificuldades • SOBRE A CONSTRUÇÃO DO PARTIDO OPERÁRIO  •  1- A ORGANIZAÇÃO CONSPIRATIVA  • 2 - A EXPERIÊNCIA DOS PARTIDOS NO BRASIL  •  Resposta da Liga Comunista à Rádio Pião e seus leitores  •  PROVINCIANISMO OU INTERNACIONALISMO  • ECONOMICISMO OU COMUNISMO  •  “CRISE DE DIREÇÃO” E PRECONCEITOS ANTI-TROTSKISTAS
BANCÁRIOS - SÃO PAULO
Contra os banqueiros, Dilma e a burocracia sindical, avançar na organização política de base
GREVE NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS
Derrotar os governistas na Fasubra, nos Sindicatos e assembléias para derrotar o governo Dilma!
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Basta! • Nestas eleições para Reitor nós não vamos apoiar a continuidade de uma ditadura contra nós mesmos
RODOVIÁRIOS - SÃO LUIS
Greve contra os patrões, a mídia, Roseana Sarney, o TRT e a tropa de choque da PM
MANIFESTO AO CONGRESSO DA ANEL E À PLENÁRIA ESTUDANTIL NACIONAL CLASSISTA E COMBATIVA DA RECC
A luta pela consciência da juventude trabalhadora e quem são seus aliados hoje
"O papel da juventude não é o de apoiar as reacionárias greves do aparato repressivo (bombeiros), não é apoiar a ofensiva de Obama ao lado dos contrarrevolucionários de Bengasi, nem desejar ainda mais entorpecimento (uso de drogas). O lugar da juventude é lutar com os trabalhadores em greve nas universidades federais contra Dilma e pela educação pública gratuita e estatal, com os terceirizados contra a precarização trabalhista, com os povos oprimidos em sua luta anti-imperialista e para ter consciência de que seus interesses históricos só poderão ser plenamente satisfeitos na luta pela construção do partido e da revolução comunista!"
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Fora a PM do campus!
BOMBEIROS – RJ
Nenhum apoio às reacionárias greves policiais nem defesa da “desmilitarização” do aparato repressivo burguês. Fim de todas as polícias! Por comitês sindicais e populares de socorro mútuo e auto-defesa!
LER E LBI DEFENDEM A REFORMA DO APARATO REPRESSIVO
“MARCHA DA MACONHA”
Nossa posição sobre as drogas
“UM ASSUNTO PRIVADO PARA O ESTADO, MAS NÃO PARA O PARTIDO”
ATIVIDADE INTERNACIONAL
Relato do Socialist Fight sobre o Festival anual organizado por Lutte Ovrière na França
“O Bolchevique” da LC participa do ‘Festival’ de Lutte Ovrière na França, lançando sua versão em inglês: “The Bolshevik”
PRISIONEIROS REPUBLICANOS IRLANDESES
Pelo reconhecimento da condição de presos políticos e pela liberdade para os prisioneiros republicanos irlandeses das garras do imperialismo britânico!
PASSEATA EM SÃO PAULO DENUNCIA OCUPAÇÃO DO HAITI E INTERVENÇÃO NA LÍBIA
Frente Única de Ação versus Frente Popular de colaboração
Balanço do Comitê Anti-imperialista e polêmica em torno de um velho tema
BOICOTE DOS QUE CAPITULARAM AO IMPERIALISMO E AO GOVERNO DO PT • FRENTE ÚNICA, FRENTE POPULAR E ULTIMATISMO OPORTUNISTA • DESERÇÃO DA LUTA ANTIIMPERIALISTA E ANTICAPITALISTA E CONSTRUÇÃO DA UNIDADE
DEBATE ANTIIMPERIALISTA
Saudação do grupo Socialist Fight da Grã Bretanha
SAUDAÇÕES REVOLUCIONÁRIAS PROLETÁRIAS INTERNACIONALISTAS DO RMG (ÁFRICA DO SUL) AO DEBATE ANTIIMPERIALISTA
Viva os trabalhadores em luta para derrotar o imperialismo!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

MOTIM DE BOMBEIROS – RJ

Nenhum apoio às reacionárias "greves" policiais
nem defesa da “desmilitarização” do 
aparato repressivo burguês!
Por comitês sindicais e populares de
socorro mútuo e auto-defesa das massas!
dO Bolchevique #5
CSP-Conlutas aborta a greve por melhores condições de trabalho nos metroviários-SP
e reivindica "melhores condições de trabalho" para nossos repressores
PM e Bombeiros, a repressão 'unida'
fica mais difícil de ser vencida
19/06/2011 Imediatamente após o motim dos bombeiros,
o conjunto do aparato repressivo realiza nova operação de guerra
contra os bairros proletários. Com o auxílio dos bombeiros, coluna de
blindados invadem o Morro da Mangueira (RJ) para a impor a 18ª UPP
http://www.jb.com.br/rio/noticias/2011/06/19/blindados-e-helicopteros-sao-usados-na-ocupacao-da-mangueira/

terça-feira, 14 de junho de 2011

PANFLETO DOS TRABALHADORES DE BASE DA UFMA DEFENDENDO A GREVE NACIONAL

BASTA!

Panfleto dos Trabalhadores de Base da Universidade Federal do Maranhão convocando a base da categoria para a Assembleia Extraordinária do SINTEMA (CTB/PCdoB) a quem fazem oposição, defendendo a greve nacional dos servidores públicos das universidades brasileiras
Nós, trabalhadores da Universidade Federal do Maranhão, nunca tivemos uma situação tão degradante, tão precária em nosso ambiente de trabalho: carência de pessoal técnico-administrativo, sobrecarga de trabalho, desvio de função, infraestrutura inadequada para ensino, pesquisa, extensão e atividades administrativas, terceirização, assédio moral, salário defasado, projetos de lei que visam precarizar ainda mais o serviço público federal, etc.

domingo, 12 de junho de 2011

PASSEATA EM SÃO PAULO DENUNCIA OCUPAÇÃO DO HAITI E INTERVENÇÃO NA LÍBIA

Frente Única de Ação versus Frente Popular de colaboração
Balanço do Ato de rua e polêmica em torno de um velho tema, sempre candente em nosso movimento
dO Bolchevique #5
Marcha da Coluna do Comitê Antiimperialista
sobre o viaduto do Anhangabaú
No dia 04 de junho realizou-se em São Paulo o ato nacional contra a intervenção imperialista no Haiti e na Líbia. Participaram da atividade as organizações: Comitê Antiimperialista, Comitê Pró-Haiti, Liga Comunista, Espaço Cultural Latino Americano, Refundação Comunista, Espaço Cultural Mané Garrincha, NATE, Núcleo do PSOL de Santa Cecília, PCO, PH, PCB, MST, UST, Intersindical, PCR e OT. A atividade foi divulgada na internet, blogs e sites. Seus cartazes foram colados nas universidades USP, PUC, Cásper Líbero, ESPSP, agências bancárias, Sindisprev/SP, nas assembleias dos trabalhadores metroviários, e em vários outros locais de trabalho e estudo. Reuniram-se trabalhadores de diversas categorias: bancários, dos correios, da USP, teleoperadores, operários, professores e estudantes universitários e do ensino médio, funcionários públicos e privados, aposentados, terceirizados. A concentração foi da Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal, e de lá as organizações, ativistas e lutadores sociais independentes, aproximadamente 100 manifestantes, marcharam em passeata bloqueando o viaduto do Chá, passando em frente à Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco, até a Praça da Sé, onde se concluiu a atividade.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

TODOS AO PROTESTO CONTRA A INTERVENÇÃO MILITAR NO HAITI E NA LÍBIA!


Blog:
http://comiteantiimperialista.blogspot.com
Twitter: @Antiimp_Libia
Facebook:
Comitê Antiimperialismo Na Líbia
A Liga Comunista convida a todos seus simpatizantes e leitores a participar do ato público nacional contra as intervenções imperialistas no Haiti e na Líbia que será realizado no dia 04 de junho às 10h, na Praça Ramos (metrô Anhangabaú, centro de São Paulo).
Nesta data faz 7 anos que o Brasil, a serviço do imperialismo e da ONU capitaneia a ocupação militar do Haiti. Participar desta atividade e rechaçar esta odiosa e cínica ocupação militar protagonizada pelo governo Dilma é um dever de todo aquele partido, agrupamento e lutador social que se reivindica antiimperialista e anticapitalista. Abster-se desta luta, não participar deste ato sob qualquer tipo de argumeno converte todo pretenso anti-imperialismo em meras declarações formais para encobrir uma verdadeira capitulação política aos interesses de sua própria burguesia e do imperialismo.
Com o mesmo sentimento de indignação é preciso defender incondicionalmente a população oprimida da Líbia que há quase quatro meses, e sobretudo nesta última semana, é vítima de uma sanguinária e fratricida ofensiva militar perpetrada por agentes externos e internos do imperialismo, através dos bombardeios da OTAN e das forças golpistas armadas pela CIA e sediadas em Bengasi.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ELEIÇÃO PARA REITOR DA UFMA 31 DE MAIO DE 2011

Nestas eleições para Reitor nós não vamos apoiar a continuidade de uma ditadura contra nós mesmos
panfleto distribuído na Universidade Federal do Maranhão - UFMA

Nos Conselhos de Centro e Colegiados, nossa representatividade é irrisória; nos Conselhos Superiores, somos representados pelo DCE e SINTEMA - o que dizer quando vemos nossas entidades representativas, dirigidas pelo PCdoB, de braços dados com a Administração Superior apoiando a continuidade de tudo o que está aí? Nossos votos valem muito menos do que os votos dos professores nas eleições para Reitor...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

BANCÁRIOS - SÃO PAULO

LC ingressa na chapa de oposição para reconquistar
o Sindicato das mãos de Dilma e dos banqueiros
para os trabalhadores bancários
Companheiro da LC na Convenção da Chapa 2 de
Oposição para eleição da diretoria do Sindicato
dos Bancários de São Paulo
No dia 11/05 ocorreu a Convenção para a definição da chapa de oposição à diretoria do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. Estavam presentes cerca de 80 companheiros trabalhadores, predominantemente do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, os quais têm sido, historicamente, vanguarda nas lutas de enfrentamento à administração de Lula e do PT. Estiveram presentes três correntes políticas na convenção, o PSTU, a Liga Comunista e o Espaço Socialista.
Hoje, a política governista e patronal da diretoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo condena a nossa categoria a um brutal arrocho salarial enquanto os banqueiros nadam em lucros estratosféricos. Esta política de colaboração de classes também faz com que os bancários sejam vítimas de metas abusivas, péssimas condições de trabalho, assédio moral, demissões, transferências arbitrárias e doenças como a LER, o stress, a depressão e o alcoolismo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CONSTRUÍDO O COMITÊ CONTRA A INTERVENÇÃO IMPERIALISTA NA LÍBIA

Calendário de atividades do Comitê contra a intervenção imperialista na Líbia
Blog: http://comiteantiimperialista.blogspot.com
Twitter: @Antiimp_Libia
Facebook: Comitê Antiimperialismo Na Líbia
ATO-DEBATE
21/05, 17h, ECLA, Espaço Cultural Latino Americano
Rua Abolição, 244, Bela Vista, São Paulo-SP, (11) 31047401
Com: Professor Lúcio Flávio de Almeida (PUC-SP) e Marcelo Buzetto (MST)
ATO PÚBLICO DE RUA
04/06, 10h, Praça Ramos
Metrô Anhangabaú, Centro de São Paulo
A Liga Comunista convida seus simpatizantes e leitores a se integrarem ao calendário de atividades do Comitê contra a intervenção imperialista na Líbia.
O Comitê é um acordo de combate comum para aglutinar, através de debates e ações práticas, as forças antiimperialistas e anticapitalistas dispersas a fim de rechaçar o ataque que o país oprimido africano vem sofrendo.
Sem renúnciar a sua independência política nem ao direito de crítica mútua, organizações e militantes de diferentes posições diante da própria questão líbia construíram o Comitê como uma frente única de ação contra um inimigo comum.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A CIA NA LIBIA

O caráter contrarrevolucionário dos ‘rebeldes’ de Bengasi
dO Bolchevique #4
'Rebelde' com facão ameaça trabalhadores negros africanos presos.
Seus porta-vozes na mídia imperialista e também na esquerda
revisionista justificam xenófoba carnificina racista dizendo que a
culpa é de Gadafi que contrata mercenários estrangeiros para lutar a
seu lado. Na verdade, em nome da caçada aos "mercenários de
Gadafi", os agentes da CIA de Bengasi perseguem os negros para
de fato desvalorizar ainda mais a força de trabalho no país,
preparando-a para a superexploração
da nova era de extrema rapina imperialista
A guerra civil na Líbia tem provocado um debate mundial na esquerda. Em outro artigo sob o nome de "SU, CMI, L5I, LIT, PO, FT, FLTI: finalmente as ‘internacionais’ revisionistas se reunificam em Bengasi" estabelecemos uma polêmica com várias correntes internacionais e nacionais sobre a questão. A maioria das correntes faz uma dupla contabilidade de simultaneamente rechaçar a intervenção imperialista e reivindicar politicamente as manifestações anti-Gadafi, cuja "defesa" é a justificativa do imperialismo para invadir o país.
Nas linhas seguintes, trataremos de demonstrar o caráter da tal oposição, comprovando que este fenômeno "popular" pró-imperialista não é novo na história contemporânea. Na forma elaborada como ele se apresenta, está presente pelo menos desde o segundo pós-guerra, no início da Guerra Fria. Demonstraremos que, como é uma criatura do imperialismo, a insurgência libia não só é reacionária desde sua gênese, como reacionária de todos os pontos de vista.

domingo, 15 de maio de 2011

DA “OPERAÇÃO AJAX” À “ODISSEIA DO AMANHECER”

O ‘know how’ golpista de 1953, turbinado em 2011
dO Bolchevique #4

A "Operação Ajax" da CIA, foi a precussora dos
golpes de Estado com fachada de "insurreição popular". 
Tal como na Líbia e nas ruas da Síria hoje, em 1953, a
CIA arregimentou milhares de manifestantes para
camuflar seu plano, realizando confraternizações
populares com militares golpistas, enterros
de mártires, protestos de massa...
Cartaz made in CIA "Freedom" para a Libia sob a
bandeira da reinstauração da monarquia fantoche
do imperialismo
Em março de 2000, a secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, admitiu que a administração Eisenhower organizou um golpe contra o regime no Irã em 1953, a chamada “Operação Ajax”, e que este acontecimento histórico explica a hostilidade atual dos iranianos contra os Estados Unidos. Nove anos depois, discursando na Universidade do Cairo, Obama apela para a reconciliação da África e Oriente Médio com os EUA. Para desarmar uma plateia desconfiada, induzindo-a à ideia de que a Casa Branca estaria “sob nova direção”, o mandatário ianque reconheceu que “na Guerra Fria, os Estados Unidos desempenharam um papel na derrubada de um governo iraniano democraticamente eleito” (Discurso do Obama no Cairo, Folha Online, 05/06/2009). Logo após a desocupação da Pérsia pela Inglaterra, Eisenhower orquestrou através da Agência Central de Inteligência, a CIA, recém criada (1947), e do serviço secreto britânico, o MI6, um golpe de Estado no Irã aliando-se ao Xá (monarca persa) Mohammad Reza Pahlevi quando o governo do primeiro-ministro Mohammad Mossadegh nacionalizou os recursos petrolíferos do país.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

ESPECIAL ÁFRICA DO NORTE E ORIENTE MÉDIO 4/4

SU, CMI, L5I, LIT, PO, FT, FLTI: Finalmente as “Internacionais” revisionistas se ‘reunificam’ em Bengasi

Bengasi, 23 de março: "protesto rebelde"
com bandeiras da França, da ONU,
cartaz e bandeiras monarquistas
Sumário do artigo: PABLO, O PRIMEIRO LIQUIDACIONISTA DO TROTSKISMO • SECRETARIADO UNIFICADO • ACORDO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES (LAMBERTISMO) • CORRENTE MARXISTA INTERNACIONAL • LIGA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES • UNIDADE INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES • LIGA PELA 5A INTERNACIONAL • PARTIDO OBRERO • PARTIDO DA CAUSA OPERÁRIA • FRAÇÃO TROTSKISTA • FRAÇÃO LENINISTA TROTSKISTA INTERNACIONAL • MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO • LORISMO (PARTIDO OPERÁRIO REVOLUCIONÁRIO) • PARTIDO OPERÁRIO MARXISTA  • ESPARTAQUISTAS (LCI, TBI, IG) • COLETIVO LENIN • DO CONCILIACIONISMO PRÓ-IMPERIALISTA AO CONCILIACIONISMO PRÓ-NACIONALISTA • WORKERS REVOLUTIONARY PARTY • LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA • OS REBELDES CONTRARREVOLUCIONÁRIOS SÃO O ARÍETES DA RECOLONIZAÇÃO IMPERIALISTA
Depois do início do bombardeio a Líbia em 19/03/2011, a Liga Comunista ampliou e atualizou a primeira versão deste polêmico artigo publicada no jornal O Bolchevique #3 em 12/03/2011.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

INFORME DA FÁBRICA

Conhecer o proletariado para fundamentar com solidez nossas teorias e construir o partido revolucionário dos trabalhadores

O relato que se segue é produto do trabalho operário fabril realizado por um camarada da Liga Comunista. Nomes próprios e várias referências como datas e endereços foram propositadamente ocultadas ou trocadas para a proteção da tarefa do camarada que de agora em diante chamaremos de Carlos. Este pequeno artigo é um brevíssimo e embrionário relato apenas para “abrir o apetite”, pelo aprendizado de como desenvolver um trabalho fabril nas condições atuais, àqueles militantes honestos que se interessam pelo “chão de fábrica”. Temos a certeza de que:

“A situação da classe operária é a base real e o ponto de partida de todos os movimentos sociais de nosso tempo porque ela é, simultaneamente, a expressão máxima e a mais visível manifestação de nossa miséria social... O conhecimento das condições de vida do proletariado é imprescindível para, de um lado, fundamentar com solidez as teorias socialistas e, de outro, embasar os juízos sobre sua legitimidade e, enfim, para liquidar com todos os sonhos e fantasias pró e contra.”
(A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, Frederich Engels, 1845).

sábado, 30 de abril de 2011

SUMÁRIO E EDITORIAL DO BOLCHEVIQUE #4

SUMÁRIO DO JORNAL O BOLCHEVIQUE #4 ABRIL-MAIO DE 2011


EDITORIAL:
Construir o partido revolucionário, reconquistar o primeiro de maio para a classe trabalhadora!


DECLARAÇÃO AOS TRABALHADORES DO MUNDO E À SUA VANGUARDA INTERNACIONALISTA Socialist Fight (Grã-Bretanha) - Liga Comunista (Brasil) - Revolutionary Marxist Group (África do Sul)
Em defesa incondicional da Líbia contra o imperialismo! Frente Única Militar com Gadafi para derrotar a OTAN e os “rebeldes” armados pela CIA! Nenhuma confiança no governo de Trípoli! Somente pelo armamento de todo o povo e pela revolução permanente nós poderemos vencer esta luta!


A CIA NA LIBIA:
O caráter contrarrevolucionário dos 'rebeldes' de Bengasi
OS “REBELDES” NÃO NASCERAM ONTEM • “REVOLUCIONÁRIOS” CUJA VITÓRIA DEPENDE INTEIRAMENTE DA AÇÃO DO IMPERIALISMO • “REBELDES” RACISTAS, XENÓFOBOS E ANTIOPERÁRIOS • OS CRIMES DOS EUA E DA UE NA LÍBIA • DERROTAR O GOLPISMO IMPERIALISTA E AVANÇAR CONTRA O DECRÉPITO REGIME DE GADAFI RUMO À REVOLUÇÃO PROLETÁRIA


DA “OPERAÇÃO AJAX” À “ODISSEIA DO AMANHECER”:
O “know how” golpista de 1953, turbinado em 2011
O GOLPISMO MADE IN CIA COMO AGENTE CONSCIENTE DE LEVANTES INCONSCIENTES DE MASSA RESTAUROU O CAPITALISMO NO LESTE EUROPEU E NA URSS • CONTRARREVOLUÇÃO ETAPISTA • OS GOLPES MILITARES “VERSÃO 2000” NA AMERICA LATINA E NO ORIENTE MÉDIO • OS REVISIONISTAS APOIAM POLITICAMENTE O COMPLÔ DA CIA CONTRA A LIBIA


ESPECIAL ÁFRICA DO NORTE E ORIENTE MÉDIO 4/4 (ATUALIZADO)
SU, CMI, L5I, LIT, PO, FT, FLTI:
Finalmente as ‘Internacionais’ revisionistas se ‘reunificam’ em Bengasi
PABLO, O PRIMEIRO LIQUIDACIONISTA DO TROTSKISMO • SECRETARIADO UNIFICADO • ACORDO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES (LAMBERTISMO) • CORRENTE MARXISTA INTERNACIONAL • LIGA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES • UNIDADE INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES • LIGA PELA 5A INTERNACIONAL • PARTIDO OBRERO • PARTIDO DA CAUSA OPERÁRIA • FRAÇÃO TROTSKISTA • FRAÇÃO LENINISTA TROTSKISTA INTERNACIONAL • MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO • LORISMO (PARTIDO OPERÁRIO REVOLUCIONÁRIO) • PARTIDO OPERÁRIO MARXISTA  • ESPARTAQUISTAS (LCI, TBI, IG) • COLETIVO LENIN • DO CONCILIACIONISMO PRÓ-IMPERIALISTA AO CONCILIACIONISMO PRÓ-NACIONALISTA • WORKERS REVOLUTIONARY PARTY • LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA • OS REBELDES CONTRARREVOLUCIONÁRIOS SÃO O ARÍETES DA RECOLONIZAÇÃO IMPERIALISTA


O REVISIONISMO DA CMI:
Liga Comunista combate posições de Alan Woods e da CMI na USP
SOBRE A CMI E A EMPT • O MITO DA “INSURREIÇÃO POPULAR” NA LÍBIA • CMI E EMPT SÃO CRIAÇÕES DO DOMESTICADO “TROTSKISMO” LABORISTA E PETISTA • POR TRÁS DO “NÃO À INTERVENÇÃO IMPERIALISTA”, 100% DE APOIO AOS GOLPISTAS QUE REIVINDICAM A INTERVENÇÃO DA OTAN


Campanha de assinaturas dO Bolchevique


CONTRA-ATO DE COMBATE AOS NEONAZISTAS DE JAIR BOLSONARO:
Construir a Frente Única Anti-fascista!


INFORME DA FÁBRICA:
Conhecer o proletariado para solidificar nossas teorias e construir o partido revolucionário dos trabalhadores
A ALTÍSSIMA PRODUTIVIDADE DÁ A MEDIDA DA ESPETACULAR MAIS-VALIA • A LUTA DE CLASSES PELO TEMPO • ESFORÇO REPETITIVO E POLUIÇÃO SONORA • APRENDER PARA SUPERAR A ERA LULISTA E CONSTRUIR O PARTIDO TROTSKISTA DO PROLETARIADO


PRIMEIRAS REVOLTAS CONTRA A SUPEREXPLORAÇÃO NAS OBRAS DO PAC:
Organizar a luta nacional do proletariado contra as empreiteiras e o governo Dilma!
A CSP-CONLUTAS E O PROLETARIADO DA CONSTRUÇÃO CIVIL


CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO E PRIVATIZAÇÃO DA USP:
No “lixo de Rodas” não dá para trabalhar nem estudar. Construir a Greve Geral na USP! Pelo pagamento direto da universidade para as trabalhadoras, pela efetivação imediata!
GREVE GERAL CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO ESCRAVAGISTA!

CARTA ABERTA À COMUNIDADE ACADÊMICA DA UFMA
Documento escrito pelos Trabalhadores em Educação do Centro de Ciências Humanas/UFMA, apresentado em Assembléia Sindical, e divulgado amplamente para toda a comunidade acadêmica da UFMA. Um basta às relações pautadas em um regime de castas arraigado na estrutura da Universidade Pública.

Moção de apoio dos Trabalhadores de Base da UFMA à luta dos trabalhadores efetivos e terceirizados da USP


BRASIL 1964 - LÍBIA 2011:
Liquidar toda a máquina de guerra repressiva contra a população trabalhadora, aprimorada desde a ditadura militar e em pleno funcionamento contra nossas lutas hoje!
O “FORA JANGO!” DO EX-TROTSKISTA DE ONTEM E O “FORA GADAFI!” DOS PSEUDO-TROTSKISTAS DE HOJE • DE SARNEY A DILMA, A DITADURA “DEMOCRATIZADA


DECLARAÇÃO DA LC AO ATO CONTRA A PRESENÇA DE OBAMA NO BRASIL:
Fora Obama da Líbia, Brasil, Afeganistão, Iraque e Haiti! Liberdade imediata para todos os presos políticos da manifestação do dia 18/03 encarcerados por Dilma e Cabral!


DECLARAÇÃO DA FRENTE ÚNICA CONTRA A PRESENÇA DE OBAMA NO BRASIL:
Vamos caminhar hoje até onde pudermos contra Obama e o Imperialismo!


“FORA OBAMA!” NO RIO EM 20/03:
Protesto na Cinelândia (Rio de Janeiro) rompe barreira política imposta pelas burocracias dirigentes da CUT, MST, CTB e CSP-Conlutas ao "Fora Obama!”
“PARA NOSSOS PRESOS LIBERTAR, É PRECISO AVANÇAR!” • APESAR DOS PELEGOS, “YES, WE CAN!” PROTESTAR CONTRA OBAMA!


EDITORIAL
Construir o partido revolucionário, reconquistar o primeiro de maio para a classe trabalhadora!

Os motivos pelos quais lutaram e foram executados os operários mártires de Chicago, a luta pela jornada de 8h de trabalho e contra a exploração capitalista, são mais vigentes do que nunca. Depois da crise econômica mundial os trabalhadores vêm sendo obrigados a trabalhar mais por menores salários e menos direitos. O capitalismo dá um salto para trás nas relações de trabalho e, consequentemente, em todas as demais relações sociais. Uma imensa massa é sujeita a abrir mão de todas as conquistas trabalhistas obtidas desde os mártires de Chicago até os nossos dias, como vi­mos nas obras do PAC, nas novas contratações em qualquer local de trabalho, entre a juventude teleoperadora, através da terceirização. Vale destacar, que esta última modalidade de superexploração, onde a burguesia e patrões subcontratadores da força de trabalho lucram mais com o não pagamento de direitos elementares, é nada mais do que a institucionalização dos “gatos”, tão oportunos para potencializar o crescimento do país de Collor a Dilma.

O mesmo saque impiedoso dos trabalhadores pelas classes dominantes, vemos hoje em todo planeta, mas particularmente na África e no Oriente Médio. Contando com o apoio direto ou com a passividade de todos os governos burgueses do planeta, os EUA, através da OTAN e apoiado militarmente pela França e Inglaterra, faz da Líbia um novo Afeganistão ou Iraque. Um diferencial importante neste conflito é que Obama conseguiu dividir a “Velha Europa”, que resistia a recolonização à la Bush, e arrastou Sarkozy para o ser seu testa-de-ferro na coalizão. Isto possibilitará à França imperialista, ter como recompensa o aumento da cota de petróleo líbio, e a Obama, diminuir o custo político da aventura militar, aumentando mais ainda sua cota também.

Apesar da crise mundial provocar um acirramento das disputas interimperialistas, mais protecionismo comercial e maior disputa de domínios, Obama logrou contra a Líbia uma frente mais ampla do que a que Bush articulou contra o Iraque. Tão ampla, que graças à capitalização imperialista dos levantes populares árabes, a propaganda de guerra “humanitária” e um teatro de insurreição em Bengasi, conseguiu a adesão de grande parte das correntes de esquerda, que foram às ruas contra a ocupação do Iraque, atrás do slogan “Fora Gadafi!”. Para ficar em paz com suas consciências pequeno-burguesas, os revisionistas usam como álibi uma declaração protocolar de que são contra a intervenção militar imperialista. Mas, tirando esta fachada, quase todos aderiram com vuvuzelas e tudo mais a “revolução líbia”, completamente fabricada pela CIA (ver nesta edição artigos “A CIA na Líbia” e “Da ‘Operação Ajax’ à ‘Odisséia do Amanhecer”). O neocolonialismo desenvolveu um ‘know how’ bastante trivial voltado à enganar a opinião pública e tomar o controle das nações oprimidas. São facilmente identificáveis as digitais da CIA tanto na conspiração imperialista que instituiu a ditadura militar no Brasil, precedidas das “massas nas ruas” nas “marchas com Deus pela família e a propriedade” quanto no que assistimos na Líbia ou na Síria hoje (ver “Brasil 1964 – Líbia 2011”).

Como demonstramos, os marxistas, defensores da estratégia proletária e revolucionária contra o imperialismo, têm uma política diametralmente oposta à dos apoiadores dos “revolucionários” de Bengasi, e os denunciamos em um rigoroso combate literal (“SU, CMI, L5I, LIT, PO, FT, FLTI”: Finalmente as internacionais revisionistas se reunificam em Bengasi”) e também pessoalmente (“Liga Comunista combate posições de Alan Woods e da CMI na USP”). Isto também deve existir em ações práticas e não sectárias como a de constituir uma frente única com distintas organizações políticas para construir um protesto contra a presença de Obama no Brasil, rompendo com a disciplina imposta pela burocracia sindical do governo anfitrião do imperador (CUT, MST) e seus satélites (CSP-Conlutas), como demonstramos no balanço que fizemos desta atividade na quarta capa deste O Bolchevique (ver “Protesto na Cinelândia rompe barreira política imposta pela burocracia sindical dirigente da CUT, MST, CTB e CSP-Conlutas ao ‘Fora Obama!’”), até a publicação de uma declaração internacional “Declaração aos trabalhadores do mundo e à sua vanguarda internacionalista da LC do Brasil, Socialist Fight da Grã-Bretanha e Revolutionary Marxist Group da África do Sul” que reproduzimos nesta quarta edição dO Bolchevique.

Assumimos estas posições principistas diante do principal conflito do cenário mundial hoje, ao mesmo tempo em que ao lado de outras organizações políticas e militantes enfrentamos a crescente reação da direita. Animados com a política nacional do PT, de desmoralização das lutas sociais, e com o aumento da repressão sobre os trabalhadores promovido pelos governos estadual e municipal paulistas, os neonazistas voltam a levantar a cabeça no país, a ponto de realizar um ato público armado na Avenida Paulista, no mesmo local aonde os neonazistas vêm realizando impunemente ataques criminosos a gays (ver “Contra-ato de combate ao ato de apoio ao anticomunista, homofóbico e racista deputado Jair Bolsonaro: Construir a Frente Única Anti-fascista!”). Cerrar fileiras para cortar as asinhas da reação é uma obrigação de todo aquele que diz defender os negros, nordestinos, mulheres e homossexuais, e mais ainda dos trotskistas, que sabem honrar a tradição da LCI de 1934.

Todavia, não é possível ser revolucionário e abrir mão de fusionar o programa marxista com a classe trabalhadora. Prognosticamos que o aprofundamento do chamado “crescimento nacional”, baseado no brutal aumento da exploração dos trabalhadores (ver “Primeiras revoltas contra a superexploração nas obras do PAC : Organizar a luta nacional do proletariado contra as empreiteiras e o governo Dilma”), vai resultar em várias revoltas de Jirau. Nas assembleias estudantis da USP apoiamos a luta das trabalhadoras terceirizadas (“No ‘lixo de Rodas’ não dá para trabalhar nem estudar. Construir a Greve Geral na USP! Pelo pagamento direto da universidade para as trabalhadoras, pela efetivação imediata!”). Simultanemente desenvolvemos no Nordeste uma militância de base entre os trabalhadores da Universi­dade Federal do Maranhão que passam por condições similares de humilhações no trabalho (“Carta aberta à comunidade acadêmica da UFMA”) enquanto apoiam suas camaradas do Sudeste (“Moção de apoio dos Trabalhadores de Base da UFMA à luta dos trabalhadores efetivos e terceirizados da USP”). Paralelamente, a LC inicia um valoroso trabalho de inserção no proletariado fabril (ver o informe de fábrica: “Conhecer o proletariado para fundamentar com solidez nos­sas teorias e construir o partido revolucionário dos trabalhadores”.)

O governo canalha de Dilma, agente direto do grande capital contra os trabalhadores prostitui mais uma vez esta data. Por diferenças administrativas, em São Paulo, uma parte dos paus-mandados sindicais do governo burguês vai fazer a festa da conciliação de classes em homenagem a Lula e Mandela no Vale do Anhangabaú (CUT) e outra na Barra Funda (CTB, FS, NCST, UGT, CGTB). Há poucos dias estavam todos os agentes sindicais do governo se acotovelando para correr atrás do prejuízo quando os trabalhadores das obras do PAC explodiram de descontentamento espontaneamente dispondo da vantagem de não haver nenhum burocrata sindical por perto.

Na Praça da Sé, a poucos metros do 1o de maio da CUT, vivem os que já foram “excluídos” da condição de explorados e empurrados para a mendicância. Nesta data, em meio a eles estarão alguns dos que esperam a providência divina ou a implosão do capitalismo para a vida melhorar. Os militantes estarão sob a orientação de dirigentes associados ao regime burguês via aparatos sindicais, ou ao Vaticano. Vale destacar que este ano a Igreja impôs à Conlutas, PSTU, PSOL e Intersindical o humilhante dito “ajoelhou, tem que rezar!”, obrigando-os a não dar um pio contra a missa que abre o 1o de maio da Sé em favor da santificação de Karol Woitila, o João Paulo II. Este papa polonês foi quem orientou, juntamente com Reagan o presidente dos EUA na época, o dirigente do Sindicato Solidariedade, Lech Walesa (a quem até o próprio Lula uma vez chamou, acertadamente, de “pelegão”), a lutar pela restauração capitalista na Polônia. Porém, obedecer a Bento XVI neste 1o de maio não será lá um sacrifício enorme para as correntes que saudaram a contrarrevolução em todo o Leste Europeu e defenderam “Todo poder ao Solidariedade!” assim como hoje estão deslumbrados com a “revolução líbia”.

Os trabalhadores pensam sobre esta data com um profundo sentimen­to de indignação. Foram roubados “até no primeiro de maio” por seus inimigos de classe e seus agentes reformistas e revisionistas. Mas há ainda uma alternativa para a classe operária. Ela mal começou a engatinhar, mas está se construindo de forma molecular e firme para assumir suas tarefas estratégicas. Acreditamos que a construção do partido mundial da revolução não será fruto do crescimento de um só partido auto-proclamado como tal. A LC trabalha firmemente para dar o melhor de suas forças para o que dá sentido à vida de sua militân­cia, a construção de uma direção revolucionária para o proletariado. Para disputar a consciência da vanguarda sincera, estaremos nos atos das centrais burocratizadas deste dia usurpado, com o nosso jornal que acaba de ser publicado. Adquira-o, discuta-o e venha construir a reconquista dos 1os de maio onde comemoraremos a vitória de cada batalha ganha sobre a burguesia.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

DECLARAÇÃO LC-SF-RMG SOBRE LÍBIA


A Liga Comunista, juntamente com o Socialist Fight (SF, Luta Socialista em português) da Grã Bretanha, e o Revolutionary Marxist Group (RMG, Grupo Marxista Revolucionário) da África do Sul, convergiram no mês de abril em assinar uma declaração conjunta contra a intervenção na Líbia por agentes internos e externos do imperialismo e em defesa de um programa trotskista revolucionário.

O SF é um grupo de camaradas trabalhadores cujo principal dirigente militou no WRP de Gerry Healy entre 1976 e 1985 (ano em que implodiu o WRP, até então uma das maiores organizações a se reivindicar trotskistas no continente europeu). O SF teve uma curta aproximação com o CoReP (Coletivo Revolução Permanente encabeçado pelo Grupo Bolchevique da França, tendência internacional conformada por uma das frações da corrente criada por Stéphane Just após sua ruptura com o lambertismo na década de 1980), mas se afastou desta corrente internacional devido às diferenças sobre a questão líbia.

O SF tem como órgão de divulgação um jornal de mesmo nome. Como pode se identificar na declaração, o SF combate a capitulação dos revisionistas ao imperialismo e ao nacionalismo burguês que marcou a trajetória do healysmo. Além do combate pelas posições principistas contidas no documento que apresentamos aos trabalhadores e a sua vanguarda internacionalista, recentemente os camaradas de SF estiveram profundamente envolvidos em seu país na luta contra os cortes nos serviços públicos realizado pelo governo conservador de David Cameron.

O RMG é um agrupamento de organizações da África do Sul, que estão em um processo de fusão iniciado através do Bolshevik Forum (Fórum Bolchevique) e entre os Bolshevik Study Circles (Círculos de Estudos Bolcheviques) e dos Coletivos Workers Government e Labour Left (CWG, Coletivo Governo Operário e LLC, Coletivo dos Trabalhadores de Esquerda). Os grupos e indivíduos envolvidos no Fórum Bolchevique vêm de diversas origens, mas a maioria compartilha uma experiência comum na Workers Internationalist League of South Africa (WILSA - Liga Internacionalista dos Trabalhadores da África do Sul). A WILSA foi uma tentativa de construir uma organização revolucionária internacionalista trotskista na África do Sul nos anos 1970 e 1980. Em condições difíceis, um significativo grupo surgiu com forte implantação no movimento de massas, incluindo os sindicatos, organizações estudantis e estruturas da comunidade local. No entanto, com a integração do Congresso Nacional Africano ao regime segregacionista burguês sul africano na década de 1990, um setor da direção do WILSA capitulou ao CNA e às expectativas criadas pelo governo Mandela em 1994. Isto levou a ruptura em diferentes ritmos de diversos membros desta organização.

Muitos ex-militantes se reagruparam em torno do CWG e do jornal Qina Msebenzi, ligando-se a princípio internacionalmente a Lennist-Trotskyist Tendency (LTT, conformada por uma ex-ruptura do healismo internacional que hoje é dirigida pelo Workers Action da Grã Bretanha). O CWG na época defendia a convocação de uma Assembleia Constituinte Democrática exigindo sua convocação pelos órgãos de luta contra o regime de transição pactuada com o apartheid. Também fez campanha pela construção de um Partido Operário baseado na ruptura sindical dos trabalhadores com o burguês CNA e seu aliado stalinista, o Partido Comunista Sul Africano. O RMG declara que apesar das dificuldades de construção nas condições da África do Sul, considera ser imprescindível impulsionar uma corrente bolchevique para continuar a luta por um partido da vanguarda revolucionária do proletariado como parte de uma internacional revolucionária, a Quarta Internacional.

Apesar das diferenças políticas e programáticas que a LC possui com o SF e com o RMG, consideramos extremamente progressiva a constituição da declaração abaixo a fim de apontar uma alternativa internacional do trotskismo principista e revolucionário diante da vergonhosa capitulação dos revionistas à atual ofensiva imperialista recolonizadora de Obama.

DECLARAÇÃO AOS TRABALHADORES DO MUNDO E À SUA VANGUARDA INTERNACIONALISTA

Em defesa incondicional da Líbia contra o imperialismo!
Frente Única Militar com Gadafi para derrotar a OTAN e os “rebeldes” armados pela CIA!
Nenhuma confiança no governo de Trípoli! Somente pelo armamento de todo o povo e pela revolução permanente nós poderemos vencer esta luta!

A crise econômica mundial aumentou os apetites do imperialismo para superexplorar a classe trabalhadora e recolonizar as riquezas do planeta. Em nome de salvar os capitalistas da crise especulativa, os governos burgueses de todo o mundo transferiram muito dinheiro dos cofres estatais para o grande capital privado. Agora, os governos burgueses buscam recapitalizar seus cofres. Para isto, impõem sobre a classe trabalhadora o pagamento da conta da orgia financeira, o qual é feito através do ajuste fiscal, do ataque aos salários, às conquistas trabalhistas e sindicais, à previdência social, etc. Isto também provocou aumento do custo de vida das massas e acentuou as disputas interimperialistas pela partilha das semicolônias.

Na Europa, da Grécia à Portugal, a resistência popular foi contida pelas direções partidárias e sindicais pró-imperialistas. Nos EUA (Winsconsin) as direções operárias ligadas ao Partido Democrata fizeram o mesmo. Na América Latina, até o momento, mas não por muito tempo, os governos da chamada “centro esquerda” vêm retardando e amortecendo o conflito social através do controle que exercem sobre as organizações de massa. Obama ordenou o início do bombardeio sobre a Líbia quando estava com Dilma Roussef, governo pró-imperialista no Brasil.

Agora, na África, as oposições burguesas liberais das ditaduras da Tunísia e do Egito realizaram acordos de transição democrática para estabilizar os países com novos governos fantoches dos EUA e Israel. Nós não consideramos estes processos como “revoluções árabes” ou “revoluções democráticas”. São levantes populares, expressões genuínas da indignação com os aumentos de preços e aumento da opressão causada pela crise imperialista que começou em 2008, mas o imperialismo procura desviar estas situações potencialmente revolucionárias para ampliar seu domínio na África e no Oriente Médio.

Se o imperialismo não consegue apropriar-se de forma “pacífica” do que quer, como através do fraudulento plebiscito que dividiu o Sudão, a ONU trata de ocupar o país e impor pela força militar suas igualmente fraudulentas eleições como ocorreu na Costa do Marfim. Tudo isto, com o apoio da União Africana e do governo do CNA na África do Sul.

Na Líbia, na Síria e no Irã, o imperialismo busca realizar golpes de Estado com camuflagem “democrática”, aproveitando-se das “insurreições populares” nos países vizinhos. No Irã, os EUA e Israel buscam reeditar a reacionária “revolução verde”. Na Síria, o imperialismo ianque e seu enclave sionista tratam de criar o mesmo cenário de guerra civil fabricado contra a Líbia para justificar outra intervenção militar estrangeira. Na Líbia, o imperialismo realizou um salto de qualidade em sua intervenção. Não apenas pelo que fez depois de iniciado o processo “rebelde”, mas pelo que preparou antes dele. A “revolta” na Líbia não é qualquer tipo de revolução, mas uma contrarrevolução, com uma direção imperialista apoiada e patrocinada pela CIA. É a continuação de uma série de tentativas de restaurar a monarquia e os privilégios tribais em favor dos EUA e da União Europeia, que começaram logo após Gadafi assumir o poder, em 1969, e continuaram esporadicamente desde então. Não por acaso, a bandeira dos “rebeldes” é a bandeira da monarquia imposta pelo imperialismo, do fantoche Rei Idris (1951-1969).

Os rebeldes da Líbia são agentes da CIA desde o princípio, como foram os golpistas anti-Chavez em 2002 na Venezuela. O imperialismo, tendo à frente os EUA e a França, quer balcanizar a Líbia, assim como fez na Iugoslávia, ou dominá-la de conjunto, como no Afeganistão e no Iraque. Pode ocorrer também o que vimos na Bolívia, onde Evo Morales capitulou a uma nova partilha da exploração do gás em favor dos golpistas pró-imperialistas do Leste do país.

Os que patrocinam a noção ingênua de que o que ocorre na Líbia é uma revolução de "massas", como uma continuidade das revoltas na Tunísia e no Egito, esquecem que as massas foram enganadas para apoiar a queda do Muro de Berlim, a Revolução de Veludo (Checoslováquia ), a Revolução Laranja, (Ucrânia) e todas as outras "revoluções" fabricadas pela CIA. Todos estes movimentos foram, na verdade, contrarrevoluções patrocinados pelo imperialismo.

Desde o início da nova escalada de ataques israelenses contra a Palestina, 20 palestinos foram mortos e 50 feridos, na pior ofensiva israelense na Faixa de Gaza dos últimos dois anos. É o ataque mais sangrento desde 2008, quando uma operação militar matou 1.400 palestinos. Somos a favor da destruição do Estado sionista de Israel e de um governo operário e camponês multiétnico, baseado em conselhos de trabalhadores urbanos e rurais.

Por 21 anos, o Partido Nacional Democrático (PND) de Hosni Mubarak no Egito, foi um membro da Segunda Internacional Socialista (IS), ao lado dos Partidos Trabalhistas da Grã-Bretanha, da Austrália e da Nova Zelândia. A Internacional Socialista só expulsou o PND de suas fileiras em janeiro de 2011, após as manifestações de massa que levaram à renúncia de Mubarak, mas não derrotaram o PND. Porém, fiel à sua longa história de defender o imperialismo britânico, o líder do Partido Trabalhista britânico, Ed Miliband, apoiou inequivocamente aos rebeldes de Bengasi e ao bombardeio da Líbia, com base na completamente hipócrita declaração que, "como internacionalistas, temos a responsabilidade e a oportunidade de ajudar na aplicação do direito internacional e salvar os inocentes deste massacre". Usando as tolas ameaças de Gadafi de que “não teria misericórdia, nem piedade", Miliband sancionou o ataque que está matando muito mais pessoas do que Gadafi poderia ter matado. Mas, como um "efeito não intencional” este ataque vai desviar os recursos do petróleo da Líbia para as mãos dos imperialistas ocidentais para que possam investir nos mercados de Wall Street e da City de Londres, retirando recursos das escolas, hospitais e da previdência social líbia e de outros países africanos.

Jim Murphy MP, conselheiro trabalhista do Secretário de Defesa britânico, deu uma sugestão que foi seguida pelo restante da esquerda reformista na Grã-Bretanha e a nível internacional: "A inércia tem prejudicado a causa da liberdade não apenas para as centenas de milhares de pessoas que se têm rebelado contra Gadafi na Líbia, mas em outros países onde as pessoas estão também a lutar por mudanças."

E para os que ainda têm dúvidas sobre as posições assassinas do imperialista Partido Trabalhista, Murphy escreve: "as nossas convicções devem estar com todas as forças britânicas ao redor do mundo, incluindo os mais de 10.000 britânicos no Afeganistão. Essa corajosa ação no espaço aéreo líbio e no Mediterrâneo deve receber todo o apoio que precisa, porque a sua coragem é o que permite a aplicação da resolução da ONU para proteger o povo líbio". Com naturalidade, ele se desmancha em elogios aos massacres “para salvar vidas” de civis e combatentes no Iraque e Afeganistão ou agora na Líbia.

A maior prova de que os “rebeldes” líbios não passam de carniceiros agentes do imperialismo é o fato de invocarem o bombardeio da OTAN contra o seu próprio povo, como fizeram os colaboracionistas em todos os momentos da luta de classes, desde Thiers na Comuna de Paris (1871) até o Líbano (2006). A cada dia que passa fica mais evidente que os agentes nativos do imperialismo são meros abre-alas para a intervenção multinacional no país. São racistas e xenófobos, inimigos da classe operária negra africana que trabalha na Líbia. Em nome da caçada aos “mercenários de Gadafi”, perseguem os negros para de fato desvalorizar ainda mais a força de trabalho no país, preparando-a para a superexploração da nova era de extrema rapina imperialista. Os “rebeldes” líbios são um bando burguês, de trânsfugas do regime Gadafi a serviço do grande capital internacional.

Os agrupamentos políticos que se reivindicam marxistas, que caracterizam os levantes populares desviados nos países árabes como “revoluções”, são demagogos, que adulam e entorpecem as massas em favor da estabilização de novos governos fantoches burgueses pró-imperialistas. Mas o pior é quando estes grupos, em nome do apoio às massas líbias e da luta pela democracia, se aliam à propaganda de guerra midiática imperialista mundial para camuflar este Golpe de Estado da CIA. Os que neste momento se negam a estabelecer uma frente única militar com Gadafi para derrotar externa e internamente os interesses do imperialismo, traem a luta antiimperialita mundial e a luta contra o Estado genocida de Israel que massacra os palestinos, em particular.

Denunciamos as principais correntes internacionais revisionistas que compartilham formalmente das seguintes posições:

1) caracterizam a existência de uma "revolução árabe" ou "revoluções democráticas" na África e no Oriente Médio;

2) Apoiam os "rebeldes" pró-imperialistas na Líbia

Neste perfil se incluem o Secretariado Unificado da Quarta Internacional (NPA – França, Enlace/PSOL - Brasil); LIT (PSTU - Brasil); UIT (Izquierda Socialista - Argentina); CMI (Socialist Appeal - Grã-Bretanha, Esquerda Marxista do PT - Brasil); CIO (Partido Socialista - Grã-Bretanha, LSR/PSOL - Brasil); IST (SWP - Grã-Bretanha); L5I (Workers Power - Grã-Bretanha); FT (PTS - Argentina, LER - Brasil); FLTI (LOI-DO - Argentina)

Foi a política anti-operária e neoliberal de Gadafi da última década que pavimentou o caminho desta ofensiva reacionária imperialista. Gadafi estabeleceu novos acordos com o imperialismo, destruindo as conquistas dos processos de nacionalização dos meios de produção e das riquezas energéticas pós-1969. Gadafi proibiu os sindicatos e as greves e realizou acordos racistas anti-imigrantes com Berlusconi, patrocinou a campanha eleitoral do fascistóide Sarkozy e privatizou e fez leilões com as riquezas energéticas da Líbia. Deste modo, o caudilho de Trípoli perdeu popularidade junto à população líbia e africana e alimentou o apetite de setores da burguesia nativa em negociar diretamente com o imperialismo, livrando-se do Clã Gadafi.

As massas não podem ter nenhuma confiança no anti-imperialismo de Gadafi. Por isto, reivindicamos o armamento de todo o povo líbio contra o imperialismo e a oposição reacionária. Reivindicamos a defesa incondicional da Líbia contra o imperialismo e seus agentes. Reivindicamos uma frente única militar com Gadafi contra a OTAN e os “rebeldes” monarquistas agentes da CIA. "Rebeldes" que são politicamente semelhantes aos legalistas pró-imperialista do norte da Irlanda, ao Partido da Liberdade Inkatha da África do Sul e os “Contras” da Nicarágua.

Esta foi a tática revolucionária de Lenin e Trotsky diante do levante de Kornilov, ex-general de Kerensky que tentou realizar um golpe de estado na Rússia em agosto de 1917. Os bolcheviques chamaram uma frente única militar e exigiram armas a Kerensky, ao mesmo tempo em que responsabilizaram Kerensky por pavimentar o caminho da reação, e preparam a revolução social. Do mesmo modo, responsabilizamos Gadafi pela reação golpista e impulsionamos as massas a combinar as tarefas da luta anti-imperialista com a luta democrática e socialista para avançar em direção ao estabelecimento de um governo operário e camponês onde o pan-arabismo de Gadafi parou e retrocedeu. A vitória sobre a ofensiva militar imperialista contrarrevolucionária daria um imenso impulso não apenas para que o proletariado líbio acerte as contas com o caudilho de Trípoli, como também impulsionaria a luta dos trabalhadores da Tunísia, Egito, Bahrein, Costa do Marfim, Palestina, Iraque e Afeganistão contra o imperialismo e os capitalistas nativos.

O primeiro passo neste sentido é a luta em nossos próprios países contra as burguesias imperialistas, da Grã Bretanha e semi-coloniais do Brasil e África do Sul. Defendemos a derrota de nossos próprios governos, aliados da recolonização imperialista do proletariado mundial. Defendemos o pleno direito das massas líbias a expropriarem as multinacionais britânicas, brasileiras e sul africanas e a todos os capitalistas na Líbia, em favor da nacionalização sem indenização e sob controle operário.

● Derrotar o imperialismo! Lutar pela soberania, unidade e independência da Líbia com os métodos da revolução permanente!
● Frente única militar com o exército líbio contra o pró-imperialista Conselho Nacional de Transição (CNT) e contra todos os grupos patrocinado pela CIA!
● Construir Comitês Revolucionários em todos os locais de trabalho, estudo e moradia contra a intervenção imperialista!
● Por uma Assembleia Constituinte com base nesses comitês revolucionários.
● Por um governo operário e camponês!
● Em defesa do direito de criação de sindicatos e do direito de greve!
● Não ao controle de imigração, igualdade de direitos e condições de trabalhadores para todos os imigrantes!
● Controle operário dos locais de trabalho e dos campos petrolíferos, subsídios aos alimentos e bens essenciais, salário mínimo vital, pleno emprego para todos; expropriação das empresas e capitais imperialistas!
● Por greves e ocupações para impedir o envio de tropas e munição para atacar a Líbia!
● Por uma Federação Socialista do Norte da África e Oriente Médio!

Declaração assinada por
SOCIALIST FIGHT - Grã Bretanha
REVOLUTIONARY MARXIST GROUP - África do Sul
LIGA COMUNISTA - Brasil
21 de abril de 2011

Socialist Fight
PO Box 59188, London, NW2 9LJ

Revolutionary Marxist Group