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terça-feira, 13 de junho de 2017

GRÃ BRETANHA: DECLARAÇÃO DO SF PARA AS ELEIÇÕES

Declaração do SF: Vote Labor!
01/06/2017

Ian

O grupo Socialist Fight [Luta Socialista, seção britânica do CLQI], defende que os trabalhadores votem nos trabalhistas na Inglaterra, na Escócia e no País de Gales. Ao mesmo tempo, como parte da nossa oposição ao imperialismo britânico, nos opomos ao Partido Trabalhista britânico na Irlanda do Norte.

As pesquisas de opinião mostram uma corrida eleitoral apertada. Corbyn, líder do trabalhismo, é um político imperialista, mas ele não é um conservador e está à frente de um movimento da classe trabalhadora que agora está rejeitando a austeridade com a candidatura mais a esquerda já produzida pelo trabalhismo.

Não temos ilusões, ele não é revolucionário como nenhum dos dirigentes anteriores do Partido Trabalhista foi, mas Corbyn é a expressão política de um movimento que obteve duas vitórias eleitorais massivas na direção do trabalhismo contra todo o establishment capitalista, incluindo a maioria dos deputados do Partido Trabalhista.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

MARXISMO X ANARQUISMO

Marxismo X Anarquismo
NEM KRONSTADT, NEM MAKHNO: DEFENDER OUTUBRO, COMBATER OS MITOS!

Ignácio Reiss

INTRODUÇÃO

Com a Revolução Russa completando um século, correntes de diversos matizes políticos continuam a empreender uma verdadeira cruzada contra o bolchevismo e os principais dirigentes da Insurreição de Outubro – Lênin e Trotsky. Os anarquistas, em particular, não se cansam de repetir os velhos mitos já derrubados pela história. Como se sabe, durante o longo processo revolucionário na Rússia, o Partido Bolchevique foi a única fração que ofereceu de fato uma direção revolucionária aos trabalhadores e pôs um fim definitivo na questão da dualidade de poder; os anarquistas ou se esconderam em seu reduto periférico ou atuaram em união com os bolcheviques. Após a revolução, uma parcela dos que se proclamavam "anarquistas", alheios ao processo revolucionário de 1917, passou para o lado da reação contrarrevolucionária com a intenção de derrubar o nascente Estado operário e o poder soviético. De todos eles, o movimento de Makhno na Ucrânia (1918-21) e a fracassada rebelião de Kronstadt (1921) são apresentados ainda hoje como alternativas "revolucionárias" ao bolchevismo. Ambos os episódios continuam gerando uma enorme polêmica e despertando até mesmo a curiosidade e simpatia dos setores mais reacionários da burguesia.[1] Não sem razão, Trotsky declarou em 1938 que a rebelião de Kronstadt parecia não ter ocorrido há dezessete anos, mas apenas ontem... O que diria hoje o velho dirigente bolchevique quando as inúmeras falsificações reproduzidas ao longo do tempo transformaram-se praticamente em um mito?